terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

PIZZARIA SILVIO SANTOS - PIZZA PAN AMERICANO

Panamericano
Silvio Santos está livre de qualquer dívida. Entenda como
Em intensa negociação, empresário consegue arrancar 3,8 bilhões de reais do FGC para saldar passivo do Banco Panamericano
Ana Clara Costa

Pizza


O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estendeu sua linha de crédito ao Panamericano em 1,3 bilhão de reais para cobrir o restante do rombo detectado por auditores e pelo Banco Central, segundo apurou o site de VEJA. Ao todo, a dívida do banco fundado por Silvio Santos soma 3,8 bilhões de reais e será completamente coberta pelo crédito do FGC – que já havia emprestado 2,5 bilhões de reais à instituição em novembro do ano passado.

Após deixar o prédio do BTG Pactual, em São Paulo, Silvio Santos afirmou a jornalistas que havia se livrado de qualquer dívida. E, de fato, ele não mentiu. Em uma complexa engenharia financeira envolvendo os dois bancos, o FGC, a Caixa e o Banco Central, Silvio não terá de pagar nenhum real. E o banco de André Esteves dificilmente sairá da negociação desembolsando mais do que os 450 milhões de reais utilizados para comprar a participação de Silvio no banco.

Com a assinatura do contrato de venda do banco, Silvio Santos apresentará ao FGC uma espécie de titulo recebível garantindo que o BTG Pactual saldará a dívida total até o ano de 2028, a juros pré-fixados. Tal dívida, no entanto, não é de 3,8 bilhões de reais, como a lógica atestaria. Se for paga agora, será de ‘apenas’ 450 milhões de reais. Se for paga em 2028, terá o valor máximo de 3,8 bilhões de reais. “Isso significa que, se o BTG quiser saldar essa dívida já, o FGC terá de arcar com a diferença”, afirma uma fonte que acompanhou a operação.

Em contrapartida, estão sendo acertados junto ao Banco Central os termos de um acordo que obriga o BTG e a Caixa a fazerem significativos aportes financeiros periódicos para garantir a liquidez e a saúde da instituição. Como exemplo, a Caixa anunciou que, no curto prazo, irá adquirir direitos creditórios e aplicará em depósitos interfinanceiros do banco – uma forma de injetar recursos. No final do dia, todos saíram ganhando, com exceção do FGC. O BTG, que adquiriu um banco com 3,8 bilhões de reais em caixa por 450 milhões de reais; a Caixa, que não teve prejuízo algum com o rombo, a não ser a desvalorização (reversível) de suas ações; e Silvio Santos, que entregou ao mercado um banco quebrado e se livrou completamente de qualquer dívida. Já o FGC corre o risco de amargar um prejuízo de até 3,35 bilhões de reais – caso o BTG resolva saldar sua dívida o quanto antes. O que, diante do patrimônio atual de 5,6 bilhões de reais do banco de André Esteves, não seria um cenário improvável.

Bastidores – Todas as minúcias que deram origem ao contrato de ‘ganha-ganha’ para a maior parte dos envolvidos foram discutidas na sala de reuniões do BTG Pactual, ao longo dos últimos três dias. Durante todo o fim de semana, incluindo as madrugadas, André Esteves se alimentou à base de pizza e números do balanço do Panamericano – acompanhado da área jurídica do banco, dos advogados do Panamericano, de representantes da Caixa e do FGC.

A grande questão colocada como entrave para a realização do negócio não era o valor da compra em si, como foi anunciado pela imprensa nos últimos dias. O ponto de discordância foi delimitado por Silvio, que exigiu vender o banco e, de quebra, não arcar com nenhum passivo relacionado ao rombo. Tal ultimato fez com que o BTG titubeasse em fechar o negócio, além de deixar a Caixa e o Banco Central de cabelos em pé. Mas, assim como em 2010 o empresário conseguiu arrancar do FGC os 2,5 bilhões de reais necessários para salvar o banco, desta vez não foi diferente. Apenas quando seus advogados e Esteves conseguiram chegar a um acordo, Silvio se dirigiu à sede do BTG para assinar a venda.

