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segunda-feira, 8 de julho de 2013

SÉRGIO CABRAL, GOVERNADOR PICARETA E O SEU BRINQUEDINHO

Sérgio Cabral e os "voos da alegria"

Comprado por R$ 15 milhões, helicóptero do governo do Rio é usado em compromissos pessoais

Trezentos e doze mil reais por mês ou 3,8 milhões por ano. Esse é o custo de mercado para manutenção do helicóptero Augusta AW109 Grande New, usado pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, para cumprir a sua agenda oficial e para passear com sua família  nos fins de semana. A aeronave oficial foi comprada pelogoverno estadual em 2011, por R$ 12 milhões. O modelo é considerado uma “Ferrari dos ares”.
Modelo Augusta AW109 Grande New
Modelo Augusta AW109 Grande New
Em uma entrevista para a Revista Veja desta semana, um dos pilotos da aeronave oficial revelou a rotina de Cabral a bordo do “helicóptero da alegria”, como ficou conhecido o Augusta na sede do governo da cidade. Durante a semana, o governador usa o helicóptero no trajeto de sua casa para o Palácio Guanabara. A distância entre o seu apartamento no Leblon e o Palácio Guanabara, ambos localizados na Zona Sul, é de apenas 10Km. O voo tem duração de três minutos.
Nas sextas-feiras, o helicóptero oficial é utilizado para levar a família do governador e seus amigos para sua casa em Mangaratiba. Embarcam no Augusta a primeira dama, Adriana Ancelmo, os dois filhos do casal, duas babás e ainda tem lugar para o Juquinha, cachorro de estimação. Cabral não costuma ir nesse voo. O helicóptero retorna ao heliporto do governo. No sábado, a aeronave levanta voo novamente, dessa vez para levar o governador até Mangaratiba, para encontrar com a família. Domingo, são duas as viagens no Augusta: a primeira é exclusiva da família Cabral e, a segunda, para trazer de volta ao Rio as empregadas, conhecido pelos pilotos como “voo das babás”.
Segundo a fonte da Revista Veja, os pilotos já transportaram para Mangaratiba comitivas de apoio para assuntos pessoais da família: cabeleireiras, médicos, pranchas de surfe, amigos dos filhos do governador. O piloto conta que em uma das viagens, a babá veio ao Rio apenas para pegar uma roupa que Adriana Ancelmo esqueceu de levar para Mangaratiba.  
compra da aeronave pelo governo do Rio foi solicitada pelo próprio governador Sérgio Cabral, que conheceu o helicóptero ao voar num modelo idêntico, de propriedade do empresário Eike Batista. No mercado, o aluguel de um helicóptero desse custa 9.500 a hora.

domingo, 17 de julho de 2011

HACKERS E O GOVERNO APRENDIZ

AE - Agência Estado
Na semana em que o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, anunciou que a Polícia Federal está prestes a divulgar suas conclusões sobre a invasão aos sites de governo ocorrida há duas semanas, um grupo de hackers organizados lançou um manual que contraria a lógica de segurança e ensina os governos a abrirem seus dados na internet.
A comunidade Transparência Hacker, em parceria com o Comitê Gestor da Internet no Brasil e o W3C (consórcio de empresas que trabalham na padronização de dados na internet) estimula instâncias governamentais, por meio do Manual dos dados abertos: governo, a disponibilizar suas informações na rede.
A ideia do documento, destacada logo na introdução, "é explicar como aproveitar o potencial de informações oficiais para permitir a existência de novos serviços de informação, melhorando a vida dos cidadãos e fazendo com que governo e sociedade trabalhem juntos e melhor".
As sugestões dos hackers são similares a itens previstos pela Lei de Acesso à Informação, travada há anos no Congresso, mas não diz respeito a dados sigilosos, e sim a uma espécie de "lado B" da lei, que trata da divulgação e padronização de dados que deveriam ser públicos, mas não são.
Segundo os hackers, os governos podem criar valores a partir da liberação de dados, porque isso estimularia transparência, controle democrático, participação popular, melhores produtos e serviços privados e mais eficiência de serviços públicos.
Um dos objetivos do manual é mostrar aos governos que a sociedade pode desenvolver ferramentas de internet úteis para o cotidiano das pessoas.



sábado, 2 de julho de 2011

ABÍLIO DINIZ, O ESPERTALHÃO QUERIDINHO DOS GOVERNANTES BRASILEIROS QUE LHE DEVEM " FAVORES"!!!


