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terça-feira, 9 de julho de 2013

LULA E O SEU NOVO LIVRO: ESCOLHA O TÍTULO

08/07/2013
 às 17:03 \ Direto ao Ponto

Qual é o título do livro que Lula vai escrever para entrar na Academia Brasileira de Letras? A coluna selecionou 55 sugestões do timaço de comentaristas. Escolha a melhor

Exatamente 11.206 leitores participaram da enquete que elegeu o título do livro que Lula deveria escrever para conseguir uma vaga na Academia Brasileira de Letras e, sempre na esteira de Fernando Henrique Cardoso, virar imortal de fardão. Com 6.078 votos (54% do total), o vencedor foi Rose e Eu: Casais inteligentes enriquecem juntos. Seguiram-se Beber, falar e tapear (2.806 votos), Cinquenta contos do vigário (1.362), A verdadeira história do Mensalão (834) e O assalto ao trem-bala (135). Paralelamente, o timaço de comentaristas esbanjou criatividade em mais de 200 sugestões publicadas no post que apresentou a enquete. Confira a lista de 55 títulos selecionados pela coluna e escolha o seu preferido. Ou sugira outros.
50 tonéis de pinga
A mão que balança o copo
A Megera Cor de Rose
A mudinha e o falastrão
A Terra é quadrada
A Volta ao Mundo em Oito Anos
ABC do Mensalão
Ali Babá e os 40 ministros
Ali Babão e os 40 mensaleiros
Ali Mollusco e seus 40.000 ladrões
Amor nos tempos do Collor
As Viagens de Lúliver
Assalto ao Banco Central
Cem Anos Só de Ladrão
Como parar de trabalhar aos 29 anos e ficar milionário
Crime sem castigo
Curçu di aufabetisassão di adultus – Si eu aprendi, vosseis pódi tamém
Dom Casburro
Dom Corlulone
Ensaio sobre a roubalheira
Ensaio sobre a Segueira
Éramos 6 – 6mil creches, 6 mil casas, 6 mil médicos cubanos
Eu não sabia
Eu sei o que você bebeu no verão passado
Guia politicamente incorreto da honestidade
Lulice no País das Falcatruas
Meu filho é um fenômeno
Meu filho, meu tesouro
Mil e uma noites com Rose
Minhas MÉmórias
O afanador nos campos de centeio
O Amante de Lady Roseville
O Bebum de Rosemary
O bleph
O Cachaceiro Viajante
O Discurso que Errei
O Grande Golpe
O homem que não sabia de nada
O homem que sabia de menos
O incrível exército de Lula Mensaleone
O menino do MEP
O nome da Rose
O planeta dos larápios
O santo poder da bala Juquinha
O triste fim de Lulacarpo Silvaresma
O velho e o bar
O vendedor de ilusões
Pai Milionário, filho biliardário
PT Rico. País Pobre
Sarney e Eu
Sem corrupção não há solução
Só sei que nada sei
Trair e roubar é só começar
Vim, vi e sumi
Vim, vi, venci e sumi

terça-feira, 2 de julho de 2013

LULA, O EMBUSTEIRO

Enviado por Ricardo Noblat - 
2.7.2013
 | 9h13m
POLÍTICA

Lula versus Dilma, por Ruth de Aquino

Ruth de Aquino, Época
Há uma pedra barbuda no escarpim de Dilma Rousseff, furando a meia-calça. Lula é seu nome. O maior líder popular do Brasil sumiu, escafedeu-se, silenciou sua voz rouca, justamente nas semanas em que o povo acordou da letargia para protestar contra uma herança maldita.
Por que se calou o grilo falante em todas as celebrações de conquistas no país e no exterior? Só aparece na boa?
Por que Lula finge que nada é com ele? Por que o criador evitou apoiar a criatura no auge da crise? Por que ficou mudo e invisível, quando a turba se insurgiu, e brasileiros de todas as idades passaram a falar, gritar, discutir e analisar, mesmo aos tropeços e sob o risco de errar?
O Lula que se metamorfoseou em oito anos de mandato e rasgou a bandeira da ética na política... O Lula que suspendeu suas férias para defender o ex-presidente do Senado sob o argumento de que “Sarney não pode ser julgado como homem comum”...
O Lula que se locupletou com o corrupto-mor Maluf para eleger Haddad, “o novo”... O Lula que se uniu “aos picaretas do Congresso”... O Lula que quis reeditar a CPMF, uma taxa que antes chamava de extorsão... Esse Lula não põe seu bloco na rua numa hora dessas?


