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sábado, 16 de março de 2013

DILMA E OS 39 PALHAÇOS


15/03/2013
 às 20:44 \ Política & Cia

O Ministério de Dilma: um monstrengo gigantesco, impossível de ser pilotado com eficiência — e que ela não pode enxugar

Reunião ministerial da presidente Dilma Rousseff (Foto: ABr)
Reunião ministerial da presidente Dilma Rousseff: nem nossos dois imperadores, D. Pedro I e D. Pedro II, dispuseram de tamanho séquito administrativo (Foto: Agência Brasil)
Com a habitual franqueza, o empresário Jorge Gerdau — exemplo de empreendedor bem-sucedido, cujo império siderúrgico embasado no Brasil já se estende por vários Estados americanos — decretou: o país, disse em entrevista à Folha de S. Paulo e ao UOL, precisa apenas de “meia dúzia de ministérios”, e não dos 39 que respondem à presidente Dilma Rousseff.
Mais contundente, continuou ele, com a autoridade de quem está à frente, voluntariamente, da Câmara de Políticas de Gestão da presidente:
– Quando a burrice, ou a loucura, ou a irresponsabilidade vai muito longe, de repente, sai um saneamento. Provavelmente estamos no limite desse período. (…) Eu já dei um toque na presidenta”.
Pois aí estamos. Com a recente criação da Secretaria da Micro e da Pequena Empresa, cujo futuro titular terá status de ministro, a presidente dispõe de um Ministério colossal, absurdo, gigantesco, talvez o maior Ministério de qualquer país do planeta, excetuadas eventualmente repúblicas corruptas da África, e com certeza o mais numeroso da história “deztepaiz”.
Mostrengo disforme e disfuncional
Não se trata apenas de um Ministério imenso. Pior que isso, a menos que ocorra o que prevê Gerdau, ele parece “imexível”, como diria um ex-ministro de triste memória: o ex-presidento Lula engordou enormemente a cúpula do governo em Brasília para melhor aquinhoar os chamados “partidos da base aliada” no Congresso — a conhecida salada que vai do PC do B ao malufismo, passando por fisiológicos do PMDB e siglas controladas por igrejas evangélicas –, Dilma seguiu adiante e agora é um problemaço político mexer nesse monstrengo disforme e disfuncional.
O Ministério de Dilma, como o do ex-presidento (que tinha 37 ministros), lembra a Hidra de Lerna da mitologia grega. A Hidra aparece no âmbito dos 12 trabalhos de Hércules, o semideus filho (adulterino) de Zeus, o rei dos deuses do Olimpo, com a mulher do rei de Tebas.
Não cabe neste espaço recordar relembrar a complicada história que levou Hércules, em busca de expiação e da imortalidade, a haver-se com uma dúzia de tarefas impossíveis. O fato é que já o segundo trabalho hercúleo consistia em enfrentar a Hidra, monstro aquático de nove cabeças, uma delas imortal.
O desafio era realmente para semideuses: para cada cabeça que o herói conseguia cortar, nasciam mais tantas quantas faltavam para decepar. Hércules, naturalmente, triunfou. Nem a cabeça imortal sobrou.
Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek: presidente realizadores que chegaram a governar com um máximo de 11 ministros
Se fosse uma empresa, o dono ficaria louco
Não é que a presidente não saiba do problema. E não foi preciso o “toque” de Gerdau. Ela conhece perfeitamente o tamanho da encrenca.
Nos cinco anos em que pilotou a Casa Civil e nos quase quatro em que coordenou o tão falado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a hoje presidente manteve incontáveis encontros e reuniões de trabalho com empresários e executivos de grandes empresas, em vários casos de empresas multinacionais de dimensões gigantescas.
Portanto, a presidente, que é economista, nem precisaria perguntar a um desses seus freqüentes interlocutores se existiria, em suas companhias, alguma chance de dar certo o trato direto com 39 diretores.
