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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

PÃO DE AÇÚCAR: FAMÍLIA KLEIN SEM MORDOMIAS


7:05 \ Judiciário

Tempos de austeridade

Restrições no grupo
Enéas Pestana, presidente do Pão de Açúcar, enviou ao conselho de administração da empresa as novas e (altamente) restritivas propostas de uso de segurança pessoal e jatos executivos.
As propostas prometem causar polêmica entre os acionistas. Há um mês o conselho discutiu os 72 milhões de reais anuais gastos pela família Klein com jatos e segurança privada.
Num dos itens da proposta de Pestana, reza que o limite máximo de gastos com segurança será de 1,3 milhão de reais por ano por beneficiário – ou seja, apenas o presidente do conselho de administração e o diretor presidente do grupo, além de suas mulheres e filhos, terão esse benefício.
Quanto aos jatinhos, “fica expressamente vedado o uso ou contratação de serviços de aviação executiva pela companhia ou por seus administradores para o transporte de executivos com fins ou efeitos privados”.
Por Lauro Jardim

sexta-feira, 22 de junho de 2012

PÃO DE AÇÚCAR, PASSO À PASSO


Varejo

A transição do Pão de Açúcar em 5 passos

A partir desta sexta-feira, o grupo francês Casino assume o controle da Wilkes, dona do GPA

Daniela Barbosa
Jean–Charles Naouri e Abilio Diniz
Jean–Charles Naouri e Abilio Diniz (Exame)

logo da Exame.com
A partir desta sexta-feira, um novo capítulo será escrito na história do Grupo Pão de Açúcar (GPA). Isso porque, o grupo Casino deve assumir definitivamente o controle da Wilkes, holding dona da varejista brasileira e Abilio Diniz, por sua vez, deixará de ser o acionista majoritário na empresa fundada por seu pai.
A mudança de comando será marcada, a princípio, pela troca do nome do presidente do conselho de administração da Wilkes. Jean–Charles Naouri, CEO da companhia francesa, vai se tornar o presidente do conselho e, de quebra, indicar oito nomes para fazer parte da mesa. A família Diniz terá o direito a escolher três conselheiros.
Não é neste momento, no entanto, que Abilio terá que decidir de que maneira vai entregar o controle ao Casino. Segundo contrato firmado pelos dois grupos, em 2006, o empresário terá, a partir de hoje, 60 dias para tomar a decisão. Veja, a seguir, os cinco passos práticos da transição do comando do GPA:
1- Casino assume conselho da Wilkes
Nesta sexta-feira, dando início ao processo de reorganização do controle do GPA, o Casino vai formalizar a nomeação de Naouri como presidente do conselho de administração da Wilkes. Além da escolha do novo presidente, o grupo irá também indicar 8 nomes que deverão fazer parte do conselho da holding.
A família Diniz fará a indicação de três nomes e outros quatro conselheiros serão independentes. O Conselho de Administração da Wilkes passará a ser composto por 15 pessoas. Além da mudança do conselho, as opções de compra e venda, previstas em contrato, passarão a ser exercidas por Abilio.
2- Abilio pode optar por vender 2,4% de sua participação na Wilkes
Há quem pense que Abilio entregará nesta sexta-feira o controle do GPA ao Casino, mas não. O executivo terá a partir de hoje 60 dias para tomar a decisão de como passará o poder da Wilkes ao grupo francês.
Uma das possibilidades é a venda de 2,4% do capital social com direito a voto da Wilkes. Caso Abilio faça essa escolha, o Casino passará a deter 52,4% de participação na holding. O preço das ações, estipulado em acordo, será de 21 dólares por cada 1000 ações ordinárias do GPA.
3- Abilio poderá ser obrigado a vender uma ação por R$ 1
Se Abilio não exercer a primeira opção de venda das ações, os 2,4%, o grupo francês terá o direito de comprar uma ação ordinária da Wilkes pelo valor simbólico de 1 real.
Nesse caso, o empresário brasileiro será obrigado a entregar uma ação ao grupo francês – que passará a deter 50% mais 1 ação da Wilkes e se tornará o majoritário no negócios.
Abilio, no entanto, tem até às 18 horas do dia 21 de agosto deste ano para tomar a decisão de como vai entregar o controle do GPA.
4- Abilio continua como presidente do conselho do GPA
Mesmo entregando o controle da Wilkes ao grupo Casino, Abilio vai continuar como presidente do conselho de administração do grupo.
Segundo o GPA, o empresário brasileiro ficará no posto enquanto apresentar bom histórico de desempenho do grupo e estiver mentalmente e fisicamente capacitado para exercer tal função.
Além disso, Abilio terá também o direito de vetar algumas decisões do Casino, como o de qualquer reestruturação societária ou mudança na presidência do GPA.
5- Abilio poderá entregar mais uma parte do GPA ao Casino até 2022
Daqui a exatamente dois anos, Abilio poderá efetuar a venda de mais uma parte do GPA ao Casino. O bloco corresponde a 19.375.000 de ações ordinárias do grupo.
Na ocasião, um banco internacional irá determinar o preço da ação por meio de uma fórmula já definida em contrato. Abilio, no entanto, terá oito anos para exercer a venda, que expira em 22 de junho de 2022.

