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sábado, 7 de julho de 2012

VALDEMIRO SANTIAGO: ERA UMA VEZ...


Fora da Band?

Emissora depende dos milhões de apóstolo
Valdemiro Santiago, que comprou o horário da madrugada da Band no ano passado, está querendo se desfazer do negócio.
Sem condições de honrar o compromisso assumido com a emissora, andou procurando locatários de horários na televisão para repassar o espaço.
Valdemiro gasta por ano mais de 200 milhões de reais para bancar seu projeto midiático-religioso.
Por Lauro Jardim

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

REINTEGRAÇÃO: CENAS QUE NÃO QUEREMOS VER EM S. JOSÉ DOS CAMPOS/SP

A retirada de moradores que invadiram um terreno particular, no interior de São Paulo, terminou em confronto com a polícia. Cerca de duzentas famílias viviam na área, que virou uma favela, em Ribeirão Preto

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

"Mulheres Ricas": a pobreza de espírito em horário nobre (*)

Val Marchiori, Lydia Sayeg, Débora Rodrigues, Brunete Fraccaroli e Narcisa Tamborindeguy em fotos para o "Mulheres Ricas"

(*) Horário Nobre da Band
Audiência de 4,5 pontos











'Cansei de vê-la delirar', diz mulher do 'ex-marido' de Val Marchiori

São Paulo - Bastante nervosa, por telefone, Nylcéia Ulinski começa a conversa tentando esclarecer o que chama de "absurdo": "Segundo a mente criativa da Val Marchiori, ela e o meu marido viviam juntos desde 2003 e agora se separaram! Chega! Ela quer promoção? Que faça isso usando suas peças íntimas e não a minha família!”

Nessa terça-feira, por meio de sua assessoria de imprensa, a socialite Val Marchiori anunciou que tinha se separado de Evaldo Ulinski, dono do frigorífico Big Frango, com quem tem filhos gêmeos de seis anos. Val, que também é estrela do reality show "Mulheres Ricas" (com estréia prevista para janeiro de 2012 na Band), sempre chamou o empresário de marido em entrevistas, mas confirma que nunca foram casados no papel.
Foto: Arquivo pessoal
Nylcéia ao lado do marido, Evaldo Ulinski: 'O vínculo entre o meu marido e a Val Marchiori é somente as duas crianças nascidas fora do nosso casamento' | Foto: Arquivo pessoal
Após a “separação”, a socialite passou oito dias em Nova York, onde, segundo a própria, foi celebrar a nova fase solteira. "Foi bom enquanto durou! Estou em outro momento! Mas ele vai ser sempre o pai dos meus filhos! Este vínculo é pra sempre!!!", falou, por email, ao iG Gente.

“Sim, os filhos são dele”, confirma Nylcéia. “E ele visita as crianças a cada dez ou quinze dias. Acho importante eles terem algum tipo de orientação, já que carregam o mesmo sobrenome dos meus filhos.”

Diante da descoberta da infidelidade do marido, Nylcéia diz que sentiu “muita pena”: “Ele deveria ter calculado melhor o risco”. Segundo ela, porém, o affair não foi adiante: “O Evaldo fala que ela mente, que é estrategista, estampa gastos imoderados para escandalizar. E nunca houve ligação amorosa. Houve sexo e suas conseqüências”.

Qual a relação do seu marido, Evaldo Ulinski, com a Val Marchiori?
Nylcéia Ulinski: Estamos casados há 41 anos, temos três filhos (Evaldo Junior, de 40 anos, Fernanda, 38 anos e Francielle, de 33 anos) e 6 netos. Defendo meu casamento, minha história de vida.

Como você está se sentindo agora?
Nylcéia Ulinski: Indignada. Cansei de ver essa mulher delirar e me manter calada. As pessoas precisam saber a verdade, têm esse direito. Segundo a mente criativa da Val Marchiori, ela e o meu marido viviam juntos desde 2003 e agora se separaram! Chega! Ela quer promoção? Que faça isso usando suas peças íntimas e não a minha família!