Com certeza ouviria, como resposta, que lidar com 39 direct reports é um absurdo que fatalmente conduz a empresa a se tornar empresa burocratizada, hipopotâmica, aparvalhada – sem contar que o CEO, presidente ou dono provavelmente ficaria louco.
Pois um dos segredos do que hoje se considera uma boa governança empresarial consiste, justamente, por meio da delegação e outras formas de gestão, em diminuir o quanto possível o número de interlocutores obrigatórios de cada gestor em seu respectivo nível.
No 1º ano de mandato de Lula, a ministra só despachou uma vez com o presidento
O então presidento Lula acotovelou o máximo de partidos políticos possível no Ministério, em nome da “governabilidade”. Com isso, deixou inteiramente de lado qualquer busca de eficiência da máquina – no caso, a mais numerosa desde a Independência, em 1822. Nem nossos dois imperadores, D. Pedro I e D. Pedro II, dispuseram de tamanho séquito administrativo.
Reunião ministerial do presidente Barack Obama (Foto: Saul Loeb / AFP / Getty Images)
Reunião do presidente Barack Obama: equipe enxuta tocando o país mais rico e poderoso do mundo (Foto: Saul Loeb / AFP / Getty Images)
A multidão de gente elevada à categoria de ministros é tal que alguns raramente despacharam a sós com o presidento. Basta fazer as contas: levando-se em consideração as numerosas viagens ao exterior e os muitíssimos périplos pelo país, Lula, durante seus 8 anos de mandato, passou cerca de um terço de cada ano, ou pouco mais que isso, em Brasília.
Digamos que tenham sido 100, ou até 120 dias úteis por ano. Mesmo que despachasse diariamente com um ministro diferente — o que não ocorreu com Lula –, eles passariam mais de três meses sem contato com o ou a presidente. Não foi por outra razão que, no primeiro ano do primeiro lulalato, 2003, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, mesmo sendo na época politicamente muito próxima a Lula, só despachou com ele uma única vez.
Dilma viaja menos. Ainda assim, é impossível avistar-se com os ministrostête-à-tête com uma frequência minimamente desejável.
Como todos sabemos, Lula sempre gostou de se comparar a presidentes com marca de realizadores, como Getúlio Vargas ou Juscelino Kubitschek. Nunca mencionou, contudo, nem de longe, comparações com o tamanho dos respectivos times.
Getúlio e JK tiveram um máximo de 11 ministros
Não obstante os tempos obviamente sejam outros, e mais complexos, Getúlio, em seus quatro diferentes períodos de governo e 18 anos de poder (de 1930 a 1945 e, depois, de 1951 a 1954), governou com um mínimo de 7 e um máximo de 11 ministros.
JK (1956-1961) contou com 11 ministros, e 5 titulares do que então se chamavam “órgãos de assessoramento”, como os gabinetes Civil e Militar.
E vamos evitar falar de nomes, pelo amor de Deus. Ministros de Getúlio, JK e outros presidentes foram não raro gigantes políticos, que o país conhecia e respeitava.
Quem é capaz de citar o nome de cinco dos 39 ministros atuais?
Praticamente todos os países sérios e maduros são governados por times enxutos. Os presidentes americanos, por exemplo, conseguem tocar adiante a superpotência de 315 milhões de habitantes e uma economia colossal de mais de 15 trilhões de dólares com 15 ministros. A chanceler Angela Merkel conduz a Alemanha, quarta maior economia do planeta e país mais rico e importante da Europa, com 17 ministros — em sua primeira gestão, eram 15.
É claro que a eficiência de uma máquina pública não se mede apenas pelas dimensões do Ministério. Entretanto, o primeiro e grande empecilho para que ela ande a contento é o tamanho exagerado — que Lula não levou em conta durante o primeiro mandato, continuou a fazê-lo no segundo e que a “gerentona” Dilma ainda conseguiu engordar mais.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O BANDO DE DILMA


03/02/2012
 às 23:23 \ Direto ao Ponto

O bando que a supergerente juntou merece ser fotografado também de perfilCOLUNA DO AUGUSTO NUNES
VEJA

