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quarta-feira, 29 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
AINDA EXISTEM BRASILEIROS HONESTOS E COM VERGONHA NA CARA!
RUTH DE AQUINO
é colunista de ÉPOCA
raquino@edglobo.com.br
Estava ali, na poltrona 13 do ônibus que faz a rota Friburgo-Rio. Um celular esquecido pelo passageiro. Entre a poltrona e o vidro, havia algo mais. O motorista Joilson Chagas, de 31 anos, abriu o “pacote rústico” e tomou um susto. Nunca tinha visto tanto dinheiro junto: R$ 74.800. Não passou aos superiores. “É tentador. Nessa hora, nem nos colegas a gente confia.” Por sorte ou destino, Joilson conseguiu devolver tudo ao dono. “O dinheiro não era meu. É bom ficar com o que é nosso.”
Joilson levou o dinheiro de volta a Friburgo. Ao chegar ao ponto final, na Ponte da Saudade, avistou um senhor humilde chorando na porta da padaria. “Perdi um celular”, dizia ele, “deve ter sido no centro do Rio.” Joilson perguntou: “O celular é este?”. O senhor, agricultor de 80 anos, emocionou-se: “É esse mesmo. Não tinha mais nada no ônibus?”. Joilson disse que ele precisava explicar direitinho o que perdera. E ele falou: “Eram R$ 74.800 para pagar o transplante de minha filha, que não é coberto pelo SUS”. Joilson entregou o pacote e não aceitou recompensa. “O dinheiro estava contado para a cirurgia e para a passagem. Eu não podia aceitar nada”, ele me disse. “Também sou pai de família.”
A história de Joilson aconteceu no dia 19 de abril e correu mundo. No Facebook, ele recebeu mensagens da Holanda, da Espanha, dos Estados Unidos, do Japão. Foi a programas de televisão. Ganhou plaqueta da empresa elogiando seu ato. Foi homenageado na semana passada no Palácio Guanabara, do governo do Estado. Recebeu cartas de alunos da 2ª à 5ª série de uma escola do Rio, dizendo: “Motorista, foi lindo o que você fez, você foi meu herói”. Num dos envelopes, havia R$ 2 e um bilhete: “Desculpe não dar mais, era o que eu tinha no bolso”. Joilson treme a voz. Quer encontrar e beijar essas crianças. “O que eu fiz era para ser uma coisa normal. O ser humano é repleto de valores, mas não põe em prática.”
Ele começou a dirigir em transportadora quando tinha 18 anos. Concluiu o segundo grau. É casado, seu filho Gabriel tem 14 anos e sua mulher está grávida de cinco meses, de outro menino. Nas enxurradas em Friburgo, Joilson perdeu a casa, os móveis, e mora de favor na casa da irmã. A escola onde sua mulher era professora também foi levada pelas águas. Agora, ela costura. Joilson constrói uma nova casa. Trabalha 16 horas por dia como motorista, faz duas viagens de ida e volta no ônibus da Viação 1001, tem uma folga por semana. “Cai na segunda ou na terça.” O primeiro ônibus sai às 5h30 de Friburgo. Ganha R$ 1.000 líquidos por mês, mas paga R$ 500 ao pedreiro que ergue sua “casinha”. Joilson faz biscates de pintura: “A necessidade faz o sapo pular”.
Seu único bem hoje é uma “motinha”. Mas ele confia que “Deus está abrindo portas” e se preocupa com muita gente em Friburgo ainda abandonada em abrigos. Seu sonho é ter negócio próprio. Uma loja de autopeças. “Sempre vesti a camisa das empresas em que trabalhei, mas queria ter uma lojinha.” Depois da enchente, a empresa deu a ele “uma cama de solteiro para o filho, um guarda-roupa de três portas e um sofazinho”. Joilson gosta de diminutivos. Porque a vida sempre correu assim. Da casa para o trabalho, a estrada, os engarrafamentos, a paciência com passageiros mais estressados. A igreja e a beira do rio, onde pesca de anzol. “Meu lazer é ver televisão com a família comendo uma pipoquinha.”
A atitude de Joilson não lhe rendeu só alegria. Quando descansava no dormitório da empresa, alguns colegas jogaram seu crachá no vaso sanitário e escreveram na parede do banheiro “Chagas otário”. “Me chamaram ainda de babaca, palhaço, puxa-saco. Meu filho virou motivo de chacota no colégio. Mas não teve vergonha, sentiu orgulho de mim. A gente vive num mundo estranho. Perderam os valores”, diz.