A canetada - Às 17h30 da segunda-feira, acompanhado do fiel escudeiro Wadico Bucchi e da filha Renata Abravanel, Silvio Santos se dirigiu ao nono andar do prédio do BTG, na esquina da avenida Faria Lima com a Juscelino Kubitschek, um dos endereços mais nobres de São Paulo. Na sala de reuniões, também foi acompanhado por seus advogados. Estavam presentes André Esteves e o novo presidente do banco, José Luiz Acar Pedro, sócio do BTG desde outubro. A diretoria do FGC, pilotada por Antonio Carlos Bueno, também se juntou ao grupo. Após cerca de 3 horas de conversas, entre goles de chá gelado, café e biscoitos, o Panamericano finalmente passou para as mãos de André Esteves. Ao assinar o contrato, Silvio utilizou o usual sarcasmo misturado ao bom humor: “Pronto. Agora já posso voltar para Orlando?”, disse.

Por volta das 21 horas, o empresário e apresentador foi acompanhado por André Esteves até o lobby do prédio, onde se despediram cordialmente antes que Silvio fosse tragado pela multidão de jornalistas e fotógrafos que esperavam, aflitos, pelos números da negociação. Como é de praxe, ele fez piada e não quis falar de valores. “Eu não sei de nada, quem sabe são meus advogados”, brincou.

Meia hora depois, André Esteves voltou ao lobby para checar se o caminho estava livre para que os três diretores do FGC pudessem descer. O banqueiro subiu novamente e escoltou o trio até o térreo. Minutos depois, já na sala fervilhante que ocupa – junto com todo o restante daquele andar do banco - e que mais parece uma redação de revista, Esteves conseguiu por fim jantar. Como nas madrugadas anteriores, pediram pizzas. E assim, como na maioria das vezes, termina a história.

COITADINHO!!! DÁ TANTA DÓ, HIPÓCRITA!!!


ISTO É UMA VERGONHA



01/02/2011 - 14h11
Emocionado, Sarney fala em 'sacrifício' para presidir Senado



GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA

Em seu primeiro discurso depois de reeleito presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) disse nesta terça-feira que vai fazer um "sacrifício pessoal" para ficar no comando da Casa por mais dois anos.

Sem mencionar a crise ética que atingiu o Senado em 2009, Sarney disse que a "paixão pela vida pública" e "doação maior que a sua própria vida" à política vão lhe afastar do seu "bem-estar social" nos próximos anos.

José Sarney é reeleito presidente do Senado
Sarney disputou reeleição com amplo apoio dos governistas
Familiares e amigos de parlamentares lotam corredores do Senado
Senado empossa 54 novos parlamentares eleitos em 2010

"Não desejava o encargo [de presidente do Senado], dele não pude fugir tendo o alto preço do exercício dessas funções. Tenho visão desse compromisso com as instituições, com a independência do Poder Legislativo, principalmente de nossa Casa, que jamais pode ser submissa a nenhum poder nem tampouco afastada do interesse nacional", disse.

No discurso, Sarney relembrou sua trajetória política desde a época da ditadura militar. O peemedebista emocionou-se e chegou a embargar a voz quando lembrou de 1955 --período em que chegou à Câmara dos Deputados para seu primeiro mandato.

Depois de responder a processos no Conselho de Ética pelo escândalo dos "atos secretos" do Senado em 2009, Sarney disse no discurso que ninguém levantou questionamentos sobre sua "honrabilidade ou conduta pessoal". "A ética para mim não tem sido só palavras, mas exemplo de vida inteira", afirmou.

O peemedebista fez um balanço de suas três gestões na Casa. Mesmo sem o Senado ter concluído a reforma administrativa depois que a crise que atingiu a instituição em 2009, Sarney disse que reduziu em 51% os cargos comissionados, extinguiu mais de 2.000 cargos e implementou a Portal da Transparência com informações legislativas.

REFORMA POLÍTICA

Entre suas prioridades no cargo, Sarney destacou a votação da reforma política, a fiscalização da legislação do pré-sal e mudanças na tramitação das medidas provisórias.

