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sexta-feira, 12 de abril de 2013

A ELEITORA E OS SANTINHOS DOS POLÍTICOS PORCOS EM S. JOSÉ DOS CAMPOS/SP



 

Suellen FernandesDo G1 Vale do Paraíba e Regiãos
Panfletos de candidatos espalhados pelas ruas de São José dos Campos (Foto: Arthur Costa/ G1)Panfletos de candidatos espalhados pelas ruas de São José dos Campos no primeiro turno das eleições em outubro do ano passado. (Foto: Arthur Costa/G1)
Uma eleitora, de 51 anos, que fraturou o fêmur após escorregar em panfletos de candidatos nas últimas eleições em São José dos Campos, no interior de São Paulo, pediu R$ 432 mil em indenização a 12 candidatos e oito partidos, incluindo o prefeito Carlinhos Almeida (PT) e o então candidato Alexandre Blanco (PSDB). Ela caiu em uma rua do bairro Vista Verde, no dia das eleições municipais. As imagens do atendimento à vítima foram incorporadas ao processo e cedidas aoG1 pelo advogado da vítima (veja acima).

Na ação, que reclama danos morais e estéticos, são citados os partidos PSDB, PT, PMDB,PPDEMPSBPTB e PV, além de candidatos derrotados a Câmara e ao Paço - todos supostamente envolvidos no incidente, que aconteceu no último dia 7 de outubro.
A identificação foi feita por meio dos santinhos encontrados no local no momento em que aconteceu a queda, perto da escola Walter Fortunato, ponto de votação da vítima. Jogar santinho e panfletos nas vias públicas é crime eleitoral.

O processo foi protocolado no último dia 26 de fevereiro e distribuída no último dia 5 de março para a 4ª Vara Cível de São José dos Campos. As partes estão sendo citadas pela Justiça. O pedido é de R$ 211.536 por danos morais e 220.889,76  por danos estéticos.
Após cair, a eleitora teve que ser submetida a uma cirurgia e teve sequelas. Ela não conseguiu votar por conta do ocorrido. "A minha cliente fraturou o fêmur, passou por cirurgia e até hoje tem sequelas. Os ossos não se alinharam e ela anda hoje com juda de bengala ou andador", disse o advogado Wagner Silva Carreiro, ao G1.
De acordo com o defensor da vítima, a ação tem mais do que um cárater indenizatório. "É uma ação educativa e punitiva, que deve servir de exemplo para que situações como essa não aconteçam mais. Tanta gente já caiu e se machucou, teve gente que até morreu no interior de São Paulo depois de cair", afirmou Carreiro.
Outro lado
O presidente do PV em São José dos Campos, André Miragaia, foi procurado e informou que orientou os candidatos e cabos eleitorais antes das eleições para que não espalhassem santinhos pelo chão. "Obviamente que alguém pode ter jogado, mas pelos locais onde passei não vi nada nesse sentido. Isso inclusive foi objeto de várias reuniões do partido", assegurou aoG1.
O presidente do DEM, Jorley Amaral, nega a responsabilidade pelo incidente. "Existe uma determinação para que não se jogue mais panfeltos e nós como partido compactuamos com isso. Não praticamos isso há pelo menos três eleições e por isso negamos qualquer responsabilidade pelo ocorrido", afirmou.
PSDB informou, por meio de assessoria de imprensa, que ainda não foi notificado e que, portanto, não iria se manifestar. A direção do partido também afirmou o compromisso de não jogar santinhos no chão no dia da eleição.
O presidente local do PTB, João das Mercês Almeida 'Tampão', foi procurado pela reportagem por telefone, mas não retornou a ligação. O presidente do PMDB, Marcio Coppio, está em viagem ao exterior, mas o partido informou que houve uma orientação para que os cabos eleitorais não soltassem materiais gráficos nas ruas durante o pleito.
O presidente do diretório do PT na cidade,  João Gilberto Ribeiro, afirmou que a orientação aos candidatos era o acordado na promessa de uma campanha limpa. "Oficialmente não fomos notificados da ação, mas orientamos para que os panfletos não fossem jogados", disse.
O coordenador regional do PSB no Vale do Paraíba, Gilberto Lira, também reafirmou o compromisso do partido em não jogar santinhos nas vias. "A orientação é essa, mas nós não nos responsabilizamos se determinado candidato orientou seus cabos eleitorais a fazer essa ação", explicou.Até a publicação desta reportagem, o G1 não localizou o presidente do PP no município.

http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2013/04/eleitora-pede-indenizacao-de-r-432-mil-politicos-em-sao-jose.html

domingo, 2 de outubro de 2011

VÍTIMAS DO HOSPITAL MUNICIPAL DE S. JOSÉ DOS CAMPOS/SP., TEM MUITO MAIS...!!!