01/07/2011
 às 18:08 \ Direto ao Ponto
Coluna do Augusto Nunes
Revista VEJA

A fusão do Pão de Açucar com o Carrefour: o BNDES entra com R$4 bilhões para favorecer um empresário de estimação

Ao implodir todas as falácias forjadas pelo governo e pela direção do BNDES para explicar a inexplicável injeção de R$4 bilhões na fusão do Pão de Açúcar e do Carrefour, o artigo de Carlos Alberto Sardenbergpublicado na seção Feira Livre deixou claro que a operação foi montada para favorecer o empresário Abílio Diniz. Para confirmar em última instância o curto e preciso diagnóstico do senador Aloysio Nunes Ferreira, que qualificou o negócio de “absurdo e escandaloso”, só faltava a entrada em cena do advogado Márcio Thomaz Bastos. Agora não falta mais nada: ao contratar o advogado-geral do Planalto para representá-lo, Abílio produziu simultaneamente uma confissão de culpa e outro indício veemente  de que o governo se meteu em outra enrascada de bom tamanho.
Criminalista talentoso, Márcio vem esbanjando inventividade desde 2005, quando abandonou as funções de ministro da Justiça para livrar da cadeia os quadrilheiros do mensalão. Transformou crime em erro, ladrão em tesoureiro distraído e produto do roubo em recursos não-contabilizados. Decerto encontrará alquimias menos bisonhas que as apresentadas pelos trapalhões federais. O mais recente se ampara na necessidade de defender a pátria ameaçada por vorazes concorrentes internacionais. “O patriotismo é o último reduto dos canalhas”, disse o escritor inglês Samuel Johnson. Como qualquer generalização, essa também é perigosa. Mas se aplica exemplarmente aos nacionalistas de araque em ação neste início de inverno.
“O mérito da operação é criar maioria nacional num conglomerado internacional”, recitou nesta quinta-feira o mineiro Fernando Pimentel, que ganhou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior por ter naufragado na tentativa de virar senador. O fervor nacionalista contagiou o vice-presidente do BNDES, João Carlos Ferraz: “A bandeira verde e amarela é sempre importante”, declamou a jornalistas interessados em saber se a doação bilionária tem motivações técnicas ou políticas. Se fosse tão importante assim, deixaram de replicar os repórteres, o banco não estaria financiando aventuras em Cuba, na Venezuela e em outras paragens controladas por parentes ideológicos do PT.
É muito cinismo, berram os fatos. Até as gôndolas dos supermercados sabem que Abílio Diniz foi um generoso patrocinador das campanhas eleitorais de Lula e Dilma Rousseff. Tornou-se amigo de infância de Lula e continua a entrar sem bater nos gabinetes federais ocupados por quem manda.  Por algum motivo, arrependeu-se de ter vendido o controle do Pão de Açúcar aos sócios franceses do grupo francês Casino, resolveu romper o contrato e, para manter-se entre os barões do reino, pensou na fusão com o Carrefour. Se a ideia fosse boa, não lhe faltariam parceiros na iniciativa privada. Como só ele sairá ganhando, foi cobrar a conta dos favores prestados aos amigos no poder.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

COMO EU ERA E COMO EU SOU AGORA!!!