"O processo parlamentar tem seu rito que pode, muitas vezes, parecer lento. É difícil que a tramitação de um projeto aconteça da noite para o dia. Daí sermos um poder que decide à luz do dia, com acompanhamento da opinião pública. Os outros Poderes decidem unilateralmente, por voluntarismo ou muitas vezes pela própria circunstância, como no Poder Judiciário", afirmou.

O peemedebista disse aos colegas que vai presidir a Casa em parceria com os demais parlamentares numa missão que "não é solitária".

Ao final do discurso, Sarney voltou a embargar a voz ao lembrar que vai exercer seu último mandato na Casa.

"Tenho nesta posse o gosto da despedida, pois cumprirei meu último mandato. Espero fazer toda a doação de mim mesmo para servir esta Casa, que é um pouco da minha vida, um pouco do meu amor."
Lula Marques/Folhapress

LG GT540 - CUIDADO, VOCÊ PODE ESTAR SENDO VÍTIMA!!!

1/02/2011 - 13h24
Procon vai notificar LG sobre vazamento de dados dos clientes em site




MARINA LANG
DE SÃO PAULO

O Procon de São Paulo deve notificar a LG a fim de que a empresa, uma das maiores fabricantes de eletrônicos do mundo, preste esclarecimentos sobre o vazamento de dados de mais quase 72 mil clientes brasileiros. As informações foram dadas pela assessoria do órgão à Folha.

"O Procon-SP abriu averiguação preliminar e a empresa será notificada a prestar esclarecimentos sobre o caso", disse o Procon, em comunicado.

Já o Ministério Público Federal ainda não se posicionou acerca de uma possível investigação.

Segundo a reportagem revelou na semana passada, a LG deixou vazar o nome, endereço residencial, CPF, data de aniversário e telefones fixo e celular de quase 72 mil clientes brasileiros.

A Folha obteve os dados dos 71.739 clientes, que estavam disponíveis na semana retrasada no site da companhia.

Ao tentar fazer o download do manual de um dos modelos de smartphone da companhia, o LG GT540, o usuário recebia um enorme arquivo contendo uma tabela com a listagem de dados pormenorizados dos clientes.

A lista, no entanto, não estava mais no ar na última semana de janeiro.

A reportagem entrou em contato com dez desses clientes. Em todos os casos, nomes e números eram compatíveis. Sete deles afirmaram que possuíam aparelhos da companhia. Apenas dois negaram, e um disse não se recordar.

RESPOSTA AOS CLIENTES

Não ficou claro, contudo, se a LG prestaria informações aos clientes sobre os dados vazados.

Questionada, a LG afirmou, por intermédio de um comunicado, que é "diligente e plenamente consciente de suas obrigações e deveres em relação à guarda de tais dados".

"A LG apurou que a quantidade de acessos foi limitada e que todas as medidas necessárias para estancar e impedir tal divulgação já foram tomadas, não sendo mais possível qualquer acesso indevido", diz o texto. "O objetivo maior da empresa é tomar todas as providências para resguardar as informações e interesses de seus clientes."

VERGONHA!!! CHAMEM O BOPE, A PF, O DATENA... CHAMEM JESUS CRISTO, É O FIM!!!

59 deputados federais que tomam posse são processados por crimes

Levantamento do G1 leva em conta ações penais em 61 tribunais.
Acusações mais recorrentes estão relacionadas à administração pública.



Do G1, em Belo Horizonte, Brasília e São Paulo *


Detalhes dos processos contra deputados federais eleitos - 31/01 - 22h20

Ao menos 59 dos 513 deputados federais que tomam posse nesta terça-feira (1º) chegam à Câmara na condição de réus em ações penais, ou seja, respondem a processos nos quais são acusados de crimes, de acordo com levantamento realizado pelo G1 em 61 tribunais, entre eles o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF).


É a segunda vez que o G1 faz um levantamento desse tipo. Em 2007, a pesquisa levantou 74 deputados processados ou investigados por crime (como os critérios usados na época foram diferentes, os números não são comparáveis; saiba as diferenças). O levantamento atual também faz parte de uma série que o G1 vem publicando desde sábado (29), com informações que traçam um perfil da nova Câmara dos Deputados (saiba mais).


