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sexta-feira, 22 de julho de 2011

LULA BABÁ E SEUS INCONTÁVEIS " COMPANHEIROS"!!!


21/07/2011
 às 16:54 \ Direto ao Ponto

Lula capricha na pose de inocente enquanto trata de afastar-se do local do crime

Desde a descoberta da quadrilha em ação no Ministério dos Transportes, o ex-presidente Lula imita o punguista que capricha na pose de inocente enquanto se afasta da vítima para descer do ônibus no primeiro ponto. A expressão de culpado sem culpa não convence nem passageiros que estão cochilando. Até um bebê de colo sabe que a parceria com o PR é mais uma das incontáveis obras repulsivas que compõem a verdadeira herança maldita.
Foi Lula quem doou a Valdemar Costa Neto, ainda em 2002, o Ministério dos Transportes. Na infame reunião sigilosa que deu origem ao esquema do mensalão, o candidato ganhou o vice José Alencar em troca dos direitos de exploração da usina de contratos superfaturados e negociatas multimilionárias. Foi Lula quem descobriu, em 2004, que Alfredo Nascimento era o homem certo para o comando do território sem lei. Ficou tão satisfeito com a performance do ministro meliante que o reinstalou no cargo no segundo mandato e exigiu de Dilma Rousseff que ali o mantivesse.
Só agora, muitos dias depois de desbaratado o bando, o animador de auditório criou coragem para murmurar platitudes sobre mais um escândalo. Primeiro, balbuciou que a sucessora está agindo direito e mudou de assunto. Nesta quinta-feira, subiu o tom de voz dois ou três decibéis para fazer de conta que não tem nada com isso. ““Se as pessoas agirem com honestidade e com decência, todo mundo poderá ser absolvido”, recitou o Padroeiro dos Companheiros Pecadores. “Se cometeram erros, as pessoas devem ser punidas. Isso vale para a presidente Dilma, valia para mim e vale para qualquer um”.
O cinismo que jorra do palavrório é tão nauseante quanto previsível. Haja estômago para suportar um Lula discorrendo sobre honestidade e decência sem temer que um raio bíblico lhe caia sobre a cabeça. Mas nada tem de surpreendente ouvi-lo qualificar de “erros” os assaltos aos cofres públicos que se repetem em ritmo de Fórmula-1 há oito anos e meio, com as bênçãos do Planalto, e não têm data para terminar. Caso use as palavras certas ─ ladroagem, corrupção, roubalheira, fora o resto ─, Lula terá de admitir que nunca antes neste país um presidente da República juntou tantos bandidos no mesmo governo.
O Ministério dos Transportes é só mais um entre quase 40. O PR é apenas uma ramificação da imensa quadrilha federal.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Dilma determina ‘limpa geral’ no Ministério dos Transportes

sex, 15/07/11
por Cristiana Lôbo | G 1


A presidente Dilma Rousseff quer uma faxina geral nos quadros do ministério dos Transportes. A ordem foi dada ao  ministro dos Transportes, Paulo Passos, por telefone. Segundo fontes do Planalto, Dilma tomou conhecimento de novas denúncias envolvendo a pasta pelos jornais hoje e imediatamente telefonou para Paulo Passos. Por três vezes, a presidente repetiu: Quero um limpa geral!
Dilma e Passos tinham conversa prevista hoje no Planalto, por volta do 12h30. Neste horário, foi divulgada uma nota informando a decisão de demitir José Henrique Sadok de Sá, diretor executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Mais cedo, Dilma havia pedido a demissão imediata de Sadok e de Frederico Augusto de Oliveira Dias, que atuaria como assessor da diretoria-geral em reuniões  pelo país. A construtora da mulher de Sadok, a Araújo Ltda., aparece em reportagem do Estadão hoje como beneficiária direta de contratos para realizar obras.
Até o momento, a situação de Luiz Antonio Pagot continua pendente,  embora a tendência de Dilma seja mantê-lo fora, há quem avalie que seria uma punição injusta a demissão ao diretor do Dnit, que está em férias.
Também é pouco provável que Hideraldo Calderon permaneça no cargo. A avaliação feita no governo é a de que a influência de Valdemar da Costa Neto na pasta desencadeou as denúncias que derrubaram o ex-ministro Alfredo Nascimento e a cúpula dos Transportes. O próprio Alfredo Nascimento, quando voltou ao cargo no governo Dilma, já estaria agindo por influência de Costa Neto,  quando centralizou todas as decisões no seu gabinete envolvendo preços e obras.

