segunda-feira, 11 de abril de 2011

"ASSASSINATO EM CUNHA/SP:- "Segundo a polícia, ele estava na casa do pai, na mesma cidade em que cometeu o crime."

08h16

Polícia prende suspeito de matar irmãs em Cunha (SP)



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DE SÃO PAULO


Foi preso na madrugada desta segunda-feira Ananias dos Santos, 27, suspeito de matar duas adolescentes irmãs na cidade de Cunha, em no mês passado. Segundo a polícia, ele estava na casa do pai, na mesma cidade em que cometeu o crime.


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Divulgação
Ananias dos Santos, 27, é apontado pela polícia como suspeito de matar duas irmãs adolescentes em Cunha
Ananias dos Santos, 27, é apontado pela polícia como suspeito de matar duas irmãs adolescentes em Cunha


Investigações da polícia apontam que tinha interesse em Juliana Vânia de Oliveira, 15, mas não era correspondido. Os corpos dela e da irmã, Josely Laurentina, 16, foram encontrados na última dia 28.


Santos já era foragido por roubo. Ele fugiu da penitenciária de Tremembé (147 km de São Paulo) depois de receber o benefício da saída temporária de Páscoa, em 2009. A polícia também aponta seu envolvimento em formação de quadrilha, porte ilegal de armas e constrangimento ilegal.


Ele chegou a entrar na lista dos mais procurados no site da Polícia Civil de São Paulo, ao lado de outros 24 foragidos --em uma relação que inclui o médico Roger Abdelmassih e Mizael Bispo de Souza, acusado pela morte da ex-namorada Mércia Nakashima.


CRIME



As jovens Juliana e Josely ficaram cinco dias desaparecidas. Foram vistas pela última vez quando retornavam da escola, no fim da tarde do dia 23. Elas chegaram a deixar a escola e seguir até a zona rural, em um ônibus, mas não foram mais vistas depois disso.


Reprodução/TV Globo
Juliana (à esq.) e Josely Oliveira, que foram encontradas mortas em uma zona rural de Cunha (SP) na segunda-feira
Juliana (à esq.) e Josely Oliveira, que foram encontradas mortas em uma zona rural de Cunha (SP) na segunda-feira

Segundo o TJ, a polícia chegou a pedir a quebra do sigilo telefônico das meninas, com o objetivo de localizá-las por meio do rastreamento de ligações feitas por seus celulares. O pedido foi autorizado, mas não ajudou.


De acordo com exames realizados pelo IML de Guaratinguetá (187 km de SP), o corpo de Josely tinha marcas de dois tiros (na cabeça e no peito) e o de Juliana, de quatro (três na cabeça e um no peito).


Os corpos também tinham sinais de violência, como cortes no pescoço. Amostras colhidas e encaminhadas para um laboratório apontam que não houve violência sexual contra as adolescentes.



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