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sábado, 1 de dezembro de 2012

ROSE: COMEÇOU A " FEDER"


Investigação

Rosemary queria ajuda de Dirceu para nomear Vieira

E-mails interceptados pela PF demonstram que Rose queria que Dirceu influenciasse Dilma, então ministra-chefe da Casa Civil, na escolha de Vieira

Rosemary Nóvoa de Noronha: ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo
Rosemary Nóvoa de Noronha: ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo (Jorge Araujo/Folhapress )
Uma sequência de e-mails interceptados pela Polícia Federal revela como a ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, usou a proximidade com o ex-ministro José Dirceu para emplacar a nomeação de Paulo Vieira como diretor da Agência Nacional de Águas (ANA). Rose queria que Dirceu, afastado do governo desde 2005 após o escândalo do mensalão, influenciasse a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na escolha de Vieira para o posto. Os documentos fazem parte do inquérito da Operação Porto Seguro, que desarticulou a organização que vendia pareceres técnicos de órgãos da administração pública.
"Surgirão agora em meados de abril duas vagas. Pelo que consegui observar, quem vai definir mais a questão é a Dilma. A pessoa que acho que consegue fazer esse pedido a ela, de forma eficaz, é o JD. Na minha opinião, um pedido pessoal seu ao JD, tratando a questão como de interesse pessoal seu, ganha muito mais força", sugere Paulo Vieira em e-mail de 25 de março de 2009. A demanda foi feita horas depois de Rose passar detalhes do cruzeiro que queria fazer com a família, com apresentação da dupla sertaneja Bruno e Marrone, e que seria custeada pelo grupo criminoso, segundo a PF.
Em outro e-mail, a ex-chefe de gabinete da Presidência garante que vai conversar com Dirceu sobre a indicação para a agência. Em 4 de agosto de 2009, Rose informa Paulo: "O JD me chamou para conversar. Vou lá hoje a tarde e te dou notícias". Em 10 de agosto, um novo e-mail: "Estou aguardando notícias do JD, mas acho que o melhor é a Dilma. Mais tarde te dou retorno".
Em uma hora, veio a resposta de Paulo Vieira, também por e-mail: "Sobre a ANA, também acho que a questão central é com a Dilma, fiquei muito animado com a possibilidade do JD falar sobre o assunto com ela. Qual a sua avaliação da questão até aqui? Fico por aqui. Abraço, Paulo". Segundo a PF, a troca de e-mails entre Vieira e Rose sobre a nomeação na ANA começou em março de 2009 e seguiu até novembro.
(Com Estadão Conteúdo)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

CASO ROSEMARY:- O "PR" SABIA DE TUDO? QUEM É O "PR"?


Ela mostra que se comunica com integrantes do governo e pede favores para a família

Publicado:
Atualizado:

Email de Rosemary para Paulo Vieira inteceptado pela PF
Foto: Reprodução
Email de Rosemary para Paulo Vieira inteceptado pela PFREPRODUÇÃO
SÃO PAULO - Um dos dez mil emails interceptados pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro mostra uma ligação próxima entre Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Rose, que foi secretária de Lula no governo, é acusada de tráfico de influência e de receber favores financeiros do grupo liderado pelo ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Rodrigues Vieira.
"Mandei uma notícia de última hora sobre a alta do PR e você não falou nada... Tenho falado com ele todos os dias; agora ele já está voltando à política e logo vou resolver se fico no gabinete", escreveu Rose em 29 de março deste ano.
No dia anterior, a equipe médica que tratou o câncer de Lula na garganta havia confirmado o desaparecimento do tumor.
Segundo interlocutores, Lula recebeu com surpresa e grande insatisfação aparticipação de Rosemary no suposto esquema que, segundo a PF, favorecia empresas e pessoas interessadas em obter vantagens ilícitas junto a órgãos federais e agências reguladoras.
— Eu me senti apunhalado pelas costas. Tenho muito orgulho do escritório da Presidência, onde eram feitos encontros com empresários para projetos de interesse do país — desabafou Lula, segundo gente com quem ele conversou.
Rose chama Lula de "PR", que significa presidente da República. Enquanto o ex-presidente fazia tratamento contra o câncer, sua ex-secretária passava por uma cirurgia no ouvido, supostamente custeada pelo grupo de Paulo Vieira. Em uma outra correspondência eletrônica, um irmão de Paulo, Marcelo, que também está preso, afirma que é preciso pagar R$ 7,5 mil pela cirurgia, além de R$ 5 mil por um armário.
A ex-secretária de Lula, demitida do governo no sábado depois de ser indiciada pela Polícia Federal, também mostra que se comunica com diversos integrantes do governo e pede favores para a família. Ela também cobra dinheiro de Paulo: "o Marcelo não me entregou os recursos combinados", escreve, em 28 de março.
Como Paulo Vieira tem interesse em uma rádio, Rose tenta acionar o secretário-executivo do Ministério das Comunicações Cezar Alvarez: "Hoje vou tentar falar com o Alvarez sobre a rádio... aguarde...", escreve Rosemary a Paulo.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

LULA BABÁ E SEUS INCONTÁVEIS " COMPANHEIROS"!!!