NOSSA REGIÃO
Jornal O VALE
October 2, 2011 - 04:02

SPDM: 7 ações de erro médico

Hospital Municipal
Arquivo O VALE
Processos foram ajuizados entre 2009 e o último mês de setembro; pedidos de indenização vão de R$ 1.000 a R$ 172 mil
Xandu Alves
São José dos Campos

Responsável pela administração do Hospital Municipal de São José dos Campos, a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) responde a sete processos na Justiça por supostos erros médicos cometidos por profissionais da unidade.

Ajuizadas entre 2009 e setembro deste ano, as ações reivindicam R$ 420 mil em indenizações. Ainda não houve sentença em nenhum dos processos.

Os casos relatam pacientes que teriam sofrido queimaduras em cirurgias no hospital e que teriam tido pedaços de vidro e de uma broca “esquecidos” dentro do corpo, provocando infecções e dores.

“Por causa das queimaduras, o paciente ficou quase um ano sem poder trabalhar, causando sérios transtornos em sua vida”, contou a advogada de um dos reclamantes. O nome deles foi omitido para preservar a identidade.

Em outro caso, um motociclista passou por uma cirurgia na perna e, de acordo com o advogado, os profissionais que o atenderam “esqueceram” o pedaço quebrado de uma broca cirúrgica na perna dele.

“Após ter alta, ele voltou várias vezes ao hospital para acabar com a dor que sentia e ninguém achava a causa, até que um médico mais cuidadoso pediu uma radiografia e descobriu”, disse o defensor.

A advogada de uma outra paciente relatou que a mulher sofreu um acidente e ficou com pedaços de vidro no rosto. Um deles, do tamanho de uma bola de gude, teria sido “esquecido” pela equipe do hospital. “Ela teve muitas dores e uma cicatriz no rosto depois que o vidro foi finalmente retirado. Como fica a vida dela agora”, questionou.

De acordo com os advogados, os pacientes tiveram dificuldades em retomar o trabalho e a vida social, o que justificaria os pedidos de indenização. Os valores oscilam entre R$ 1.000 e R$ 172 mil.

“Um erro médico pode ocorrer. Ele não está isento de cometer um deslize. O que não pode é o paciente reclamar de uma dor em razão desse erro e ninguém resolver o problema”, disse um dos advogados.

Outro lado. A Secretaria de Saúde informou que todos as reclamações referentes ao HM geram um processo administrativo para a apuração das causas e eventuais responsáveis.

Contratada em 2006, a SPDM teve o contrato renovado e administrará o hospital até 2015.

Prefeitura afirma apurar todas as reclamações contra o HMSão José dos Campos

A Secretaria de Saúde informou que todas as reclamações que envolvem o Hospital Municipal e seus profissionais são apuradas através de um processo administrativo interno, mesmo que não acabem na Justiça.

A medida é usada para descobrir o que aconteceu em cada caso, o eventual problema que possa ter sido causado no paciente e a responsabilidade dos envolvidos.

Segundo o médico Danilo Stanzani, secretário de Saúde de São José, a maior parte dos casos que acabam na Justiça terminam em arquivamento.

“Muitas vezes, o que o paciente acha que é um erro é uma consequência do tratamento, levando a Justiça a absolver os profissionais com muita frequência”, disse.
Nos casos que envolvem o Hospital Municipal, Stanzani informou que a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) é responsável por assumir a defesa da unidade, que administra desde 2006. Para tanto, a organização social conta com a assessoria de um escritório de advocacia.

Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Assuntos Jurídicos de São José informou que a responsabilidade pelos casos é da SPDM. Mesmo nas ações sentenciadas em favor do reclamante, a indenização é paga pela organização. A SPDM ão se manifestou sobre o assunto.

SAIBA MAIS

Processos
Sete ações abertas na Justiça reivindicam indenizações por supostos erros médicos cometidos no Hospital Municipal

Indenização
Somado, o valor das ações chega a R$ 420 mil. Os processos vão de R$ 1.000 a R$ 172 mil

Casos
Há reclamações de pacientes que teriam sido queimados durante cirurgias até materiais “esquecidos” em doentes