domingo, 10 de julho de 2011

QUADRILHA NO PLANALTO

09/07/2011 às 22:06 \ Direto ao Ponto

Coluna do Augusto Nunes
Revista VEJA


A quadrilha que controla um ministério enriqueceu com obras do PAC

Até a descoberta da quadrilha comandada por chefões do PR, todas as obras do Ministério dos Transportes eram coisa do PAC. Um trecho de 20 metros da Ferrovia Norte-Sul ficou pronto? Três buracos de uma rodovia federal foram fechados? Uma pedra fundamental vai anunciar outra maravilha sem prazo para terminar? Desde janeiro de 2007, quando foi inventado o Programa de Aceleração do Crescimento, nenhuma dessas miudezas escapou do comício com muito foguetório e outra discurseira de Lula.

“O PAC é, sem dúvida nenhuma, o mais bem-elaborado programa de desenvolvimento que este país já produziu”, gabou-se em maio de 2008 num palanque em Cuiabá. Na maior constelação de canteiros de obras do universo, ensinou, atrasos não são sinais de incompetência, mas demonstrações de seriedade. “É importante que as coisas demorem, para serem bem-feitas”, caprichou. “Porque nós estamos cansados neste país de obras mal começadas e paralisadas a vida inteira”.

Mais espantoso ainda, a montagem e a administração do colosso dispensara a criação de um ministério com prédio próprio, ou a contratação de dezenas de executivos, centenas de especialistas, o homem do cafezinho e um porteiro. Bastara uma Dilma Rousseff. Foram suficientes o colo, os cuidados, as advertências e os ensinamentos da supergerente de país que tudo sabia, tudo anotava e tudo vigiava, armada de pitos, power points e telões.

As coisas mudaram dramaticamente com a aparição, na interminável procissão de patifarias, do andor com o escândalo de julho. Assim que se soube do bando criminoso chefiado por Valdemar Costa Neto e composto por vigaristas do PR, todas as obras na área de transportes foram devolvidas ao ministério. O Planalto não tem nada a dizer sobre obras, licitações e consultorias que sangraram impiedosamente verbas do PAC. Estradas federais agora são coisa do DNIT. Quem cuida de ferrovias é uma certa Valec. O PAC, hoje aos cuidados da madrasta Miriam Belchior, não tem nada a ver com obras do PAC que viram caso de polícia.

Além da queda do ministro Alfredo Nascimento, o escândalo da vez provocou abalos profundos em duas fraudes. A primeira é fingir que existe uma “base aliada” onde existe uma base alugada. O preço do PR, por exemplo, inclui o arrendamento do Ministério dos Transportes a um ajuntamento de larápios. O segundo embuste é fazer de conta que o PAC existe. Como se não fosse apenas a soma dos projetos tocados (ou não) por ministérios e estatais, sem vigilância nem controle por parte do Planalto.

Embora vexatória, admitir tal obviedade é a opção menos perigosa para Dilma Rousseff. Caso insista na pose de Mãe do PAC, a presidente será confrontada com duas hipóteses igualmente desmoralizantes. Se sabia da ladroagem que correu solta no Ministério, é cúmplice de muitos crimes. Se não sabia de nada, é tão incompetente quanto qualquer mãe que não sabe sequer o que o filho faz.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

RECUSOU CONVITE...

