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quarta-feira, 24 de abril de 2013

LULA BATISTA + EIKE LULA = 0


23/04/2013
 às 17:53 \ Direto ao Ponto

É natural que Lula e Eike se entendam muito bem: os dois são vendedores de nuvens

Lula é o Eike Batista da política. Eike é o Lula do empresariado. Um inventou o Brasil Maravilha. Só existe na papelada que registrou em cartório. Outro ergueu o Império do X. No  caso, X é igual a nada.
O pernambucano falastrão que inaugurava uma proeza por dia se elogia de meia em meia hora por ter feito o que não fez. O mineiro gabola que ganhava uma tonelada de dólares por minuto se louva o tempo todo pelo que diz que vai fazer e não fará.
O presidente incomparável prometeu para 2010 a transposição das águas do São Francisco. O rio segue dormindo no mesmo leito. O empreendedor sem similares adora gerúndios e só conjuga verbos no futuro. Está fazendo um buquê de portos. Vai fazer coisas de que até Deus duvida. Não concluiu nem a reforma do Hotel Glória.
Lula se apresenta como o maior dos governantes desde Tomé de Souza sem ter concluído uma única obra visível. Eike entra e sai do ranking dos bilionários da revista Forbes sem que alguém consiga enxergar a cor do dinheiro.
Lula berrou em 2007 que a Petrobras tornara autossuficiente em petróleo o país que, graças às jazidas do pré-sal, logo estaria dando as cartas na OPEP. A estatal agora coleciona prejuízos e o Brasil importa combustível. Eike vive enchendo milhões de barris com o que vai extrair do colosso que continua enterrado no fundo do Atlântico.
Político de nascença, Lula agora enriquece como camelô de empresas privadas. Filho de um empresário admirável, Eike resiste à falência graças a empréstimos do BNDES, parcerias com estatais e adjutórios obscenos do governo federal.
Lula só poderia chegar ao coração do poder num lugar onde tanta gente confia num Eike Batista. Eike só poderia posar de gênio dos negócios num país que acredita num Lula.
É natural que viajem no mesmo jatinho. É natural que se entendam muito bem. Os dois são vendedores de nuvens. (Veja)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

PETROBRAS, MÁ ADMINISTRAÇÃO, CABIDE DE EMPREGOS, DOAÇÃO DE REFINARIA A " LOS HERMANOS", AUMENTO DE 20% NOS COMBUSTÍVEIS. O POVO QUE SE DANE!


Choro de Graça funciona e gasolina vai subir

Choro de Graça funciona e gasolina vai subirFoto: Divulgação

DEPOIS DE APONTAR “ESQUELETOS” DA ERA GABRIELLI E, EM SEU PRIMEIRO BALANÇO, ENTREGAR UM PREJUÍZO DE R$ 1,3 BILHÃO, O MAIOR EM 13 ANOS, A NOVA PRESIDENTE DA PETROBRAS, GRAÇA FOSTER, CONSEGUIU DO GOVERNO A PROMESSA DE UM GRANDE REAJUSTE, QUE PODERÁ CHEGAR A ATÉ 20%; AÇÕES DEVEM DISPARAR

08 de Agosto de 2012 às 08:02
247 – Desde que assumiu a presidência da Petrobras, a ex-diretora Maria da Graça Foster, deu declarações surpreendentes. Disse que as metas de produção da estatal estavam superestimadas, afirmou que vários projetos deixados pelo antecessor José Sergio Gabrielli seriam interrompidos e, na semana passada, entregou um balanço com prejuízo de R$ 1,3 bilhão – o maior em 13 anos.
Graça apavorou investidores e as ações da Petrobras derreteram – em alguns pregões chegaram a cair mais de 6%. No entanto, ela finalmente conseguiu o que vinha buscando: obteve a promessa do governo de que conseguirá um reajuste nos preços da gasolina e nos demais combustíveis ainda neste ano. O percentual ainda não foi definido, mas especialistas apontam uma defasagem de até 20%, que é calculada em razão do preço do petróleo no mercado internacional e o valor do dólar.
“O mercado espera por esse reajuste há nove anos”, aponta o economista Adriano Pires, especialista no setor de energia. Ele calcula uma defasagem de 16% na gasolina e de 21,7% no diesel. Além disso, os custos internacionais têm pesado mais, uma vez que as importações da companhia cresceram 370% neste ano, em razão das metas de produção não alcançadas.
No governo, avalia-se que o momento atual seria adequado para promover um reajuste, uma vez que a inflação recuou para o centro da meta fixada pelo Banco Central, em razão do baixo ritmo da atividade econômica.

sábado, 21 de abril de 2012

PETROBRAS, CUIDADO COM A ARGENTINA. PODERÁ SER A PRÓXIMA!!!


