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sábado, 25 de maio de 2013

VACINA PARA H1N1 ESTÃO FALSIFICANDO!!!


05/09/2012
 às 14:38 \ Política & Cia

Contra pirataria, remédios vão ganhar seu próprio ‘RG’

Polícia Federal apreende anabolizantes e remédios contra impotência ilegais na fronteira com o Paraguai em março de 2012 (Foto: PF / Divulgação)
Polícia Federal apreende anabolizantes e remédios contra impotência -- todos ilegais -- na fronteira com o Paraguai em março passado (Foto: PF / Divulgação)
Reportagem de Guilherme Rosa publicado em VEJA.com
CONTRA PIRATARIA, REMÉDIOS VÃO GANHAR SEU PRÓPRIO ‘RG’
Para conter o comércio de medicamentos falsificados e estancar um prejuízo anual de 13 bilhões de reais, uma lei de 2009 deve finalmente sair do papel e permitir o monitoramento de remédios desde a fábrica até o balcão da farmácia
A Organização Mundial da Saúde estima que 10% dos remédios consumidos no mundo sejam falsificados. Em países em desenvolvimento, como o Brasil, a taxa sobe até 30%. Para conter a pirataria e estancar um prejuízo estimado em 13 bilhões de reais ao país por ano, uma lei de 2009 deve finalmente sair do papel no segundo semestre deste ano.
O texto cria o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos e deve permitir que os remédios sejam rastreados desde a fabricação até o balcão da farmácia. A norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confere a cada medicamento um identificador único – uma espécie de RG do remédio.
O comércio de medicamentos falsificados é considerado crime hediondo, com pena de 10 a 15 anos de prisão. Para enganar o consumidor, os piratas copiam as caixas, as embalagens e até mesmo as cores e formatos dos comprimidos.
Na melhor das hipóteses, as vítimas estarão consumindo uma pílula de farinha e correrão, sem saber, todos os riscos de quem interrompe ou nem inicia o tratamento médico. Na pior das hipóteses, estarão consumindo outra substância qualquer, potencialmente prejudicial, às vezes letal.
Em 2006, mais de 100 pacientes morreram no Panamá por conta de medicamentos feitos com glicerina falsificada. Em 2008, versões contaminadas do anticoagulante Heparina, importadas da China, mataram 62 pessoas nos Estados Unidos.
Em 2011 foram apreendidas na Inglaterra versões piratas dos remédios Truvada e Viread, contra a aids. Estimativas da International Policy Network, organização sediada em Londres, mostram que o consumo de remédios falsos contra tuberculose e malária foi responsável por mais de 700.000 mortes até hoje.
Segundo o diplomata Roberto Abdenur, atual presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), a falsificação de remédios é a forma mais cruel de pirataria. Enquanto na maioria das vezes o consumidor de eletrônicos, CDs e DVDs piratas sabe que está comprando produtos falsos, aquele que compra os medicamentos frequentemente está agindo de boa-fé. ‘E os mais pobres, em busca de preços acessíveis, são os mais afetados’, afirma.

Pirataria on-line
Segundo a Anvisa, os pontos de venda tradicionais de remédios piratas são camelôs e feiras livres. Mas medicamentos falsos também podem ser encontrados em farmácias, principalmente fora dos grandes centros do país. “O mercado brasileiro é muito grande. Temos muitos municípios onde a fiscalização é tênue, e a informalidade, alta”, afirma Sérgio Mena Barreto, presidente executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).
Na última década, o avanço tecnológico abriu mais uma rota para esse comércio ilegal: a internet. Segundo uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde e divulgada pelo jornal O Globo, existem cerca de 1.200 sites ilegais que vendem remédios no país.
A Anvisa informa que as farmácias on-line só podem funcionar se também existirem fisicamente, com endereço comprovado, e com a autorização da agência. Segundo o delegado Paulo Alberto Mendes Pereira, da 2ª Delegacia de Saúde Pública e Crimes Envolvendo Medicamentos, de São Paulo, o combate a essas farmácias não é fácil. “Muitos desses sites estão registrados em outros países, o que dificulta o trabalho. No entanto, há 40 dias realizamos uma operação onde apreendemos 4 mil remédios comercializados ilegalmente pela internet”, conta.

