Polícia prende suspeito de matar irmãs em Cunha (SP)
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DE SÃO PAULO
Foi preso na madrugada desta segunda-feira Ananias dos Santos, 27, suspeito de matar duas adolescentes irmãs na cidade de Cunha, em no mês passado. Segundo a polícia, ele estava na casa do pai, na mesma cidade em que cometeu o crime.
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Divulgação |
Ananias dos Santos, 27, é apontado pela polícia como suspeito de matar duas irmãs adolescentes em Cunha |
Investigações da polícia apontam que tinha interesse em Juliana Vânia de Oliveira, 15, mas não era correspondido. Os corpos dela e da irmã, Josely Laurentina, 16, foram encontrados na última dia 28.
Santos já era foragido por roubo. Ele fugiu da penitenciária de Tremembé (147 km de São Paulo) depois de receber o benefício da saída temporária de Páscoa, em 2009. A polícia também aponta seu envolvimento em formação de quadrilha, porte ilegal de armas e constrangimento ilegal.
Ele chegou a entrar na lista dos mais procurados no site da Polícia Civil de São Paulo, ao lado de outros 24 foragidos --em uma relação que inclui o médico Roger Abdelmassih e Mizael Bispo de Souza, acusado pela morte da ex-namorada Mércia Nakashima.
CRIME
As jovens Juliana e Josely ficaram cinco dias desaparecidas. Foram vistas pela última vez quando retornavam da escola, no fim da tarde do dia 23. Elas chegaram a deixar a escola e seguir até a zona rural, em um ônibus, mas não foram mais vistas depois disso.
Reprodução/TV Globo |
Juliana (à esq.) e Josely Oliveira, que foram encontradas mortas em uma zona rural de Cunha (SP) na segunda-feira |
Segundo o TJ, a polícia chegou a pedir a quebra do sigilo telefônico das meninas, com o objetivo de localizá-las por meio do rastreamento de ligações feitas por seus celulares. O pedido foi autorizado, mas não ajudou.
De acordo com exames realizados pelo IML de Guaratinguetá (187 km de SP), o corpo de Josely tinha marcas de dois tiros (na cabeça e no peito) e o de Juliana, de quatro (três na cabeça e um no peito).
Os corpos também tinham sinais de violência, como cortes no pescoço. Amostras colhidas e encaminhadas para um laboratório apontam que não houve violência sexual contra as adolescentes.
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