Por vontade de Dilma Rousseff, viraram ministros Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Pedro Novais, Orlando Silva, Carlos Lupi e Mário Negromonte.  Todos perderam o emprego contra a vontade da chefe de governo, que ignorou enquanto pôde o assombro dos brasileiros inconformados com a impunidade dos fabricantes de maracutaias. Em 13 meses, a presidente foi forçada a devolver à planície sete casos de polícia. Teriam sido nove se Fernando Pimentel não fosse tratado por Dilma como um pirralho peralta e Fernando Bezerra não estivesse sob as asas protetoras de Eduardo Campos.
Se presidisse uma empresa privada, a superexecutiva de araque não teria sobrevivido ao segundo despejo registrado na diretoria que nomeou porque quis. Debilitada pelo precedente, seria expulsa aos berros pelo conselho administrativo, perseguida por apupos de acionistas coléricos, desqualificada para pilotar até carrinhos de pipoca e condenada ao desemprego perpétuo. Como é presidente do Brasil, a única faxineira do mundo que não consegue viver longe do lixo segue caprichando na pose de defensora da moral e dos bons costumes. E os  jornalistas federais fingem enxergar uma supergerente na superlativa mediocridade que coleciona escolhas desastrosas.
A mais recente promoveu a ministro das Cidades o deputado Aguinaldo Ribeiro, do PP da Paraíba. O sucessor de Negromonte nem precisou assumir para desfraldar a folha corrida e empoleirar-se num andor da procissão dos pecadores. Vai sentir-se em casa no convívio com os vigaristas, farsantes, gatunos compulsivos e perfeitas cavalgaduras que se acotovelam no pior primeiro escalão de todos os tempos.  Paralelamente, vai proporcionar a Dilma mais um bom motivo para repetir a festa de confraternização ocorrida no último dia do governo Lula. Como em 2010, todos os ministros e ex-ministros estarão, em 2014, sorrindo juntos para a posteridade. A afilhada tem tudo para superar o padrinho.
A turma de Lula só posou para a foto de frente.  Faltou a data no peito de muitos. O bando de Dilma não pode esquecer os algarismos. E merece ser fotografado também de perfil.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

ATÉ TU, DILMA???

O vídeo prova que Dilma fica desolada quando o governo perde um corrupto


O guerrilheiro aposentado José Dirceu não sabe distinguir o pente de uma Mauser de um pente Flamengo, e acha que o cão do Colt 45 é uma raça de cachorro. Mas faz quase 50 anos que atira na verdade sem jamais errar o alvo. Vê pecadores em quem não tem culpa no cartório, absolve liminarmente bandidos de nascença, solta rajadas de mentiras com a perícia de um fuzileiro naval americano. Foi o que fez Dirceu neste fim de semana, na entrevista ao jornal espanhol El País.
Empunhando a metralhadora imaginária em defesa dos seis ministros desempregados por envolvimento em patifarias diversas, o trapalhão vocacional acabou disparando uma verdade de grosso calibre: “Dilma se viu obrigada, contra sua vontade, a prescindir de seus ministros”, constatou. Todo 171 sabe reconhecer um colega de ofício. Uma faxineira de araque não engana um guerrilheiro de festim. E ambos sabem que uma dilma tem tanto apreço por códigos éticos quanto um dirceu.
O discurso de posse da presidente somou 3.612 palavras. As mais citadas foram “brasileiras” e “brasileiros” (17 vezes). “Corrupção” ficou numa só menção. O falatório durou 40 minutos. Dilma precisou de 11 segundos e 21 palavras para liquidar a questão da roubalheira desavergonhada: “Serei rígida na defesa do interesse público. Não haverá compromisso com o desvio e o malfeito. A corrupção será combatida permanentemente”. Passados 11 meses, teve seis chances para mostrar ao país que fora sincera. Desperdiçou-as todas.
O vídeo de 2min39 editado pela repórter Fernanda Nascimento, do site de VEJA, é um documento tão penoso quando revelador. Curto e contundente, começa e termina com o trecho do discurso de posse em que o combate à corrupção apareceu pela primeira e última vez num palavrório presidencial. A fantasia recitada em 11 segundos é destroçada por cenas que registram as despedidas de Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Pedro Novais e Orlando Silva. A sexta chance atirada ao lixo continua homiziada no Ministério do Trabalho.
Como admite Dirceu e o vídeo comprova, Dilma não demitiu ninguém. Depois de fazer o que pôde e o que não podia para livrá-los do castigo merecidíssimo, aceitou desolada o pedido de demissão que os pecadores redigiram depois de perdida a esperança de salvação. Se pudesse, manteria por perto todos os parceiros que afrontaram o Brasil decente com o espetáculo da bandalheira impune. No Palácio do Planalto, corrupção deixou de ser crime. É garantia do que os donos do poder chamam de “governabilidade”. É esse o novo nome da velha bandidagem sem perigo de cadeia.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O LIXO E A FAXINEIRA


