Pedro Novais promete ‘seriedade e consciência pública’ à frente do Turismo
por Rodrigo Alvares
Vannilldo Mendes, da Sucursal de Brasília
O novo ministro do Turismo, Pedro Novais, tomou posse há pouco no cargo e, em discurso emocionado, em que considerou o convite da presidente Dilma a maior “honraria” de sua vida, ele lamentou que a alegria do convite tenha se misturado com a “indignação diante da campanha sórdida, à base de calúnias e ignomínias, lançada contra ele”. O novo ministro se referia a denúncia publicada no jornal O Estado de S.Paulo, segundo a qual Novais pediu ressarcimento à Câmara dos Deputados de uma nota fiscal no valor de R$ 2.156,00, por uma festa em motel em São Luís, no Maranhão. Embora tenha admitido a apresentação da nota para obter o reembolso, Novais afirmou que reconhecia o erro e, depois, devolveu o valor aos cofres públicos.
Novais mostrou ‘indignação diante da campanha sórdida, lançada contra ele’. Foto: Wilson Pedrosa/AE
Por causa da denúncia, o nome de Novais para comandar a pasta do Turismo ficou em suspenso até o dia da nomeação, confirmada devido ao apoio maciço do PMDB. Participaram hoje da transmissão do cargo a Novais, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB/SP), o presidente do Senado, José Sarney, (PMDB/AP) e outros caciques do partidos.
Novais prometeu “seriedade e consciência pública” à frente do cargo e listou as prioridades de sua administração. Entre elas, eliminar “as áreas críticas” da Pasta por onde escoam verbas públicas de forma irregular, como, por exemplo, a promoção de “festas, eventos e folguedos” com recursos de emendas parlamentares. Ele anunciou também a implantação do Plano Nacional de Turismo para o triênio 2011-2014 e foco nas providências voltadas para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
A EDIÇÃO ELETRÔNICA DO © MOBRAUN - MOVIMENTO BRASILEIROS UNIDOS É REGIDA PELOS PRINCÍPIOS DO CONHECIMENTO COMPARTILHADO ( COPYLEFT), QUE VISAM ESTIMULAR A AMPLA CIRCULAÇÃO DE IDÉIAS E PRODUTOS CULTURAIS. A LEITURA E REPRODUÇÃO DOS TEXTOS É LIVRE, NO CASO DE PUBLICAÇÕES NÃO COMERCIAIS. A CITAÇÃO DA FONTE É BEM VINDA. MAIS INFORMAÇÃO SOBRE AS LICENÇAS DE CONHECIMENTO COMPARTILHADO PODEM SER OBTIDAS NA PÁGINA BRASILEIRA DA CREATIVE COMMONS. NÃO EXALTAMOS RAÇA ALGUMA COMO SUPERIOR A OUTRA.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
OS ABUTRES DO DINHEIRO PÚBLICO
A farra imoral dos parlamentares
Cara Dilma, como a senhora protegerá o Brasil dos abutres que enriquecem e vão a motéis com o dinheiro do povo?
RUTH DE AQUINO
é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro
raquino@edglobo.com.br
Cara presidenta, a senhora que lutou contra a ditadura militar, fará exatamente o que para proteger a democracia dos abutres que se apropriam do dinheiro do povo para enriquecer e ir a motéis? Um deles é seu ministro do Turismo. Devemos rebatizar a pasta para “Turismo Sexual”? Ou moralizar logo? Não deixe que o amigo de Sarney, o deputado federal maranhense Pedro Novais, de 80 anos, a coloque em maus lençóis na aurora de um novo governo.
Dilma defende o rigor fiscal. Mas onde anda o exemplo de austeridade? Se o salário mínimo só pode aumentar R$ 30, sob pena de quebrar o Orçamento, por que os parlamentares podem ter aumento de 61,8% e passar a ganhar R$ 26.500? Não dá para arrochar somente o trabalhador, o aposentado e a classe média.
Está tudo errado. Os congressistas, por lei, podem votar em seu próprio benefício. Não deveriam, já que recebem um subsídio pago por nós, eleitores e contribuintes, e não um salário. Homens públicos teriam de fazer por merecer, com produtividade e competência. Os parlamentares recebem 15 subsídios anuais, desfrutam quase dois meses de recessos por ano, comparecem ao plenário dois ou três dias na semana e podem aposentar-se com oito anos de mandato, com vencimentos iguais aos da ativa.
