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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

CYRO MIRANDA : O PROVÁVEL FIM DO SALÁRIO DE VEREADOR


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Fim do salário de vereador


Cyro: amado pelos vereadores
Chegou à Comissão de Constituição e Justiça do Senado na semana passada uma proposta de emenda à Constituição que promete fazer barulho.
Apresentada por Cyro Miranda, a PEC pretende acabar com o salário dos vereadores em municípios de até 50 000 habitantes.
O texto ainda estipula tetos salariais para municípios na faixa dos 100 000, dos 300 000 e dos 500 000 habitantes, que não poderão passar de 50%, de 60% e de 70% do salário de um deputado estadual, respectivamente.
Se virar lei, a proposta de Cyro vai acabar com o salário de vereadores de cerca de 4 900 municípios país afora. Já imaginou?

Autor daquele projeto que pretende acabar com os salários dos vereadores em cerca de 4 900 municípios país afora (leia mais em O fim do salário), o tucano Cyro Miranda (como não poderia ser diferente) virou alvo da fúria dos vereadores. Ele diz que já foi advertido por uma infinidade de “excelências” municipais, que ameaçam ir a Brasília para protestar contra o projeto. Aos indignado vereadores, Cyro avisa:
– Pode vir protestar. Não tenho medo de vereador nem de deputado ou quem quer que seja…
Por Lauro Jardim

domingo, 19 de agosto de 2012

FERNANDO COLLOR, O TIO PATINHAS DO DINHEIRO PÚBLICO. QUE VERGONHA!!!


0:36 \ Congresso

Collor usa o dinheiro do Senado para comprar fotografias pessoais

Ele continua o mesmo
Fernando Collor continua mais vaidoso do que nunca: no mês passado, gastou 12 000 reais na compra de fotos pessoais em uma agência de fotografia. Como de costume, Collor não coçou o bolso: pendurou cada centavo na conta do Senado.
Por Lauro Jardim

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

CONCURSOS: VOCÊ AINDA ACREDITA NESTE CONTO DO VIGÁRIO???


:02 \ Congresso

Tramoias no concurso

Um concurso do barulho
Senado realizou em março um concorrido concurso público para preencher 246 vagas distribuídas entre os cargos de consultor legislativo, analista legislativo e técnico legislativo. A oferta salarial, de cerca de 23 800 reais, atraiu o interesse de milhares dos chamados “concurseiros profissionais” país afora.
As provas foram feitas em março e tudo teria corrido dentro do roteiro, não fosse o fato de uma servidora do Senado, integrante da comissão organizadora do concurso, ter decidido na última hora também participar das provas.
Além de virar candidata, a servidora tinha o papel de gestora do contrato do Senado com a Fundação Getúlio Vargas, a entidade contratada para realizar a prova.
Como não poderia ser diferente, a servidora acabou expulsa da comissão e desclassificada do concurso. Ela ainda respondeu a processo disciplinar sendo penalizada com uma advertência. Contrariada, a servidora entrou com uma ação na Justiça para apagar a penalidade dos seus registros profissionais. Durante o processo, o que se descobriu? Outro servidor da comissão do concurso também tinha interesses diretos nas provas: ele não havia se candidatado, mas sua filha, sim.
No caso deste último servidor, ele também foi afastado da comissão (só depois dos trabalhos realizados pelo grupo), mas o destino da filha no concurso (se foi aprovada ou não) ainda hoje permanece como um desses mistérios da caixa-preta do Senado. A lista dos candidatos classificados, aliás, foi divulgada há quinze dias, mas o nome da filha do servidor é mantido em segredo.
Por Lauro Jardim

