Mostrando postagens com marcador embraer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador embraer. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

EMBRAER, SUPER TUCANO E O ALUGA-SE!


Home
Jornal O VALE
February 27, 2013 - 19:57

Embraer vence contrato de defesa nos EUA

Super Tucano Foto: Divulgação
Super Tucano Foto: Divulgação
Empresa fornecerá 20 aeronaves de ataque leve para a Força Aérea dos Estados Unidos. Negócio está avaliado em US$ 427 milhões
Vivian Zwaricz
São José dos Campos

A Força Aérea dos Estados Unidos anunciou  a Embraer Defesa e Segurança como vencedora da concorrência avaliada em US$ 427 milhões para o fornecimento inicial de 20 aeronaves Super Tucano para o programa LAS (Light Air Support), ou apoio aéreo leve.
Há ainda a expectativa de compra de mais aeronaves, podendo chegar ao total de 55, em um contrato de até US$ 1,1 bilhão.
Essa é a segunda vez que a fabricante com sede em São José dos Campos é declarada vencedora.
Em janeiro de 2012, os Estados Unidos suspenderam a compra, em decisão motivada pela abertura de processo pela norte-americana Hawker Beechcraft, ‘rival’ da Embraer, excluída da disputa em novembro de 2011 por não atender exigências previstas.
As aeronaves serão fornecidas em parceria com a Sierra Nevada Corporation e utilizadas em missões de treinamento avançado em voo, reconhecimento aéreo e apoio aéreo tático, com finalidade de operar em missões de vigilância de fronteira e ataques contrainsurgência no Afeganistão e segurança nacional.
“Esta escolha confirma que o A-29 Super Tucano é a aeronave mais efetiva para as operações LAS. Estamos prontos para começar a trabalhar e honrados em poder apoiar o governo dos Estados Unidos e seus parceiros com a solução de melhor custo-benefício”, disse em nota Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança.
Além das 20 aeronaves, o contrato inclui equipamentos para treinamento de pilotos no solo, peças de reposição e apoio logístico. A aeronave selecionada para o programa LAS será construída em Jacksonville, Flórida.
“Nosso compromisso é avançar com a estratégia de investimentos nos Estados Unidos e entregar o Super Tucano no prazo esperado e conforme o orçamento contratado”, afirmou Aguiar.
A Embraer não informou quando será o início das entregas. Anteriormente, as primeiras entregas estavam previstas para o 3º  trimestre de 2014.

Concorrência. Com a vitória, a Embraer bateu um único adversário na concorrência, o AT-6, da norte-americana Hawker Beechcraft.
Fornecer equipamentos militares para os Estados Unidos não é uma tarefa fácil, transformando o Super Tucano da Embraer em ‘vitrine’ no mercado internacional.