21/11/2011
 às 19:37 \ Direto ao Ponto

Depois do doutor que não lê, o Brasil inventa a faxineira que gosta de lixo

Além do brasileiro, o Brasil já inventou o analista de juiz de futebol, o jurado de escola de samba, o despachante, o senador biônico, o flanelinha, o comunista capitalista, o cabo eleitoral de ofício, o guerrilheiro que não sabe atirar e a família Sarney, fora o resto. Deve achar pouco, sugerem as duas singularidades incorporadas em 2011 ao vastíssimo acervo de assombros. No começo do ano, o País do Carnaval pariu o único doutor do mundo que nunca leu um livro e não sabe escrever. Em seguida, decidiu que Dilma Rousseff seria a primeira faxineira da história que odeia vassoura e gosta de lixo.
Promovida a ministra de Minas e Energia em 2003, Dilma fez mais que conviver anos a fio, sem qualquer vestígio de desconforto, com o lixo amontoado por Lula no primeiro escalão federal. Como atestam três ítens no prontuário, a chefe da Casa Civil fez o que pôde para piorar o que já estava péssimo. Com o dossiê forjado contra Fernando Henrique e Ruth Cardoso, Dilma aumentou o lixo. Com a conversa em que tentou induzir Lina Vieira a indultar a Famiglia Sarney, escondeu o lixo. E intensificou extraordinariamente a produção de lixo ao transformar em sucessora a melhor amiga Erenice Guerra.
“A corrupção será combatida permanentemente”, mentiu no discurso de posse. Se pensasse assim, seriam outros os ministros na plateia. Ao chamar de volta Antonio Palocci e Alfredo Nascimento, por exemplo, trouxe para dentro de casa o entulho já depositado na caçamba. Ao nomear Pedro Novais e manter no emprego Wagner Rossi e Orlando Silva, afastou do aterro sanitário algumas pilhas de detritos. Ao prorrogar o prazo de validade de Carlos Lupi, revelou que já existe até o lixo de estimação.
Como atestam as fotos feitas no dia da posse, Dilma ficou muito feliz com a escolha dos seis ministros localizados pela imprensa no pântano das maracutaias. Lamentou a partida de cinco e faz o que pode para não se desfazer do sexto. A permanência de Carlos Lupi no Ministério do Trabalho transforma a antiga suspeita em certeza: a faxineira do Brasil Maravilha não consegue viver sem lixo por perto.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

COMO EU ERA E COMO EU SOU AGORA!!!