História em Imagens

13/06/2011
 às 20:30 \ História em Imagens

Ideli Salvatti em seis versões

A pedidos, a coluna reprisa o sucesso de público e crítica apresentado pela primeira vez em 24 de de setembro de 2010.
Clique nas setas à esquerda e à direita, viaje pelas seis versões de Ideli Salvatti, confira cada uma sem pressa e responda: qual você levaria para uma ilha deserta? Reveja tudo de novo, pense mais um pouco e decida: qual você devolveria imediatamente ao PT, exigindo, além da devolução do dinheiro, uma indenização de bom tamanho?
10/06/2011
 às 18:25 \ História em Imagens

Ideli é a Marilyn Monroe do Lula

Para mostrar do que é capaz a nova ministra das Relações Institucionais, a coluna volta a exibir a histórica performance de Ideli Salvatti no dia em que resolveu transformar-se na Marilyn Monroe do Lula. Confira.
Texto publicado no dia 29 de outubro de 2010:
Em 19 de maio de 1962, o ator Peter Lawford, casado com uma das irmãs do presidente John Fitzgerald Kennedy, resolveu melhorar a noite do 45° aniversário do cunhado com uma surpresa admirável: convidou a amiga Marilyn Monroe para cantar o Happy Birthday na festa em Nova York. Sozinha no palco do Madison Square Garden, com a silhueta deslumbrante realçada pelo vestido cor da pele enfeitado de contas que parecia costurado ao corpo, a estrela ronronou uma sensualíssima reinterpretação da mais conhecida e insossa letra musical da história. “Depois de ouvir uma voz tão suave e encantadora, já posso deixar a política”, derreteu-se Kennedy.
Em 27 de outubro de 2010, a companheira Ideli Salvatti, senadora em fim de carreira, resolveu piorar o dia do aniversário do presidente Lula com uma festa-surpresa. E convidou-se para puxar o Parabéns a Você no interior de Santa Catarina. Num palanque em Itajaí, trajando um vestido branco e um casaco vermelho que lembrava a versão pré-candidatura de Dilma Rousseff, de óculos, Ideli assassinou a música aos berros, acompanhada pela banda da cidade. Terminada a performance, o presidente nem se lembrou de agradecer à intérprete. Agarrou o microfone e homenageou o aniversariante: “Olha o Lulinha aí, minha gente!”
Em 1999, num leilão em Nova York, o vestido usado por Marilyn foi arrematado por US$ 1,267 milhão. Quanto custará em 2029 o modelito de Ideli?
08/06/2011
 às 21:12 \ História em Imagens

Sobrou o da esquerda

07/06/2011
 às 17:12 \ História em Imagens

Dilma e Hugo Chávez: como tudo começou

Em 18 de setembro de 2010, a coluna mostrou o vídeo em que Hugo Chávez fala com muito entusiasmo da companheira Dilma Rousseff. Nesta segunda-feira, os dois tiveram um encontro reservado em Brasília. Como o conteúdo da conversa permanece ignorado, ninguém sabe se ainda é só amizade ou se virou namoro. Veja como tudo começou.
31/05/2011
 às 18:06 \ História em Imagens

Collor conta o que acha de José Sarney: fraco, omisso e irresponsável, fora o resto

Em meio à campanha eleitoral de 1989, quando Fernando Collor passou a liderar as pesquisas de intenção de voto, o presidente José Sarney tentou articular o lançamento da candidatura do apresentador de TV Silvio Santos à sucessão presidencial. Inquieto com a popularidade do possível concorrente, Collor disse o que achava de Sarney. Confira no vídeo o show de violência verbal e, abaixo, a transcrição dos piores momentos :
“Gostaria de tratar o senhor José Sarney com elegância e respeito. Gostaria, mas não posso. Não posso porque estou falando com um irresponsável, um omisso, um desastrado, um fraco. Quero que a nação saiba que estou falando com um cidadão de más intenções, que não dignifica o cargo que ocupa”.
“O Brasil (…) não merecia ter o seu instante final manchado pela ambição e pela falta de grandeza de um dos piores presidentes que o nosso país teve a infelicidade de ter. Estou falando do senhor, senhor José Sarney. E de suas manobras”.
“O senhor sempre foi um político de segunda classe. O senhor nunca teve uma atitude de coragem. O senhor pegou uma carona na história, beneficiando-se de uma tragédia que emocionou o país”.
“O senhor passou todo o tempo do seu governo apadrinhando os seus amigos, os seus familiares, muitos dos quais hoje, sendo processados por atos de corrupção. E ao mesmo tempo, perseguiu implacavelmente todos os que discordaram dos seus métodos, dos seus atos”.
“E agora (…) o senhor golpeia o processo democrático e põe em risco nossas instituições. Me responda, senhor José Sarney: por que é que o senhor tem receio da mudança do Brasil? O senhor está com medo de que? O senhor está com medo de perder seus privilégios e mordomias talvez. Ou está com medo de ter o seu governo investigado, devassado”.
“O senhor em cinco anos não deu ao povo casa. Não deu ao povo educação. Não deu ao povo saúde. Não deu ao povo transporte. O senhor não deu nada. Não deu nem dignidade, nem pão. E agora quer enganar o povo, senhor José Sarney, dando o circo?”
“Com o fim do seu governo, termina também uma triste fase da política brasileira”.
24/05/2011
 às 18:13 \ História em Imagens