E o que o Evaldo fala sobre as declarações da Val?
Nylcéia Ulinski: Que ela mente. Ela fala por exemplo que ele tem 64 anos. O Evaldo nasceu em 1944. Ela não sabe fazer conta? Diz que foi miss Paraná, que é casada, morou no exterior. Cada absurdo! A carreira empresarial dela se resume a uma sociedade em uma transportadora que colecionava protestos. Fala com orgulho da concessionária Kia que teve em Londrina, mas não revela que foi processada pela montadora. O Evaldo fala que ela é estrategista, estampa gastos imoderados para escandalizar.
Foto: Arquivo pessoal
Val com os filhos gêmeos | Foto: Arquivo pessoal
Mas ele e Val têm dois filhos, certo?
Nylcéia Ulinski: A Valdirene Marchiori passou o Natal e o Réveillon de 2005 na companhia de um empresário paulista, e estava em Miami durante o Carnaval. (Esses fatos foram notícia na coluna social da Folha de Londrina na época). Em seguida anunciou a gravidez. O Evaldo duvidou da paternidade e só reconheceu os filhos dela quase dois meses após o nascimento, e baseado no resultado do DNA. 

E como aconteceu a descoberta da paternidade?
Nylcéia Ulinski: Mesmo após o registro, o Evaldo manteve sigilo sobre o fato para poupar nossa família. Pressionado, acabou nos contando meses depois.

Como você reagiu?
Nylcéia Ulinski: Tive muita pena do Evaldo. Ele deveria ter calculado melhor o risco.

E ele convive com os filhos?
Nylcéia Ulinski: Sim, ele visita as crianças a cada dez ou quinze dias. Acho importante eles terem algum tipo de orientação, já que carregam o mesmo 
sobrenome dos meus filhos.

Ele se hospeda na casa da Val?
Nycéia Ulinski: Não. Normalmente ele vai a São Paulo e volta no mesmo dia. Preferimos assim.

Você conhece as crianças?
Nylcéia Ulinski: Não, acho desnecessário.

O seu marido paga pensão às crianças? Você sabe qual o valor?
Nycéia Ulinski: Paga, mas não quis saber o valor. Disse a ele que pagasse o suficiente. Não desperdiçamos dinheiro, sabemos o quanto custa ganhar.

Segundo uma matéria da revista Veja São Paulo (publicada em 18 de maio de 2011), o seu marido gasta cerca de R$ 200 mil por mês com a Val...
Nylcéia Ulinski: Isso é mentira. A Revista Veja São Paulo publicou em uma edição posterior, uma carta onde o Evaldo declara desconhecer essa afirmação, e a trata de leviana. Aquela matéria mostra que ela tem uma compreensão do mundo de uma forma muito especial. Tão singular que não imagino paralelo.

Foi o seu marido quem deu o apartamento de São Paulo para ela? (Val Marchiori mora em um apartamento de 920m2, avaliado em R$ 15 milhões, nos Jardins)
Nylcéia Ulinski: Não. Meu marido diz que o apartamento não é dela.

E ele deu alguma coisa, carro ou avião, por exemplo, para ela ou para os filhos?
Nylcéia Ulinski: Não, ele não deu nenhum bem a eles. Ela não tem avião. Ela paga fretamento e faz viagens internacionais com milhas.

Que tipo de relação o Evaldo e a Val ainda têm? Você acredita que ainda possa existir alguma ligação amorosa?
Nycéia Ulinski: Claro que não. Nunca houve ligação amorosa. Houve sexo e suas consequências. 

As informações são do IG

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

CQC - A DECADÊNCIA DE UM PROGRAMA DE TV


Custe o que custar, uma ova!

Lembro como se fosse ontem: 17 de março de 2008. Já passava das 22h quando nossos olhos se cruzaram pela primeira vez. Foi amor à primeira vista, pode acreditar. Eu vinha de uma série de relações breves, não conseguia me deixar levar por ninguém, e quando você apareceu... nossa, era o programa de humor, na televisão aberta, que estava esperando por toda minha vida (mentira, vivi um lance muito forte com a TV Pirata, mas sabe como são essas coisas do coração, né?).

Um humor corrosivo e de cara limpa, sem o apoio de bordões, de olho na pompa ridícula de políticos e celebridades, além de um pé no jornalismo no quadro sobre os desperdícios e desmandos do poder público. Ah, CQC, como eu te amei! Tanto sua bancada de três cabeças-línguas quanto seus comediantes-repórteres, cada um a seu jeito.