Após expropriação, Argentina pede investimentos a Petrobras


Governo brasileiro não estaria disposto a aumentar de 8% para 15% a participação na produção de petróleo no país vizinho

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Após o encontro, Lobão (ao fundo) não deu uma resposta concreta à solicitação do ministro argentino Julio De Vido
Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS
Após o encontro, Lobão (ao fundo) não deu uma resposta concreta à solicitação do ministro argentino Julio De VidoUESLEI MARCELINO / REUTERS
BRASÍLIA e BUENOS AIRES — Pelo menos neste momento, o governo brasileiro não estaria disposto a atender a demanda do governo argentino para que a Petrobras aumente de 8% para 15% a participação na produção de petróleo daquele país. O pedido de expansão dos investimentos foi formalizado na sexta-feira pelo ministro do Planejamento e Investimentos Públicos argentino, Júlio de Vido, que se reuniu com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e a presidente da estatal brasileira, Graça Foster. Por parte da Petrobras, não há disposição de abrir os cofres para novos investimentos antes de receber pelo menos um sinal de que será anulada a cassação de seu bloco de concessão na província de Neuquén — realizada dias antes de o governo da presidente Cristina Kirchner expropriar a petrolífera YPF da espanhola Repsol.
Após o encontro, que durou pouco mais de uma hora, Lobão não deu uma resposta concreta à solicitação de De Vido. Disse apenas que a Petrobras investiu cerca de US$ 500 milhões na Argentina em 2011 e que a empresa manterá o valor este ano. Alegou que seria preciso um esforço muito grande para o aumento da participação da Petrobras no mercado argentino, tendo em vista as perspectivas de investimentos necessários para a exploração do petróleo na camada do pré-sal no Brasil nos próximos anos. Ao GLOBO, o ministro disse que a prioridade da estatal do petróleo é o mercado interno.
Nos bastidores, o governo recebeu de maneira positiva a visita do ministro argentino e a garantia de que o Brasil não tem o que temer. Ou seja, que a Argentina não tem intenção de reestatizar a Petrobras, como aconteceu com a YPF, embora não haja como cobrar garantias formalmente. Mas, em princípio, a avaliação é de que, diante de todos os sinais dados pela Argentina recentemente, não haveria por que duvidar deste compromisso. De Vido reiterou o empenho político do governo Kirchner junto as autoridades provinciais em Neuquén e garantiu que 80% do problema já estaria solucionado. Pela Constituição, as províncias na Argentina têm autonomia para tomar este tipo de decisão.
Argentina busca parceria com outras petrolíferas
No Executivo brasileiro, uma corrente, que encontra eco na Petrobras, diz que ajudar os vizinhos seria uma decisão política que poderia prejudicar a imagem da estatal, uma companhia de capital aberto. Mas há quem defenda a tese de que tanto a petrolífera brasileira como as de outros países podem se beneficiar do espaço que era ocupado pela Repsol.
— Não pretendemos que a Petrobras substitua ninguém, mas que aumente sua presença em todo o território argentino. A estratégia da Petrobras no país, no entanto, é definida pela própria companhia — disse o ministro argentino.
Segundo o jornal argentino “El Cronista”, o governo da presidente Cristina Kirchner ofereceu à Petrobras, à petrolífera chinesa Sinopec e à companhia argentina Bridas parceria com o Estado argentino na nova YPF. O jornal dá detalhes das conversas que, segundo a Casa Rosada, foram iniciadas nos últimos dias e se completariam na reunião do ministro De Vido ontem em Brasília.
Ele negou que seu país tenha feito proposta semelhante à chinesa Sinopec, mas disse que, na segunda-feira, começará a conversar com representantes de várias empresas, inclusive as americanas Chevron e a Exxon, além da Sinopec.
A reunião comandada pelo ministro brasileiro com a presença de Graça Foster já estava agendada desde março, a pedido de Cristina, antes portanto da intervenção na YPF ser anunciada. Ela pediu a Lobão que intermediasse o encontro, porque queria que a empresa brasileira aumentasse seus investimentos na Argentina.
Nomeado interventor da YPF por 30 dias, o ministro argentino disse que a petrolífera em breve terá uma gestão profissionalizada, será uma sociedade anônima com controle estatal, “muito parecida com o exemplo da Petrobras”.
Indagado sobre o pedido do governo argentino de mais investimentos pela Petrobras na Argentina, o embaixador da Espanha, Manuel de la Cámara, mostrou-se cético:
— Creio que a Petrobras, e qualquer investidor estrangeiro, vai pensar muito antes de investir na Argentina.
O governo brasileiro acredita que a Argentina não teria motivos para prejudicar seu bom relacionamento com o Brasil, sobretudo após despertar a fúria da União Europeia, que obteve o apoio dos EUA. Brasil e Argentina devem construir duas hidrelétricas binacionais no valor estimado em US$ 4 bilhões, financiada pelo BNDES. Além disso, os argentinos usam 1.500 MW de energia brasileira.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/apos-expropriacao-argentina-pede-investimentos-petrobras-4702812#ixzz1sfxpDg7G

