Estados Unidos
Camareira que acusou DSK foi estuprada, afirma relatório
Conforme laudo, mulher sofria de vários ferimentos causados pela agressão

Nafissatou Diallo em Nova York (Timothy A. Clary/AFP)
A camareira do hotel Sofitel de Nova York que acusou de abuso sexual o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn foi vítima de estupro, apontam os médicos que a atenderam naquele dia. A revelação foi feita nesta terça-feira pela revista francesa L'Express.
Entenda o caso
- • Em 14 de maio, o francês Dominique Strauss-Kahn foi preso, acusado de abuso sexual pela camareira de um hotel de luxo de Nova York. Uma semana depois, foi colocado em prisão domiciliar
- • Como consequência do escândalo, foi obrigado a renunciar à chefia do FMI e à candidatura à Presidência da França em 2012 - para a qual era um dos favoritos
- • Um mês depois, porém, o caso sofre uma reviravolta: promotores passam a duvidar da credibilidade da vítima, que mentiu nos depoimentos, e DSK ganha liberdade condicional, podendo até ser inocentado
Médicos do hospital St. Luke's Roosevelt de Manhattan examinaram Nafisatou Diallo no dia 14 de maio, no dia da suposta agressão, e conforme relatório elaborado a mulher sofria de diversos ferimentos causados pelo estupro. "Diagnóstico: agressão. Causa dos ferimentos: agressão e estupro", indicam as conclusões do relatório divulgadas peloL'Express, no qual acrescenta que Diallo chegou ao hospital de ambulância, embora fosse capaz de caminhar sozinha. Ela estava acompanhada de um policial.
O relatório aponta para a declaração dos profissionais de saúde que a atenderam, segundo o qual a camareira do hotel dizia ter sido vítima de abuso sexual. Chorando, Diallo contou aos médicos detalhes da agressão. Na última página do relatório, o médico descreve a área vaginal da paciente, onde aponta traumatismo na parte posterior, além de indicar que a região estava avermelhada.
Convicção - O advogado de Diallo, Kenneth Thompson, expressa em entrevista concedida aL'Express sua convicção de que sua cliente sofreu abuso sexual, e sua surpresa pelo fato da Promotoria, embora tenha abordado esses dados no início da investigação, não ter lhes atribuído maior peso.
Convicção - O advogado de Diallo, Kenneth Thompson, expressa em entrevista concedida aL'Express sua convicção de que sua cliente sofreu abuso sexual, e sua surpresa pelo fato da Promotoria, embora tenha abordado esses dados no início da investigação, não ter lhes atribuído maior peso.
Segundo o advogado, "não existe" a conversa publicada na imprensa na qual supostamente a mulher falou com um amigo preso por tráfico de maconha sobre os benefícios que poderia tirar do julgamento contra Strauss-Kahn, o que deu a entender que conhecia a identidade do então dirigente do FMI.
"Um homem que não conheço me agrediu e tentou tirar minha roupa. Brigamos fisicamente. Fui ao hospital e o detiveram", conta Thompson sobre o que aparece na gravação, com a qual tenta defender a credibilidade de sua cliente.
(Com agência EFE)
"Um homem que não conheço me agrediu e tentou tirar minha roupa. Brigamos fisicamente. Fui ao hospital e o detiveram", conta Thompson sobre o que aparece na gravação, com a qual tenta defender a credibilidade de sua cliente.
(Com agência EFE)


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