Eu queria que Joilson pudesse estar na lista da ÉPOCA desta semana dos 40 brasileiros com menos de 40 anos que representam o futuro do país. “Educação hoje é uma coisa rara. Mas é tudo na vida. Tento passar para o meu filho. Fazer o bem faz bem. Acho que eu servi de exemplo para muitos políticos, muita gente.”
domingo, 24 de abril de 2011
POLÍTICOS BRASILEIROS AFIRMAM SABER COMO ALONGAR O PÊNIS ( PARÓDIA )
Se você é daqueles homens que, quando tiram a roupa, não ficam nada satisfeitos com o que encontram abaixo da linha da cintura, seus problemas acabaram! Pelo menos, é o que garantem os políticos brasileiros pesquisados em diversas partes do país, desde simples cargo de vereadores até o senado ou mais... E o melhor: sem a necessidade de qualquer intervenção cirúrgica no "dito cujo".
Como?
É fácil... contratando-se puxa-sacos e ASPONES aos montes que não têm outra função a não serem os de puxa-sacos, neste caso, sendo promovidos ou recebendo "um" por fora, tornam-se PP OU PC, traduzindo, puxa-pênis ou puxa-c....
Mas quem está esperando alguma molezinha, pode ir tirando o cavalinho da chuva. Esqueça aquela história de bombinha milagrosa, ou anel de sei lá o quê! Para ter ganhos efetivos é preciso, literalmente, suar a camisa e fazer com que seus ASPONES botem as mãos no ou na massa!!!
Testado em 109 parlamentares "mal-dotados", o método consiste em tracionar "as joias da família" (isso mesmo, é para puxar o dito cujo). O aumento vai depender da duração do exercício. Em homens que ficaram no estica e puxa por seis horas diárias, foi notado, após quatro meses, um crescimento de 1,8cm no bilau ereto.
Um número crescente de pessoas procura conselhos urológicos para o chamado pênis pequeno. Mas o fato é que, na maioria dos casos, o comprimento é normal. Os homens tendem a superestimar o tamanho fálico. O padrão é 4cm, quando flácido, e 7,5 cm (???), quando rígido, no entanto, cada um sabe bem o que quer para si., não será difícil convencer seus ASSESSORES a praticarem a masturbação alheia.
Coisas de cientistas políticos ou políticos cientistas brasileiros
Alguém se habilita?
( Paródia / FAKE )
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
BRASILEIROS, ALERTA!!!
21/12/2010 - 17:06 - Atualizado em 22/12/2010 - 15:56
10 razões para se indignar
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Uma pessoa indignada não é necessariamente raivosa. Indignar-se com a injustiça é estar alerta
Ruth de Aquino
Época
RUTH DE AQUINO
é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro
raquino@edglobo.com.br
Um pequeno livro, quase um panfleto, de 30 páginas, tornou-se a sensação literária na França neste Natal. O nome do autor, Stéphane Hessel, não explica o sucesso. Sua idade, 93 anos, muito menos. São dois os motivos para o livro sumir das prateleiras. O preço baixo, de € 3 (R$ 7). E o título provocativo, Indignez-vous (Fique indignado) . Por incitar os jovens ao não conformismo pacífico, Hessel virou uma celebridade pop. Lembra o candidato do PSOL à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, de 80 anos.
Hessel nasceu em Berlim, de pai judeu escritor e mãe pintora. Foi para Paris aos 7 anos de idade. Na Segunda Guerra Mundial, lutou na Resistência contra o nazismo. Ajudou a redigir a Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948. Suas causas hoje são o Estado palestino, o meio ambiente, os direitos dos imigrantes, a liberdade de imprensa e a batalha contra o mercado financeiro. “Meu fim não está muito longe”, escreve. “Desejo, a cada um de vocês, que tenham um motivo para se indignar. Isso é precioso.”
Uma pessoa indignada não é necessariamente raivosa. Indignar-se com a injustiça é estar alerta. “Os governos, por definição, não têm consciência”, escreveu o romancista Albert Camus, em 1954. Felizes são os homens e as mulheres que não aceitam passivamente os malfeitos dos governos e dos indivíduos. A indiferença nos faz menos humanos. A resignação pode nos tornar cúmplices.