Juntos, os 59 deputados do levantamento deste ano respondem a pelo menos 92 processos – em alguns casos, o deputado é acusado pelo Ministério Público por mais de um crime. A maioria das acusações se refere à administração pública, como crime contra a Lei de Licitações, peculato (quando o funcionário público se apropria de bens ou valores públicos) e corrupção. Há ainda casos de crime contra o sistema financeiro, crimes eleitorais e até crimes contra a pessoa, como homicídio e lesão corporal.


O desembargador Fernando Tourinho Neto, que atua no Tribunal Regional Federal da 1ª Região e é vice-presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), afirma que é preciso cautela para não condenar antecipadamente um cidadão que responde a processo judicial.

“Uma pessoa ser denunciada não quer dizer que praticou o fato. Isso vai para instrução, para ser apurado. Pode ser condenada, mas pode ser inocentada. A Constituição prevê a presunção de inocência, até que haja uma condenação transitada em julgado. A Constituição é para todos, o direito protege a todos nós”, afirma o magistrado.



OS PARLAMENTARES PROCESSADOS E O QUE ELES DIZEM SOBRE AS ACUSAÇÕES


Abelardo Camarinha (PSB-SP)



Abelardo Lupion (DEM-PR)


Ademir Camilo (PDT-MG)



Aelton Freitas (PR-MG)


Alexandre Roso (PSB-RS)



André Moura (PSC-SE)



Aníbal Gomes (PMDB-CE)


Anthony Garotinho (PR-RJ)



Antônia Lúcia Câmara (PSC-AC)


Asdrubal Bentes (PMDB-PA)



Bernardo Santana (PR-MG)


Beto Mansur (PP-SP)



Carlos Bezerra (PMDB-MT)


Carlos Magno (PP-RO)



César Halum (PPS-TO)


Cleber Verde (PRB-MA)



Dimas Fabiano (PP-MG)


Edson Giroto (PR-MS)



Eduardo Azeredo (PSDB-MG)


Eliene Lima (PP-MT)



Fernando Torres (DEM-BA)


Fernando Giacobo (PR-PR)



Flaviano Melo (PMDB-AC)


Francisco Floriano (PR-RJ)



Geraldo Simões (PT-BA)


Giovanni Queiroz (PDT-PA)



Herbson 'Berinho' Bantim (PSDB-RR)


Hugo Napoleão (DEM-PI)



Jânio Natal (PRP-BA)


Jaqueline Roriz (PMN-DF)



João Lyra (PTB-AL)


João Paulo Cunha (PT-SP)



João Paulo Lima (PT-PE)


João Rodrigues (DEM-SC)



Joaquim Lira Maia (DEM-PA)


José Augusto Maia (PTB-PE)



Marçal Filho (PMDB-MS)


Marco Antonio Tebaldi (PSDB-SC)



Maria Dalva, a Professora Dalva (PT-AP)


Maurício Trindade (PR-BA)



Natan Donadon (PMDB-RO)


Oziel Alves Oliveira (PDT-BA)



Pastor Heleno (PRB-SE)


Paulo César Justo Quarteiro (DEM-RR)



Paulo Pereira da Silva (PDT-SP)


Paulo Maluf (PP-SP)



Pedro Henry (PP-MT)


Protógenes Queiroz (PC do B-SP)



Raimundo Macêdo (PMDB-CE)


Roberto Britto (PP-BA)



Romário de Souza Faria (PSB-RJ)


Sabino Castelo Branco (PTB-AM)



Sandro Mabel (PR-GO)


Sebastião Bala (PDT-AP)



Sérgio Moraes (PTB-RS)


Silas Câmara (PSC-AM)



Valdemar Costa Neto (PR-SP)


Valmir Assunção (PT-BA)



Wladimir Costa (PMDB-PA)


 

Lei da Ficha Limpa

Em 2007, no primeiro levantamento feito pelo G1, a Lei da Ficha Limpa ainda estava em discussão. Ela só começou a ser aplicada para a eleição do ano passado, determinando a inelegibilidade de políticos condenados em decisão colegiada, seja em ação criminal ou cível.