Foi um ano lindo, lua de mel e amendoim todas às segundas, e era gostoso a gente se encontrar, a risada rolava fácil, assunto não faltava. Então encontrei, exatamente nessa época, sua cabeça mais brilhante e fiquei encantado. Na entrevista que deu origem à matéria “Entende o mundo quem ri melhor”, Tas me disse coisas como: “Nós não podemos fazer o que estamos criticando, ou seja, denúncias vazias, explorar fatos de uma maneira exagerada, fazer perguntas que não são pertinentes. (...) Não queremos virar os justiceiros ou a patrulha da moral e dos bons costumes”. Eu, cego de paixão, acreditei.

O primeiro ano se passou, a segunda temporada entrou no ar e segui fiel. Algumas coisinhas começaram a me incomodar, mas achei que era implicância, imaturidade minha. Qual o problema de cada matéria vir precedida por um comercial interminável e engraçadinho com os próprios integrantes do programa? Que mal há em cortar a resposta do entrevistado deixando na edição final apenas a pergunta-polêmica do repórter? De qualquer forma, comecei a perder um episódio ou outro. Vejo depois na internet, dizia para os meus botões, sem querer aceitar que a gente estava se distanciando.





Aí, na terceira temporada em 2010, a coisa desandou de vez. Não adiantou colocar uma mulher entre os repórteres, quadros novos também não resolveram. A gente deixou de falar a mesma língua, simples assim, só que de vez em quando contemporizava: afirmando que o problema era comigo, não com você. Bobagem, o problema era com você sim.

Desacreditar políticos com piadas é a coisa mais fácil do mundo e garante repercussão entre cidadãos preguiçosos que acham que esse pessoal de Brasília é tudo igual. Bancar o machão com um assistente de subsecretário de cidade interior é sopinha no mel. Quero ver fazer piadas com empresas que patrocinam o programa (isso acontece com muita frequência nos Estados Unidos), quero ver um Proteste Já com o setor privado.

Para onde foi aquela acidez de tempos passados que puxava o tapete das celebridades, globais ou não? Quando todos ficaram famosos demais a ponto de tudo virar uma suruba de rasgações de seda?

Na época da eleição, então, a coisa piorou ainda mais. Marcelo Tas, o saudoso e espirituoso Ernesto Varela, foi mostrando facetas autoritárias, preconceituosas e parciais, tanto na TV quanto no twitter (‘para os meus amigos, babações de ovo ou o silêncio cúmplice; para os inimigos, a piadinha rasteira e a polêmica fogo de palha’). Só sei que meu coração se quebrou em mil pedacinhos e que minha mulher não quis recolhê-los porque disse que já tinha me avisado inúmeras vezes.

Segunda agora, anteontem, resolvi dar uma olhada no que estava acontecendo. Fazia um bom tempo que não assistia a um programa inteiro. Às vezes fugia de propósito, mas noutras esquecia completa e sinceramente. Sabia que as coisas por aí não andavam bem – audiência caindo, brigas internas, expulsão de um dos integrantes –, mas procurei assistir com amor no coração, respeitando a nossa história, saca? Não adiantou. Tudo estava diferente, sem graça, arrastado e moralmente flácido. Pensei que ficaria triste, tantos talentos se queimando desperdiçados, mas não senti nada. Nadinha. Um pouquinho de felicidade talvez, afinal agora poderia partir para outra de coração leve. E que o último a sair por aí apague a luz.
 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

CINEGRAFISTA DA BAND É ASSASSINADO NO RJ

Antes de morrer, cinegrafista alertou que PMs haviam sido vistos

Gelson Domingos foi morto neste domingo (6), durante operação policial.
Jornalista foi atingido por tiro na Favela de Antares.