As fotos comprovam: o Brasil homenageia quem presta maus serviços à nação

Em 20 de abril de 2010, Dia do Diplomata, a então chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, foi condecorada com a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco. Também foram contempladas com a mais alta condecoração da diplomacia brasileira Ana Maria Amorim, mulher do chanceler Celso Amorim, Mariza Campos, mulher do vice-presidente José Alencar, e a primeira-dama Marisa Letícia, que aparecem ao lado de Erenice.
Em abril deste ano, José Sarney recebeu do Sindicato dos Delegados da Polícia Federal (Sindepol) a medalha Deferência Polícia Federal “pelos bons serviços que prestou à instituição”. Na foto, o delegado sindicalista Joel Zarpellon Mazo, presidente do Sindepol, aparece à direita, segurando a medalha do presidente da Casa do Espanto.
A Medalha da Vitória, reservada a “ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira e civis que tenham prestado serviços relevantes ou apoiado o Ministério da Defesa no cumprimento de suas missões constitucionais”, foi entregue a José Genoíno em 8 de maio, quando se comemora o fim da Segunda Guerra Mundial. Mensaleiro de alta patente, ex-guerrrilheiro no Araguaia e agora assessor especial do ministro da Defesa, Nelson Jobim, Genoíno recebeu a honraria no aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.
Em 21 de abril, durante as comemorações do Dia de Tiradentes, o ministro da Saúde Alexandre Padilha foi homenageado com a Medalha da Inconfidência, concedida sempre na mesma data a personalidades que prestaram serviços relevantes a Minas Gerais. Além de Padilha, outras 238 personalidades foram condecoradas. Fazem parte da multidão os ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), José Eduardo Cardozo (Justiça), Ana de Hollanda (Cultura) e Miriam Belchior (Miriam Belchior). O presidente da Câmara, Marco Maia, também foi condecorado.
Em 20 de abril, no Palácio do Itamaraty, o ministro-chefe da Secretaria Nacional de Portos, Leônidas Cristino, e o presidente da Câmara, Marco Maia, foram condecorados com a Medalha Grã Cruz da Ordem de Rio Branco.  No mesmo dia, também receberam a mais alta condecoração da diplomacia brasileira os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Wagner Rossi (Agricultura), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Miriam Belchior (Planejamento), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Pedro Novaes (Turismo), Mário Negromonte (Cidades), Alexandre Tombini (Banco Central), Helena Chagas (Comunicação), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Moreira Franco (Assuntos Estratégicos).
Em dezembro de 2008, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foi agraciado com a Medalha Tiradentes, a mais importante insígnia concedida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O peemedebista Jorge Picciani, então presidente da Assembleia, aparece na foto acima pouco depois de pendurar a medalha no pescoço de Lobão. Em maio de 2009, cinco meses depois, Lobão foi mais um a ser homenageado por Lula com a Grã Cruz da Ordem de Rio Branco, como mostra a foto abaixo.