Pedro Novais já exerceu cinco mandatos como deputado federal pelo Maranhão – mas vive no Rio de Janeiro. Sua contribuição foi um projeto irrelevante em média por ano! E, agora, assume o Turismo com orçamento de mais de R$ 4 bilhões para Copa e Olimpíadas. É protagonista de um escândalo: teria passado uma noite com 15 casais na suíte Bahamas do Motel Caribe em São Luís. Não pagou a conta de R$ 2.156. Enfiou a mão no meu bolso, no seu bolso. Porque a nota fiscal, apresentada por seu gabinete, foi ressarcida pela Câmara.
Casado há 35 anos, Novais reagiu “indignado como parlamentar, cidadão e marido” contra a “acusação leviana”. Estaria com a mulher em casa nesse dia. Culpou os assessores pelo “erro”. E no fim prometeu devolver a verba. O orçamento do Turismo permitirá a Novais conhecer as instalações de todos os motéis no Brasil. O novo ministro de Relações Institucionais, o deputado Luís Sérgio, do PT do Rio de Janeiro, saiu em seu socorro: “O fato de alguém dormir num motel nem sempre significa que está fazendo amor”. Verdade. Digamos que Novais não tenha mais idade para orgias. Mas a falha foi dele. Não é só o sexo que está em jogo.
Revoltante é que, mesmo com um subsídio polpudo, os congressistas disponham de verba de até R$ 35 mil mensais para passagens, diárias, alimentação, moradia, viagens e contratações, muitas de parentes.
A nova ministra da Pesca, Ideli Salvatti, do PT de Santa Catarina, gastou mais de R$ 4 mil em verba do Senado para pagar diárias de um hotel em Brasília enquanto recebia auxílio-moradia. É uma atitude ilegal. Por muito menos, qualquer profissional na iniciativa privada seria demitido. O que disse Ideli? Foi “erro dos assessores”, e ela vai devolver o dinheiro. Dá vontade de mandar Ideli ir pescar em alto-mar.
Quando flagrados no malfeito, eles colocam um "ponto final" devolvendo o dinheiro. Ninguém é punido
É assim no Brasil. Os assessores de deputados e senadores são uns incompetentes. Apresentam notas de gastos pessoais de seus chefes para que eu e você paguemos. Os congressistas não sabem de nada. Quando flagrados no malfeito, resolvem colocar um “ponto final” devolvendo o dinheiro. Ninguém é punido.
O que fizeram os brasileiros? Pouco. Estudantes ocuparam o gramado do Congresso, com as caras pintadas, e levaram uns golpes de cassetete e spray de pimenta dos policiais. Onde já se viu, numa democracia, protestar pacificamente?
Dilma não foi torturada numa cela para conviver com abusos de congressistas e ministros. Desvios terão de ser punidos exemplarmente. Privilégios precisarão ser cortados. Hoje, os políticos formam uma casta superior, intocável e alheia à opinião pública, como se vivêssemos num regime totalitário. Leia as cartas nos jornais, presidenta. Seus eleitores chamaram o reajuste dos parlamentares de “assalto aviltante” e “vergonha nacional”. Eles não são o quarto poder. São o primeiro poder. Porque a democracia emana do povo.
domingo, 2 de janeiro de 2011
TENHA FÉ E PERSISTÊNCIA - SOICHIRO HONDA, EXEMPLO DE EMPREENDEDORISMO!
Nasceu a 17 de Novembro de 1906 na cidade de Hamamatsu, na provincia de Shizuoka, no centro do Japão. Filho de Gihei Honda, um ferreiro, e de Mika Honda, uma teceleira, aos 15 anos foi trabalhar para Tóquio, onde aprendeu o oficio de mecânico. A oficina onde trabalhou, a Art Shokai, preparava carros de corrida, e em 1923, ganhou o maior prémio do automobilismo naquele tempo, o Troféu do Imperador, como co-piloto de Shinichi Sakibahara. Em 1928, aos 22 anos, voltou para Hamamatsu para abrir uma oficina em seu nome.
Graças ao seu amor pela mecânica, transmitido pelo seu pai, e pela sua capacidade inventiva, no final da II Guerra Mundial aproveitou o facto de haver um excedente de material de guerra, e a necessidade dos japoneses para a mobilidade, num país em reconstrução, para construir em Setembro de 1948, a Honda Motor Co. Ltd. A empresa era dirigida a meias por Honda e Takeo Fujisawa, o seu mais fiel amigo. Honda encarregava-se da parte técnica, e Fujisawa da parte comercial. Nesse ano, colocaram no mercado uma mota de 98cc, ao que lhe deram o nome de "Dream". Foi o primeiro sucesso da empresa.