Do G1, com informações do Fantástico








O cinegrafista da TV Bandeirantes Gelson Domingos, morto na madrugada deste domingo (6) durante uma operação contra o tráfico de drogas no Rio de Janeiro, chegou a alertar que ele e policiais militares haviam sido vistos pelos bandidos. O anúncio feito pelo jornalista ocorreu pouco antes de ele ser atingido por um tiro na Favela de Antares, na Zona Oeste.
Gelson fazia parte de um grupo de jornalistas que acompanhou a Polícia Militar pela Avenida Brasil, rumo à Zona Oeste do Rio. O destino era a Favela de Antares, onde, segundo informações recebidas pela polícia, chefes do tráfico estavam reunidos.
Na chegada à favela, a polícia foi recebida a tiros. O repórter cinematográfico da TV Bandeirantes se posicionou próximo aos PMs, como já havia feito dezenas de outras vezes em mais de vinte anos de profissão.
Os jornalistas e cinegrafistas só entraram na favela depois que policiais do Choque informaram ter recebido a informação do Bope de que a comunidade havia sido tomada e a situação estaria sob controle. E mesmo com a informação de que a favela estava tomada, as precauções continuaram: orientados pelos policiais, o repórter e o cinegrafista da Band e o cinegrafista da Globo seguiram juntos. Em seguida, o cinegrafista da Record se juntou ao grupo.
Em pouco tempo, a informação de que o Bope havia tomado a área se revelou errada. Logo se ouviram novos tiros.
Os policiais decidiram então seguir com os cinegrafistas, sem saber, direto para o ponto onde os bandidos estavam encurralados por homens do Bope. No final da rua, a tensão aumentou. Os policiais perceberam o perigo e os tiros recomeçaram.
Nas imagens gravadas por Alex não é possível ver, mas Gelson está filmando do outro lado da rua e acaba atingido.
Com o cinegrafista da Bandeirantes caído, o tiroteio continuou. O jornalista usava um colete à prova de balas, que não foi suficiente para protegê-lo do disparo.
Em nota, a Bandeirantes disse que "toma todas as precauções para garantir a segurança de seus jornalistas nas coberturas diárias no estado do Rio". Segundo a empresa, o colete usado por Gelson era do "modelo permitido pelas Forças Armadas". Mas, segue a nota, "o jornalista foi atingido por um tiro de fuzil, provavelmente disparado por um traficante. A bala atravessou o colete".
Os policiais conseguiram retirar Gelson da linha de tiro, mas não conseguiram sair do local. O cinegrafista chegou a ser socorrido em um carro da PM e foi levado para uma UPA, mas não resistiu e morreu.
O repórter cinematográfico deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Cruz às 7h40 já com parada cardíaca.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, foram tentadas as manobras de ressucitação. “Mas ele, infelizmente, já deu entrada em óbito”, disse.
O corpo do cinegrafista foi levado para o IML no começo da tarde deste domingo. Colegas muito emocionados foram ao local. O corpo do cinegrafista está sendo velado no cemitério Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio, e será enterrado nesta segunda-feira (7).
20 anos de profissão
Gelson tinha mais de 20 anos de profissão e trabalhou em algumas das principais emissoras de TV. Recebeu importantes prêmios por coberturas jornalistas de casos policiais.
Ele foi um dos cinco mortos na operação. Os outros quatro corpos, que segundo as investigações, são de traficantes, foram levados para um hospital na Zona Oeste.
Até o começo da noite nove pessoas já tinham sido presas, entre elas o chefe do tráfico local. As operações da PM continuarão por tempo indeterminado.
A Divisão de Homicídios investiga a morte do cinegrafista e de tarde peritos estiveram na área do tiroteio.
Repercussão
A morte de Gelson repercutiu entre associações e entidades de classe. Em nota a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República afirmou que "o episódio reforça em toda a sociedade o sentimento de gratidão e de solidariedade a todos os profissionais de todas as categorias que, como Gelson, arriscam-se em suas tarefas diárias em prol dos brasileiros."
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão lamentou a morte do cinegrafista e manifestou solidariedade aos familiares, colegas e amigos.
A Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro (Arfoc-Rio) afirmou que os jornalistas precisam se capacitar para esse tipo de cobertura e, quando julgar necessário, se recusar a arriscar a vida em situações como essa. A Arfoc também exigiu do governo do estado a prisão do autor do disparo.
O Instituto Internacional de Segurança da Imprensa também espera que os bandidos que assassinaram o jornalista sejam presos, julgados e que recebam as penalidades cabíveis na legislação brasileira.
O presidente da Associação Brasileira de Impresa (ABI), Maurício Azedo, disse que é obrigação de toda empresa avaliar os riscos a que seus profissionais estão submetidos. Mas lembrou que o jornalista não deve abdicar jamais do seu dever de informar.
“O papel do jornalista é buscar a informação. Evidentemente que ele tem que buscar a informação em condições que representem a sobrevivência dele e a obtenção, com eficácia, daquilo que é seu objetivo: a busca da notícia. Mas abrir mão dessa possibilidade, isso representaria uma capitulação e uma negação do jornalismo”, disse Azedo.
Segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, "a cobertura da violência só fica mais perigosa com a política de enfrentamento do Estado e a utilização de armas cada vez mais poderosas". A entidade criticou as empresas jornalísticas por, no entender do sindicato, não adotar "medidas concretas"para proteger seus profissionais.