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terça-feira, 22 de novembro de 2011

O LIXO E A FAXINEIRA


21/11/2011
 às 19:37 \ Direto ao Ponto

Depois do doutor que não lê, o Brasil inventa a faxineira que gosta de lixo

Além do brasileiro, o Brasil já inventou o analista de juiz de futebol, o jurado de escola de samba, o despachante, o senador biônico, o flanelinha, o comunista capitalista, o cabo eleitoral de ofício, o guerrilheiro que não sabe atirar e a família Sarney, fora o resto. Deve achar pouco, sugerem as duas singularidades incorporadas em 2011 ao vastíssimo acervo de assombros. No começo do ano, o País do Carnaval pariu o único doutor do mundo que nunca leu um livro e não sabe escrever. Em seguida, decidiu que Dilma Rousseff seria a primeira faxineira da história que odeia vassoura e gosta de lixo.
Promovida a ministra de Minas e Energia em 2003, Dilma fez mais que conviver anos a fio, sem qualquer vestígio de desconforto, com o lixo amontoado por Lula no primeiro escalão federal. Como atestam três ítens no prontuário, a chefe da Casa Civil fez o que pôde para piorar o que já estava péssimo. Com o dossiê forjado contra Fernando Henrique e Ruth Cardoso, Dilma aumentou o lixo. Com a conversa em que tentou induzir Lina Vieira a indultar a Famiglia Sarney, escondeu o lixo. E intensificou extraordinariamente a produção de lixo ao transformar em sucessora a melhor amiga Erenice Guerra.
“A corrupção será combatida permanentemente”, mentiu no discurso de posse. Se pensasse assim, seriam outros os ministros na plateia. Ao chamar de volta Antonio Palocci e Alfredo Nascimento, por exemplo, trouxe para dentro de casa o entulho já depositado na caçamba. Ao nomear Pedro Novais e manter no emprego Wagner Rossi e Orlando Silva, afastou do aterro sanitário algumas pilhas de detritos. Ao prorrogar o prazo de validade de Carlos Lupi, revelou que já existe até o lixo de estimação.
Como atestam as fotos feitas no dia da posse, Dilma ficou muito feliz com a escolha dos seis ministros localizados pela imprensa no pântano das maracutaias. Lamentou a partida de cinco e faz o que pode para não se desfazer do sexto. A permanência de Carlos Lupi no Ministério do Trabalho transforma a antiga suspeita em certeza: a faxineira do Brasil Maravilha não consegue viver sem lixo por perto.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O DINHEIRO ROUBADO PELOS VIGARISTAS SERÁ DEVOLVIDO QUANDO?

02/11/2011
 às 22:35 \ Direto ao Ponto

A festa dos vigaristas camaradas

Agora que Dilma Rousseff já renovou o contrato de arrendamento do Ministério do Esporte ao PCdoB, entregou a chave do cofre a Aldo Rebelo, decidiu que “Orlando Silva fez um excepcional trabalho, foi incansável para a preparação do Brasil para os grandes eventos esportivos que sediaremos” e infiltrou na discurseira uma ameaçadora metáfora futebolística: “Hoje colocamos a bola no chão, reiniciamos o jogo e vamos para o ataque”;
Agora que o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, já aproveitou a troca da guarda do cofre para promover uma festinha íntima dos comunistas do Brasil, aquecida pela descoberta de que “o partido sai engrandecido desses últimos acontecimentos”;
Agora que Orlando Silva já jurou incontáveis vezes que é inocente e vai vingar-se dos misteriosos carrascos, sempre caprichando na voz embargada e na lágrima furtiva que engrossava a cada buquê de flores entregue à companheira;
Agora que Aldo Rebelo, olhos nos olhos do antecessor, já resumiu numa frase besuntada de açúcar e de afeto (“Mais do que inocente, o senhor é vítima”) a beleza da camaradagem delinquente;
Agora que acabaram as comemorações da turma que tungou até o dinheiro das crianças, enfim, está mais que na hora de o Tribunal de Contas da União, a polícia, o Ministério Público e o Judiciário tratarem de entrar em campo para completar o serviço que a imprensa começou e o governo pretende encerrar com a mudança que deixa tudo como está. Demissão é ato administrativo. Não é o fim, mas a primeira etapa da história. Chegou o momento da aplicação dos códigos legais. Só cadeia não basta. O país decente exige também a devolução do dinheiro roubado.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