ABÍLIO DINIZ " PERDE" O PÃO DE AÇUCAR


Após 60 anos, chega ao fim era Diniz no Pão de Açúcar

Após 60 anos, chega ao fim era Diniz no Pão de AçúcarFoto: Cleber Bonato/Divulgação_Adriana Mattos/Folhapress

ÀS 9 HORAS DESTA SEXTA-FEIRA, O FRANCÊS DE ORIGEM ARGELINA JEAN-CHARLES NAOURI, PRESIDENTE DO CASINO, ASSUME O COMANDO DA REDE BRASILEIRA. DEPOIS DE UMA TENTATIVA FRUSTRADA DE PASSAR UMA RASTEIRA NO SÓCIO, A DERROTA DE ABILIO DINIZ É ANUNCIADA COMO UM TROFÉU PELA IMPRENSA FRANCESA

22 de Junho de 2012 às 06:55
Roberta Namour – correspondente do 247 em Paris – "Jean-Charles Naouri prestes a levantar o troféu brasileiro." Com chamadas infladas, os jornais franceses de hoje não escondem a satisfação de assumirem, enfim, o controle do gigante Pão de Açúcar, depois de uma tentativa frustrada de Abilio Diniz de passar uma rasteira no sócio.
Após 60 anos, às 9 horas desta sexta-feira chega ao fim a era Diniz no Pão de Açúcar. Em uma assembleia extraordinária, Abilio Diniz deixará a presidência da Wilkes, holding criada em 2005, quando o varejista francês Casino, do qual Naouri também é presidente do
Conselho, pagou US$ 900 milhões para comprar uma fatia maior do varejista brasileiro – o primeiro aporte havia sido feito em 1999. O cargo será ocupado por Jean-Charles Naouri. Diniz passa a ser acionista minoritário (com 21% das ações) e o francês toma o controle do maior conglomerado de varejo do Brasil, de acordo com o acordo assinado há sete anos.
Na parte da tarde, acontece as mudanças no Conselho. Até esta quinta, Abilio tinha cinco assentos, ocupados por ele, seus três filhos e sua esposa, Geyze Marchesi Diniz. Outros cinco postos estavam com integrantes do Casino, além de quatro conselheiros independentes. Agora, Abilio terá direito a apenas três assentos, enquanto o Casino passará para oito, com um conselheiro a mais do que existe hoje. No futuro, o Casino pode indicar ainda mais três e chegar a 11 conselheiros ou 18 no total.
Tudo deve acontecer em clima protocolar. Naouri tem pressa e, sobretudo, quer evitar qualquer contato mais próximo com Abilio Diniz. Desde que o brasileiro tentou negociar secretamente a fusão do grupo com o rival do Casino na França, o Carrefour, as relações entre os dois se tornaram insustentáveis.
Conforme o acordo, Diniz terá dois meses para vender ou um lote de um milhão de ações ao Casino, por US$ 10,5 milhões, para selar a mudança. Se não o fizer, o Casino exercerá o direito de adquirir, pelo valor simbólico de R$ 1, uma ação que lhe dará maioria na Wilkes, a holding de controle do Pão de Açúcar.
Mesmo asssim, Naouri sabe que não se livrará do ar soberbo de Diniz pelos corredores do GPA. Quem conhece o autoritário Abilio, que já passou por cima até mesmo da irmã Lucília para conseguir o que queria, sabe que dificilmente ele perderá a magestade