quinta-feira, 19 de julho de 2012

SENADO BRASILEIRO: PARA ONDE VAI O SEU DINHEIRO


18/07/2012
 às 21:49 \ Congresso Nacional

Protagonista de vídeo erótico deve ser exonerada do Senado

A advogada Denise Rocha, de 29 anos, é descrita por funcionários do Congresso como discreta e assídua no trabalho de assessorar juridicamente o senador de primeiro mandato Ciro Nogueira (PP-PI). Mas o que a levou a ser um dos assuntos mais comentados nos corredores do Senado foi a revelação de um vídeo caseiro em que ela aparece em cenas tórridas de sexo com um homem ainda não identificado. Há a suspeita de que ele trabalhe em um gabinete do Congresso.
Denise diz não ter assistido ao vídeo e nega ser a protagonista da produção caseira. Constrangida, afastou-se temporariamente dos trabalhos do gabinete, aproveitando o recesso parlamentar que começou nesta quarta-feira. A advogada alegou a interlocutores que tinha uma cirurgia agendada.
Publicamente, o senador Ciro Nogueira não admite, mas a funcionária deve ser exonerada dos quadros da Casa.
A última aparição pública de Denise Rocha foi no dia 10, quando rapidamente esteve na CPI do Cachoeira durante o depoimento do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT). Naquele dia, em menos de cinco minutos, foi abordada por dois curiosos que queriam detalhes sobre as imagens picantes. A ambos, negou ter participado da produção caseira e disse que eventuais vídeos, se existem, foram feitos sem o seu consentimento.
(Por Laryssa Borges, de Brasília)

domingo, 8 de abril de 2012

SENADOR FARSANTE




AUGUSTO NUNESDIRETO AO PONTOVEJA

Com aplicação e competência, o ator Demóstenes Torres interpretou por muitas temporadas o papel do senador que optou pela oposição por viver permanentemente em guerra contra a corrupção impune, institucionalizada pelo governo federal. É compreensível que tantos homens de boa fé tenham acreditado no que dizia: num país em acelerada decomposição moral, a existência de políticos sem prontuário e sem medo parece tornar menos aflitiva a paisagem vista por gente honesta. É compreensível a vontade de crer que são reais.
Igualmente compreensível, a decepção causada pela aparição do verdadeiro Demóstenes não pode estimular a ressurreição da falácia tão cara aos criminosos: é tudo farinha do mesmo saco. Conversa fiada, devem gritar em coro milhões de brasileiros que cumprem a lei, respeitam princípios éticos irrevogáveis e foram traídos pelo farsante que assimilou a metodologia dos incontáveis demóstenes que infestam o partido que virou quadrilha e a base alugada. Esses reagiram com exemplar correção à descoberta da fraude.
Em vez de vislumbrar pretextos e álibis, o país que presta enxergou com nitidez ações criminosas. Em vez de recitar que ninguém é culpado até a rejeição do último recurso, viu patifarias suficientes para condenar o autor à morte política. Ficou claro que só quem gosta de bandidagem tem bandidos de estimação. A blindagem dos companheiros patifes é mais uma abjeção produzida pelo Brasil Maravilha que Lula inventou.
Imposta pelo afastamento dos antigos admiradores do moralizador que nunca existiu, a solidão do vigarista ampliou o abismo que separa os homens honrados dos sócios do grande clube dos cafajestes. Alertados por esse primeiro castigo, os cúmplices profissionais afundaram no silêncio, o corporativismo malandro saiu de férias, a direção do DEM livrou-se do ético de araque, a Justiça redescobriu a agilidade e ninguém tentou o resgate improvável. Demóstenes Torres está só.
Está só por ter atraiçoado o Brasil que pensa, não leva em conta o partido a que pertencem meliantes, não crê em palanqueiros populistas, vota com independência e é inclemente com corruptos. O erro do senador foi ter transformado em gazua um cargo que conseguiu com o apoio de eleitores incompatíveis com pecadores. Deveria ter trocado de lado a tempo. Se tivesse trocado o DEM pelo PMDB, como sugeriram sua mulher e seu parceiro, Demóstenes seria acolhido calorosamente pelos coiteiros dos bandidos que infestam a aliança governista.
Nesse mundo fora-da-lei, abundam canastrões que seguem encarnando personagens tão verossímeis quanto o Demóstenes incorruptível, o Lula estadista, a Dilma supergerente ou uma  tempestade de neve no Piauí. Lá, o  milionário chefe da seita ainda é o imigrante nordestino que trabalha numa metalúrgica. José Dirceu, chefe da quadrilha do mensalão e facilitador de negócios entre capitalistas selvagens, circula com a farda de guerrilheiro.
Incapaz de pronunciar uma frase inteligível, Dilma Rousseff faz de conta que lê livros. Com o PAC em frangalhos, mantém a camuflagem de supergerente incomparável. Delúbio Soares, o contador do mensalão, voltou para o PT vestido de professor de matemática injustamente castigado. O partido que virou quadrilha luta sem descanso para incorporar à classe média os últimos miseráveis. Os balidos atestam que o rebanho enxerga apenas o que os pastores desenham.
Se tivesse juntado o acervo de bandalheiras numa das malocas governadas pelo morubixaba embusteiro, Demóstenes estaria engordando na tribo dos demóstenes. Com sorte, até o fim do ano viraria ministro.