21/07/2011
 às 16:54 \ Direto ao Ponto

Lula capricha na pose de inocente enquanto trata de afastar-se do local do crime

Desde a descoberta da quadrilha em ação no Ministério dos Transportes, o ex-presidente Lula imita o punguista que capricha na pose de inocente enquanto se afasta da vítima para descer do ônibus no primeiro ponto. A expressão de culpado sem culpa não convence nem passageiros que estão cochilando. Até um bebê de colo sabe que a parceria com o PR é mais uma das incontáveis obras repulsivas que compõem a verdadeira herança maldita.
Foi Lula quem doou a Valdemar Costa Neto, ainda em 2002, o Ministério dos Transportes. Na infame reunião sigilosa que deu origem ao esquema do mensalão, o candidato ganhou o vice José Alencar em troca dos direitos de exploração da usina de contratos superfaturados e negociatas multimilionárias. Foi Lula quem descobriu, em 2004, que Alfredo Nascimento era o homem certo para o comando do território sem lei. Ficou tão satisfeito com a performance do ministro meliante que o reinstalou no cargo no segundo mandato e exigiu de Dilma Rousseff que ali o mantivesse.
Só agora, muitos dias depois de desbaratado o bando, o animador de auditório criou coragem para murmurar platitudes sobre mais um escândalo. Primeiro, balbuciou que a sucessora está agindo direito e mudou de assunto. Nesta quinta-feira, subiu o tom de voz dois ou três decibéis para fazer de conta que não tem nada com isso. ““Se as pessoas agirem com honestidade e com decência, todo mundo poderá ser absolvido”, recitou o Padroeiro dos Companheiros Pecadores. “Se cometeram erros, as pessoas devem ser punidas. Isso vale para a presidente Dilma, valia para mim e vale para qualquer um”.
O cinismo que jorra do palavrório é tão nauseante quanto previsível. Haja estômago para suportar um Lula discorrendo sobre honestidade e decência sem temer que um raio bíblico lhe caia sobre a cabeça. Mas nada tem de surpreendente ouvi-lo qualificar de “erros” os assaltos aos cofres públicos que se repetem em ritmo de Fórmula-1 há oito anos e meio, com as bênçãos do Planalto, e não têm data para terminar. Caso use as palavras certas ─ ladroagem, corrupção, roubalheira, fora o resto ─, Lula terá de admitir que nunca antes neste país um presidente da República juntou tantos bandidos no mesmo governo.
O Ministério dos Transportes é só mais um entre quase 40. O PR é apenas uma ramificação da imensa quadrilha federal.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

BANDIDAGEM NO PLANALTO, SALVO RARÍSSIMAS EXCEÇÕES...