História em Imagens

13/06/2011
 às 20:30 \ História em Imagens

Ideli Salvatti em seis versões

A pedidos, a coluna reprisa o sucesso de público e crítica apresentado pela primeira vez em 24 de de setembro de 2010.
Clique nas setas à esquerda e à direita, viaje pelas seis versões de Ideli Salvatti, confira cada uma sem pressa e responda: qual você levaria para uma ilha deserta? Reveja tudo de novo, pense mais um pouco e decida: qual você devolveria imediatamente ao PT, exigindo, além da devolução do dinheiro, uma indenização de bom tamanho?
10/06/2011
 às 18:25 \ História em Imagens

Ideli é a Marilyn Monroe do Lula

Para mostrar do que é capaz a nova ministra das Relações Institucionais, a coluna volta a exibir a histórica performance de Ideli Salvatti no dia em que resolveu transformar-se na Marilyn Monroe do Lula. Confira.
Texto publicado no dia 29 de outubro de 2010:
Em 19 de maio de 1962, o ator Peter Lawford, casado com uma das irmãs do presidente John Fitzgerald Kennedy, resolveu melhorar a noite do 45° aniversário do cunhado com uma surpresa admirável: convidou a amiga Marilyn Monroe para cantar o Happy Birthday na festa em Nova York. Sozinha no palco do Madison Square Garden, com a silhueta deslumbrante realçada pelo vestido cor da pele enfeitado de contas que parecia costurado ao corpo, a estrela ronronou uma sensualíssima reinterpretação da mais conhecida e insossa letra musical da história. “Depois de ouvir uma voz tão suave e encantadora, já posso deixar a política”, derreteu-se Kennedy.
Em 27 de outubro de 2010, a companheira Ideli Salvatti, senadora em fim de carreira, resolveu piorar o dia do aniversário do presidente Lula com uma festa-surpresa. E convidou-se para puxar o Parabéns a Você no interior de Santa Catarina. Num palanque em Itajaí, trajando um vestido branco e um casaco vermelho que lembrava a versão pré-candidatura de Dilma Rousseff, de óculos, Ideli assassinou a música aos berros, acompanhada pela banda da cidade. Terminada a performance, o presidente nem se lembrou de agradecer à intérprete. Agarrou o microfone e homenageou o aniversariante: “Olha o Lulinha aí, minha gente!”
Em 1999, num leilão em Nova York, o vestido usado por Marilyn foi arrematado por US$ 1,267 milhão. Quanto custará em 2029 o modelito de Ideli?
08/06/2011
 às 21:12 \ História em Imagens

Sobrou o da esquerda

07/06/2011
 às 17:12 \ História em Imagens

Dilma e Hugo Chávez: como tudo começou

Em 18 de setembro de 2010, a coluna mostrou o vídeo em que Hugo Chávez fala com muito entusiasmo da companheira Dilma Rousseff. Nesta segunda-feira, os dois tiveram um encontro reservado em Brasília. Como o conteúdo da conversa permanece ignorado, ninguém sabe se ainda é só amizade ou se virou namoro. Veja como tudo começou.
31/05/2011
 às 18:06 \ História em Imagens

Collor conta o que acha de José Sarney: fraco, omisso e irresponsável, fora o resto

Em meio à campanha eleitoral de 1989, quando Fernando Collor passou a liderar as pesquisas de intenção de voto, o presidente José Sarney tentou articular o lançamento da candidatura do apresentador de TV Silvio Santos à sucessão presidencial. Inquieto com a popularidade do possível concorrente, Collor disse o que achava de Sarney. Confira no vídeo o show de violência verbal e, abaixo, a transcrição dos piores momentos :
“Gostaria de tratar o senhor José Sarney com elegância e respeito. Gostaria, mas não posso. Não posso porque estou falando com um irresponsável, um omisso, um desastrado, um fraco. Quero que a nação saiba que estou falando com um cidadão de más intenções, que não dignifica o cargo que ocupa”.
“O Brasil (…) não merecia ter o seu instante final manchado pela ambição e pela falta de grandeza de um dos piores presidentes que o nosso país teve a infelicidade de ter. Estou falando do senhor, senhor José Sarney. E de suas manobras”.
“O senhor sempre foi um político de segunda classe. O senhor nunca teve uma atitude de coragem. O senhor pegou uma carona na história, beneficiando-se de uma tragédia que emocionou o país”.
“O senhor passou todo o tempo do seu governo apadrinhando os seus amigos, os seus familiares, muitos dos quais hoje, sendo processados por atos de corrupção. E ao mesmo tempo, perseguiu implacavelmente todos os que discordaram dos seus métodos, dos seus atos”.
“E agora (…) o senhor golpeia o processo democrático e põe em risco nossas instituições. Me responda, senhor José Sarney: por que é que o senhor tem receio da mudança do Brasil? O senhor está com medo de que? O senhor está com medo de perder seus privilégios e mordomias talvez. Ou está com medo de ter o seu governo investigado, devassado”.
“O senhor em cinco anos não deu ao povo casa. Não deu ao povo educação. Não deu ao povo saúde. Não deu ao povo transporte. O senhor não deu nada. Não deu nem dignidade, nem pão. E agora quer enganar o povo, senhor José Sarney, dando o circo?”
“Com o fim do seu governo, termina também uma triste fase da política brasileira”.
24/05/2011
 às 18:13 \ História em Imagens