Uma pessoa indignada não é necessariamente raivosa. Indignar-se com a injustiça é estar alerta
Reduzir a lista abaixo depende da vontade política da presidente eleita e da atitude pessoal de cada um de nós. Eis 10 razões para se indignar no Brasil:
* o número de analfabetos funcionais na oitava economia do mundo. Uma contradição provocada pela contínua falta de prioridade na educação fundamental e na qualidade da instrução;
* os absurdos privilégios dos deputados e senadores, que aprovam aumentos para si mesmos e, além do salário, dispõem de uma verba extra irreal. Com R$ 26 mil mensais, deveriam abrir mão das mordomias;
* a influência excessiva da Igreja sobre o Estado laico brasileiro. Em assuntos como células-tronco, controle da natalidade ou descriminalização do aborto, por que a religião se sobrepõe a razões de saúde e ciência? Que se respeitem a fé e os ditames do Vaticano como opções individuais, mas não como condutores de políticas públicas;
* a impunidade de assassinos confessos, como o jornalista Pimenta Neves. Com recursos em cascata permitidos por lei, quem tem dinheiro, prestígio e diploma se safa da prisão, mesmo depois de confessar crime hediondo e ser condenado por júri popular;
* a agressividade no trânsito, que torna o Brasil recordista em mortes em acidentes. O antropólogo Roberto Da Matta acaba de escrever um livro sobre isso: “Dirigir com cautela no Brasil significa ser barbeiro, bobo e idiota”. Acelerar para assustar pedestres, fechar o outro veículo, entrar na vaga alheia, bloquear os cruzamentos, xingar. Não é assim no exterior;
* a falta de educação da elite brasileira. Boa parcela de ricos desenvolve falta de educação associada à arrogância e à crença na impunidade. Joga lixo nas praias e da janela de carros importados, dá festanças ignorando a lei do silêncio, viola a legislação ambiental e sempre quer levar vantagem;
* os impostos escorchantes, que não resultam em benefício para a população carente. Cartéis punem o consumidor e tornam produtos e passagens aéreas no Brasil muito mais caros;
* a falta de sistema de saúde pública que dê dignidade a quem precisa e aos mais velhos. Gente morrendo em fila de hospital ou por falta de leitos e médicos é inaceitável. Quantas CPMFs o governo exigirá?;
* a falta de política de habitação decente para os mais pobres, mesmo com tantos prédios públicos vazios;
* a inexistência de transporte de massas, num país que fez opção equivocada pelo carro. Metrôs e trens, ligados a uma rede de ônibus sem ranço de máfias, deveriam transportar todas as classes sociais.
Indigne-se, mas não seja chato. Contribua para a mudança. Melhor ser um indignado otimista que um resignado deprimido. Boas festas.
Comentários
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Pio Barbosa Neto | CE / Fortaleza | 22/12/2010 21:29
Sob o signo da indignação
O ser humano só é capaz de ter a inteligência do mundo e comunicá-la quando se torna sujeito. Deve tornar-se cada vez mais crítico, mais atento à rigorosidade metódica de sua curiosidade, na sua aproximação aos objetos. Afinal, o que hoje nos leva a indignação? O que hoje nos move em direção à luta? O que restou de nossa veia revolucionária de outros tempos? Parece que bem pouco. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las. A nossa indignação é sempre localizada e, nessa medida, distorcida. Enumerar as razões que temos para indignar-se contra o que ora se estabelece no país envolve uma reflexão profunda acerca dos descaminhos pelos quais, percebemos a realidade do mundo que nos entedia e nos aflige. É preocupante saber que somos uma nação, onde casos de corrupção, pedofilia, violência doméstica, racismo, impunidade, estupros, colidem num espaço onde se vê o desmonte da ética, e o crescimento alarmante da marginalidade, além de crianças no tráfico, meninas prostituídas, jovens viciados, numa teia de morte que macula e enlameia o tecido social envolto em vestes de podridão e vergonha. O educador Paulo Freire afirmou que “uma educação crítica radical não pode jamais prescindir da percepção lúcida da mudança que revela a presença interveniente do ser humano no mundo”. São os sonhos, as utopias por que os homens e mulheres lutam que mudam o mundo e eles e elas se assumem como seres transformadores quando se tornam capazes de reconhecer a capacidade de adaptar-se à concretude para melhor operar. Ele frisa: ”adaptar-se sim, acomodar-se jamais”. Ele diz que há uma tensão dialética nas relações entre autoridade e liberdade. Autoridade não é autoritarismo, assim como liberdade não se confunde com “licenciosidade.” Mudar o mundo é tão difícil, mas é possível. Há fatores condicionantes para a imobilização, mas estes não são determinantes.