A batalha promete ser dura já que a sua frente terá um dos varejistas mais poderosos e brilhantes da França. O francês de origem argelina é chamado no meio empresarial de gênio. A comunicação não é seu forte, nem sua vaidade. Constuma usar sempre o mesmo terno preto e sobretudo azul-marinho. Mas possui uma capacidade intelectual acima da média, que o ajudou a sair da Argélia para estudar em uma das melhores escolas de Ciências da França e fazer um mestrado em negócios em Harvard. Sua carreira começou em 1984, como chefe de gabinete do ministro socialista da Economia e Finanças, Pierre Bérégovoy.
O varejo cruzou seu caminho em 1991, com a Rallye, da região da Bretanha. Mas sua ambição o fez bater à porta do Casino, a respeitada marca da família Guichard. Hoje, ele possui, por meio de sua holding, 57,3% do grupo.
A personalidade pouco afável foi desenvolvida ao longo de muitos embates de um estrangeiro contra caciques franceses do setor. Mas o episódio mais doloroso que o moldou para sempre aconteceu em 1988, quando foi acusado de abuso de informação privilegiada envolvendo o banco Société Générale. Em 2002, foi absolvido, mas serviu de lição para torná-lo uma das personalidades mais duras do meio empresarial.

terça-feira, 12 de julho de 2011

CARREFOUR, BNDES, PÃO DE AÇÚCAR, ABÍLIO DINIZ, GLOBO, O ASTRO...

'MERCHAN'
O Carrefour estará no centro da novela "O Astro", que estreia hoje, na Globo. A família Hayalla, comandada por Salomão (Daniel Filho), será dona da rede. Por um patrocínio milionário, a trama vai destacar que a empresa tem preços atraentes e competitivos.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

ABÍLIO DINIZ, O "DONO" DO BNDES

Varejo no atacado

Operação pretendida pelo Pão de Açúcar não nacionaliza o grupo, apenas aumenta o poder de arbítrio do dr. Abilio, avalia articulista

09 de julho de 2011 | 15h 15


CARLOS LESSA
Nas últimas semanas, a fusão do grupo Pão de Açúcar com o grupo Carrefour para a criação do Novo Pão de Açúcar abriu um debate que percorreu a dimensão ética, jurídica, de interesse privado e dos interesses nacionais. Praticamente todos os articulistas da mídia impressa, televisiva e radiofônica colocaram em pauta a questão (corretamente, pois o BNDES, banco histórico do desenvolvimento industrial brasileiro, estava se propondo a aplicar mais de US$ 2 bilhões em uma operação global de quase US$ 3 bilhões!).
Pelo lado ético, foram feitos reparos a diversos protagonistas públicos e privados envolvidos na operação. Pelo ângulo jurídico, a redução do peso do grupo francês Casino em um Novo Pão de Açúcar tem as características de um divórcio parcial do empresário brasileiro e sua nova parceria com outro grupo francês, o Carrefour. Tem ou não um valor impeditivo para a operação pretendida (a existência de um acordo de acionistas entre o Pão de Açúcar e o Casino)? Neste momento, tudo leva a crer que a operação é juridicamente contestável e, levada aos tribunais, seria extremamente nociva para os parceiros atuais e os novos (Carrefour e BNDES). Isso, aparentemente, não foi levado em conta pelo BNDES, que não apenas avançou num comprometimento prévio com Abilio Diniz como lhe pôs nas mãos o poderoso argumento de R$ 3,7 bilhões.


