REGIÃO
Jornal O VALE
August 12, 2011 - 04:00
Abetar é investigada por falsificação de assinatura

Arquivo/O Vale
Aliado do PT em São José é suspeito de adulterar documento de firma para desviar verbas da União
Filipe Manoukian
São José dos campos
O presidente da Abetar (Associação Brasileira de Transporte Aéreo Regional), Apóstole Lazaro Chryssafidis, o Lack, apontado como mentor de um suposto esquema de desvio de dinheiro em convênios firmados junto ao Ministério de Turismo, também é alvo de um inquérito policial por fraude.
Lack e a contabilista Hellem Maria Lima e Silva, que presta serviços à Abetar -- entidade fundada em São José dos Campos--, são suspeitos de ter falsificado assinaturas para reativar uma empresa que passou a ser utilizada como uma das firmas de fachada subcontratadas pela Abetar para desviar dinheiro público.
Trata-se da WP Representações, empresa que comercializou materiais de construção entre 2000 e 2001.
“Nesta época, decidimos fechar a empresa porque meu marido recebeu proposta de emprego no Rio de Janeiro e nossa contadora se responsabilizou pelo fechamento da empresa”, afirmou a dona da WP, Neusa Tesser Antunes Prianti, referindo-se a Hellem Lima e Silva.
]Investigação. Segundo a empresária, em 2007 ela recebeu notificação da Junta Comercial de que o pedido de reabertura da empresa havia sido deferido.
“O documento também mostrava que eu tinha vendido a empresa para este Apóstole. Isso é mentira, nunca vi esse Apóstole”, afirmou Neusa.
Ao tomar conhecimento do assunto, ela e o esposo William registraram Boletim de Ocorrência, que resultou na investigação criminal atualmente em curso na Justiça.
As investigações policiais revelam, de acordo com Neusa, que Lack teria encomendado a Hellem uma empresa para participar de uma licitação.
Alianças.Hellem também foi candidata a vereadora pelo PP --partido que era presidido por Lack-- nas eleições de 2008. Além disso, ela faria a contabilidade de diversas empresas de fachada constantemente subcontratadas pela Abetar.
Lack é aliado político do deputado federal Carlinhos Almeida (PT). Em 2008, ele coordenou a campanha do petista à Prefeitura de São José.
Empresário rebate acusaçõesSão José dos Campos
Por meio da assessoria, Apóstole Lazaro Chryssafidis afirmou ontem que não há nenhuma acusação contra ele, já que o inquérito ainda está em andamento.
Na nota oficial, o presidente da Abetar também negou que tenha encomendado a Hellem Lima e Silva uma empresa para participar de licitação.
“O laudo feito pelos policiais foi inconclusivo, não comprovando qualquer falsificação”, afirmou Lack.
Ainda de acordo com a nota oficial, ele teria sido absolvido numa ação civil proposta por Neusa Prianti. No entanto, a ação ainda está sendo analisado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Lack também garantiu que não tem qualquer vínculo com Hellem, afirmando que ela só presta serviços à Abetar.
O empresário negou ainda participação na WP Representações e que tenha desviado recursos públicos do governo federal.
A reportagem de O VALE esteve anteontem no endereço declarado por Hellem à Junta Comercial, mas foi informado pela filha da contadora que ela não mora mais na casa.
Entenda o casoConvêniosO Ministério Público Federal investiga 15 convênios formalizados entre o Ministério do Turismo e a Abetar, que juntos somam R$ 4,2 milhões, para cursos de qualificação de mão de obra na área de turismo e aviação
DesvioInvestigações preliminares indicam que Lack usaria empresas de fachada, registradas em nomes de laranjas, para desviar verbas do governo federal em proveito próprio
FraudeUma das empresas de fachada teria sido criada a partir de uma falsificação de assinatura de Lack e sua contabilista, Hellem Lima e Silva
São José dos campos
O presidente da Abetar (Associação Brasileira de Transporte Aéreo Regional), Apóstole Lazaro Chryssafidis, o Lack, apontado como mentor de um suposto esquema de desvio de dinheiro em convênios firmados junto ao Ministério de Turismo, também é alvo de um inquérito policial por fraude.
Lack e a contabilista Hellem Maria Lima e Silva, que presta serviços à Abetar -- entidade fundada em São José dos Campos--, são suspeitos de ter falsificado assinaturas para reativar uma empresa que passou a ser utilizada como uma das firmas de fachada subcontratadas pela Abetar para desviar dinheiro público.
Trata-se da WP Representações, empresa que comercializou materiais de construção entre 2000 e 2001.
“Nesta época, decidimos fechar a empresa porque meu marido recebeu proposta de emprego no Rio de Janeiro e nossa contadora se responsabilizou pelo fechamento da empresa”, afirmou a dona da WP, Neusa Tesser Antunes Prianti, referindo-se a Hellem Lima e Silva.
]Investigação. Segundo a empresária, em 2007 ela recebeu notificação da Junta Comercial de que o pedido de reabertura da empresa havia sido deferido.
“O documento também mostrava que eu tinha vendido a empresa para este Apóstole. Isso é mentira, nunca vi esse Apóstole”, afirmou Neusa.
Ao tomar conhecimento do assunto, ela e o esposo William registraram Boletim de Ocorrência, que resultou na investigação criminal atualmente em curso na Justiça.
As investigações policiais revelam, de acordo com Neusa, que Lack teria encomendado a Hellem uma empresa para participar de uma licitação.
Alianças.Hellem também foi candidata a vereadora pelo PP --partido que era presidido por Lack-- nas eleições de 2008. Além disso, ela faria a contabilidade de diversas empresas de fachada constantemente subcontratadas pela Abetar.
Lack é aliado político do deputado federal Carlinhos Almeida (PT). Em 2008, ele coordenou a campanha do petista à Prefeitura de São José.
Empresário rebate acusaçõesSão José dos Campos
Por meio da assessoria, Apóstole Lazaro Chryssafidis afirmou ontem que não há nenhuma acusação contra ele, já que o inquérito ainda está em andamento.
Na nota oficial, o presidente da Abetar também negou que tenha encomendado a Hellem Lima e Silva uma empresa para participar de licitação.
“O laudo feito pelos policiais foi inconclusivo, não comprovando qualquer falsificação”, afirmou Lack.
Ainda de acordo com a nota oficial, ele teria sido absolvido numa ação civil proposta por Neusa Prianti. No entanto, a ação ainda está sendo analisado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Lack também garantiu que não tem qualquer vínculo com Hellem, afirmando que ela só presta serviços à Abetar.
O empresário negou ainda participação na WP Representações e que tenha desviado recursos públicos do governo federal.
A reportagem de O VALE esteve anteontem no endereço declarado por Hellem à Junta Comercial, mas foi informado pela filha da contadora que ela não mora mais na casa.
Entenda o casoConvêniosO Ministério Público Federal investiga 15 convênios formalizados entre o Ministério do Turismo e a Abetar, que juntos somam R$ 4,2 milhões, para cursos de qualificação de mão de obra na área de turismo e aviação
DesvioInvestigações preliminares indicam que Lack usaria empresas de fachada, registradas em nomes de laranjas, para desviar verbas do governo federal em proveito próprio
FraudeUma das empresas de fachada teria sido criada a partir de uma falsificação de assinatura de Lack e sua contabilista, Hellem Lima e Silva
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