Metodologia do levantamento de processos contra deputados

Dos 59 deputados da nova Câmara processados por crime, 4 já foram condenados em decisões monocráticas, ou seja, de apenas um juiz, e estão recorrendo; quem deve analisar o caso a partir de agora é o Supremo.

Um deles foi condenado por decisão colegiada do próprio STF e chegou a ser barrado pela Lei da Ficha Limpa. No entanto, conseguiu uma liminar para ser diplomado.


O levantamento do G1 foi realizado entre novembro e janeiro em 61 tribunais: os 27 tribunais de Justiça nos estados e os 27 tribunais regionais eleitorais; os 5 tribunais regionais federais; e os 2 tribunais superiores, o STJ e o STF (clique para ver os critérios adotados pela reportagem). Não foram consultados tribunais militares e tribunais da Justiça do Trabalho.

Além dos deputados federais atualmente réus em ações, o G1 localizou outros 13 já denunciados pelo Ministério Público por crimes, mas não contabilizou esses casos porque a Justiça ainda não decidiu se aceita ou não a denúncia.


Além disso, outros 32 deputados são investigados em inquéritos que tramitam em tribunais consultados. Esses também não foram computados no levantamento do G1 porque, nesses casos, os parlamentares ainda não foram denunciados – a maioria desses inquéritos se encontra em fase de diligências policiais. Alguns deputados entre os 59 que são réus em ações penais também estão entre os investigados nesses inquéritos.



Entenda as diferenças de tratamento em um processo criminal


Inquérito


Um inquérito nada mais é do que uma investigação. Durante a investigação, é possível que haja o indiciamento, ou seja, a oficialização de que há indícios de que uma pessoa cometeu determinado crime. Nessa fase, o cidadão é somente suspeito e não há nenhuma implicação contra ele.



Denúncia

Se, ao final da investigação, o promotor ou procurador entender que há provas que apontem para a participação de determinada pessoa em um crime, ele oferece denúncia à Justiça. A Justiça ainda precisa analisar se recebe a denúncia. Se aceitar, o inquérito vira uma ação penal. Caso contrário, o Ministério Público ainda pode recorrer em outras instâncias. Após a denúncia, a pessoa se torna oficialmente acusada do crime.



Ação penal

Após a Justiça aceitar a denúncia, o acusado vira réu e é aberta uma ação penal. Começa a fase do processo na qual são ouvidos os réus, testemunhas de defesa e testemunhas de acusação. É somente depois disso tudo que o acusado é julgado pelo crime. Mesmo se houver condenação, ainda há uma série de recursos que podem ser apresentados à Justiça para tentar reverter a situação.



Trânsito em julgado

Alguém só pode ser considerado culpado de um crime se houver condenação transitada em julgado, ou seja, sem possibilidade de novos recursos.


OAB

Para Ophir Cavalcante, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), “impressiona” o número de deputados processados.

“Qualquer número desse tipo impressiona. São apurações feitas pelos ministérios públicos, que estão em processamento. Por isso que trabalhamos muito pela Lei da Ficha Limpa, para evitar que esse número fosse ainda maior. Temos que respeitar a presunção de inocência, mas queremos ser respeitados.”


Para o advogado e procurador da República aposentado Antonio Carlos Mendes, professor de direito constitucional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), é natural que deputados respondam a um número elevado de processos. “O que existe é que essas pessoas estão muito expostas, e a conseqüência dessa exposição é que têm muito litígio.”


Foro privilegiado

O artigo 53 da Constituição Federal garante que deputados federais e senadores sejam julgados apenas no Supremo Tribunal Federal. Todos os processos contra os deputados federais empossados que tramitam em outros tribunais serão remetidos para o Supremo, mas não há prazo legal para a remessa.

De acordo com Maurício Correa, ministro aposentado do STF e ex-presidente da Corte (2003-2004), mesmo que o deputado seja réu atualmente, quando o processo “subir” para o Supremo, o procurador-geral da República precisa dar um novo parecer sobre a denúncia, e o plenário do tribunal é que decide se o parlamentar continua réu.


“Em função do foro dele ser privilegiado, a ação não é mais do juízo [tribunal] ao qual ele respondia. Se for ação civil, segue tramitando no juízo comum. Se for de natureza penal, ela vai pra o Supremo. Se a denúncia foi recebida no juízo comum, geralmente o Supremo aceita a mesma denúncia que foi feita, mas precisa passar pelo tribunal. De modo geral, o Supremo aceita a mesma denúncia. Confirmado o recebimento, ele continua réu”, explica o ex-presidente da Corte.


Ophir Cavalcante, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), diz que o foro privilegiado é uma “excrescência” do ponto de vista da democracia.

“O foro privilegiado foi introduzido no ordenamento jurídico durante o regime militar, para defender os detentores do poder. É uma criação puramente desse regime. Depois que acabou o regime de endurecimento democrático, em vez de ser banido, foi ampliado para um sem número de autoridades, totalmente em desconformidade com o que acontece em outros países do mundo.”


Para o desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), o foro favorece a prescrição [quando se esgota o prazo em que o réu pode ser condenado por um crime] também por conta do tempo que leva para os processos transitarem entre os tribunais.

“Isso é uma desgraça porque, [por exemplo], o sujeito não tem foro privilegiado [e] está respondendo a processo na primeira instância. [Aí], se elege deputado estadual e então o processo vai para o TJ ou o TRF, dependendo do fato. Demora para subir [o processo]. Nesse tempo, ele se elege deputado federal e vai para o Supremo. Isso tudo leva muito tempo e privilegia o sujeito porque atrasa o julgamento.”


Durante a consulta do G1, foram encontradas diversas ações penais e inquéritos que acabaram arquivados devido à prescrição do crime. Eram processos que, em alguns casos, tramitaram por mais de 15 anos sem uma solução final.

Perfil dos deputados processados

O promotor de Justiça de Santa Catarina Affonso Guizzo Neto, idealizador da campanha “O que você tem a ver com a corrupção?”, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, afirma que a própria legislação favorece a demora dos julgamentos.


“Não é culpa do Judiciário. É culpa da sistemática processual. Hoje, o Código de Processo Penal, as leis criminais, dão grande possibilidade para aquele que tiver um bom advogado empurrar o processo com a barriga e vir a ocorrer a prescrição”, diz o promotor.


O Senado aprovou no fim do ano passado um novo texto do Código de Processo Penal (CPP), legislação que determina o rito dos processos na esfera criminal. O projeto ainda passará por análise da Câmara dos Deputados.

Entre as mudanças previstas, está a limitação do número de recursos nos processos criminais; o fim da prisão especial para autoridades e para quem tem curso superior; e a determinação de dois juízes em cada processo, um para a fase de instrução, na qual são produzidas as provas, e outro para o julgamento do acusado.



  •  
Detalhamento dos processos enfrentados pelos deputados que tomam posse em 2011(Ilustração: Arte/G1)


(*) Participaram da reportagem André Nery, Ardilhes Moreira, Carolina Iskandarian, Cíntia Paes, Débora Santos, Fabíola Glênia, Fernanda Nogueira, Flávia Cristini, Gabriela Gasparin, Maria Angélica Oliveira, Mariana Oliveira, Mariana Pasini, Marília Juste, Mirella Nascimento e Roberta Steganha.



ACORDE PREFEITO DE S. JOSÉ DOS CAMPOS, ENGº EDUARDO CURY! ACORDE!!!







REGIÃO
Janeiro 31, 2011 - 05:18
São José pode perder centro francês

Após perder o centro de pesquisas da sueca Saab, São José corre o risco agora de ficar sem unidade semelhante da francesa Dassault
airplane
Após perder o centro de pesquisas da sueca Saab para São Bernardo do Campo no ano passado, São José corre o risco agora de ficar sem unidade semelhante da francesa Dassault, que também pode ir pra o ABC.

Ambas disputam com a norte-americana Boeing o fornecimento de 36 caças para a Força Aérea Brasileira, o programa F-X2.

O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), embarca hoje para a França, para visitar as instalações da Dassault e conhecer o consórcio Rafale, que participa da disputa do F-X2.