Hoje, 7 de junho, li em jornal de grande circulação que o dr. Abilio declarou: "Fiz um trabalho extenuante". Costurar esse trabalho que foi feito não é fácil e entendo por quê; afinal, não é todos os dias que um empresário pode dizer a outros: tenho a chave para um suprimento financeiro superior a US$ 2 bilhões.
Luciano Coutinho, atual presidente do BNDES, declarou antes da controvérsia que o BNDES somente faria a operação se houvesse acordo do grupo Casino. O negócio não foi desmanchado, por isso o dr. Abilio, com a chave do BNDES, desafia o grupo Casino a demonstrar que a fusão não é uma boa ideia. Obviamente, a fusão é magnífica para o interesse privado do dr. Abilio, que, em entrevista, declara que quer "continuar levando a companhia que tem o DNA dele". Porém, isso não o impediu de, há alguns anos, assinar com o grupo Casino o direito de, em 2012, trocar, por R$ 1, a possibilidade de o grupo Casino consolidar os resultados do grupo Pão de Açúcar, diluindo o seu DNA. Quando assinou o acordo, era pré-datada a diluição do DNA brasileiro. É transparente a vantagem da operação pretendida para dr. Abilio. É inteiramente obscuro o interesse da sociedade brasileira nessa fusão que daria origem a um trio (dois franceses e um brasileiro).
É importante advertir a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que o BNDESPar é o braço do BNDES em operações no mercado de capitais e que é uma subsidiária 100% de propriedade do banco oficial. Este, como a ministra deve saber, é 100% do Tesouro. Assim sendo, são recursos públicos que, pela missão do BNDES, devem ser aplicados em projetos que gerem emprego e renda para os brasileiros.
Fusões podem ser meritórias, porém essa operação do Pão de Açúcar não nacionaliza o grupo de varejo, apenas aumenta o poder de arbítrio do dr. Abilio, restaurando seu DNA. Não é uma operação geradora de crescimento da economia. E, ao contrário do que declarou o ministro do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio, Fernando Pimentel, não gerará saldo comercial positivo. O ministro declarou que o grupo Carrefour iria, associado ao Pão de Açúcar, "ampliar exportações brasileiras" (?!). O atual Pão de Açúcar é uma rede varejista que importa muito mais do que exporta, gerando um saldo comercial negativo. O grupo Carrefour já participa da rede brasileira de varejo e não é exportador líquido para o varejo mundial; a entrada do Carrefour não ampliará a rede de varejo. O que amplia o varejo é a multiplicação de emprego e renda no interior da economia brasileira.
Alguém afirmou que a aplicação do BNDESPar em papéis do Pão de Açúcar é um ótimo negócio para o BNDES. A elevação de valor patrimonial passa por um aumento futuro de lucratividade do cogitado NPA - Novo Pão de Açúcar. Isso pode ser obtido por redução dos custos operacionais (inclusive massa de salários) ou pelo aumento da margem comercial na compra e venda das mercadorias que distribui como rede varejista. Cabe ao Cade julgar se essa concentração do varejo vai baratear o custo de vida ou a lucratividade maior será um jogo perverso em relação às famílias brasileiras. De qualquer forma, o BNDES não é vocacionado a maximizar seu lucro (não é um banco de investimento); é um banco de desenvolvimento cuja primeira função é ampliar o emprego e a renda dos brasileiros. Tenho a preocupação de que se produza um desgaste na imagem do BNDES, o que seria um subproduto perverso da cogitada operação.
O dr. Abilio diz que foram encomendados "estudos" a três consultorias para avaliar a operação. É óbvia a vantagem patrimonial privada de dispor de mais de US$ 2 bilhões de recursos públicos. As três consultorias devem estar construindo "argumentos" para seduzir o grupo Casino; outras deveriam mostrar "vantagens" para a sociedade brasileira.
Carlos Lessa é economista. foi presidente do BNDES e é professor emérito da UFRJ