Por lealdade, deveria ter dado o braço a Dilma. Afinal, ela chefiava sua Casa Civil e só concordou em disputar a Presidência porque, sem Dirceu nem Palocci, Lula impôs seu nome.
A técnica Dilma, a gerentona, a ex-guerrilheira, talvez um dia escreva um livro sobre sua relação com Lula. Por mais responsável que seja, como presidente, pela explosão da insatisfação no Brasil, Dilma sabe bem quem a colocou nessa roubada de “mãe do PAC”. Sabe que recebeu uma herança de corrupção, impunidade, abuso de poder, desvio de verba pública, falta de representatividade dos partidos, péssima qualidade de serviços essenciais, impostos absurdos, altos salários e mordomias dos burocratas dos Três Poderes, cinismo e oportunismo de governadores e prefeitos. O Brasil já era assim quando ela foi eleita.


Leia a íntegra em Lula versus Dilma

sexta-feira, 14 de junho de 2013

LULA E ROSE: SEGREDOS

11/06/2013
 às 21:12 \ Direto ao Ponto

Lula completa 200 dias de silêncio sobre o caso Rose. Inspirada no recorde, a coluna lança uma camiseta e reapresenta a aula de Marco Antonio Villa na TV Cultura

Crédito: Rob/Boopo
Nesta quarta-feira, o ex-presidente Lula completou 200 dias de silêncio sobre o caso de polícia em que se meteu ao lado de Rosemary Noronha. Para festejar o recorde e refrescar a memória do país, a coluna decidiu encomendar ao cartunista Boopo uma camiseta ilustrada pelo casal e reapresentar o vídeo que documentou a aula magna do historiador Marco Antonio Villa no Jornal da Cultura de 14 de dezembro de 2012.
Lula acha que, como tantas outras, também as patifarias ocorridas no escritório da Presidência em São Paulo serão esquecidas. Engana-se, reitera a reportagem publicada nesta terça-feira pelo Globo. O Ministério Público Federal cobra informações que o Palácio do Planalto tenta varrer para baixo do tapete. E o Brasil que presta vai continuar exigindo que o galã da Ópera dos Vigaristas deixe de fingir que mal conhece a quadrilheira que promoveu a segunda-dama.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

LOBÃO: MANIFESTO DO NADA NA TERRA DO NUNCA

Vídeos: Entrevista

06/06/2013
 às 18:16 \ Vídeos: Entrevista
VEJA

Entrevista

Lobão, músico e escritor: “É uma delícia provocar a fúria dos idiotas”

Antropofagia: “Sempre achei uma certa lorota”. Oswald de Andrade: “Lendo seus livros me dei conta que discordávamos absolutamente sobre tudo”. Comissão da Verdade: “É psicótico as pessoas quererem contar apenas um lado da história”. Música popular brasileira: “A MPB hoje beira a demência”. Dilma Rousseff: “Uma verdadeira anta, que fala mal, pensa mal”.
Isto é puro Lobão, o músico e escritor que acaba de lançar Manifesto do nada na terra do nunca. O livro, que segue escalando posições nas listas dos mais vendidos, começou a fazer barulho antes mesmo de ser distribuído pela editora. “Quem lê, adora. Quem não lê, odeia”, resume o autor da obra cuja gestação durou oito meses.
A ideia era escrever sobre música. Para sorte dos leitores, Lobão resolveu fazer uma escala na Semana de Arte Moderna de 1922 ─ e, a partir daí, liberou-se para tratar de inúmeros temas, sempre esbanjando inteligência e humor. “Acredito que estamos vivendo nossa pior época”, reafirma na entrevista. Se pretendem inibir o polemista sem medo, os que amam odiá-lo estão perdendo tempo. “É uma delícia provocar a fúria dos idiotas”, avisa Lobão.