07/07/2011
 às 20:11 \ Direto ao Ponto

Coluna do AUGUSTO NUNES
Revista VEJA

Nunca antes neste país os larápios federais roubaram tanto e tão descaradamente

“Não foi a corrupção que aumentou; o governo Lula é que tornou as investigações mais rigorosas e eficazes”, recomeça a balir o rebanho companheiro sempre que algum sacerdote da seita se junta à interminável procissão de escândalos. O mantra malandro foi destruído  de vez pela descoberta do milagre da multiplicação do patrimônio de Antonio Palocci e pelo desbaratamento da quadrilha em ação no Ministério dos Transportes. O estuprador de sigilo bancário que se converteu em traficante de influência não foi desmascarado por agentes da Polícia Federal, mas por  repórteres da Folha de S. Paulo. Os meliantes a serviço do PR foram identificados por jornalistas de VEJA, não pela Corregedoria Geral da União. Os órgãos de controle do governo não apuram nada. São coiteiros de delinquentes de estimação.
Nunca antes neste país os larápios federais roubaram tanto e tão descaradamente quanto nos últimos oito anos e meio, confirmam as revelações que precipitaram a troca do ministro Alfredo Nascimento por outro figurão do bando liderado pelo deputado federal Valdemar Costa Neto. Em junho de 2002, quando presidia o Partido Liberal, foi o parlamentar paulista quem celebrou o acordo com o PT que resultou na formação da dupla Lula e José Alencar, senador eleito pelo PL mineiro. As investigações sobre o escândalo do mensalão revelaram que o aluguel do partido custou R$10 milhões. Mais o Ministério dos Transportes, sabe-se agora.
Desde janeiro de 2003, Costa Neto administra pessoalmente a formidável cachoeira de contratos bandalhos. Hoje secretário-geral do Partido da República, nascido há cinco anos da fusão do PL com o Prona, o sócio do PT faz mais que indicar ministros: ele nomeia prepostos. O primeiro foi o mineiro Anderson Adauto. Teve de cair fora em março de 2004, três meses depois de denunciado à Procuradoria-Geral da República pelo então diretor-geral do DNIT, José Antonio da Silva Coutinho,  por ter desviado R$32,3 milhões de financiamentos concedidos para obras em estradas pelo Banco Mundial e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Oficialmente, Adauto pediu demissão para disputar a prefeitura de Uberaba. Eleito, confessou no ano seguinte, em depoimento à CPI que investigou o mensalão, que recebera dinheiro do onipresente Delúbio Soares para pagar a gastança da campanha. Hoje filiado ao PMDB e no fim do segundo mandato, o prefeito continua fazendo companhia a Costa Neto no processo em curso no Supremo Tribunal Federal. Embora sejam ambos mensaleiros juramentados, o deputado paulista mereceu mais espaço na denúncia do procurador Antonio Fernando Souza.
Um dos trechos afirma que, “ao longo dos anos de 2003 e 2004, os denunciados Valdemar Costa Neto, Jacinto Lamas e Antônio Lamas receberam aproximadamente dez milhões e oitocentos mil reais a título de propina. O acordo criminoso com os denunciados José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno e Sílvio Pereira foi acertado na época da campanha eleitoral para Presidência da República em 2002, quando o PL participou da chapa vencedora”.
Como o acordo criminoso incluiu o Ministério dos Transportes, Anderson Adauto foi substituído pelo prefeito reeleito de Manaus Alfredo Nascimento, que ficou no cargo até março de 2006, quando se candidatou ao Senado. Enquanto caçava votos, o baiano Paulo Sérgio Passos, secretário-executivo e militante do PR, tomou conta do gabinete que, em março de 2007, voltou a abrigar o senador eleito pelo Amazonas. Nascimento afastou-se de novo em abril de 2010, agora para fracassar como candidato a governador.  De novo, Passos virou ministro interino. Escolhido por Lula e nomeado por Dilma, Nascimento recuperou em 1º de janeiro de 2011 o emprego que perdeu de vez nesta quarta-feira.
Enquanto Passos mantém o gabinete em ordem, Costa Neto trata da escolha do novo ministro. Nesta quinta-feira, o PR comunicou à presidente Dilma Rousseff que o preferido é o senador Blairo Maggi. Quando ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc avisou que, “se deixarem, o Blairo Maggi planta soja até nos Andes”. Foi o senador por Mato Grosso quem indicou Luiz Antonio Pagot para a direção-geral do DNIT. Somados o prontuário do afilhado e a frase de Minc, pode-se deduzir que Blairo Maggi, sempre em parceria com Costa Neto, saberá tornar ainda mais verdejantes, produtivos e rentáveis todos os canteiros de obras públicas. O PR vai colher alguns bilhões a mais.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

GUSTAVO MORAIS PEREIRA, FILHO DO MINISTRO DOS TRANSPORTES E MÁGICO!!!


Escândalo nos Transportes

PSDB pede investigação sobre filho de Alfredo Nascimento

Oposição voltará à Procuradoria Geral da República para pedir ampliação de investigações sobre o ministro, após novas denúncias

Gabriel Castro
O PSDB vai entregar nesta quarta-feira à Procuradoria Geral da República (PGR) um acréscimo à representação que apresentou na terça-feira contra o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Com base em reportagem publicada no jornal O Globo, o partido agora pede que os procuradores incluam na investigação o filho do ministro, dono de uma empresa cujo patrimônio cresceu 86.500 % desde 2005.



O caso já é apurado pelo Ministério Público Federal no Amazonas. A Forma Construções, de propriedade de Gustavo Morais Pereira, tinha um capital de 60 mil reais em 2005. Seis anos depois, chegou aos 50 milhões de reais. Os procuradores investigam a relação entre a empresa do filho do ministro e a SC Transportes, companhia que recebeu recursos do Ministério dos Transportes e, por outro lado, repassou dinheiro à Forma Construções. A SC também doou recursos para a campanha eleitoral de Nascimento ao Senado em 2006.
O episódio é mais um desdobramento da reportagem de VEJA desta semana, que mostrou a existência de um amplo esquema de corrupção no Ministério dos Transportes. Nesta terça-feira, o PSDB e o PPS já haviam pedido à Procuradoria Geral da República uma investigação sobre o caso.
Revelações -  VEJA mostra que, no último dia 24, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com integrantes da cúpula do Ministério dos Transportes no Palácio do Planalto para reclamar das irregularidades na pasta. Ao lado das ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Miriam Belchior (Planejamento), ela se queixou dos aumentos sucessivos dos custos das obras em rodovias e ferrovias, criticou o descontrole nos aditivos realizados em contratos firmados com empreiteiras e mandou suspender o início de novos projetos.
Dilma disse que o Ministério dos Transportes está sem controle, que as obras estão com os preços “inflados” e anunciou uma intervenção na pasta comandada pelo PR — que cobra 4% de propina das empresas prestadoras de serviços.