terça-feira, 16 de agosto de 2011

NAFISSATOU DIALLO FOI ESTUPRADA, AFIRMA RELATÓRIO


Estados Unidos

Camareira que acusou DSK foi estuprada, afirma relatório

Conforme laudo, mulher sofria de vários ferimentos causados pela agressão

Nafissatou Diallo em Nova York
Nafissatou Diallo em Nova York (Timothy A. Clary/AFP)
A camareira do hotel Sofitel de Nova York que acusou de abuso sexual o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn foi vítima de estupro, apontam os médicos que a atenderam naquele dia. A revelação foi feita nesta terça-feira pela revista francesa L'Express.

Entenda o caso


  1. • Em 14 de maio, o francês Dominique Strauss-Kahn foi preso, acusado de abuso sexual pela camareira de um hotel de luxo de Nova York. Uma semana depois, foi colocado em prisão domiciliar
  2. • Como consequência do escândalo, foi obrigado a renunciar à chefia do FMI e à candidatura à Presidência da França em 2012 - para a qual era um dos favoritos
  3. • Um mês depois, porém, o caso sofre uma reviravolta: promotores passam a duvidar da credibilidade da vítima, que mentiu nos depoimentos, e DSK ganha liberdade condicional, podendo até ser inocentado
Médicos do hospital St. Luke's Roosevelt de Manhattan examinaram Nafisatou Diallo no dia 14 de maio, no dia da suposta agressão, e conforme relatório elaborado a mulher sofria de diversos ferimentos causados pelo estupro. "Diagnóstico: agressão. Causa dos ferimentos: agressão e estupro", indicam as conclusões do relatório divulgadas peloL'Express, no qual acrescenta que Diallo chegou ao hospital de ambulância, embora fosse capaz de caminhar sozinha. Ela estava acompanhada de um policial.
O relatório aponta para a declaração dos profissionais de saúde que a atenderam, segundo o qual a camareira do hotel dizia ter sido vítima de abuso sexual. Chorando, Diallo contou aos médicos detalhes da agressão. Na última página do relatório, o médico descreve a área vaginal da paciente, onde aponta traumatismo na parte posterior, além de indicar que a região estava avermelhada.

Convicção - O advogado de Diallo, Kenneth Thompson, expressa em entrevista concedida aL'Express sua convicção de que sua cliente sofreu abuso sexual, e sua surpresa pelo fato da Promotoria, embora tenha abordado esses dados no início da investigação, não ter lhes atribuído maior peso.
Segundo o advogado, "não existe" a conversa publicada na imprensa na qual supostamente a mulher falou com um amigo preso por tráfico de maconha sobre os benefícios que poderia tirar do julgamento contra Strauss-Kahn, o que deu a entender que conhecia a identidade do então dirigente do FMI.

"Um homem que não conheço me agrediu e tentou tirar minha roupa. Brigamos fisicamente. Fui ao hospital e o detiveram", conta Thompson sobre o que aparece na gravação, com a qual tenta defender a credibilidade de sua cliente. 

(Com agência EFE)






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