ORLANDO SILVA, A FERA " FERIDA"


"Minha honra foi ferida", diz Orlando Silva ao anunciar saída do ministério dos Esportes

Decisão foi tomada em reunião com a cúpula do PCdoB, que deve continuar com o ministério

AE e da Sucursal de Brasília
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O ministro do Esporte, Orlando Silva, confirmou que decidiu se afastar do governo. Segundo ele, depois de uma reunião com a presidente Dilma Rousseff e dirigentes do seu partido, o PCdoB, chegou-se à conclusão que a melhor solução seria o seu afastamento. "Essa foi a decisão que tomei", disse em entrevista no Palácio do Planalto, justificando que o PCdoB não pode ser instrumento de ataque ao governo, pois o partido participa da base aliada.

"Eu decidi sair do governo para que possa defender minha honra e meu partido", completou o ministro. "Minha honra foi ferida". Segundo Orlando, foram 12 dias de "ataque baixo e agressão vil" e nenhuma prova contra ele surgiu ou surgirá.
Reunião do PCdoB
A reunião realizada na manhã desta quarta, no Palácio do Planalto, entre o ministro do Esporte, Orlando Silva, líderes do PCdoB e o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, definiu um substituto para a pasta também indicado pelo partido. Rumores dão conta de que os nomes do deputado federal Aldo Rebelo e de Luciana Santos, ex-prefeita de Olinda, são os mais cotados para o ministério.

A decisão da direção do PC do B é que Orlando seja demitido pela presidente Dilma Rousseff, para deixar claro que ele não se demitiu e não assume responsabilidade por participação no esquema de desvio de verba pública envolvendo os programas do Ministério do Esporte, principalmente o Segundo Tempo e Pintando a Cidadania.

Participam também da reunião o presidente do PC do B (partido do ministro), Renato Rabelo, e os líderes do partido na Câmara, Osmar Júnior (PI) e no Senado, Inácio Arruda (CE).

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

FALTA É VERGONHA NA CARA!

Blogs e Colunistas

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Reinaldo Azevedo



24/10/2011
 às 6:09

O QUE QUEREM OS PETRALHAS, OS VERMELHOS E OS IDIOTAS? CORRUPTOS QUE ASSINAM RECIBO? OU: PROVAS NÃO FALTAM; FALTA É VERGONHA NA CARA!