As fotos comprovam: o Brasil homenageia quem presta maus serviços à nação

Em 20 de abril de 2010, Dia do Diplomata, a então chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, foi condecorada com a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco. Também foram contempladas com a mais alta condecoração da diplomacia brasileira Ana Maria Amorim, mulher do chanceler Celso Amorim, Mariza Campos, mulher do vice-presidente José Alencar, e a primeira-dama Marisa Letícia, que aparecem ao lado de Erenice.
Em abril deste ano, José Sarney recebeu do Sindicato dos Delegados da Polícia Federal (Sindepol) a medalha Deferência Polícia Federal “pelos bons serviços que prestou à instituição”. Na foto, o delegado sindicalista Joel Zarpellon Mazo, presidente do Sindepol, aparece à direita, segurando a medalha do presidente da Casa do Espanto.
A Medalha da Vitória, reservada a “ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira e civis que tenham prestado serviços relevantes ou apoiado o Ministério da Defesa no cumprimento de suas missões constitucionais”, foi entregue a José Genoíno em 8 de maio, quando se comemora o fim da Segunda Guerra Mundial. Mensaleiro de alta patente, ex-guerrrilheiro no Araguaia e agora assessor especial do ministro da Defesa, Nelson Jobim, Genoíno recebeu a honraria no aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.
Em 21 de abril, durante as comemorações do Dia de Tiradentes, o ministro da Saúde Alexandre Padilha foi homenageado com a Medalha da Inconfidência, concedida sempre na mesma data a personalidades que prestaram serviços relevantes a Minas Gerais. Além de Padilha, outras 238 personalidades foram condecoradas. Fazem parte da multidão os ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), José Eduardo Cardozo (Justiça), Ana de Hollanda (Cultura) e Miriam Belchior (Miriam Belchior). O presidente da Câmara, Marco Maia, também foi condecorado.
Em 20 de abril, no Palácio do Itamaraty, o ministro-chefe da Secretaria Nacional de Portos, Leônidas Cristino, e o presidente da Câmara, Marco Maia, foram condecorados com a Medalha Grã Cruz da Ordem de Rio Branco.  No mesmo dia, também receberam a mais alta condecoração da diplomacia brasileira os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Wagner Rossi (Agricultura), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Miriam Belchior (Planejamento), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Pedro Novaes (Turismo), Mário Negromonte (Cidades), Alexandre Tombini (Banco Central), Helena Chagas (Comunicação), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Moreira Franco (Assuntos Estratégicos).
Em dezembro de 2008, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foi agraciado com a Medalha Tiradentes, a mais importante insígnia concedida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O peemedebista Jorge Picciani, então presidente da Assembleia, aparece na foto acima pouco depois de pendurar a medalha no pescoço de Lobão. Em maio de 2009, cinco meses depois, Lobão foi mais um a ser homenageado por Lula com a Grã Cruz da Ordem de Rio Branco, como mostra a foto abaixo.