Venda vira ‘vitrine’ internacional
São José dos Campos

Com a vitória na concorrência nos Estados Unidos, a Embraer entra no maior mercado de defesa do mundo.
Para Marcos José Barbieri Ferreira, pesquisador de indústria aeronáutica e defesa e professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a vitória consolida a fabricante como uma grande concorrente mundial.
“Essa venda mostra a qualidade e a competência que a Embraer tem. É uma grande vitória”, disse Barbieri.
Segundo ele, o Super Tucano deve ser visto, a partir de agora, como uma grande aeronave no mercado.
“Se tornará uma vitrine para outros países com toda a certeza. Isso é importante no cenário aeronáutico”, afirmou.
Segundo a Embraer, a aeronave está em operação em nove forças aéreas ao redor do mundo e, há mais de cinco anos, emprega armamentos inteligentes em missões operacionais reais.
Sr. Crítico, bom dia! E digo mais, quem está "comprando" estes aviões da Embraer é o próprio Brasil., explicando melhor, no "futuro" contrato da "compra" dos caças americanos, já estão embutidos as "gordurinhas extras", que são exatamente o valor dos Super Tucanos comprados pelo nosso LOCADOR., afinal como já dizia o mestre e mago Raul Seixas, este país está para ser alugado há muito tempo e o está sendo. Estão me enganando, mas eu NÃO GOSTO! Tomo a liberdade de colocar a letra da mensagem ALUGA-SE- "Aluga-se" é uma canção de autoria dos compositores brasileiros Raul Seixas e Cláudio Roberto Andrade de Azevedo. Foi gravada inicialmente por Raul, e lançada no seu disco Abre-te Sésamo, de 1980. "A solução pro nosso povo- Eu vou dá- Negócio bom assim- Ninguém nunca viu- Tá tudo pronto aqui- É só vim pegar- A solução é alugar o Brasil!...- Nós não vamo paga nada- Nós não vamo paga nada- É tudo free!- Tá na hora agora é free- Vamo embora- Dá lugar pros gringo entrar- Esse imóvel tá prá alugar- Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!...- Os estrangeiros- Eu sei que eles vão gostar- Tem o Atlântico- Tem vista pro mar- A Amazônia- É o jardim do quintal- E o dólar dele- Paga o nosso mingau...- Nós não vamo paga nada- Nós não vamo paga nada- É tudo free!- Tá na hora agora é free- Vamo embora- Dá lugar pros gringo entrar- Pois esse imóvel está prá alugar- Alugar! Ei!- Grande Solução!...- Nós não vamo paga nada- Nós não vamo paga nada- Agora é free!- Tá na hora é tudo free- Vamo embora- Dá lugar pros outro entrar- Pois esse imóvel tá prá alugar- Ah! Ah! Ah! Ah!- Nós não vamo paga nada- Nós não vamo paga nada- Agora é free!- Tá na hora é tudo free- Vamo embora- Dá lugar pros gringos entrar- Pois esse imóvel- Está prá alugar...- Está Prá Alugar Meu Deus!- Nós não vamo paga nada!- Nós não vamo paga nada!- É tudo free!- Vamo embora!- ACESSE:- http://letras.mus.br/raul-seixas/48296/
Comentado por Alvaro Pedro Neves Pereira, 28/02/2013 08:41
Será que a administração da Embraer não quer assumir o Brasil? Quem sabe esse país vá para frente! Agora....Lula se comparar a Lincon? Brincadeira! Perguntas: 1. Os filhos do Lincon compraram fazendas com dinheiro escuso? 2. Lincon comprou os parlamentares para aprovar leis contra o funcionalismo público? 3. Lincon tinha amantes sustentadas por esquemas fraudulentos? 4. No governo Lincon se frabricava dossiers contra os adversários? 5. No governo Lincon tentaram abafar a imprensa? 6. Lincon se achava Deus? 7. Lincon era analfabeto?
Comentado por Sombra, 28/02/2013 07:54
Parabens Embraer! O Super Tucano é comprovadamente a melhor opção independente de contrapartidas.Somos competentes é isso que importa!
Comentado por jedai2011, 28/02/2013 07:42
Valeu Alvaro!. Perfeito seus comentários para termos uma visão abrangente das notícias. Só assim para lermos as entrelinhas e ficarmos realmente informados do que se passa ao nosso redor!
Comentado por critico, 28/02/2013 03:14
A Embraer "ganha" lá e o EUA "ganham" aqui a licitação brasileira com a mais nova modificação de seu principal caça, o F\A-18E\F Super Hornet. A decisão de renovar a frota de aviões militares do Brasil já foi tomada há pelo menos 15 anos. Segundo o relatório do instituto internacional de pesquisas estratégicas, The Military Balance, a Força Aérea brasileira possui 18 caças franceses do modelo Mirage F-103E (14 deles do tipo Mirage IIIE), 47 caças norte-americanos do modelo F-5E\B\F, mais de 50 caças-bombardeiros do modelo AMX (projeto conjunto do Brasil com a Itália), e cerca de 100 caças-bombardeiros leves do modelo Super Tucano para treinos, projetadas e construídas no Brasil. Muitas dessas aeronaves, em função da idade, do uso extensivo e da desatualização técnica encontram-se praticamente inutilizadas. É dando que se recebe$$$!!!
Comentado por Alvaro Pedro Neves Pereira, 27/02/2013 21:23
Parabéns EMBRAER o super tucano é o melhor nesta categoria.
Comentado por JoeldeOliveira, 27/02/2013 20:21
O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
É expressamente proibida a postagem de comentários discriminatórios, racistas, que ofendam a imagem ou a moral ou que desrespeitem a legislação em vigor. Informamos que seu IP e seus dados serão fornecidos à Justiça, caso seja requisitado por autoridade legal.

sábado, 14 de julho de 2012

EMBRAER, O SUPER TUCANO E A REDUÇÃO NA CARTEIRA DE PEDIDOS FIRMES


NOSSA REGIÃO
Jornal O VALE
July 14, 2012 - 20:29

Embraer tem redução de 12% em sua carteira de pedidos

Linha de produção da Embraer - Foto: Claudio Capucho
Linha de produção da Embraer - Foto: Claudio Capucho
Encomendas somaram US$ 12,9 bilhões ao final de junho contra U$ 14,7 bilhões previstos no balanço do primeiro trimestre
São José dos Campos