Os patrocinadores e operadores do mensalão tentaram tornar influente uma tese — à qual aderiram correntes do subjornalismo que ou vivem da grana oficial ou foram contratadas para trabalhar para o petismo e aliados —, segundo a qual só se prova a corrupção do servidor ou agente públicos se houver um ato de ofício que a demonstre. E, nesse caso, se teria, então, “a prova”. Uma outra possibilidade é a Polícia Federal plantar um Durval Barbosa no caminho do investigado, a exemplo do que fez com o ex-governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal.
Nota à margem: não por acaso, a PF SÓ recorreu àquele método para pegar um governador que era de um partido de oposição, justamente o que mais incomodava o governo. Há evidências de que Arruda comandava uma cleptoadmistração, sim, e é bom que esteja fora da vida pública. Por mim, estaria morando na Papuda. Isso NÃO QUER DIZER ALGUMAS COISAS, A SABER:
a) ISSO NÃO QUER DIZER que a PF não tenha sido seletiva, já que notórios larápios do governismo estão por aí, livres, leves e soltos, a merecer que se recorra ao mesmo método. Uma polícia especialmente severa com inimigos do governo vira polícia política;
b) ISSO NÃO QUER DIZER que os sucessores de Arruda sejam necessariamente melhores do que ele próprio.
Vale dizer: Arruda ficaria muito bem na Papuda, na companhia de muitos de seus adversários históricos no Distrito Federal!
Mas volto ao ponto. Os petralhas, os vermelhos e os idiotas insistem: “Cadê a prova de que Orlando Silva recebeu dinheiro na garagem?” O que se tem é o depoimento de um rapaz — Célio Soares — que trabalhava para a turma (e que diz lhe ter entregado o dinheiro) e de João Dias Ferreira, o policial que atuava no grupo de Agnelo Queiroz (antecessor de Orlando Silva) e que tem trânsito na cúpula do Ministério do Esporte.
ATENÇÃO! Essas são apenas duas cerejas num bolo formidável de roubalheira de dinheiro público. O próprio governo federal cobra das ONGs nada menos de R$ 40 milhões de grana desviada. Boa parte das irregularidades detectadas envolve militantes do PCdoB, o partido do ministro Orlando Silva. A imprensa noticia outros óbvios escândalos ainda nem oficialmente investigados. Em quase tudo está a marca do partido. ESSA HISTÓRIA DE QUE FALTAM PROVAS CONTRA ORLANDO SILVA É UMA PIADA QUE ELE TENTA CONTAR EM SEU PRÓPRIO BENEFÍCIO. Dá-se justamente o contrário: raramente houve tantas provas de ilegalidades num só ministério e numa só gestão. Insisto: outros ministros caíram por menos do que isso!
A Justiça que diga se Orlando Silva é corrupto ou não; se desviou dinheiro público para enriquecimento pessoal ou para fazer a “revolução socialista”. Essa não é tarefa do jornalismo e, se querem saber, é UM ASSUNTO DE POLÍCIA, NÃO DE POLÍTICA. O que interessa à política, que não é um tribunal, é saber se o homem público age ou não de acordo as leis, sim, mas também de acordo com o decoro e com a ética. Quando afirmo isso, alguns imbecis tentam sugerir que estou defendendo a condenação sem provas. Corrijo-me: não é coisa de “imbecis”, mas de canalhas. A Justiça criminal brasileira vai exigir a prova provada, a evidência de que o sujeito realmente pôs as suas digitais numa determinada operação. Para a questão política, isso não é necessário, não! Alguém tem alguma dúvida de que o Ministério do Esporte é um templo da malversação do dinheiro público?
Ora, lembro dois casos emblemáticos. Fernando Collor, meus senhores, FOI INOCENTADO NO STF. Sim, inocentado! Não se conseguiu encontrar nenhuma “prova” — ESTA QUE ORLANDO SILVA VIVE PEDINDO — de que ele era o chefe de PC Farias! Nada! Não há um só documento que o evidencie. PC era seu caixa de campanha — como Delúbio era de Lula. A turma ligada ao Palácio pintou e bordou, e sempre se supôs que o chefe soubesse de tudo. O mesmo vale, ora vejam!, para os homens de… Lula! Aliás, José Dirceu estava muito mais enfronhado no poder do que PC Farias. E, no entanto, Collor caiu — na verdade, renunciou ao mandato, mas seria cassado de qualquer modo pelo Congresso —, e Lula se reelegeu. O agora senador por Alagoas tornou-se aliado do petismo, que liderou o esforço para derrubá-lo. O que é que Collor não tinha? Amplos setores dóceis da imprensa; o apoio dos sindicatos e dos movimentos sociais aparelhados por seu partido; uma oposição molenga; Márcio Thomaz Bastos e uma economia jogando a favor. Aquilo a que se chamou Collorgate era coisa de amadores perto do petismo.
Falei que lembraria dois casos. Há um outro: Antonio Palocci foi absolvido no STF no episódio do caseiro Francenildo, que teve seu sigilo bancário quebrado ilegalmente. Jorge Mattoso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, foi condenado, mas Palocci, seu chefe — a quem interessava a violação — saiu livre porque não se encontrou a “prova” material de que mandara Mattoso cometer o crime.
SE O DECORO POLÍTICO FOR PENSADO SEGUNDO OS CRITÉRIOS DA JUSTIÇA CRIMINAL, haverá muito mais bandidos no serviço público do que há hoje. Corrupto não costuma deixar ato de ofício. Ao contrário: no geral, é hábil o bastante para obter o que quer sem deixar rastros. Quanto mais profissional na arte do ludíbrio, menos pistas se encontram pelo caminho.
Voltemos a Orlando SilvaJoão Dias diz ter novas provas além daquela que está VEJA desta semana. Vamos ver. Mas será pouco o que está escancarado na revista? O policial afirmara que o Ministério do Esporte havia enviado um primeiro relatório ao comando da Polícia Militar do Distrito Federal acusando-o de irregularidades da ordem R$ 3 milhões. Segundo disse, ele se reuniu com a cúpula do ministério, protestou, ameaçou arrastar o nome do ministro, e se fez, então, um segundo relatório, corrigindo o primeiro. Acusação grave!
Muito bem! A gravação a que VEJA teve acesso traz tudo: a reunião, a ameaça feita ao ministro e a confirmação de que o ministério iria rever tudo. Só isso? Não! Dois assessores do ministro Orlando Silva, Fábio Hansen e Charles Rocha, homens de sua inteira confiança, dão dicas de como fraudar os mecanismos de vigilância da pasta. Não só isso! Todos conversam alegremente sobre desvio de dinheiro para o PCdoB, afirmando que um dirigente do partido pegara para si nada menos de R$ 800 mil, e o fazem às gargalhadas. Aparece ainda o nome de Agnelo Queiroz, o governador do Distrito Federal, como o chefão que distribui pitos porque um homem de sua confiança, o pr[oprio João Dias, fora molestado pela turma de Orlando.
Isso tudo num ministério que tem um buraco na prestação de contas — o conhecido — de R$ 40 milhões; isso tudo num ministério em que as evidências de roubalheira saem pelo ladrão (ooops!). E aí aparecem os petralhas, os vermelho e os idiotas: “Mas cadê a prova?”  Se Orlando recebeu aquele dinheiro na garagem, certamente não assinou recibo. Nem naquela hora nem em hora nenhuma! Em sólidas democracias do mundo, mesmo na Justiça criminal, não só no ambiente político, Orlando Silva estaria liquidado. No Brasil, ele usa o horário político do seu partido — outra excrescência bananeira — para se defender, bater no peito e declarar inocência!
Contribuição da esquerdaNo terreno moral, está é a grande contribuição da esquerda para a cultura política: A IMPUNIDADE! Em passado nem tão recente, certos escândalos e certos procedimentos podiam não mandar vagabundos para a cadeia, o que é lastimável, mas, ao menos, os afastavam da vida pública. Do mensalão para cá, tudo mudou: a canalha que enfia a mão no nosso bolso sai acusando uma grande conspiração e ganha o apoio do sujornalismo a soldo. À velha impunidade — aquela do país dos Sarneys, Jáderes, Renans etc —, juntou-se a nova. A antiga justificava suas lambanças evocando o interesse nacional; esta outra pretende falar em nome dos pequeninos e dos que sofrem. Daí que tenha tanto comunista envolvido com ONGs para criancinhas pobres. São comunistas que comem o seu futuro!
Sei lá se João Dias tem mais coisa. O que sei é que o Ministério do Esporte é campeão NAS PROVAS DE DESVIO DE RECURSOS PÚBLICOS mesmo dispensando a sua colaboração. Dilma quer ficar com o ministro? Qual é a tese? “Chegamos à conclusão de que o ministério é corrupto, mas o ministro é honesto”…
EncerroO PCdoB mandou recados ao governo. Ameaçou o PT! Afirmou que a demissão de Orlando soaria como uma agressão à legenda. Lembrou que apenas deu continuidade a práticas já instaladas no ministério, inauguradas pelo agora petista Agnelo Queiroz. E perguntou se pastas sob o comando do PT não se relacionam com ONGs. Em suma: o PCdoB ameaçou Dilma, e Orlando, por enquanto, permanece no cargo por “falta de provas”.
Errado! Prova é o que não falta. Falta mesmo é vergonha na cara!
Texto publicado originalmente às 6h59 de domingo
Por Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