sábado, 31 de março de 2012

O QUASE TITANIC BRASILEIRO

Depois do trem-bala invisível, o governo inventa o navio que não navega

JÚLIA RODRIGUES
VEJA
Em 7 de maio de 2010, ao lado da sucessora que escolhera e do governador pernambucano Eduardo Campos, o presidente Lula estrelou no Porto de Suape um comício convocado para festejar muito mais que o lançamento de um navio: primeiro a ser construído no país em 14 anos, o petroleiro João Cândido fora promovido a símbolo da ressurreição da indústria naval brasileira. Produzida pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), incorporada ao Programa de Modernização e Expansão de Frota da Transperto (Promef) e incluída no ranking das proezas históricas do PAC, a embarcação com 274 metros de comprimento e capacidade para carregar até um milhão de barris de petróleo havia consumido a bolada de R$ 336 milhões – o dobro do valor orçado no mercado internacional.
Destacavam-se na plateia operários enfeitados com adesivos que registravam sua participação no parto de mais uma façanha do Brasil Maravilha. Seria uma festa perfeita se o colosso batizado em homenagem ao marinheiro que liderou em 1910 a Revolta da Chibata não tivesse colidido com a pressa dos políticos e a incompetência dos técnicos. Assim que o comício terminou, o petroleiro foi recolhido ao estaleiro antes que afundasse ─ e nunca mais tentou flutuar na superfície do Atlântico.
O vistoso casco do João Cândido camuflava soldas defeituosas e tubulações que não se encaixavam, além de um rombo cujas dimensões prenunciavam o desastre iminente. Se permanecesse mais meia hora no mar, Lula seria transformado no primeiro presidente a inaugurar um naufrágio. Estacionado no litoral pernambucano desde o dia do nascimento, nem por isso o navio deixou de percorrer o país inteiro. Durante a campanha presidencial, transportado pela imaginação da candidata Dilma Rousseff, fez escala em todos os palanques e foi apresentado ao eleitorado como mais uma realização da supergerente que Lula inventou.
A assessoria de imprensa da Transpetro se limita a informar que não sabe quando o João Cândido vai navegar de verdade. O Estaleiro Atlântico Sul, criado com dinheiro dos pagadores de impostos, não tem nada a dizer. Nem sobre o petroleiro avariado nem sobre os outros 21 encomendados pelo governo. No fim de 2011, o EAS adiou pela terceira vez a entrega do navio. A Petrobras, que controla a Transpetro, alegou que os defeitos de fabricação só podem ser consertados no exterior.
Quando o presidente era Nilo Peçanha, João Cândido comandou uma rebelião que exigia a abolição dos castigos físicos impostos aos marinheiros. Passados 102 anos, Dilma e Lula resolveram castigá-lo moralmente com a associação de seu nome a outro espanto da Era da Mediocridade: depois do trem-bala invisível, o governo inventou o navio que não navega.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