A Embraer, de São José dos Campos, enfrenta turbulências com a sua carteira de pedidos firmes de aeronaves, que foi reduzida.
Ao final de junho, a fabricante informou que as suas encomendas firmes somavam US$ 12,9 bilhões, com 200 pedidos.
Esse valor teve uma redução de 12% em relação ao informado pela empresa no balanço do primeiro trimestre do ano, quando sua carteira era de US$ 14,7 bilhões.
Em relação ao valor da carteira no início do ano, de US$ 15,4 bilhões, a redução foi de 16%.
Embora tenha despachado 13 aviões a mais no primeiro semestre em relação ao do ano anterior, a empresa enfrenta dificuldades em ampliar a carteira. Ou seja, não estaria efetivando vendas, segundo análise de especialistas do mercado.

Balanço. O balanço de entrega de aeronaves divulgado esta semana pela fabricante informa que foram despachadas no primeiro semestre 56 aeronaves para a aviação comercial e 33 para a aviação executiva e que sua carteira de encomendas firmes somava US$ 12,9 bilhões.
Os dados do balanço provocaram uma baixa de 7,66% na ações da empresa na Bolsa de Valores de São Paulo, comercializadas na última quarta-feira a R$ 7,66.
Ontem, o JPMorgan reduziu o preço-alvo para a ação da fabricante de aviões, mas a recomendação foi mantida em ‘compra’ após a queda considerada excessiva do papel nesta semana.
Analistas avaliam que a demanda por jatos comerciais é menor e que por aviões executivos é fraca, o que pode afetar as vendas.

Alta. Após baixa no meio da semana, os papéis da fabricante brasileira voltaram a subir ontem na Bovespa.
Ao final do pregão da Bovespa, os papéis da Embraer registram alta de 2,13% e valiam R$ 12,47.
A queda da carteira de encomendas firmes levou o JPMorgan a reduzir a previsão de entregas de aeronaves comerciais pela Embraer em 2013 e 2014 para 90 e 80 unidades, respectivamente. A estimativa anterior era de 110 e 95 aviões.

Crise. Na avaliação dos analistas de mercado, a Embraer precisará de novas encomendas para assegurar os níveis de entregas projetados para os próximos dois anos.
O economista Marcos Barbieri Ferreira, da Unicamp (Universidade de Campinas), disse que é preciso fazer uma análise mais detalhada para saber os fatores que provocaram a queda das vendas da fabricante joseense.
“A crise da economia internacional pode ser um, mas não o único”, afirmou.
A empresa não comenta o assunto. Entretanto, a Embraer trabalha com a expectativa de efetuar vendas de jatos comerciais durante o segundo semestre para os Estados Unidos, seu principal mercado.
Em entrevista recente à imprensa norte-americana, o presidente da companhia, Frederico Curado, aposta que a campanha comercial da empresa no segundo semestre nos Estados Unidos deve ser positiva para a empresa.

Acordo com Boeing ajuda na licitação dos EUA
São José dos Campos

O acordo de parceria fechado pela Embraer com a gigante norte-americana Boeing para o programa do A-29 Super Tucano fortalecerá a participação da fabricante brasileira na concorrência da Força Aérea dos Estados Unidos.
A campanha da Embraer é para vender 20 Super Tucano para Força Aérea dos Estados Unidos, que serão repassados para o Afeganistão para missões de contra-insurgência.
O anúncio, divulgado nesta semana na Feira Internacional de Aviação de Farnbourgh, na Inglaterra, fortalece a competitividade do Super Tucano.
A Boeing vai fornecer sistemas de armamentos de última geração tecnológica para a aeronave.
“É uma parceria importante, porque pode ser uma vitrine importante para o Super Tucano no mercado mundial”, disse Expedito Bastos, especialista em assuntos militares da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora).