Parte 1



Parte 2



Parte 3



Parte 4



Parte 5

quinta-feira, 30 de maio de 2013

FAROESTE CABOCLO E O LULA - SUJEITO À CENSURA!!!


30/05/2013 - 03h06

Filho de Renato Russo quer tirar paródia de "Faroeste Caboclo" contra Lula do ar


O filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, acionou advogados para tentar tirar do ar paródia contra Lula que usa a canção "Faroeste Caboclo", uma das mais famosas do cantor. O vídeo (veja abaixo), postado no YouTube, chegou a ser retirado, mas na quarta (29) podia ser acessado novamente no site.
SEM CORTES
"Não quero que a obra do meu pai seja usada para atacar as pessoas. E ainda mudaram a letra. A obra dele é completa e eu tenho que preservá-la", diz Manfredini.
LETRA
No vídeo, uma pessoa desenha uma história enquanto a música diz: "Não tinha medo esse tal de Luís Inácio, era o que todos diziam quando ele se elegeu/Deixou pra trás todos os valores de esquerda que como sindicalista ele sempre aprendeu/Quando criança não pensava em ser bandido, ainda mais quando no torno um dedinho ele perdeu". Segue falando que Lula manda em Dilma e fazendo referências ao escândalo do mensalão.
NADA FEITO
Uma seguradora já chegou a fazer proposta de alguns milhões para usar "Faroeste Caboclo" numa campanha em favor do desarmamento. A família de Renato Russo recusou.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

LULA, A CANDINHA BRASILEIRA


Enviado por Ricardo Noblat - 
17.5.2013
 | 3h57m

POLÍTICA

Na Argentina, Lula ataca imprensa e defende Cristina de acusações

Janaína Figueiredo, O Globo
Em meio a fortes rumores sobre uma eventual intervenção estatal do grupo de meios de comunicação Clarín, o mais importante da Argentina, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva solidarizou-se com a presidente Cristina Kirchner em seu primeiro dia de visita ao país nesta quinta-feira, e aproveitou para atacar a imprensa brasileira e defender publicamente as posições da Casa Rosada. Durante um discurso na inauguração da primeira universidade sindical da América Latina, Lula assegurou que "às vezes tenho a impressão de que a imprensa está exilada dentro de meu pais".
— Quando nós os criticamos (aos meios de comunicação) eles dizem que estão sendo atacados. Quando nos atacam, falam em democracia — declarou Lula, aplaudido de pé várias vezes pela plateia de sindicalistas, congressistas, ministros e funcionários do governo kirchnerista.

 