PODE??? O MARIDO DA PRESIDENTE DA PETROBRAS TEM NEGÓCIOS MILIONÁRIOS COM A ESTATAL






23/01/2012
 às 16:40

Maria das Graças e seu marido. Ou: A família do petróleo & gás

Em novembro de 2010, reportagem de Fernanda Odilla, da Folha, informava — e não houve contestação — que, desde 2008, a C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, marido de Maria das Graças, futura presidente da Petrobras, havia assiando 42 contratos, sendo 20 sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção a diferentes unidades da estatal. À época, ela cotada para o Ministério das Minas e Energia.
Huuummm… Talvez a C.Foster seja mesmo a melhor da área. Também entendo o fato de o casal ter interesse comum em petróleo, gás e coisa e tal. É comum os casais partilharem de certos gostos. O que é incomum — e seria em qualquer país democrático do mundo — é a mulher (ou o marido) presidir a principal empresa do Estado que compra serviços fornecidos pelo cônjuge. Collin e Maria das Graças podem ser dois franciscanos, dois Caxias, mais honestos e retos do que as freiras dos pés descalços. E daí? Isso é diferente da, por exemplo, “Rede Bezerra Coelho”?
Na própria base aliada, fosse outro o partido de Maria das Graças, que não o PT, e já haveria um enorme bochicho. Como é com petistas, sabem como é… A regra é a seguinte: os não-petistas, especialmente se oposicionistas, são sempre culpados ainda que não haja nem indícios contra eles. Já os companheiros são sempre inocentes, até mesmo contra as provas.
Eu olho para esse ar, vamos dizer, severo de Maria das Graças e só consigo pensar em sua dedicação aos derivados de petróleo. Gente que sabe fazer cara de brava sempre leva alguma vantagem sobre os de aparência mansa. Mas e daí? Ela terá de arbitrar, sim — ou algum subordinado dependente de suas graças o fará por ela — questões que dirão respeito aos negócios do marido. Se ele já mudou de ramo, não sei. Mas é claro que seria o caso, né?
A Petrobras até chegou a fazer uma investigação interna para saber se havia alguma incompatibilidade entre a atuação do marido de Maria das Graças e a da própria. Não se encontrou nada. No máximo, constatou-se que ela não era muito querida pela equipe porque parece compartilhar com Dilma certo gosto por, como direi?, dar um esculachos nos subordinados. Braveza de chefe, que deixa a equipe triste ou ressentida, é coisa do mundo da fofoca e de publicações de auto-ajuda. Para mim, é o de menos. Acho que Maria das Graças tem de ser, segundo reza o clichê ainda válido, como a mulher de César: não basta ser honesta; tem também de parecer honesta.
Ora, se o marido dela pode, por que os demais maridos e demais mulheres não podem? Não há de ser porque ela tem esse ar de quem só pensa em derivados de petróleo e gás.
Segue reportagem da Folha de novembro de 2010. Volto para encerrar.
A empresa do marido de Maria das Graças Foster, nome forte para o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, multiplicou os contratos com a Petrobras a partir de 2007, ano em que a engenheira ganhou cargo de direção na estatal. Nos últimos três anos, a C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, assinou 42 contratos, sendo 20 sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção a diferentes unidades da estatal. Entre 2005 e 2007, apenas um processo de compra (sem licitação) havia sido feito com a empresa do marido de Graça, segundo a Petrobras. A C.Foster, que já vendeu R$ 614 mil em equipamentos para a Petrobras, começou na década de 1980 com foco no setor de óleo e gás, área hoje sob a responsabilidade de Graça Foster.
Funcionária de carreira da Petrobras, Graça é cotada para um cargo no primeiro escalão do governo dilmista, como a presidência da Petrobras, a Casa Civil, a Secretaria-Geral da Presidência ou outro posto próximo da presidente eleita, de quem ganhou confiança. Foi por indicação de Dilma que Graça ganhou, a partir de 2003, posições de destaque no Ministério de Minas e Energia, Petroquisa e BR Distribuidora e, há três anos, assumiu a diretoria de Gás e Energia da Petrobras. Antes de a C.Foster firmar esses 42 contratos com a Petrobras, a relação de Graça com a empresa do marido, Colin Vaughan Foster, já havia gerado mal-estar. Em 2004, uma denúncia contra a engenheira, relacionada ao suposto favorecimento à empresa do marido, foi encaminhada à Casa Civil.
O então ministro José Dirceu pediu esclarecimentos ao Ministério de Minas e Energia, sob o comando de Dilma. A fonte da denúncia não é identificada nos documentos obtidos pela Folha. Na ocasião, foram listados dois contratos da C. Foster com a estatal: um de 1994, e outro, de 2000. Coube à própria Petrobras elaborar um ofício com explicações sobre duas investigações internas envolvendo Graça no período em que ela era gerente do Cenpes (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras).
(…)
O ofício diz que “não ficou caracterizada a existência de prática de crime ou improbidade administrativa”, mas enfatizava o temperamento difícil da engenheira. “Cumpre agregar que nas declarações prestadas, verificou-se que Maria das Graças era objeto de restrições por grande parte do pessoal de seu setor, dado principalmente, como veio externar a comissão, “o modo com que tratava seus subordinados’”, diz o ofício da Petrobras para a Casa Civil.
Encerro
Não sei o regime de união do casal. Sendo um casamento ou uma união estável, na prática, Maria das Graças terá negócios privados com a empresa pública que ela preside. E por que o PT vai adiante? Porque está convencido de que pode tudo.
Por Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