sexta-feira, 30 de março de 2012

DEMÓSTENES, ANVISA, CACHOEIRA, VITAPAN, A PICARETAGEM À SERVIÇO DE INTERESSES ESCUSOS



Influência a serviço de Cachoeira


Influência para conseguir audiência
Demóstenes Torres ainda era um respeitado e influente senador da República quando solicitou à Anvisa, no começo de setembro do ano passado, um encontro com seu diretor-presidente, Dirceu Barbano. A conversa, dizia o pedido de audiência, serviria para tratar de um certo “protocolo de câncer de próstata”. Diante do pedido de um senador e da relevância do tema, Barbano encaminhou a solicitação com prioridade, marcando a conversa para 21 de setembro.
Com a audiência confirmada, Demóstenes apresentou então o real motivo da conversa com o comandante da Anvisa: discutir a liberação de registros da agência para medicamentos genéricos e similares do laboratório Vitapan, um dos braços de Carlinhos Cachoeira na indústria farmacêutica, localizado na cidade do bicheiro, Anápolis (GO).
A inclusão do tema foi realizada a partir de um e-mail enviado na véspera do encontro pela assessoria de Demóstenes à Anvisa. No dia 21, às 14h, como registra a ata do encontro, Demóstenes apareceu na Anvisa acompanhado de dois representantes do Vitapan para conversar com Barbano e deixou que eles apresentassem os pleitos de Cachoeira.
A mediação do encontro dos representantes do Vitapan com o chefe da Anvisa é uma das primeiras evidências diretas de que Demóstenes usava a influência do mandato para tratar dos interesses de Cachoeira junto a órgãos do governo. Sem a interferência de Demóstenes, os representantes do Vitapan dificilmente teriam conseguido uma audiência fechada com o comandante da Anvisa para tratar de interesses comerciais do laboratório.
Assuntos dessa natureza (obtenção de registro) costumam ter uma longa tramitação na agência e são tratados em audiências públicas, com conteúdo integralmente gravado em vídeo. O privilégio ao Vitapan só foi possível após a intermediação de Demóstenes. Apesar do empurrãozinho, a Anvisa garante que os pleitos comerciais do laboratório não foram levados a diante.
Por Lauro Jardim

quinta-feira, 29 de março de 2012

CYRO MIRANDA, O SENADOR " MARCA BARBANTE"

A boa vida


Salário de fome?
A estrutura do Senado, insuficiente aos olhos de Cyro Miranda, tem hoje uma legião de 6 238 servidores contratados para fazer com que não falte nada a cada uma das 81 excelências. O próprio Cyro tem 22 assessores no seu gabinete.
Além do salário de fome, “19 000 reais líquidos”, como diz Cyro, e outras tantas benesses, os senadores têm carrão zero quilômetro para rodar por Brasília, não gastam com moradia, com passagens aéreas e nem com as próprias refeições.Os senadores também têm plano de saúde integral (para ele e seus familiares) para o resto da vida e celular liberado. Tudo para aliviar a dura vida de quem ganha tão mal.
Por Lauro Jardim

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

JADER BARBALHO: ELE ESTÁ DE VOLTA... E APOSENTADO!!!


8 000 reais a mais

O novo senador era aposentado pelo Senado
Com a volta ao Senado, Jader Barbalho vai ganhar um reforço no caixa de 8 000 reais. Jader era, acredite, um senador-aposentado, o que lhe rendia algo em torno de 18 700 reais por mês. Sua aposentadoria foi automaticamente suspensa depois que foi empossado.
Por Lauro Jardim

quinta-feira, 30 de junho de 2011

"LADY" SEN. MARTA SUPLICY:- " AI... QUE SACO...!


29/06/2011
 às 22:32 \ Direto ao Ponto
Coluna do Augusto Nunes
Revista VEJA

A penúltima da Marta

Cada vez mais à vontade na cadeira de presidente que José Sarney ocupa só de vez em quando, a vice Marta Suplicy aproveitou a sessão do Senado desta quarta-feira para ampliar o acervo de grosserias que inclui, entre as peças mais notáveis, o conselho endereçado em 2007 aos flagelados dos aeroportos: “Relaxa e goza”. Aborrecida com o discurso do líder do PSDB, Flexa Ribeiro, Marta sussurrou o aparte: “Ai, meu Deus do céu, que saco”. Sempre em surdina, mas sempre em tom perfeitamente audível, murmurou o complemento: “Não acaba isso?”  O que não vai acabar tão cedo é a procissão de chiliques, achaques e deselegâncias variadas. Faltam sete anos e meio para o fim do mandato da senadora. Confira o vídeo. E aguarde o próximo.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

UM CIRCO CHAMADO SENADO BRASILEIRO!!!