quinta-feira, 16 de maio de 2013

LULA, O CAMALEÃO


Lula, ser E não ser

15/5/2013 12:41
Por Gilberto Maringoni - de São Paulo

O ex-presidente da República criou um discurso e um comportamento político capaz de, mesmo em situações polarizadas
O ex-presidente da República criou um discurso e um comportamento político capaz de, mesmo em situações polarizadas
Quem se espanta com a incorporação do vice-governador paulista Guilherme Afif Domingos à administração Dilma Rousseff, achando que o político oriundo do malufismo e aliado histórico dos PSDB seria um corpo estranho na seara petista, deve ficar mais atento ao funcionamento do chamado lulismo.
Não se trata apenas de uma manobra de ocasião para compor maiorias parlamentares e estreitar o espaço da oposição nas eleições de 2014. Estamos diante de uma sofisticada tática política, capaz de contentar aliados à esquerda e à direita e de se colocar como esquerda e direita ao mesmo tempo, sem assumir claramente nenhum dos lados.
Um exemplo mais claro desse comportamento pode ser visto no vídeo disponível neste link (http://www.youtube.com/watch?v=td1ywn3SoWchttp://www.youtube.com/watch?v=td1ywn3SoWc).
Ele não é novo, dura um minuto e capta um trecho do discurso do ex-presidente Lula nas festividades de 35 anos da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), em abril de 2008.
Nas palavras de Lula, o ex-presidente Emílio Garrastazu Médici, que governou o Brasil entre 1969 e 1974, fez o país viver “o momento mais crítico da história do país”. Mas também permitiu que “o Brasil encontrasse seu rumo”.
A fala pode gerar várias controvérsias, mas, acima de tudo, mostra como funciona o discurso lulista, seguido pela direção do PT. Parece atacar alguém, mas não ataca. Parece elogiar, mas também não elogia. Parece ser de esquerda, mas não se assume como tal. Às vezes soa de direita, mas, habilmente, não deixa marcas explícitas.
No caso da Embrapa, o ex-metalúrgico parece elogiar a ditadura, mas faz uma leve ressalva. A ressalva parece crítica, mas tampouco é.
Veja a contradição
Na intervenção, o então presidente diz literalmente o seguinte:
“(…) É com muito orgulho que de vez em quando as pessoas falam “Lula defende … elogia o governo Geisel, elogia o não sei das quantas. Pois eu agora – veja a contradição, Requião – um dos presidentes que permitiu que a gente vivesse um momento político mais crítico da historia do país, o presidente Médici, foi o homem que assinou a Embrapa e foi o homem que assinou Itaipu. (…) Os outros gestos que as pessoas fizeram que permitiram que o Brasil encontrasse seu rumo. Cada um de nós será julgado um dia. Cada um de nós será julgado por aquilo que fizemos e pelo que deixamos de fazer”.
O que Lula quis dizer, exatamente?
Atacar sua fala como sendo uma rendição ao legado da ditadura ou alienação sobre o período 1964-85 simplifica o problema e não vai ao âmago da questão.
A conduta ambígua não indica dúvida, hesitação ou falta de clareza sobre posição a tomar ou rumo a seguir. Trata-se de discurso bem pensado e sofisticado para o tipo de projeto que o assim chamado lulismo vem implantando no país há dez anos.
É sofisticado porque dialoga com os vários interesses em disputa na sociedade. Contenta progressistas e conservadores, direitistas e esquerdistas e… não toca no status quo.
Inúmeros gestos
Intervenções como essa se desdobraram em inúmeros gestos, falas e iniciativas ao longo dos dois mandatos de Lula e na gestão de sua sucessora, Dilma Rousseff (menos competente que seu patrono, nesse quesito).
Ao mesmo tempo em que usou o boné do MST em manifestação dos sem-terra, Lula praticamente paralisou a reforma agrária. Deu força à Secretaria de Direitos Humanos da presidência da República e nomeou um quadro da direita, como Nelson Jobim, para a pasta da Defesa, o que freou qualquer investigação sobre os anos de chumbo nos quartéis. Colocou um desenvolvimentista moderado na Fazenda e soltou as rédeas da ortodoxia no Banco Central. Apoiou a gestão de Hugo Chávez na Venezuela, para possibilitar a entrada de empreiteiras e outras empresas brasileiras no país. Mas tratou de esvaziar propostas de integração estatal, como as da Telesur, Gasoduto do Sul, Banco do Sul etc. Reclamou da imprensa, mas não tomou nenhuma iniciativa para formular uma nova regulação para o setor. Fala como homem de esquerda, mas abrigou figuras egressas da fina flor do conservadorismo nacional em seus governos.
