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sábado, 21 de abril de 2012

CORINNA A PRINCESA DE ARAQUE E O REI DESTRUIDOR DA FAUNA


Encrenca para o Rei: aparece uma princesa — que não sua rainha — na história da caçada na ÁfricaRicardo Setti/Veja


A bela princesa Corinna zu Sayn-Wittgenstein, 46 anos: amizade perigosa para o Rei Juan Carlos (Foto: blick.ch)
Foram vários os sintomas de que pode ter havido algo mais do que uma viagem a Botswana, na África, para caçar elefantes — de si mesma um absurdo para o chefe de Estado de um país, como a Espanha, em brutal crise econômica e aperto de cintos, além de praticar uma generosa política de defesa do meio ambiente, da fauna e da flora — na grande mancada que obrigou o Rei Juan Carlos a pedir desculpas aos cidadãos.
O Rei, 74 anos, pediu desculpas ao país, num gesto elogiado quase unanimemente, mas, diante da fulgurante participação nos episódios da bela princesa alemã Corinna zu Sayn-Wittgenstein, 46 anos, parece que precisará também justificar-se ante a Rainha Sofia. Vejam os sintomas de que pode haver um caso real na história toda:
Primeiro sintoma: o chefe de governo, Mariano Rajoy, só ficou sabendo que o Rei estava em Botswana na madrugada do sábado, 14, para o domingo, 15, quando Juan Carlos sofreu a queda no bangalô em que se hospedava que lhe provocou fratura de fêmur. Mesmo sendo uma viagem privada, é um evidente absurdo que o chefe de governo não conhecesse o paradeiro do chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas.
Segundo sintoma: usualmente caloroso e emotivo com os três filhos e oito netos, o Rei embarcou sigilosamente para Botwsana, num jato particular, a despeito da hospitalização do neto mais velho e favorito, Froilán, 13 anos, que, num acidente na fazenda do pai, Jaime de Marichalar, disparou uma pequena escopeta contra o próprio pé. (Marichalar e Elena, filha do rei, são divorciados).


O Rei cumprimenta a princesa numa solenidade pública (Foto: rp-online.de)
Terceiro sintoma: a Casa Real não disse, antes ou depois do episódio, uma só palavra sobre quem acompanhava o Rei na viagem à África, que Juan Carlos na verdade fez a convite e às expensas do magnata hispano-saudita Mohamed Eyad Kayan, dono do jato e intermediador de negócios entre a Arábia Saudida e empresas espanholas. A presença da princesa Corinna, organizadora do safári, foi vazada por outros integrantes da comitiva.
Quarto sintoma: em viagem à Grécia para passar a Páscoa ortodoxa com os irmãos, a rainha Sofia só visitou o marido num hospital de Madri quatro dias depois do acidente, e a visita, significativamente, não chegou a durar meia hora.
Corinna, uma sueca naturalizada alemã que se divorciou do marido em 2005, mas manteve o título, conheceu o Rei em 2006, num jantar de homenagem ao monarca em Ditzingen, no sul da Alemanha. Tempos depois, mudou-se para Barcelona. Fã de safáris e regatas, costuma acompanhar o Rei em alguns desses eventos, sob o espesso silêncio da grande imprensa espanhola, que sempre se referia a ela, antes desses episódios, como “amiga próxima” de Juan Carlos.


O magnata hispano-saudita Mohamed Eyad Kayali, também caçador de elefantes, foi quem convidou Juan Carlos e pagou sua viagem (Foto: Johan Calitz Safaris)
Mesmo agora, após o episódio, enquanto a imprensa de fofocas, sobretudo na web, publica um amontoado de informações sem fonte confiável e chegam a mencionar Corinna como “amante” do Rei — a revista Lecturas traz na capa uma chamada dizendo “A Rainha, mais solitária do que nunca” –, a grande imprensa trata o caso com luvas de pelica.
No principal jornal espanhol, El País, quem mais avançou o sinal foi a escritora e colunista Elvira Lindo. “O país mudou muito e exige algo de coerência moral a quem faz pregação, mas não com o exemplo”, escreveu ela, provavelmente recordando a mensagem de Natal em que o Rei, diante da crise, disse, a certa altura: “Todos, sobretudo as pessoas com responsabilidades públicas, temos o dever de observar um comportamento adequado, um comportamento exemplar”.
Elvira Lindo continuou comentando o papel da Rainha Sofia e referindo-se, sem entrar em detalhes, a “deslealdades permanentes no casamento”.