Cooperação. Em junho, Embraer e Boeing assinaram acordo de cooperação para programa do KC-390, avião cargueiro em fase de desenvolvimento pela fabricante brasileira.
O acordo prevê compartilhamento de conhecimento e para a venda de aeronaves.
Independente do que ocorreu na Colômbia com o Super Tucano A-29 , se foi ou não abatido pelas FARC (*), esta aeronave é considerada uma das melhores já desenvolvida na mundo, apesar de estarem tentando copiar a mesma, pois neste ramo, a espionagem industrial é pesada e indecorosa. O governo colombiano nega o abate e alega que o técnico Óscar Raúl Castillo Moncaleano e o tenente Andrés Serrano Lemus tinham mais de sete anos de experiência., O Ministério da Defesa da Colômbia continua as investigações, descartando na data de hoje que os tripulantes tinham sinais de balas e que a morte foi causada por politraumatismo. (*) Com estas declarações fica sem piso as alegações das FARC. FARC DERRUBA SUPERTUCANO NA COLÔMBIA http://movimentobrasileirosunidos.blogspot.com.br/2012/07/farc-derruba-supertucano-na-colombia.html
Comentado por Alvaro Pedro Neves Pereira, 14/07/2012 09:38

domingo, 8 de abril de 2012

AVIÕES: COMPRE UM. LEIA!


Venda de aviões privados cresce no país mirando novo tipo de público

Número de aviões privados saltou 32% em 5 anos no país, segundo Anac.
Monomotores são vendidos por até R$ 200 mil; jatos chegam a R$ 5 milhões.

Tahiane StocheroDo G1, em São Paulo
23 comentários
Aos 40 anos, Carlos Kallas está fechando a compra do seu primeiro avião. O servidor público de Uberlândia (MG) tenta convencer a mulher – que tem medo de voar em aviões pequenos – que um Corisco, da Embraer, será uma boa aquisição para a família.
“Vou fazer uso esporádico, só para pequenas viagens com a família para outros estados, pois tenho parentes no Paraná e em São Paulo e também para deslocamento para Belo Horizonte e outras cidades mineiras”, conta Kallas, que pretende contar com recursos de negócios da mulher e da família para a aquisição do bem.
Ele engrossa o grupo de novo tipo de clientela, como integrantes da classe média-alta, profissionais liberais e servidores públicos, que estão adquirindo seu próprio avião. Em quatro anos, o número de aeronaves particulares saltou 32% no país, passando de 6.472 em 2007 para 8.542 em 2011, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), movimentando o mercado de novos e usados.
aviação aviao (Foto: Arquivo Pessoal)Empresário Othon Ribeiro deixou de enfrentar filas em aeroportos ao adquirir sua aeronave pessoal (Foto: Arquivo Pessoal)
Nos últimos dois anos, o crescimento anual desse mercado chegou a mais de 9%, e ter sua própria aeronave deixou de ser uma exclusividade dos muito ricos.
A procura tem crescido principalmente entre profissionais liberais, como o médico capixaba Antonio Zelio de Almeida, de 67 anos – que importou dos Estados Unidos, em janeiro deste ano, um Cessna Skylander seminovo para poder se deslocar para cidades do interior doEspírito Santo, onde mantém consultório. Com custos de translado e nacionalização, a aeronave saiu por mais de R$ 280 mil, segundo ele.
“Eu gosto de voar. No início era só hobby, mas percebi a necessidade, devido à demora nos deslocamentos. De Vitória para pequenas cidades, como Alfredo Chaves, onde eu tenho consultório, levava 6 horas de carro. De avião dá apenas uma”, conta.
Sem dúvida foi um bom investimento. Ter o próprio avião foi uma facilidade"
Othon Ribeiro, empresário
“Notamos uma procura crescente por parte de advogados, médicos, consultores. É um tipo de profissional que alcançou um nível em que seus serviços estão espalhados e é necessário um deslocamento rápido para lugares que nem sempre contam com aviação regular”, diz Leonardo Fiuza, diretor comercial da TAM Aviação Executiva, representante da Cessna no Brasil.
“O mercado brasileiro amadureceu, percebendo que um avião privado não é mais para ostentação, mas uma necessidade, uma ferramenta de trabalho”, destaca Philipe Figueiredo, diretor de vendas da Líder Aviação, revendedora da Beechcraft.
A economia de tempo também justificou a compra no ano passado, pelo empresário paulista Othon Cesar Ribeiro, de um Cessna 206. Ele reclama das horas que perdia em aeroportos e da dependência dos horários dos voos comerciais para realizar as viagens e conseguir retornar para Jundiaí para ver a família. Gostou tanto que já renovou o modelo usado várias vezes desde a primeira aquisição.
“Eu precisava me deslocar para algumas cidades muitas vezes à noite, tendo que esperar quase o dia inteiro em um local, para conseguir estar em um compromisso no horário determinado e que era muito mais tarde. Também gastava horas no aeroporto e perdia muito tempo em deslocamento de carro, quando já podia estar no meu escritório, dando andamento ao trabalho”, afirma.
“Sem dúvida foi um bom investimento que eu fiz. Ter o próprio avião foi uma facilidade”, desabafa.