PROVÁVEL AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS EM NOVEMBRO DE 2011


Após redução da Cide, Petrobras eleva preços dos combustíveis

Gasolina terá alta de 10% nas refinarias; alta do diesel será de 2%.
Governo reduziu alíquota da Cide para evitar alta de preços.

Do G1, em São Paulo

Petrobras anunciou nesta sexta-feira (28) que irá reajustar, a partir de 1º de novembro, os preços da gasolina e do diesel vendidos nas refinarias. O preço da gasolina, antes da incidência de tributação, terá alta de 10%. Já o diesel será reajustado em 2%.
De acordo com o governo, a partir de 1º de novembro de 2011 e até 30 de junho de 2012, as alíquotas da gasolina passarão de R$ 0,192 por litro para R$ 0,091 por litro e do óleo diesel de R$ 0,07 por litro para R$ 0,047 por litro.
Procurada pelo G1, a Petrobras não informou se pode ocorrer elevação de preços para o consumidor final. "Esse é o valor que o combustível será comercializado para as distribuidoras.
A Petrobras não tem ingerência sobre o preço final", informou a estatal.
Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), o reajuste não deverá afetar o preços nas bombas de combustível.
"Para as distribuidoras, o impacto desse reajuste será zero. É só o repasse da Cide", disse José Alberto Gouveia, presidente do Sincopetro.
Ele destacou que o reajuste da Petrobras já era de certa forma esperado. "A Petrobras já estava precisando aumentar o preço e não mexia no preço desde 2009", afirmou.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

LEIAM, A AUTOSSUFICIÊNCIA DO BRASIL EM COMBUSTÍVEIS...


Três embustes do Brasil MaravilhaColuna do Augusto Nunes - VEJA

Faço uma ligeira pausa nos posts sobre as manifestações deste 7 de Setembro para um registro inadiável. Em sua coluna desta quarta-feira, o jornalista Carlos Brickmann implodiu com três notas de poucas linhas dois embustes cultivados com especial carinho pelos inventores do Brasil Maravilha: o milagre do álcool, a autossuficiência em petróleo e a eficiência espetacular da Petrobras. Na discurseira de Lula e Dilma Rousseff, são espantos de matar de inveja um magnata de filme americano. No país real, só existem na papelada registrada em cartório pelo palanque ambulante. (AN)
O álcool…
Lembra da revolução energética anunciada pelo presidente Lula, em que o álcool de cana brasileiro seria um dos combustíveis mais importantes? Bom, o Brasil está importando álcool faz tempo ─ principalmente dos Estados Unidos. Neste ano, a importação representa cinco vezes a de 2010: no total, 1,03 bilhão de litros contra 200 milhões do ano passado. E era para ser ainda maior, se o Governo não tivesse reduzido a mistura do álcool na gasolina de 25 para 20%.
…a gasolina…
Lembra da autossuficiência do Brasil em petróleo, também anunciada pelo presidente Lula? Neste ano, o Brasil já importou 3,1 milhões de barris de gasolina; e além das importações normais virão mais 550 mil barris por mês, para substituir os 5% de álcool a menos na mistura.
…o custo
No segundo trimestre do ano passado, o prejuízo da Petrobras com a importação de gasolina foi de R$ 108 milhões. No segundo trimestre deste ano, de R$ 2,28 bilhões. Traduzindo: o prejuízo foi multiplicado por 20.