sábado, 7 de maio de 2011

I N F L A Ç Ã O = 6,51% EM 12 MESES

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Preços sobem 6,51% em 12 meses e ultrapassam meta do governo, diz IBGE

Publicação: 07/05/2011 14:29
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou alta de 0,77% em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (6).

Nos últimos 12 meses, o índice está acumulado em 6,51%, valor levemente superior à meta de 6,5% para o ano.

É a primeira vez desde junho de 2005 em que a taxa em 12 meses supera o teto estabelecido pelo governo. No acumulado do ano, o índice já subiu 3,23%. A inflação de 0,77% em abril representa uma leve desaceleração em relação à registrada em março (0,79%).

O combate à inflação se tornou um dos principais objetivos do governo. Para este ano, o centro da meta de inflação perseguido pelo Banco Central é de 4,5%. O mercado, porém, prevê inflação de 6,37%, mas não descarta totalmente a possibilidade de o índice deste ano superar o teto de 6,5%.

A última vez em que isso ocorreu foi em 2002, quando a inflação foi de 12,53% e o teto era de 5,5%. Em 2003 e 2004 a meta teve que ser ajustada para cima para evitar novos rompimentos.

O próprio BC em relatório elevou a estimativa para a inflação neste ano de 5% para 5,6%. No ano passado, a inflação foi de 5,91%, a maior registrada no país desde 2004.

O centro da meta pode ter variação de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, ou seja, a inflação poderia ir de 2,5% a 6,5%. O índice de 4,5% é chamado de centro, pois está bem no meio dos extremos.

O temor de uma forte alta nos preços em 2011 tem feito com que o governo tente controlar a inflação por meio da política monetária. Ou seja, subindo a taxa básica de juros, a Selic.

Ao elevar os juros, o objetivo é desestimular o consumo e, assim, evitar que os preços subam. Em abril, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu elevar a taxa básica de juros (a Selic) para 12% ao ano.

Com a nova elevação, a Selic atingiu seu maior nível desde janeiro de 2009, quando era de 12,75%.
Combustíveis pesam

A leve desaceleração da inflação em em abril na comparação com março poderia ter sido maior, mas as elevações dos preços dos combustíveis impediu essa redução.

Em abril, somente o etanol ficou 11,2% mais caro. Acompanhando o aumento do derivado de cana-de-açúcar, a gasolina também está mais cara para o consumidor, por registrar alta de 6,26% somente neste mês.

No acumulado do ano, o índice mostra forte aumento de 9,58% no preço do litro do derivado de petróleo e de 31,09% no valor do etanol. Em 12 meses, o valor do etanol disparou 42,88% e o da gasolina, 11,68%.
Alimentos arrefecem

No mês passado, os preços do grupo alimentação e bebidas subiram 0,58%, abaixo da alta de 0,75% de março.

"Produtos importantes com preços em queda contribuíram para a redução do resultado do grupo no mês, a exemplo do tomate, do açúcar cristal, do arroz e das carnes", disse o IBGE em nota.

Além desse grupo, outros quatro dentro os nove que formam o IPCA tiveram desaceleração em abril em relação a março: artigos de residência, com queda de 0,62% agora ante alta anterior de 0,21%; despesas pessoais, que passou de alta de 0,78% em março para 0,57%; educação, de 1,04% para 0,09%; e comunicação, de 0,17% de alta para estabilidade.
Índice

O IPCA refere-se às famílias com rendimento mensal de 1 a 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém), além do município de Goiânia e do Distrito Federal.

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