Os exemplos são infindáveis e representam a materialização de uma habilíssima política conservadora de novo tipo. Não se trata de uma modalidade heavy metal do neoliberalismo, como a dos governos do PSDB (1995-2003). É algo que dá concessões secundárias a um lado e mantém a essência do modelo estruturado pelo outro.
Governo sofisticado
Com tais diretrizes, Lula construiu o governo mais sofisticado e complexo no Brasil desde Getúlio Vargas (1930-45 e 1951-54). Obteve adesões à esquerda e à direita, deixando intocados os interesses hegemônicos na sociedade.
Para Lula e a maioria petista, ele e sua sucessora construíram governos de coalizão, montados para superar desafios históricos do país (como se os desafios não tivessem sido colocados justamente por uma parcela da sociedade que o PT abrigou em suas gestões).
Para uma facção mais à esquerda do petismo e para seu tradicional aliado , o PCdoB, este seria um governo em disputa (como se todos os governos não o fossem, em maior ou menor grau). Através desse biombo vernacular, aceitam-se quaisquer manobras para se manter a chamada governabilidade.
Governabilidade, esclareça-se, não é uma maneira de se manter o comando para se atingir determinado objetivo. Governabilidade é aqui um fim em si mesmo.
Para a direita – que disputa com condições muito melhores os rumos da administração – trata-se de manter espaços nunca perdidos historicamente. Os governos petistas incorporaram, sem dizer que o fizeram, políticas caras aos setores monopolistas e rentistas, como o aprofundamento do processo de privatizações, de isenções tributárias e fiscais e a política de franco favorecimento aos grandes grupos privados, via BNDES.
A argumentação de parcela da esquerda lembra que o governo distribuiu uma parcela do excedente social entre os setores miseráveis e obteve um crescimento econômico razoável, em comparação com a administração do PSDB (é possível que as medíocres taxas de crescimento obtidas pelo governo Dilma quebrem esse parâmetro).
Com tudo isso, uma conclusão é clara: não é fácil se opor a uma gestão desse tipo.
Ganhos reais
Há ganhos reais para os trabalhadores nas políticas de Lula e Dilma. Há um aumento da renda individual de forma direta, propiciada pelos aumentos do salário mínimo e pela elevação do nível de emprego. E há também, de forma indireta, uma elevação do consumo popular, definida pela ampliação do crédito pessoal. Como parte das políticas sociais, o governo lançou o Prouni e o Fies, destinados a financiar a educação de jovens carentes, através de subsídios indiretos a faculdades privadas e políticas focadas de transferência de renda, como o Bolsa Família. São práticas eficientes, mas não desconcentram renda de maneira significativa. Antes, destinam uma parte do excedente propiciado pelo crescimento do PIB aos pobres, propiciado por um cenário internacional extremamente favorável para os países exportadores de commodities.
Cenário atípico
A primeira década do século XXI constituiu-se num cenário atípico em temos mundiais. A chegada ao mercado internacional de novos países importadores de produtos primários – China e Índia -, um aumento significativo da liquidez – e do crédito – internacional, combinados com taxas de juros extremamente baixas, possibilitou a entrada de grande volume de capital nos países do sul do mundo.
O Brasil – bem posicionado como exportador de soja, trigo, carne e etanol – soube tirar vantagens expressivas da situação.
As ações governamentais nesse período tiveram como uma de suas metas a ampliação do mercado interno que alavancou um miniciclo de crescimento, entre 2006 e 2010.
Versões mais toscas da linha lulista não prosperaram. Os exemplos são dois, Gilberto Kassab e Marina Silva. São imitações que arranham a superfície da orientação ambígua do ex-metalúrgico, mas não articulam o conjunto de forças sociais que ele – montado na máquina estatal – soube tão bem fazer.
Todos se lembram do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, fundador do Partido Social Democrático (PSD). Suas palavras foram sinuosas à época do lançamento de sua agremiação, em fins de 2011: “Não somos nem de direita e nem de esquerda”. Opinião igual tem Marina Silva, para quem sua Rede não está nem a esquerda e nem a direita, mas à frente.
Quais os limites da política lulista?