Na bagagem, o petista leva os interesses de São Bernardo de criar um polo aeroespacial na região, berço do PT e residência do ex-presidente Lula.

Marinho, além de conhecer as instalações da empresa francesa, tentará convencer a Dassault a instalar um centro de pesquisas no município.

Em dezembro do ano passado, ele se reuniu com executivos da companhia, que demonstrou interesse em investir na região, onde já possui parceiros estratégicos.
A assessoria de Marinho confirmou a viagem, mas não forneceu mais detalhes.

A Dassault, por intermédio de sua assessoria, informou que não comentaria o assunto.

Encontro.O secretário de Desenvolvimento Econômico de São José dos Campos, José de Mello Corrêa, evitou polemizar a questão.

“São José está aberta e disposta a colaborar com as três empresas que disputam o programa F-X2”, declarou Mello.

Ele anunciou que na próxima semana executivos da Dassault vão se reunir com empresas do setor aeroespacial no Parque Tecnológico.

“O evento está marcado para o dia 9 de fevereiro. A Dassault vai conversar com as empresas da região”, disse.

Para Lauro Nei Batista, da Cedaer (Comissão Empresarial para o Desenvolvimento Aeroespacial), há tempos a administração de São Bernardo buscar recuperar o polo industrial da região, que passou por processo de esvaziamento.

“É preciso abrir o olho. São José não pode ficar parada, tem que correr atrás”, disse.

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Parabens Cury ............... " MAIS UMA "pra ser lembrado.........
Comentado por Felipe, 01/02/2011 10:39

Tudo isso é forçação de barra para fechar o contrato de compra e agradar o ex-presidente. Quero ver quem fica depois que a "presidenta" fechar o contrato.
Comentado por Luiz, 01/02/2011 10:09

Muito bom os comentários abaixo tanto do Jeferson quanto da Janaína. Digo mais: além do empresários estarem indo do lado do PT por conta do Lula - isto é fato - a cúpula do PSDB joseense que está fraca demais. Querem provas? Hyundai montadora de veículos foi para cidade de Piracicaba, sabe quem governa a cidade de lá? P S D B com o prefeito Barjas Negri; outra: Toyota, já está se instalando a maior fábrica da japonesa na América do Sul na cidade de Sorocaba, sabe quem governa a cidade de lá? P S D B com o prefeito Vitor Lippi; tem mais galera: a GE deveria se instalar aqui em São José com investimentos na área de tecnologia de ponta, foi embora para Petrópolis, interior do Rio. Somando a tudo isso tira-se a conclusão que não é só o fator PT que favorece a tal cidade "x" ou "y". É a equipe do Cury que é muito fraca e lamentavelmente, é a cidade que perde com arrecadação e sobretudo, empregos. A continuar com essa política tacanha do Cury, é melhor estudar por aqui e quando se formar, ir embora para onde estão estas outras empresas citada acima que deveriam vir para cá. Fiz questão de citar cidades tucanas que estão explodindo no crescimento para provar que o PSDB joseense que é fraco.
Comentado por EAS, 01/02/2011 10:00

É bom mesmo o Prefeito acordar do estado de letargia ao qual se encontra, e correr atrás de novos investimentos para a cidade. A SAAB já optou por São Bernardo... A SANY, conforme consta no Diário de Jacareí, comprou área de 568 mil m², às margens da Dutra, para instalar unidade em Jacareí, conforme negociações desde o início do ano passado... Se bobear agora, perderá a chance de sediar o centro de pesquisa e desenvolvimento da Dassault. Digo mais, se o prefeito não acordar, São José perderá a chance de sediar a fábrica de trens do TAV, caso os Coreanos vençam a licitação, já que a cidade, em tese, compete com Campinas pela oportunidade de concretizar negócios com a Hyundai, que fabrica o TAV Coreano.
Comentado por Jeferson, 01/02/2011 08:46

Cury caia na real, esse comportamento de vocês é realmente idiota, vamos lá, lutem para ficar com esse centro de pesquisas, corram atrás agora, pois depois será tarde. É isso que o PSDB quer para SJC? Isolá-lo de tudo? Espero que os joseenses se lembrem na hora de votar o que os tucanos estão fazendo com nossa cidade, abrindo para as construtoras e se esquecendo do pobre cidadão que precisa de emprego!
Comentado por Janaina, 01/02/2011 08:34