Armas e drogas
Segundo o Centro para Medicina de Interesse Público, grupo de pesquisa americano financiado pela indústria farmacêutica, o mercado mundial de medicamentos falsos cresce anualmente 13%. A pirataria é praticada em escala global e assim se liga a outras máfias, ao tráfico de drogas e ao de armas.
“Já foram apreendidos carregamentos de remédios piratas nos mesmos contêineres que eletrônicos falsos e munições”, diz Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP), entidade formada por empresas brasileiras com o objetivo de combater a falsificação de produtos. Só no Brasil, Vismona calcula que os prejuízos alcancem 13 bilhões de reais, dos quais cinco bilhões só em sonegação de impostos.

O RG do remédio
Atualmente, os mecanismos de certificação dos medicamentos no Brasil são frágeis. ‘Não há como controlar os lotes de remédio’, diz Sérgio Mena Barreto, da Abrafarma. Já a nova tecnologia a ser implantada pela Anvisa tornará possível monitorar todo medicamento produzido e vendido no Brasil ao longo de toda cadeia produtiva.
Quando a lei foi foi aprovada, em 2009, estipulou-se que a Anvisa teria três anos para estabelecer as normas a serem usadas. Por fim, a agência decidiu adotar uma tecnologia conhecida como Datamatrix, parecida com o código de barras.
Mas, enquanto este último permite o armazenamento de apenas um número de vários algarismos, o Datamatrix possibilita a leitura de vários dados, pois as informações são guardadas tanto em linhas quanto em colunas. O código deve conter o número de registro da droga, lote, validade e um identificador único do medicamento, que funcionaria como uma espécie de RG.
Segundo a Anvisa, os detalhes sobre o sistema de identificação ainda estão sendo fechados e devem ser anunciados no segundo semestre. Espera-se que a lei enfim saia do papel. Nesses três anos de discussões, foram apreendidos no Brasil mais de 153.000 comprimidos de remédios falsos. Só no ano passado, foram realizadas 40 operações conjuntas, durante as quais foram interditados 177 estabelecimentos e presas 156 pessoas.

SAIBA COMO IDENTIFICAR OS REMÉDIOS FALSIFICADOS
Segundo uma pesquisa encomendada pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), 6% dos brasileiros compram remédios em camelôs, e 1%, em sites não autorizados. A Interfarma dá algumas dicas para o consumidor reconhecer os produtos piratas:
• Raspadinha – Todos os medicamentos têm na embalagem uma espécie de “raspadinha”. Com qualquer objeto metálico é possível raspar e encontrar um código de segurança do produto.
• Selo de segurança – Medicamentos mais caros também têm selos de segurança na parte interna. Na dúvida, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do fabricante.
• Formas e cores – Farmacêuticas investem para variar a forma de seus comprimidos. Alguns são triangulares, outros em forma de balão. Outro diferencial são as cores, texturas e logomarcas fixados na pílula. Prestar atenção nestes detalhes também ajuda a evitar produtos pirateados.
• Confiança na venda – Por fim, outra forma de evitar a falsificação é sempre recorrer a pontos de venda de confiança e exigir nota fiscal da venda.

VEJA QUAIS REMÉDIOS FORAM FALSIFICADOS NOS ÚLTIMOS 3 ANOS
“Os remédios mais pirateados são aqueles que vendem muito e são caros”, diz João Fittipaldi, diretor médico da Pfizer Brasil. “Ninguém vai falsificar a aspirina.”
Entre os principais alvos dos falsários estão remédios contra disfunção sexual (como o Viagra, da Pfizer), emagrecedores e anabolizantes. Mas já houve apreensões de medicamentos contra o câncer e até de vacinas contra a gripe. Confira abaixo:

Desobesi M
Uso: Emagrecedor; Fabricante: Aché
Uso: Emagrecedor; Fabricante: Aché

Ciallis
Uso: Tratamento de disfunção erétil; Fabricante: Eli Lilly
Uso: Tratamento de disfunção erétil; Fabricante: Eli Lilly

Levitra
Uso: Tratamento de disfunção erétil; Fabricante: Bayer
Uso: Tratamento de disfunção erétil; Fabricante: Bayer

Viagra
Uso: Tratamento de disfunção erétil; Fabricante: Pfizer
Uso: Tratamento de disfunção erétil; Fabricante: Pfizer