16/06/2011 - 07h00
Só 13 senadores abrem mão do auxílio-moradia
Muitos têm imóvel próprio em Brasília, mas são poucos os que declinam da verba extra de R$ 3,8 mil. Veja quem são eles
Divulgação
Ana Amélia Lemos está entre a minoria de 13 senadores que abrem mão da verba de R$ 3,8 mil de auxílio-moradia
O Senado iniciou a nova legislatura (2011-2014) significativamente renovado em relação à anterior, com dois terços de novos representantes eleitos. Em contraposição aos ares de novidade, uma prática de outros tempos permanece: mesmo sem precisar, muitos parlamentares da chamada Câmara Alta optam por receber o auxílio-moradia, benefício teoricamente criado para ajudar no custeio habitacional daqueles originários de outros estados, e sem residência própria no Distrito Federal. Dos 81 senadores, apenas 13 (17,2%) abdicam dessa e da outra possibilidade - o imóvel funcional, que tem 40 ocupações entre os membros do Senado.
No outro extremo, 28 atualmente recebem a verba extra (fixada em R$ 3,8 mil mensais), quando poderiam ter escolhido morar em um dos 72 apartamentos oficiais à disposição do Senado. Na legislatura passada, 17 senadores recebiam o auxílio. Ao todo, o custo mensal com o recurso opcional é de cerca de R$ 103 mil para os cofres públicos, apenas no Senado.
Nesse grupo de 28 senadores, há uma situação temporária: o recém-empossado Sérgio Souza (PMDB-PR), primeiro-suplente da senadora licenciada e atual ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, provisoriamente recebe o auxílio-moradia - tendo tomado posse ontem (terça, 14), ele está hospedado no setor hoteleiro de Brasília desde a semana passada, e terá as despesas de hospedagens repostas mediante declaração formal junto à Diretoria Geral. Segundo sua assessoria de imprensa, Gleisi é casada e mora com o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) em uma casa alugada, razão pela qual a ministra abriu mão dos benefícios.
Ainda segundo a assessoria, o apartamento funcional que estaria à disposição dela pelo Senado ainda está em reforma prevista para ser concluída em agosto. Sérgio Souza ainda não decidiu se ocupará o imóvel ou continuará a ser contemplado com a verba extra.
VEJA QUEM SÃO OS 13 SENADORES QUE ABRIRAM MÃO DO AUXÍLIO MORADIA E DO IMÓVEL FUNCIONAL:
Alvaro Dias (PSDB-PR)
Ana Amélia Lemos (PP-RS)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Benedito de Lira (PP-AL)
Clésio Andrade (PR-MG)
Cristovam Buarque (PDT-DF)
Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Gim Argello (PTB-DF)
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Walter Pinheiro (PT-BA)
Wellington Dias (PT-PI)
O senador José Sarney (PMDB-AP) tem residência própria em Brasília, e não recebe o auxílio-moradia. Mas, por ser presidente da Casa, ele tem direito a ocupar a residência oficial do Senado na Península dos Ministros, no Lago Sul, bairro nobre localizado a cerca de cinco quilômetros do Congresso.
Os partidos com mais senadores na relação de beneficiário do auxílio-moradia são PMDB e PT, com dez e seis nomes, respectivamente. Já PCdoB, PTB, PP e PR têm dois de seus representantes entre os que optaram por receber o benefício. PSDB, DEM, Psol e PV têm um senador cada entre os beneficiários da verba extra.
Normas dribladas
A regulamentação sobre a concessão de auxílio-moradia e imóvel funcional está definida em dois atos: o Ato da Comissão Diretora nº 24 de 1992 (auxílio) e o Ato do Presidente do Senado nº 9 de 2003 (imóvel). Segundo a Secretaria Especial de Comunicação do Senado (SECS), as informações reunidas nas três diretrizes ainda estão em fase de atualização na página institucional na internet, com previsão de que estejam disponíveis nos próximos dias.
“Obrigam-se os ocupantes, pelo uso das residências, a pagarem mensalmente, mediante desconto em folha, as taxas de ocupação, administração, conservação e de renovação de mobiliário, as quais serão fixadas e reajustadas mediante ato do Primeiro-Secretário”, diz o artigo 2º do Ato 24/1992, que abre uma brecha para permitir, por exemplo, que senadores aluguem ou repassem a terceiros imóveis próprios e embolsem o auxílio.
“Fica dispensado da apresentação dos comprovantes de despesa o senador que tiver ocupado imóvel próprio ou cedido, no Distrito Federal, ficando, entretanto, obrigado a comunicar tal fato à Diretora-Geral”, diz o parágrafo 3º do artigo 4º, em outras palavras, fica autorizado que os senadores driblem o parágrafo 1º do mesmo artigo (“O auxílio-moradia só será pago mediante a apresentação da nota fiscal emitida pelo estabelecimento hoteleiro ou do recibo emitido pelo locador do imóvel residencial ocupado pelo parlamentar.”).
Ainda segundo o Ato 24/1992, os senadores devem ocupar o imóvel funcional apenas até o último dia de mandato, devendo devolvê-lo à Secretaria de Administração e Patrimônio do Senado até o dia seguinte ao encerramento do mandato. “(...) sob pena de ser considerado em esbulho possessório”, acrescenta o ato normativo.
Há ainda um registro genérico sobre os benefícios na página do Senado. “Os senadores que não ocupam apartamentos funcionais podem optar por um auxílio-moradia no valor mensal de R$ 3.800,00. O benefício visa cobrir despesas com aluguel ou diária de hotel. Os gastos precisam ser declarados e comprovados formalmente”, registra de maneira resumida a seção “senadores” de documento disponível no Blog do Senado.
Brecha
Dos 28 senadores que recebem a verba, ao menos cinco aproveitam lacunas no regulamento para empregá-la em outros fins, em tese relacionados ao descritivo “moradia”. Esses parlamentares usam o dinheiro em despesas domésticas como água, luz, telefone e condomínio, referentes a mansões e apartamentos de luxo localizados em áreas valorizadas da capital federal - como o Lago Sul e a Asa Norte.
Segundo reportagem veiculada na edição deste domingo (12) do jornal Correio Braziliense, senadores como José Agripino Maia (DEM-RN), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) aplicam o auxílio em despesas particulares, quando o benefício deveria ser destinado a gastos com hospedagem a ser declarada em prestação de contas.
“Está dentro das normas. Uso esse dinheiro para pagar com água, luz, telefone e tudo mais que se refere a uma casa”, admitiu José Agripino, presidente nacional do DEM, proprietário de uma casa de dois andares no Lago Sul, um dos bairros badalados da capital federal.
“É caro manter o flat. Inclusive, pedi um imóvel funcional, porque o valor pago não é suficiente para bancar o aluguel de um apartamento maior que vou precisar para morar com minha família”, justificou Vanessa Grazziotin, referindo-se ao imóvel de luxo mantido com dinheiro público no setor hoteleiro de Brasília, a menos de cinco quilômetros do Congresso.
Em família
Há também casos de senadores que, mesmo tendo imóveis próprios, recorrem ao apartamento funcional para acomodar familiares em Brasília. Caso de João Alberto (PMDB-MA), que cedeu um imóvel para que o filho more com a família. “Esse apartamento é uma ajuda que dou. Se eu não pudesse morar em um imóvel do Senado, teria de viver com eles lá. Todo mundo junto”, argumentou o parlamentar.
Segundo informações da Diretoria Geral do Senado, atualmente 40 senadores optaram por ocupar um imóvel funcional durante sua estada em Brasília (veja lista abaixo), que geralmente se restringe a terças, quartas e quintas-feiras. Por ser presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) tem direito a residência oficial da Presidência na Península dos Ministros, no Lago Sul, onde também fica localizada uma mansão de sua propriedade.
Há ainda senadores que recebem a ajuda de custo para arcar com gastos mensais em mansões ou flats de luxo próprios – caso da senadora de primeiro mandato Ângela Potela (PT-RR), dona de um apartamento em bairro valorizado na Asa Sul, região central de Brasília. Ao todo, 32 imóveis não ocupados por senadores foram distribuídos para deputados e autoridades de outros Poderes, como ministros e secretários especiais.
Já os 14 senadores que recusaram receber tanto o auxílio-moradia quanto o apartamento oficial ponderaram que têm casa própria em Brasília, o que não justificaria os gastos extras.
Ainda segundo a Diretoria Geral, que só fornece as informações a veículos de imprensa após a intervenção de senadores, o Senado apenas notifica os parlamentares a respeito do verdadeiro propósito da verba. Assim, as implicações éticas decorrentes do uso do auxílio ou do imóvel funcional ficam a cargo de cada parlamentar, a partir de critérios particulares.