“Temos recebido muita demanda de clientes que buscam a primeira máquina para que possam fazer tudo o que tem de obrigações do trabalho durante a semana e visitar a família, ou fazer pequenas viagens, nos fins de semana”, diz José Eduardo Brandão, da Synerjet (ex-Ocean Air), revendedora no país da Bombardier, Augusta Westland e Pilatus.
helimarte (Foto: Tahiane Stochero/G1)Hangar alugado para jatos executivos está sempre
lotado no Campo de Marte, em São Paulo
(Foto: Tahiane Stochero/G1)
Custo
Mesmo indo além do nicho dos muito ricos, ter um avião particular, no entanto, ainda não é para todos. Atualmente, é possível comprar um monomotor seminovo com cerca de R$ 500 mil – modelos da década de 1980 saem por até R$ 200 mil.
Já os jatos custam mais caro, passando dos US$ 4 milhões (R$ 7,3 milhões), e têm que ser importados por representantes credenciados pela fabricante. Ao final de 2010, o Brasil tinha 540 jatos executivos (4% da frota nacional), conforme a Associação Brasileira de Aviação Geral. Em 2011, o número saltou para 630.
O preço de uma aeronave varia conforme o ano de fabricação, quantidade de horas de voo e situação dos componentes. Se o uso não é continuo, um monomotor (como os Cessna, Beechcraft Bonanza e Embraer Corisco) pode ser a opção. Com velocidades entre 380 km/h e 600 km/h e autonomia de voo que chega a 4 horas e 30 minutos, estão disponíveis no mercado nacional por entre R$ 200 mil a R$ 800 mil, dependendo do ano de fabricação.
Já os bimotores (como Baron, Seneca e alguns modelos da Cessna) podem ser encontrados por desde R$ 360 mil até R$ 1,8 milhão. Possuem sistemas mais complexos e são mais flexíveis para viagens noturnas ou sobrevoo com segurança sobre regiões distantes.
Os mais vendidos*
Monomotores (novos)
Cessna SkycatcherR$ 273.700 mil
Cessna SkyhawkR$ 519.800
Cessna Skylane (182T)R$ 726.900
Beechcraft BonanzaR$ 1.479.000
Jatos (novos)
CaravanR$ 3,5 milhões a
R$ 4,14 milhões
Citation MustangR$ 5,6 milhões
Citation M2R$ 7,67 milhões
Beechcraft King AirR$ 6,94 milhões
Embraer Phenom 100R$ 4,48 milhões
Embraer LegacyUS$ 54,8 milhões
Monomotores (seminovos)
TupiR$ 200 mil
CoriscoR$ 245 mil
BonanzaR$ 350 mil
SenecaR$ 913 mil a
R$ 1,5 milhão
BaronR$ 1,5 milhão
Cessna SkylaneR$ 690 mil
Jatos (seminovos)
Citation MustangR$ 4,56 milhões
* Preços repassados pelos fabricantes e revendedoras de usados. O valor dos seminovos varia conforme ano de fabricação, quantidade de horas de uso e conservação
 Na categoria dos jatos, o Learjet (da Bombardier), o Phenom 100 e o Legacy (da Embraer), o Citation Mustang e o Citation XLS (da Cessna) e o King Air (da Beechcraft) estão entre os mais adquiridos no país. São os preferidos por cantores e empresários devido à comodidade, maior número de assentos e autonomia que pode chegar a 19 horas de voo. Os preços variam entre US$ 3,6 milhões a US$ 30 milhões (R$ 6,59 milhões a R$ 54,6 milhões).
Com os altos custos, muitos optam por comprar um usado. Segundo Fiúza, da TAM, após a crise econômica mundial de 2008, o preço de seminovos caiu muito. Com um ano de uso, o avião pode custar 20% menos que um novo do mesmo modelo.
“Às vezes, optar por um que já foi usado aqui no país compensa”, diz o comerciante Kallas. “Eu consigo comprar aqui um Corisco por R$ 200 mil e o custo-benefício compensa. Ele não consome muito combustível e a manutenção também é pequena”.
Isso porque, além do preço da aeronave, é preciso levar em conta os gastos para mantê-la. “A escolha de qual aeronave você irá comprar depende de quanto você terá disponível para mantê-la e para quais necessidades irá usá-la”, afirma Fiuza.