Mabthera
Uso: Tratamento contra o câncer; Fabricante: Roche
Uso: Tratamento contra o câncer; Fabricante: Roche

Hormotrop
Uso: Anabolizante; Fabricante: Bergamo
Uso: Anabolizante; Fabricante: Bergamo

Hemogenin
Uso: Anabolizante; Fabricante: Aventis Pharma
Uso: Anabolizante; Fabricante: Aventis Pharma

Henetix
Uso: contraste radiológico; Fabricante: Guerbet Produtos Radiológicos
Uso: contraste radiológico; Fabricante: Guerbet Produtos Radiológicos

Deca-Durabolin
Uso: anabolizante; Fabricante: Schering Plough
Uso: anabolizante; Fabricante: Schering Plough

Vacina para H1N1
Uso: Vacina contra a gripe suína; Fabricante: Sanofi-Pasteur
Uso: Vacina contra a gripe suína; Fabricante: Sanofi-Pasteur

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domingo, 20 de fevereiro de 2011

3D - FOTOS DO VÍRUS DA AIDS

Revista divulga foto em 3-D do vírus da Aids; Confira mais imagens espetaculares

Rio - A revista Science, reconhecida mundialmente pelas principais publicações científicas do mundo, divulgou as imagens vencedoras de um concurso das melhores imagens em 2010, que retratassem a ciência como forma de arte.

Uma das vencedoras foi a imagem em três dimensões (3-D) do vírus causador da Aids, o HIV. Outra imagem retrata um vírus atacando a bactéria Escherichia coli, causadora de doenças como a infecção urinária.




VÍRUS DA AIDS

domingo, 9 de janeiro de 2011

A I D S

Risco de contrair o vírus HIV em uma transfusão de sangue é 20 vezes maior no Brasil do que nos Estados Unidos
Uma em cada 100.000 bolsas de sangue do país pode estar contaminada
HIV célula infecção
Em 2006, uma em cada 60 mil bolsas de sangue estava contaminada pelo HIV (Getty Images)

Uma pesquisa feita em três hemocentros brasileiros no período entre 2007 e 2008 indica que o risco de contrair HIV em transfusões de sangue no Brasil é 20 vezes maior do que nos Estados Unidos. O trabalho, feito por estimativa, calcula que 1 em cada 100 mil bolsas de sangue do país pode estar contaminada pelo vírus causador da Aids. Nos EUA, a relação é de 1 para cada 2 milhões de bolsas.

Embora muito mais elevados do que norte-americanos e de alguns países europeus, os índices brasileiros melhoraram. Versão anterior da pesquisa, de 2006, indicava que 1 em cada 60 mil bolsas poderia estar contaminada pelo HIV. "Precisamos avançar na segurança. Mas não há dúvida de que muito já foi feito", afirma a coordenadora do trabalho, Ester Sabino, da Fundação Pró-Sangue de São Paulo. Com números atuais, entre 30 e 60 pessoas por ano podem ser contaminadas por sangue doado. Na versão de 2006, a estimativa era de que entre 50 e 100 pessoas pudessem se infectar.

Financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH, em inglês), o estudo coordenado por Ester foi feito a partir da análise de bolsas de sangue coletadas nos hemocentros de São Paulo, Minas e Pernambuco. Durante a apresentação do trabalho, em Congresso da Associação Americana de Bancos de Sangue, Ester classificou como "alto" o risco residual para HIV durante transfusões no Brasil.

Segurança - Uma das alternativas para melhorar a segurança é a introdução de rotina do uso de um teste batizado de NAT, que identifica traços do vírus no sangue e não de anticorpos, como exames tradicionais. Ester calcula que, com o início do exame, o risco de infecção por HIV passaria de 1 a cada 100 mil para 1 em cada 250 mil. "O exame, sozinho, não basta", diz.

O coordenador da Política de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, afirmou que até o início do segundo semestre estarão em funcionamento pelo menos oito plataformas para realização de exames NAT. Mas Genovez contesta os índices apresentados no trabalho: "Eles estão mais para um oráculo. Foram feitos por estatística, não podem ser considerados fato." Genovez cita um levantamento feito em 130 mil bolsas de sangue coletadas em hemocentros de Santa Catarina, São Paulo, Rio e Pernambuco, no qual o vírus não foi identificado em nenhuma amostra.

(Com Agência Estado)