A capa de "Lecturas": no quadrinho menor, à esquerda, retrato de Sofia com a chamada: "A Rainha, mas solitária do que nunca". A foto principal é de Froilán, o neto mais velho do Rei
No mais que centenário e conservador La Vanguardia, de Barcelona, seu subdiretor, Enric Juliana, acenou com algo num texto em que diz, a certa altura: “O balanço da monarquia constitucional é sólido, mas há notícias que — se reiteradas — poderiam provocar mais dano do que o estouro de uma manada de elefantes”.
Curiosamente, entre fontes com credibilidade, foi o ex-diretor do também mais que centenário jornal monarquista ABC José Antonio Zarzalejos quem concedeu entrevista a um site de celebridades dizendo que a “estreita e íntima relação” do Rei com a princesa “deixou de constituir um rumor para converter-se emuma certeza”. Ele assegura, também, que há documentação comprovatória de que Corinna vez por outra acompanha o Rei em viagens oficiais ao exterior.
Resta saber, depois de tudo isso, se a promessa de Juan Carlos de que “isso não vai se repetir nunca mais” vai influir em sua “amizade próxima” com a princesa .

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

ATÉ TU, DILMA???

O vídeo prova que Dilma fica desolada quando o governo perde um corrupto


O guerrilheiro aposentado José Dirceu não sabe distinguir o pente de uma Mauser de um pente Flamengo, e acha que o cão do Colt 45 é uma raça de cachorro. Mas faz quase 50 anos que atira na verdade sem jamais errar o alvo. Vê pecadores em quem não tem culpa no cartório, absolve liminarmente bandidos de nascença, solta rajadas de mentiras com a perícia de um fuzileiro naval americano. Foi o que fez Dirceu neste fim de semana, na entrevista ao jornal espanhol El País.
Empunhando a metralhadora imaginária em defesa dos seis ministros desempregados por envolvimento em patifarias diversas, o trapalhão vocacional acabou disparando uma verdade de grosso calibre: “Dilma se viu obrigada, contra sua vontade, a prescindir de seus ministros”, constatou. Todo 171 sabe reconhecer um colega de ofício. Uma faxineira de araque não engana um guerrilheiro de festim. E ambos sabem que uma dilma tem tanto apreço por códigos éticos quanto um dirceu.
O discurso de posse da presidente somou 3.612 palavras. As mais citadas foram “brasileiras” e “brasileiros” (17 vezes). “Corrupção” ficou numa só menção. O falatório durou 40 minutos. Dilma precisou de 11 segundos e 21 palavras para liquidar a questão da roubalheira desavergonhada: “Serei rígida na defesa do interesse público. Não haverá compromisso com o desvio e o malfeito. A corrupção será combatida permanentemente”. Passados 11 meses, teve seis chances para mostrar ao país que fora sincera. Desperdiçou-as todas.
O vídeo de 2min39 editado pela repórter Fernanda Nascimento, do site de VEJA, é um documento tão penoso quando revelador. Curto e contundente, começa e termina com o trecho do discurso de posse em que o combate à corrupção apareceu pela primeira e última vez num palavrório presidencial. A fantasia recitada em 11 segundos é destroçada por cenas que registram as despedidas de Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Pedro Novais e Orlando Silva. A sexta chance atirada ao lixo continua homiziada no Ministério do Trabalho.
Como admite Dirceu e o vídeo comprova, Dilma não demitiu ninguém. Depois de fazer o que pôde e o que não podia para livrá-los do castigo merecidíssimo, aceitou desolada o pedido de demissão que os pecadores redigiram depois de perdida a esperança de salvação. Se pudesse, manteria por perto todos os parceiros que afrontaram o Brasil decente com o espetáculo da bandalheira impune. No Palácio do Planalto, corrupção deixou de ser crime. É garantia do que os donos do poder chamam de “governabilidade”. É esse o novo nome da velha bandidagem sem perigo de cadeia.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

DILMA, INCINERE O LIXO POLÍTICO BRASILEIRO. O POVO E A IMPRENSA A APOIA!!!


El hacha de Rousseff toca en hueso

El afán de la presidenta de Brasil de limpiar la corrupción se topa con dos casos que implican al PMDB, el mayor partido del país y socio clave del Gobierno



La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, afronta una rebelión en el Congreso que amenaza con paralizar una de las mayores economías emergentes del mundo. La reciente salida de la coalición de Gobierno del Partido de la República (PR) con 48 diputados y seis senadores -aliado del Partido de los Trabajadores de Lula y Rousseff desde 2003- es un claro síntoma de las dificultades que la presidenta tiene para mantener firme el timón del gigante sudamericano. Y es que la mandataria, de firme carácter, se ha embarcado en una lucha contra la corrupción que ya le ha costado roces dentro del PT, el divorcio con el PR y unas pésimas relaciones con el Partido del Movimiento Democrático Brasileño (PMDB), el grupo político más poderoso del país y sin el cual la gobernabilidad del PT es imposible.
En solo siete meses de mandato, Rousseff ha forzado la salida de cuatro ministros. La última dimisión se acaba de producir: la del titular de Agricultura Wagner Rossi, del PMDB, acosado por denuncias de corrupción. Antes de Rossi ya fueron forzados a marcharse el jefe de Gabinete, el responsable de Defensa y el de Transportes. Los dos primeros eran hombres de Lula y el último era del PR. Aunque el de Defensa, Nelson Jobim, no dimitió acusado de corrupción, su partida y el nombramiento de un sucesor mal visto por los militares acabó por abrir otro frente crítico para la presidenta. Tras la marcha anoche del ministro de agricultura Rousseff tiene al de Turismo en la mira, también del PMDB.
La situación ha puesto en pie de guerra a los congresistas del partido de Gobierno y de los aliados. Es decir, que Rousseff tiene el enemigo en casa. El líder del PMDB en el Congreso, Henrique Eduardo Alves, ha declarado que el calendario legislativo estará bloqueado hasta que el Congreso reciba "el respeto que se merece".
El parón legislativo impedirá la reforma del complejísimo sistema fiscal brasileño, la regulación de las privilegios para las explotaciones petroleras y el nuevo marco legal para el sector minero, entre otras medidas, todas fundamentales para mantener el ritmo de crecimiento. La crisis es tal que se han alzado voces que ponen en duda que Dilma Rousseff pueda acabar su mandato de cuatro años.
Sin embargo, los votantes acaban de darle a la presidenta una aprobación de más del 70%, igual o mayor que la que tenía el carismático Lula también a los primeros siete meses en el poder. Paradójicamente, los dos mayores reproches que le hacen sus aliados se convierten en virtudes para la opinión pública, incluso para quienes reconocen no haberla votado.
El primero es que es excesivamente dura y exigente con los ministros, congresistas y asesores, a quienes les corrige en público, sin contemplaciones. El segundo, que está siendo demasiado severa con las acusaciones de presunta corrupción dentro de su Gobierno sin esperar a que actúe la justicia. Se le reprocha también que le falta tacto para tratar con los partidos aliados, acusados precisamente por la gente de la calle de "fisiológicos" porque no los consideran aliados de un "proyecto de Estado" ni de un "programa de Gobierno", sino más bien partidos de alquiler que ofrecen su apoyo a cambio de puestos dentro del Estado. De ahí los altos índices de corrupción.
El mismo Lula se ha mostrado más de una vez preocupado con la insatisfacción de los partidos aliados, que antaño también fueron los suyos. El expresidente le ha aconsejado a Rousseff que dialogue más con ellos. Y es que el dilema de la primera mujer presidenta de Brasil no es fácil. La impresión que transmite a los analistas políticos es que le gustaría dar una sacudida a la vieja política de alianzas de conveniencia para dar paso a un estilo de gobernar de más gerencia, más de técnicos y con mayor rigor ético y moral en la gestión del dinero público. La pregunta es si ella -a quien no le faltó coraje para enfrentarse a los militares durante la dictadura- será hoy capaz de lidiar con los viejos hábitos de una política que ha sido una realidad durante tantos años y que hoy es denostada por la opinión pública.