Essa é a grande pergunta, depois de dez anos de governo. Os limites são dados pela estrutura do Estado, que segue a serviço dos interesses rentistas e dos grandes monopólios.
O que significa mudar a estrutura do Estado em termos econômicos? Significa embutir custos adicionais ao seu funcionamento, transferindo efetivamente renda de uma classe a outra.
O Estado brasileiro sofreu quatro grandes reformas ao longo do século XX. Ou seja, por quatro vezes rompeu-se o círculo das mudanças sem mudanças.
A primeira se deu entre 1930 e 1945. Getúlio Vargas alterou a política fiscal, direcionando parte da arrecadação para iniciativas industrializantes, para a adoção de políticas sociais permanentes – CLT e previdência social – e para a reforma da própria máquina pública. Criou um Estado com maior poder de intervenção na economia.
A segunda reforma do Estado aconteceu por obra da ditadura militar (1964-1985).
Embora seus governos não tenham sido uniformes, ela aumentou o poder de intervenção na economia, através da criação de centenas de empresas estatais e órgãos públicos.
A terceira não chegou a ocorrer totalmente. Foi esboçada pela Constituição de 1988, através da ampliação de direitos sociais universais, especialmente nas áreas de saúde (SUS) e previdência social. Havia na Carta uma tentativa de se criar uma versão nacional de Estado de Bem Estar Social. No capítulo da ordem econômica, a Constituição estabelecia diferenças entre empresa estrangeira e nacional, retiradas no governo FHC.
A quarta e radical mudança veio nos anos de 1990, nos governos Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso. Ela pode ser sintetizada como uma tentativa de desconstrução da primeira (Vargas) e terceira (Carta de 1988) intervenção. Essa mudança começa com a aprovação do Programa Nacional de Desestatização (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8031.htm), em 1990, renovado em 1997 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm). A lei pretendia “reordenar a posição estratégica do Estado na economia, transferindo à iniciativa privada atividades indevidamente exploradas pelo setor público”. Ela possibilitou uma radical alteração do papel do Estado. Juntamente com 34 emendas constitucionais, aprovadas entre 1995 e 2002 (http://www.dji.com.br/constituicao_federal/ec.htm), o governo Cardoso ajustou o país à nova ordem mundial, pautada pelos preceitos do Consenso de Washington.
O papel de Lula
O governo Lula não apenas manteve todas essas mudanças – inclusive o Programa Nacional de Desestatização -, como tomou iniciativa de realizar mais 28 emendas constitucionais, que não se contrapuseram às diretrizes da administração anterior. No caso, por exemplo, da reforma na Previdência Social (http://www.dji.com.br/constituicao_federal/ec047.htm), de 2005, a intenção foi de aprofundar o modelo liberal. O mesmo pode ser dito de iniciativas na legislação ordinária, começando pela Lei de Falências (2003), até as privatizações realizadas pelo governo Dilma, sob o eufemismo de “concessões”, sem contar as dezenas de setores que foram agraciados com desonerações na folha de salários.
Assim, as melhorias sociais – que são reais – em vários aspectos da vida da população mais pobre, obtidas nos governos petistas, foram alcançadas graças a um cenário de crescimento econômico, sem tocar na organização do Estado, sem ampliar serviços públicos universais – como saúde e educação públicas -, que se constituem em ganhos indiretos, mas universais. Aliás, na saúde pública, o que se nota é um avanço dos planos de medicina privada, das organizações sociais e um paulatino sucateamento do SUS, estabelecido na Constituição de 1988.
Cabe tudo
Repetindo: a justiça social lulista se faz via mercado, via crédito e aumento da massa salarial que dependem de cenários de crescimento econômico.
Para esse tipo de modelo, não é necessário uma nova repartição de renda e da riqueza social. O discurso político para essa situação não deve incentivar o confronto e a luta de classes, pois não é um discurso mudancista. É o discurso que exalta ganhos, ao mesmo tempo em que mostra o valor da estabilidade. Aliás, é a apologia da estabilidade que possibilita ganhos.
Cabe tudo nessa formulação, desde avaliações incompreensíveis sobre o período mais pesado da ditadura até o líder do movimento das pequenas e médias empresas.
É uma fala marcadamente ambígua, sofisticada e, sobretudo, conservadora.

Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC. Doutor em história pela Universidade de São Paulo, é autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).

Rubens Dos Santos · Mayen
https://www.youtube.com/watch?v=jmGq6jJONEI

Assistam - O Absolutismo - A Ascensao de Luis XIV

sexta-feira, 26 de abril de 2013

LULA, O "COLUNISTA" DO NYT


O primeiro colunista da história da imprensa incapaz de escrever em qualquer idioma

Como atestam os garranchos de jardim de infância acima reproduzidos, o ex-presidente Lula não consegue rabiscar sequer anotações na língua do país onde nasceu e sempre viveu. Não junta meia dúzia de palavras sem desferir ferozes pontapés na gramática ou na ortografia. Incapaz de expressar-se por escrito em português, nada sabe de inglês ─ nem  redigir corretamente um tanquiú. Para ele, qualquer ajuntamento de vogais e consoantes é grego.
Antes da estreia no The New York Times, o novo colaborador merecia ser apresentado aos leitores do jornal americano numa reportagem de pelo menos duas páginas na editoria de Ciência. É o primeiro colunista da história da imprensa que não sabe escrever em nenhum idioma.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

LULA BATISTA + EIKE LULA = 0


23/04/2013
 às 17:53 \ Direto ao Ponto

É natural que Lula e Eike se entendam muito bem: os dois são vendedores de nuvens

Lula é o Eike Batista da política. Eike é o Lula do empresariado. Um inventou o Brasil Maravilha. Só existe na papelada que registrou em cartório. Outro ergueu o Império do X. No  caso, X é igual a nada.
O pernambucano falastrão que inaugurava uma proeza por dia se elogia de meia em meia hora por ter feito o que não fez. O mineiro gabola que ganhava uma tonelada de dólares por minuto se louva o tempo todo pelo que diz que vai fazer e não fará.
O presidente incomparável prometeu para 2010 a transposição das águas do São Francisco. O rio segue dormindo no mesmo leito. O empreendedor sem similares adora gerúndios e só conjuga verbos no futuro. Está fazendo um buquê de portos. Vai fazer coisas de que até Deus duvida. Não concluiu nem a reforma do Hotel Glória.
Lula se apresenta como o maior dos governantes desde Tomé de Souza sem ter concluído uma única obra visível. Eike entra e sai do ranking dos bilionários da revista Forbes sem que alguém consiga enxergar a cor do dinheiro.
Lula berrou em 2007 que a Petrobras tornara autossuficiente em petróleo o país que, graças às jazidas do pré-sal, logo estaria dando as cartas na OPEP. A estatal agora coleciona prejuízos e o Brasil importa combustível. Eike vive enchendo milhões de barris com o que vai extrair do colosso que continua enterrado no fundo do Atlântico.
Político de nascença, Lula agora enriquece como camelô de empresas privadas. Filho de um empresário admirável, Eike resiste à falência graças a empréstimos do BNDES, parcerias com estatais e adjutórios obscenos do governo federal.
Lula só poderia chegar ao coração do poder num lugar onde tanta gente confia num Eike Batista. Eike só poderia posar de gênio dos negócios num país que acredita num Lula.
É natural que viajem no mesmo jatinho. É natural que se entendam muito bem. Os dois são vendedores de nuvens. (Veja)

LULA, NOW WHAT?


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: nenhuma vergonha de sonegar explicações
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: nenhuma vergonha de sonegar explicações (Helvio Romero/Estadão Conteúdo
A Polícia Federal (PF) vai pedir a quebra do sigilo bancário de Freud Godoy, segurança e assessor pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida faz parte do inquérito instaurado para desvendar o caminho percorrido pelos recursos distribuídos no esquema domensalão e é também um desdobramento do depoimento prestado pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza à Procuradoria-Geral da República em setembro do ano passado. Valério envolveu o ex-presidente Lula no esquema e afirmou que o mensalão bancou despesas pessoais do petista. (Veja/Estadão)