Durante os anos 50, aproveitando o crescimento do Japão, Honda e Fujisawa apostavam cada vez mais em coisas cada vez mais arrojadas, pois sabiam que era esse o caminho para o sucesso, embora muitas das vezes, o seu jeito para o risco os colocava muitas das vezes à beira da falência. Foi assim em 1959, quando decidiram ingressar na competição. no Mundial de Motociclos, mais concretamente no Man TT (a competição mais prestigiada de motociclismo, na Ilha de Man). Em 1961, as suas máquinas ganharam a competição, e pouco tempo depois, dominavam o panorama mundial, tendo ganho em 1966 o título mundial em todas as categorias de Moto GP (80cc, 125cc, 250cc, 350cc, 500cc).
O passo seguinte era o mais óbvio: a Formula 1. "Competir estava no nosso sangue", disse um dia Nobuhiko Kawamoto, presidente da Honda nos anos 80, após a reforma de Sochiro Honda. Em 1963, construiram um motor V12 de 1.5 litros, e no ano seguinte foram para a Formula 1, inscrevendo um carro para o americano Ronnie Bucknum, sem resultados de relevo.
Mas eles sabiam que estavam na Formula 1 para aprender, e no ano seguinte, com outro americano ao volante, Richie Ginther, ganharam o GP do México, a última prova do campeonato, e também a última prova na categoria de 1.5 litros. No ano seguinte, constroem um motor de 1000 cc para a Formula 2, que o instalam nos Brabham de "Black Jack" Brabham, onde ganha 11 corridas e torna-se no Campeão de Formula 2, no mesmo ano em que ganha o seu terceiro título mundial de Formula 1.
Em 1967, já com os motores de 3 Litros, contratam o campeão do mundo e ex-piloto de motociclismo John Surtees, que dá à Honda mais uma vitória, no Circuito de Monza, que iria ser a sua última como construtora durante 39 anos. Em 1968, lutam para ter melhores desempenhos, mas o acidente mortal de Jo Schlesser, no GP de França, em Rouen, faz com que eles abandonem a Formula 1 no final da época.
Entretanto, já se tinham aventurado nos automóveis, construindo o seu primeiro carro em 1963, e em 1972 estrearam o seu modelo mais famoso: o Civic. Foi esse modelo que os fez entrar no mercado americano, e numa altura em que eles sofriam os efeitos do choque petrolífero de 1973/74, a visão dos pequenos carros japoneses nas ruas e estradas americanas era um distinto contraste com os longos (e muito gastadores) carros "Made in USA", o que lhes deu um enorme sucesso.
Por esta altura, Honda era um homem realizado: para além da sua amada oficina, tinha outros "hobbys": pilotava aviões, esquiava, e voava de balão. Reformou-se em 1973, e tornou-se num dos conselheiros da empresa, enquanto trabalhava no departamento de investigação, a sua área favorita. Para além disso, estava ligado à Fundação Honda. O seu filho Hitoroshi fundou em 1972 a Mugen, que se dedica à transformação de motores e chassis da marca do seu pai.
Em 1983, quando a Formula 1 passou para os motores Turbo, a Honda achou que era a melhor chance para regressar à categoria máxima, somente como fornecedora de motores. Começou por baixo, através da equipa Spirit, e do piloto Stefan Johansson, para no final do ano passar a fornecer a Williams. Em menos de dois anos passou a ser uma equipa a bater, e em 1986 ganha o Mundial de Construtores, e no ano seguinte, através de Nelson Piquet, ganha o seu primeiro Mundial de Pilotos.
Nesse ano, passam a fornecer motores à Lotus, onde encontram um piloto que passaram a admirar, pela sua dedicação: Ayrton Senna. Foi graças a ele que a McLaren passou a ter motores Honda e se tornou numa força vencedora até 1992, ganhando quatro títulos mundiais à equipa, três dos quais atribuidos ao lendário piloto brasileiro.
Tudo isso Sochiro Honda ainda teve tempo de assitir. A 5 de Agosto de 1991, morre com 84 anos, vítima de uma insufuciência hepática. Foi uma vida cheia de empreendimentos bem sucedidos. No ano seguinte, a Honda retira-se da Formula 1, para voltar à activa em 2000, primeiro como fornecedora de motores, e em 2005 como equipa própria, após terem comprado a BAR (British American Racing). Em 2006, ganham, após 39 anos de ausência, um Grande Prémio de Formula 1, o da Hungria, através de outro britânico: Jenson Button.
VEJA O FILME ABAIXO:-
sábado, 1 de janeiro de 2011
Parceria com empresa coreana vai criar primeira fábrica de carros da Arábia Saudita
Thiago Ventura - Portal Uai
Publicação: 28/12/2010 19:23 Atualização: 28/12/2010 19:37
O conceito Gazal-1 foi apresentado pela universidade em março (King Saud University/Divulgação)
Destino de super esportivos e outros carros luxuosos, graças ao lucro do petróleo, a Arábia Saudita agora terá sua primeira fábrica de automóveis. A Universidade Rei Saud anunciou nesta terça-feira uma cooperação com a empresa de tecnologia automotiva Digm, da Coreia do Sul, para a construção de uma fábrica no reino.