Um jato novo de R$ 5 milhões exigirá um custo operacional fixo mensal de R$ 30 mil - despesas com piloto, gasolina, hangar. Já um monomotor seminovo de R$ 200 mil pode ser mantido em um hangar alugado por R$ 500 mensais e com manutenção a cada 200 horas de voo, que fica em R$ 2 mil cada.
Avião compartilhado
O arquiteto Nilton Carlos Chieppe, de 68 anos, presidente do Grupo Águia Branca no Espírito Santo, reduziu os custos dividindo a propriedade do monomotor Cessna Skylane 182, comprado em 2011. Ele divide, com o sócio, os custos do hangar e do piloto particular.
“Nunca deu problema em ter o avião compartilhado. Meu sócio pergunta se eu vou voar em tal data, se não vou, ele usa. Raramente dá algum confronto de datas e isso reduz o nosso custo. Os dois usam, não há conflito, funciona muito bem”, explica.
“A compra compartilhada pode ser uma opção inicial também quando alguém quer testar um avião ou verificar se ele atende seus objetivos para depois adquirir o seu próprio", explica Philipe Figueiredo, da Líder Aviação, representante dos jatos King Air e das marcas Bonanza e Baron no Brasil.
Compra da aeronave
A primeira recomendação dada por especialistas para quem deseja adquirir uma aeronave é procurar os revendedores oficiais ou empresas especializadas em consultoria, que poderão ajudá-lo a escolher o melhor modelo para suas necessidades. Uma das opções é comprar um novo direto da fábrica ou importar um seminovo dos Estados Unidos.
Alguns clientes preferem verificar pessoalmente a aeronave antes de importá-la, outros fecham o negócio após empresas credenciadas pela fabricante inspecioná-los nos Estados Unidos.
Custos fixos na operação de aeronaves
Hangar  - Preço varia conforme a cidade e a empresa. Em Vitória (ES), a mensalidade para um monomotor é de R$ 500. No Campo de Marte (SP), a mensalidade para jato é de R$ 18 mil e para monomotor, R$ 3 mil.
Gasolina - Monomotor com tanque para capacidade de 400 litros consome de 18 a 70 litros por hora. Um Corisco, por exemplo, consome 40 l/h voando a 240 km/h. Já um jato como o Skyland, consome 45 litros por hora e chega a velocidade de 260 km/h.
Manutenção - revisão da aeronave após 50 horas de voo, 200 horas de voo e anual. Cada uma delas fica em torno de R$ 2.500.
Seguro obrigatório (anual) -R$ 695.
Piloto - Hora de voo: R$ 150/hora (mínimo) para monomotor. Mensal: R$ 5 mil. Piloto de jato: R$ 10 mil a R$ 18 mil (mensal).
 Após a empresa idônea certificar a qualidade da aeronave há o fechamento da compra e o pagamento. O avião vem voando para o Brasil – com prefixo e piloto norte-americano. Mas, depois de pousar, não pode voltar a decolar sem que haja o desembaraço na Receita Federal e a regularização com a Anac.

Nesse processo, que dura até 45 dias, os maiores custos são com translado, impostos e com a nacionalização do modelo em uma oficina, para atender aos requisitos de aeronavegabilidade nacionais.
Fiuza, da TAM, estima que 25% do valor da aeronave será necessário para importá-lo - no caso de um monomotor Cessna, por exemplo.

Já Figueiredo, da Líder, disse ser necessário pelo menos 19% sob o valor para importar um monomotor Bonanza ou um jato King Air.
Já Phillip Costa, da AviõesNet, que trabalha com importação e venda de novos e usados no país, cota em 38% os custos para importar e nacionalizar um monomotor americano de US$ 100 mil. “Há os custos fixos de 10% de IPI e mais 18% de ICMS (no caso de São Paulo), seguro obrigatório para acidentes, translado, salário do piloto, tarifas com despachante e oficina. Em alguns casos, os custos de importação não compensam e fica mais barato comprar um já nacionalizado e usado por aqui”, diz.
O seguro do casco não é obrigatório e, normalmente, quem compra mono ou bimotores não faz, pois as seguradoras cobrem um período de até 25 anos após a fabricação.
tópicos: