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DN PORTUGAL

Assume a sua fé religiosa e considera que a atitude política ganharia se a doutrina social da Igreja fosse respeitada. Não é o que observa na realidade nacional, tal como não encontra justiça nem a equidade na distribuição do pagamento da factura da dívida nacional.
Em entrevista ao DN, Bagão Félix considera que os seus tempos de ministro já passaram, "acho que tenho idade para pensar noutros desejos", diz, "aliás, penso que a coisa pública não se concretiza apenas através de cargos de governação". Não o preocupa que o novo Governo seja considerado demasiado jovem, mas considera que houve dificuldade em recrutar ministros devido aos baixos salários que os políticos ganham hoje em dia, uma vez que " qualquer quadro intermédio ganha muito mais do que um ministro, com uma diferença: não é tão duramente escrutinado e tem uma responsabilidade menor", adianta.
Para Bagão Félix, o anúncio da antecipação do imposto extra do 13º mês era inevitável, porque o Governo "está completamente manietado a última coisa em que o País pode falhar é na meta do défice orçamental. O Governo terá feito as contas e tenho de admitir que não haveria alternativa". Mas para Bagão Félix,"talvez o Governo, se pudesse, deveria dar nos primeiros três meses exemplos ao País de redução da despesa. E, em Setembro, veria de facto se era suficiente ou não. Se não fosse suficiente, então haveria o tal imposto extraordinário".
31 entrevistas em Agosto é uma rubrica do "Made in Portugal": durante os 31 dias deste mês de Agosto o DN publicará 31 entrevistas a figuras portuguesas, que falarão do País que temos e daquele que queremos. Todas as entrevistas serão conduzidas pelo jornalista João Céu e Silva. AMANHÃ: Rui Ramos

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