"ORLANDINHO" SILVA, VAI CANTAR EM OUTRAS FREGUESIAS... É QUESTÃO DE HORAS!!!

Fica ou não fica?

Dilma sugere que Orlando Silva peça demissão hoje mesmo

Publicada em 21/10/2011 às 15h59m
Jorge Bastos Moreno, Ricardo Noblat e Gerson Camarotti (oapis@oglobo.com.br)

    O ministro Orlando Silva em imagem de arquivo -  Foto de Sérgio Marques
    RIO E BRASÍLIA - Diante das denúncias de um suposto esquema de desvio no Ministério do Esporte para abastecer o caixa do PCdoB, a presidente Dilma Rousseff considera a situação do ministro Orlando Silva insustentável e sugeriu a ele que peça demissão ainda nesta sexta-feira, segundo informou o colunista Jorge Bastos Moreno em seu Twitter . Assegurando que o cargo permanecerá com o PCdoB, Dilma disse ao ministro para entregar o cargo antes que as revistas do fim de semana cheguem às bancas. Mas, segundo o colunista Ricardo Noblat, a Comissão Política do PCdoB se reuniu e decidiu que Orlando não atenderá o pedido da presidente e que só deixa o governo se for demitido . Ele teria como provar que certas entidades e organizações não governamentais favorecidas com verbas do ministério não são ligadas ao PCdoB como se diz, mas ao PT.
    A presidente, que chegou a condenar o 'apedrejamento moral' de Orlando , já fez várias consultas e concluiu que não tem condições políticas de mantê-lo no cargo, mesmo com as explicações dadas em audiências na Câmara e no Senado , em que ele negou participação no suposto esquema. Dilma já avaliava que os depoimentos não foram suficientes para afastar a pressão política pela saída de Orlando. Nesta sexta-feira, o Palácio do Planalto pediu para o ministro não sair de Brasília. Isso porque a presidente deseja ter um encontro com ele "a qualquer momento". Havia a possibilidade de ele participar de um encontro do PCdoB, no Rio de Janeiro, nesta sexta à noite. A conferência do partido será transformada num ato de apoio ao ministro. Pela manhã, o secretário-geral da Fifa já falava em substituição de Orlando como interlocutor do governo brasileiro para a Copa 2014.
    Dilma chegou na noite de quinta-feira da viagem de cinco dias à África e, em seguida, reuniu-se no Palácio da Alvorada com os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e José Eduardo Cardozo (Justiça) para discutir a crise política gerada pelas denúncias de irregularidades que envolvem o ministro do Esporte. A reunião terminou pouco antes da meia-noite e os ministros saíram sem falar com a imprensa.
    Impressiona tantos ataques sem qualquer prova
    Ainda na tentativa de permanecer no cargo, o ministro disse na madrugada desta sexta-feira, por meio do Twitter, que preparou um relatório para refutar as "mentiras publicadas desde o fim de semana".
    Sem confirmar se teria uma audiência com a presidente, Orlando postou no microblog:
    "Preparei um relatório com mentiras publicadas desde fim de semana. Impressiona tantos ataques sem qualquer prova. Até!".
    Perfil do ministro Orlando Silva no TwitterO Planalto agora tenta costurar uma saída honrosa, e, dentro dessa linha, manter o PCdoB com a pasta. Nas palavras de um interlocutor do governo, a solução seria "manter o time, mas mudar o técnico".
    AGU apresenta queixa-crime contra delator do suposto esquema
    Em outra mensagem postada no Twitter, o ministro se refere à queixa-crime que a Advocacia Geral da União (AGU) apresentou na Justiça de São Paulo contra João Dias, delator do suposto esquema de desvios do programa Segundo Tempo por meio de organizações não governamentais, e contra o motorista Célio Soares Pereira, que disse ter entregado dinheiro pessoalmente a Orlando Silva na garagem do ministério. Em oito anos, o esquema teria desviado R$ 40 milhões.
    "Hoje, a Advocacia Geral da União apresentou uma queixa-crime em minha defesa, contra os caluniadores. E eles podem ser presos", postou Orlando.
    O ministro contou ainda que está lendo a biografia de Nelson Mandela e que o livro se trata de "uma aula de resistência e combatividade".


    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/21/dilma-sugere-que-orlando-silva-peca-demissao-hoje-mesmo-925628498.asp#ixzz1bRicAjJV 
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