O investimento é estimado em US$ 500 milhões. No início do ano a universidade já havia anunciado plano de produzir 20 mil unidades /ano do fora-de-estrada Gazal 1. Na parceria, assinada no último domingo, a empresa coreana terá 30% de participação e uma empresa ligada à universidade, a Riyadh Techno Valley, terá de 10 a 15%. Os outros 45% serão destinados a investidores.
O objetivo do projeto é produzir veículos para abastecer o crescente mercado saudita e também de outros países do Oriente Médio.
A coreana Digm foi fundada em 2000 e desenvolve projetos para a industria automotiva em diversos países, como Egito, Polônia, Rússia, Índia e China.
Publicação: 28/12/2010 19:23 Atualização: 28/12/2010 19:37
O conceito Gazal-1 foi apresentado pela universidade em março (King Saud University/Divulgação)
Destino de super esportivos e outros carros luxuosos, graças ao lucro do petróleo, a Arábia Saudita agora terá sua primeira fábrica de automóveis. A Universidade Rei Saud anunciou nesta terça-feira uma cooperação com a empresa de tecnologia automotiva Digm, da Coreia do Sul, para a construção de uma fábrica no reino.
O investimento é estimado em US$ 500 milhões. No início do ano a universidade já havia anunciado plano de produzir 20 mil unidades /ano do fora-de-estrada Gazal 1. Na parceria, assinada no último domingo, a empresa coreana terá 30% de participação e uma empresa ligada à universidade, a Riyadh Techno Valley, terá de 10 a 15%. Os outros 45% serão destinados a investidores.
O objetivo do projeto é produzir veículos para abastecer o crescente mercado saudita e também de outros países do Oriente Médio.
A coreana Digm foi fundada em 2000 e desenvolve projetos para a industria automotiva em diversos países, como Egito, Polônia, Rússia, Índia e China.
MEDIDOR DE BANDA LARGA DA INTERNET
VELOCÍMETRO DA INTERNET
| |
04/01/2011
às 5:27
O SERVIÇO 3G NO PAÍS É UMA PIADA! CASCATA ANTIPRIVATISTA DO PT ESCONDE PREVARICAÇÃO
Tenho a conexão 3G da Vivo e da Claro e estou numa região do país em que as duas operadoras asseguram que o serviço funciona. Falso! São empresas ruins para cumprir o compromisso com o usuário, mas boas para contratar advogados. O usuário assina um contrato que informa que ele pode navegar até um determinado limite - altíssimo, que lhe permitiria baixar “Guerra e Paz” em segundos.
Esta palavrinha de três letras - ATÉ - vira uma armadilha. Caso a gente não consiga fazer o download de um haicai, não pode reclamar. Não só isso: o contrato também informa que, embora a cobertura seja nacional, o serviço pode estar indisponível. Em suma: você compra o serviço e leva uma banana.
Nessas horas, a petralhada não inova na falta de imaginação: “Ué, você não defendia a privatização?” DEFENDIA, NÃO! DEFENDO AINDA! Até de escolinha de jardim da infância. O setor teve um avanço formidável depois que deixou de ser controlado pelo estado, como todo mundo sabe. Por que era um horror antes? Porque o estado ESTAVA FAZENDO O QUE NÃO LHE CABIA: operar o sistema. No governo petista, o ESTADO NÃO ESTÁ FAZENDO O QUE LHE CABE: regular o sistema.
Toda a cascata antiprivatista do PT esconde a sua escandalosa irresponsabilidade na regulação. Quem se importa se as empresas estão vendendo serviços que não podem oferecer? Deveria ser a agência reguladora da área, a Anatel. Ocorre que ela se transformou em mais um aparelho cobiçado pela companheirada. E os usuários que se danem.
“Já abriu um procedimento na Anatel?” Não, eu não abri! Queria ser apenas um usuário do serviço 3G, não um profissional da reclamação. Por que a Anatel não pede que um de seus burocratas, pagos com o nosso dinheiro, leia o tal contrato? Preciso fazer uma denúncia para isso? O que aquela gente faz quando não está descansando?
O serviço existe. Tanto é que funciona de madrugada, quando não há tráfego, suponho. Quem manda essa brasileirada querer usar Internet tudo ao mesmo tempo, né?
Por Reinaldo Azevedo
Assinar:
Postagens (Atom)
