sábado, 2 de julho de 2011

ABÍLIO DINIZ, O ESPERTALHÃO QUERIDINHO DOS GOVERNANTES BRASILEIROS QUE LHE DEVEM " FAVORES"!!!


01/07/2011
 às 18:08 \ Direto ao Ponto
Coluna do Augusto Nunes
Revista VEJA

A fusão do Pão de Açucar com o Carrefour: o BNDES entra com R$4 bilhões para favorecer um empresário de estimação

Ao implodir todas as falácias forjadas pelo governo e pela direção do BNDES para explicar a inexplicável injeção de R$4 bilhões na fusão do Pão de Açúcar e do Carrefour, o artigo de Carlos Alberto Sardenbergpublicado na seção Feira Livre deixou claro que a operação foi montada para favorecer o empresário Abílio Diniz. Para confirmar em última instância o curto e preciso diagnóstico do senador Aloysio Nunes Ferreira, que qualificou o negócio de “absurdo e escandaloso”, só faltava a entrada em cena do advogado Márcio Thomaz Bastos. Agora não falta mais nada: ao contratar o advogado-geral do Planalto para representá-lo, Abílio produziu simultaneamente uma confissão de culpa e outro indício veemente  de que o governo se meteu em outra enrascada de bom tamanho.
Criminalista talentoso, Márcio vem esbanjando inventividade desde 2005, quando abandonou as funções de ministro da Justiça para livrar da cadeia os quadrilheiros do mensalão. Transformou crime em erro, ladrão em tesoureiro distraído e produto do roubo em recursos não-contabilizados. Decerto encontrará alquimias menos bisonhas que as apresentadas pelos trapalhões federais. O mais recente se ampara na necessidade de defender a pátria ameaçada por vorazes concorrentes internacionais. “O patriotismo é o último reduto dos canalhas”, disse o escritor inglês Samuel Johnson. Como qualquer generalização, essa também é perigosa. Mas se aplica exemplarmente aos nacionalistas de araque em ação neste início de inverno.
“O mérito da operação é criar maioria nacional num conglomerado internacional”, recitou nesta quinta-feira o mineiro Fernando Pimentel, que ganhou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior por ter naufragado na tentativa de virar senador. O fervor nacionalista contagiou o vice-presidente do BNDES, João Carlos Ferraz: “A bandeira verde e amarela é sempre importante”, declamou a jornalistas interessados em saber se a doação bilionária tem motivações técnicas ou políticas. Se fosse tão importante assim, deixaram de replicar os repórteres, o banco não estaria financiando aventuras em Cuba, na Venezuela e em outras paragens controladas por parentes ideológicos do PT.
É muito cinismo, berram os fatos. Até as gôndolas dos supermercados sabem que Abílio Diniz foi um generoso patrocinador das campanhas eleitorais de Lula e Dilma Rousseff. Tornou-se amigo de infância de Lula e continua a entrar sem bater nos gabinetes federais ocupados por quem manda.  Por algum motivo, arrependeu-se de ter vendido o controle do Pão de Açúcar aos sócios franceses do grupo francês Casino, resolveu romper o contrato e, para manter-se entre os barões do reino, pensou na fusão com o Carrefour. Se a ideia fosse boa, não lhe faltariam parceiros na iniciativa privada. Como só ele sairá ganhando, foi cobrar a conta dos favores prestados aos amigos no poder.