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sábado, 8 de janeiro de 2011

RATINHOS E RATAZANAS!







Deputados e parentes usam direito a passaporte diplomático para turismo 'Estado' teve acesso à relação de ofícios que tratam da emissão de passaportes diplomáticos e de vistos que passaram pelo órgão nos últimos dois anos 07 de janeiro de 2011 | 23h 57 Denise Madueño e Leandro Colon - O Estado de S.Paulo A regra para emissão de passaportes diplomáticos tem sido usada pelos deputados e parentes para conhecer o mundo e literalmente fazer turismo. Pelo menos dois terços desses passaportes especiais solicitados pela Câmara dos Deputados ao Itamaraty, entre esta sexta-feira, 7, e fevereiro de 2009, foram para mulheres, maridos e filhos dos parlamentares. E cerca de 87% dos vistos internacionais para esses documentos tiveram motivação turística, segundo dados da Segunda Secretaria da Câmara, responsável por essa tarefa. O Estado teve acesso à relação de ofícios que tratam da emissão de passaportes diplomáticos e de vistos que passaram pelo órgão nos últimos dois anos. Os destinos das viagens, inclusive agora, em pleno recesso parlamentar, são os mais variados: Miami, Las Vegas, Nova York, Atlanta, Dubai, Vancouver, Buenos Aires, Austrália, Japão, entre outros lugares. Filhos de deputados que vão passar um período de estudos no exterior também aproveitam para viajar com o passaporte especial. Quem tem esse documento recebe privilégios em aeroportos, como filas e atendimentos especiais, prioridade em bagagens e, dependendo do país, fica até dispensado da necessidade de tirar visto. Passeio x missão. Desde 2009, a Segunda Secretaria solicitou 662 vistos para viagens de deputados e parentes que têm o documento especial. Desses, 577 foram para "turismo". Apenas 69 cumpriam o objetivo de missão oficial, a trabalho. O balanço da Câmara mostra que cerca de 360 passaportes diplomáticos foram emitidos nestes últimos dois anos. Esse número é parcial porque atinge metade do mandato do deputado. Desde de que assume, o parlamentar já tem direito a solicitar o documento especial para ele e seus parentes. De acordo com os dados, pelo menos 125 passaportes foram emitidos para filhos e 110 para cônjuges. O registro da Segunda Secretaria mostra que, no dia 21 de dezembro do ano passado, o deputado Carlos Leréia (PSDB-GO) mandou o ofício 250/2010 pedindo passaporte diplomático e visto para ele, a mulher e três filhos viajarem para Miami. O período do passeio, segundo o documento, seria de 3 a 17 de janeiro deste ano, no recesso parlamentar. Um requerimento em nome do deputado Décio Lima (PT-SC) pede passaporte diplomático e visto para ele e sua mulher irem a Las Vegas, cidade famosa pelos cassinos, entre 10 e 25 de janeiro. Em 2 de junho de 2009, Alexandre dos Santos (PMDB-RJ) pediu o documento especial para ele e sua mulher. Naquele ano, usaram o documento para viajar a turismo para Dubai (Emirados Árabes) e Nova York (EUA). O deputado Charles Lucena (PTB-PE), sua mulher e mais três filhos pediram o passaporte diplomático para passear em Miami em julho de 2009.

Em julho de 2010, a Segunda Secretaria providenciou passaportes diplomáticos para dois filhos de Ratinho Júnior (PSC-PR) viajarem a "turismo", segundo a Câmara, para Miami.

Lei. A legislação da emissão de passaporte diplomático é vinculada ao decreto 5.978/2006. Os membros do Congresso e seus "dependentes" têm direito ao documento. Segundo o Itamaraty, se enquadram nesse perfil "cônjuge ou companheiro, filhos, inclusive os enteados, até 21 anos de idade ou, se estudante, até 24 anos ou, se inválido, de qualquer idade". O Estado procurou, mas não localizou os deputados citados na reportagem. Senado. O Senado informou que requereu ao Itamaraty nos últimos dois anos a emissão de "70 a 80" passaportes especiais. O total de documentos diplomáticos solicitados pela Casa anualmente ou nos últimos oito anos é mantido em sigilo. No início de cada legislatura o Itamaraty recebe o pedido de emissão de passaportes especiais para os 81 senadores, antes mesmo deles requererem o benefício. Colaborou Rosa Costa 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

MINISTRO DO DESVIO E TURISMO SEXUAL

Pedro Novais promete ‘seriedade e consciência pública’ à frente do Turismo

por Rodrigo Alvares



Vannilldo Mendes, da Sucursal de Brasília

O novo ministro do Turismo, Pedro Novais, tomou posse há pouco no cargo e, em discurso emocionado, em que considerou o convite da presidente Dilma a maior “honraria” de sua vida, ele lamentou que a alegria do convite tenha se misturado com a “indignação diante da campanha sórdida, à base de calúnias e ignomínias, lançada contra ele”. O novo ministro se referia a denúncia publicada no jornal O Estado de S.Paulo, segundo a qual Novais pediu ressarcimento à Câmara dos Deputados de uma nota fiscal no valor de R$ 2.156,00, por uma festa em motel em São Luís, no Maranhão. Embora tenha admitido a apresentação da nota para obter o reembolso, Novais afirmou que reconhecia o erro e, depois, devolveu o valor aos cofres públicos.

Novais mostrou ‘indignação diante da campanha sórdida, lançada contra ele’. Foto: Wilson Pedrosa/AE

Por causa da denúncia, o nome de Novais para comandar a pasta do Turismo ficou em suspenso até o dia da nomeação, confirmada devido ao apoio maciço do PMDB. Participaram hoje da transmissão do cargo a Novais, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB/SP), o presidente do Senado, José Sarney, (PMDB/AP) e outros caciques do partidos.

Novais prometeu “seriedade e consciência pública” à frente do cargo e listou as prioridades de sua administração. Entre elas, eliminar “as áreas críticas” da Pasta por onde escoam verbas públicas de forma irregular, como, por exemplo, a promoção de “festas, eventos e folguedos” com recursos de emendas parlamentares. Ele anunciou também a implantação do Plano Nacional de Turismo para o triênio 2011-2014 e foco nas providências voltadas para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.