Blairo Maggi recusa convite para assumir Transportes

Senador teria avaliado que há impedimentos legais para aceitar cargo no ministério

08 de julho de 2011 | 18h 24

João Domingos, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - O senador Blairo Maggi (PR-MT) teria recusado o convite para assumir o Ministério dos Transportes. A reunião do Grupo André Maggi terminou por volta das 17 horas, em Cuiabá (MT), e a conclusão foi mesmo de que há conflito de interesse e impedimentos legais para que Maggi assuma a pasta. A informação já chegou à presidente Dilma Rousseff por meio de interlocutores.
Maggi continua magoado com os ministros Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) com a forma como eles agiram na crise do Ministério dos Transportes. 


BANDIDAGEM NO PLANALTO, SALVO RARÍSSIMAS EXCEÇÕES...


07/07/2011
 às 20:11 \ Direto ao Ponto

Coluna do AUGUSTO NUNES
Revista VEJA

Nunca antes neste país os larápios federais roubaram tanto e tão descaradamente

“Não foi a corrupção que aumentou; o governo Lula é que tornou as investigações mais rigorosas e eficazes”, recomeça a balir o rebanho companheiro sempre que algum sacerdote da seita se junta à interminável procissão de escândalos. O mantra malandro foi destruído  de vez pela descoberta do milagre da multiplicação do patrimônio de Antonio Palocci e pelo desbaratamento da quadrilha em ação no Ministério dos Transportes. O estuprador de sigilo bancário que se converteu em traficante de influência não foi desmascarado por agentes da Polícia Federal, mas por  repórteres da Folha de S. Paulo. Os meliantes a serviço do PR foram identificados por jornalistas de VEJA, não pela Corregedoria Geral da União. Os órgãos de controle do governo não apuram nada. São coiteiros de delinquentes de estimação.
Nunca antes neste país os larápios federais roubaram tanto e tão descaradamente quanto nos últimos oito anos e meio, confirmam as revelações que precipitaram a troca do ministro Alfredo Nascimento por outro figurão do bando liderado pelo deputado federal Valdemar Costa Neto. Em junho de 2002, quando presidia o Partido Liberal, foi o parlamentar paulista quem celebrou o acordo com o PT que resultou na formação da dupla Lula e José Alencar, senador eleito pelo PL mineiro. As investigações sobre o escândalo do mensalão revelaram que o aluguel do partido custou R$10 milhões. Mais o Ministério dos Transportes, sabe-se agora.
Desde janeiro de 2003, Costa Neto administra pessoalmente a formidável cachoeira de contratos bandalhos. Hoje secretário-geral do Partido da República, nascido há cinco anos da fusão do PL com o Prona, o sócio do PT faz mais que indicar ministros: ele nomeia prepostos. O primeiro foi o mineiro Anderson Adauto. Teve de cair fora em março de 2004, três meses depois de denunciado à Procuradoria-Geral da República pelo então diretor-geral do DNIT, José Antonio da Silva Coutinho,  por ter desviado R$32,3 milhões de financiamentos concedidos para obras em estradas pelo Banco Mundial e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Oficialmente, Adauto pediu demissão para disputar a prefeitura de Uberaba. Eleito, confessou no ano seguinte, em depoimento à CPI que investigou o mensalão, que recebera dinheiro do onipresente Delúbio Soares para pagar a gastança da campanha. Hoje filiado ao PMDB e no fim do segundo mandato, o prefeito continua fazendo companhia a Costa Neto no processo em curso no Supremo Tribunal Federal. Embora sejam ambos mensaleiros juramentados, o deputado paulista mereceu mais espaço na denúncia do procurador Antonio Fernando Souza.
Um dos trechos afirma que, “ao longo dos anos de 2003 e 2004, os denunciados Valdemar Costa Neto, Jacinto Lamas e Antônio Lamas receberam aproximadamente dez milhões e oitocentos mil reais a título de propina. O acordo criminoso com os denunciados José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno e Sílvio Pereira foi acertado na época da campanha eleitoral para Presidência da República em 2002, quando o PL participou da chapa vencedora”.
Como o acordo criminoso incluiu o Ministério dos Transportes, Anderson Adauto foi substituído pelo prefeito reeleito de Manaus Alfredo Nascimento, que ficou no cargo até março de 2006, quando se candidatou ao Senado. Enquanto caçava votos, o baiano Paulo Sérgio Passos, secretário-executivo e militante do PR, tomou conta do gabinete que, em março de 2007, voltou a abrigar o senador eleito pelo Amazonas. Nascimento afastou-se de novo em abril de 2010, agora para fracassar como candidato a governador.  De novo, Passos virou ministro interino. Escolhido por Lula e nomeado por Dilma, Nascimento recuperou em 1º de janeiro de 2011 o emprego que perdeu de vez nesta quarta-feira.
Enquanto Passos mantém o gabinete em ordem, Costa Neto trata da escolha do novo ministro. Nesta quinta-feira, o PR comunicou à presidente Dilma Rousseff que o preferido é o senador Blairo Maggi. Quando ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc avisou que, “se deixarem, o Blairo Maggi planta soja até nos Andes”. Foi o senador por Mato Grosso quem indicou Luiz Antonio Pagot para a direção-geral do DNIT. Somados o prontuário do afilhado e a frase de Minc, pode-se deduzir que Blairo Maggi, sempre em parceria com Costa Neto, saberá tornar ainda mais verdejantes, produtivos e rentáveis todos os canteiros de obras públicas. O PR vai colher alguns bilhões a mais.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