Durante todo regime militar SJC foi a protegida do regime militar, agora não é mais está vendo o outro lado da moeda. política é assim.
Comentado por Diego, 01/02/2011 08:28

Concorrência desleal. O governo federal está ajudando muito SBC por ser PT, isso está mais que na cara. O que puderem fazer para "ferrar" o PSDB vão fazer, e nós de SJC que saimos perdendo. O PT é nojento!
Comentado por Francisco, 01/02/2011 08:12

E abram o olho mesmo, porque até as empresas que estão em SJC correm o risco de ir embora...
Comentado por Cadu SJC, 01/02/2011 07:50

Prefeito... ainda dá tempo de embarcar num outro voô para a França... chegando lá, talvez ainda consiga pegar um taxi no aeroporto e pedir para o motorista correr um pouco e chegar antes do outro prefeito (que pelo visto, "acordou" mais cedo). Será que vamos perder mais esta ? Prefeito... acorda...
Comentado por ASA, 01/02/2011 07:37





The Store

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ONDE ESTÃO OS LOBOS DO BANCO PAN AMERICANO???

howling wolf
ALVARO PEDRO NEVES PEREIRA

Estes 2(dois) "agressivos jovens banqueiros" não são nada mais e nada menos que "laranjas" dos chineses que estão invadindo o Brasil com a conivência do govêrno e este Señor Abravanel, vulgo SS, não tem nada de bobo, inclusive o caixão dêle tem gavetas... acreditem se quiserem!!!

Ghost


OBS:- O BTG Pactual acertou o pagamento de R$ 450 milhões a Silvio Santos.

$$ - CHINESES COMPRAM O PANAMERICANO - CHINESE ACQUIRE PANAMERICANO BANK

Silvio Santos vende banco PanAmericano ao BTG Pactual


MARIO CESAR CARVALHO


DE SÃO PAULO

Atualizado às 19h35.

O BTG Pactual, banco de investimentos de André Esteves, comprou o PanAmericano, o banco de Silvio Santos. Por volta das 18h30, o apresentador dirigia-se à sede do Pactual, em Pinheiros, para assinar a venda.

O BTG Pactual acertou o pagamento de R$ 450 milhões a Silvio Santos. Já o Fundo Garantidor de Créditos aceitou dar um empréstimo adicional de R$ 1,5 bilhão ao PanAmericano. Em novembro do ano passado, o fundo já havia emprestado R$ 2,5 bilhões. Sem o aporte desses R$ 4 bilhões, o Banco PanAmericano quebraria, segundo executivos que participam da nova gestão.

Silvio Santos diz que banco PanAmericano já é do BTG Pactual


Rombo do banco PanAmericano deve ir a R$ 4 bilhões

No momento em que Silvio dirigia-se ao fundo para assinar a venda, executivos do PanAmericano preparavam um comunicado ao mercado, chamada tecnicamente de "fato relevante", anunciando a entrada do novo controlador.

Uma hora antes, o apresentador informara seus advogados de que não tinha nada mais contra a venda do PanAmericano ao BTG Pactual.

Não dá para saber nesse momento os termos em que o negócio está sendo fechado.

O PanAmericano tem um rombo de R$ 4 bilhões e passava por uma situação dramática --corria o risco de faltar recursos para operar até o final da semana.

Silvio não tinha mais condições de ficar à frente do banco por pressões do Banco Central. Depois que se descobriu que o rombo era de R$ 4 bilhões --e não de R$ 2,5 bilhões-- o BC informou o apresentador de que ele não podia mais permanecer à frente da instituição.

O BTG Pactual é um dos principais bancos de investimentos do país. Tem à frente dois banqueiros jovens e agressivos, André Esteves e Pérsio Arida.

No final do ano passado, o Pactual recebeu um aporte de US$ 1,8 bilhão, feito pelos fundos soberanos da China e de Cingapura. Com a entrada desses recursos, o Pactual passou a ter um capital de US$ 4,3 bilhões.