BANDIDOS OFICIAIS E O COFRE DO ERÁRIO PÚBLICO


06/07/2011
 às 18:16

Substituto será indicado pelo mesmo abscesso? Ou: Todas as cartas de demissão são ridículas

Todas as cartas de amor são ridículas, ensinou o mestre Fernando Pessoa, que escreveu, diga-se, algumas cartas de amor… ridículas! E todas as notas de demissão também são. Notem que sempre se tenta passar a impressão de que o sujeito está deixando o cargo por excesso de qualidades, não pela falta delas. Que o Ministério dos Transportes era o cofre-da-mãe-joana, ninguém duvida. Ainda que Nascimento seja inocente como os lírios do campo, imaginem o que não se deu lá desde quando comanda a pasta, no governo Lula… Ladrão ou incompetente, pouco importa, não serve para cuidar de um setor estratégico para o Brasil. A maior evidência disso é que a sua área é uma das que se destacam na crise da infraestrutura do país. E não vou deixar passar porque não é o caso: quando Dilma era a gerentona do governo Lula, o Ministério dos Transportes, objeto de atenção do tal PAC, estava sob a sua alçada.
É claro que não basta demitir Alfredo Nascimento. É preciso também investigar e punir os larápios. Agora virou moda dizer que os próprios sigilos estão à disposição. Podem ajudar aqui e ali, mas, em si, provam cada vez menos por uma razão puramente lógica. Os inocentes não costumam dominar os expedientes dos culpados, mas os culpados conhecem os expedientes que auxiliam os inocentes. Quem põe, de fato, o sigilo à disposição sem que a Justiça nem precise determinar a sua quebra, sabe que de tal mato não sai coelho. Não estou dizendo que Nascimento seja culpado; só estou afirmando que a quebra de sigilo, por si, não significa prova de honradez.
Método
A questão, agora, é saber que método será empregado para nomear seu substituto. Essa primeira chacoalhada nos Transportes certamente servirá para economizar alguns milhões de reais. Mas há duas questões essenciais: a) é preciso punir os bandidos que enfiaram as mãos nos cofres públicos; b) é preciso criar um método que impeça a continuidade da sem-vergonhice. Nesse caso, a primeira providência seria, sim, tirar o Ministério dos Transportes das mãos do PR. É evidente que, nesses anos, o partido criou, assim, uma hiperplasia só para cuidar desses assuntos. Ora, se a pasta ficar com esses patriotas, de onde aparecerá o nome para conduzi-la? Justamente do abscesso.
Dilma acomode o PR onde bem entender se considera vitais os votos do partido. Uma coisa é certa: caso mantenha o Ministério dos Transportes na cota desses patriotas, estará combatendo os corruptos, mas não a corrupção.
Por Reinaldo Azevedo