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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

RAFALE, O AVIÃO ENCALHADO QUE A FRANÇA QUER "VENDER" AO BRASIL

Sem contrato com FAB, Rafale pode ser extinto

Governo francês estuda cancelar produção se não fechar venda de caças para o Brasil

07 de dezembro de 2011 | 23h 41
Jamil Chade, correspondente de O Estado de S.Paulo
GENEBRA - Com seu avião encalhado, o governo francês abre uma polêmica ao romper um tabu e admitir que considera encerrar a produção do caça Rafale. O jato foi considerado pelo governo brasileiro como o favorito para vencer a licitação aberta para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB). Mas até hoje, a Dassault, fabricante do Rafale, não conseguiu um só comprador fora da França para seu modelo, em mais de uma década de produção e milhões de euros gastos em lobby.
Até hoje, a Dassault não conseguiu um só comprador para o modelo fora da França - Jean-Paul Pelissier/Reuters
Jean-Paul Pelissier/Reuters
Até hoje, a Dassault não conseguiu um só comprador para o modelo fora da França
As declarações foram feitas pelo ministro da Defesa, Gerard Longuet, e abriram imediatamente um debate no país. Horas depois, o ministro foi obrigado a emitir um comunicado para retificar sua avaliação e prometer publicamente que o avião continuaria sendo fabricado até 2030, pelo menos para suprir as forças aéreas francesas.
Mas a crise já havia sido instalada. A declaração que criou a polêmica foi a de que se o país não encontrasse compradores para seu caça, não teria outra alternativa senão a de fechar a linha de produção. "Se a Dassault não vender seu aparelho ao exterior, a cadeia (de produção) será encerrada", disse o ministro. Segundo ele, se nenhum modelo for vendido, os jatos em fabricação hoje e que estão programados para ser entregues em 2018 serão os últimos a ser produzidos.
Longuet foi obrigado a corrigir suas declarações, insistindo que, mesmo sem vender um só jato ao exterior, a Dassault continuará sua linha de produção até 2030 para fornecer os aviões aos militares franceses.
Questionado sobre a falta de comprador, o ministro admitiu que o avião francês é mais caro que o norte-americano e que a produção em escala dos Estados Unidos reduz o custo do concorrente. Duzentos aviões Rafale foram encomendados pelo governo francês em 15 anos, enquanto os americanos produziram 3 mil.
As decepções no campo francês se acumulam. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a anunciar que havia fechado o acordo com a França, o que depois jamais foi confirmado. O avião também não está entre os favoritos para os militares brasileiros. Há um mês, foi a vez do governo dos Emirados Árabes afirmar que a negociação mostrava que o avião francês "não era competitivo" e seu preço era "irrealizável".
Mas a gota d’água que fez explodir o debate foi a decisão da Suíça de abandonar sua ideia de comprar o Rafale e optar pelo modelo sueco, que também concorre na licitação brasileira. Berna, apesar de acumular reservas bilionárias e não estar sendo afetada pela crise econômica, optou por um avião que economizaria aos cofres públicos US$ 1 bilhão.

domingo, 23 de janeiro de 2011

RAFALE, ENTROU PEDREGULHO NAS FINANÇAS DA DASSAULT...

Brésil : Dilma Rousseff décide de réexaminer le dossier des Rafales
aviã voando

LEMONDE.FR

La présidente brésilienne, Dilma Rousseff, va réexaminer l'ensemble des offres relatives à un contrat de l'armée de l'air, affirment des sources proches du dossier. Ce contrat pour l'achat de 36 avions de chasse doit permettre au Brésil de renforcer ses capacités de défense et lui apporter des transferts de technologies susceptibles d'accélérer la croissance son industrie militaire.

Son précédesseur, Luiz Inacio Lula da Silva, avait à plusieurs reprises fait part de sa préférence pour le chasseur Rafale de Dassault , ce qui avait donné à penser que la décision finale ne serait qu'une formalité. Les autres candidats à ce contrat, qui devrait représenter au moins 4 milliards de dollars (3 milliards d'euros), sont le suédois Saab et son avion de chasse Gripen et Boeing avec le F-18 Hornet. Lula a quitté la présidence le 1er janvier sans avoir mis un point final au dossier, laissant la responsabilité du choix définitif à Dilma Rousseff. La nouvelle présidente, qui a décidé de revoir le dossier depuis le début, n'aurait pas de préférence particulière pour le moment, a dit une source gouvernementale.

La présidente du Brésil a demandé, la semaine dernière, à des sénateurs américains en visite au Brésil de nouvelles garanties de transfert de technologie dans le cadre de l'offre de Boeing, ont fait savoir des sources au fait des discussions. "Il est significatif que ce soit elle qui ait abordé la question", a déclaré une autre source.

Selon des responsables, l'offre de Dassault est jugée chère mais comporte d'importants transferts de technologies. Celle de Saab pourrait être pénalisée du fait du moindre prestige militaire de la Suède face à la France ou aux Etats-Unis en terme d'alliance stratégique. Quant à celle de Boeing, elle pâtit de doutes autour des transferts de technologies. Des considérations diplomatiques pourraient aussi entrer en jeu, Dilma Rousseff semblant pencher vers une amélioration des relations avec Washington, qui s'étaient détériorées dans les dernières années de la présidence Lula. La durée du réexamen décidé par Mme Rousseff n'est pas encore connue. Elle pourrait se contenter d'étudier les offres existantes plutôt que de demander aux candidats de revoir complètement leurs copies sur l'aspect technique, un processus qui pourrait prendre plusieurs années. Un porte-parole de la présidence brésilienne s'est refusé, dimanche, à tout commentaire.

"ON CROISE LES DOIGTS"

Invitée lundi sur Europe 1, Christine Lagarde a réagi à la décision de la présidente brésilienne : "Un énorme travail avait été effectué précédemment. J'espère que les fruits de ces travaux seront pris en considération par une nouvelle présidente dont il est légitime qu'elle puisse prendre en main de nouveaux dossiers, qu'elle puisse affirmer son autorité." Quant à de nouvelles garanties de transferts de technologies, réclamées par Dilma Rousseff, la ministre de l'économie a estimé que le France "s'est déjà beaucoup engagée dans ce domaine". "Les discussions repartent. On croise les doigts", a-t-elle conclu.

Le groupe Dassault a réaffirmé, lundi, sa confiance face au réexamen du dossier. "[Mme Rousseff] prend tout le temps d'étudier le dossier à travers tous les différents protagonistes. Il n'y a rien d'extraordinairement révolutionnaire. Elle l'avait déjà dit et [l'ex-président Luiz Inacio] Lula [da Silva] l'avait aussi annoncé", a-t-il ajouté. Il s'est toutefois refusé à dire si le groupe avait été officiellement informé de la décision brésilienne ou d'une éventuelle demande de nouvelles garanties de transferts de technologies évoquée par les médias.
Brésil

Nicolas Paul Stéphane Sarközy de Nagy-Bocsa, o falastrão presidente francês!!!



0:15 \ Brasil
A história de um negócio perdido

O Rafale francês, que era o favorito do governo brasileiro para equipar a FAB, foi colocado agora no último lugar da fila. Sarkozy sabe a razão

Dilma Rousseff anunciou que o Brasil não comprará neste ano os caças, tirando as últimas esperanças dos franceses. A França chegou a estar com a mão na taça — ou mais precisamente em uma encomenda de 36 bilhões de dólares.

No ano passado estava tudo certo para a assinatura da compra dos 36 caças franceses Rafale, mas entrou areia iraniana no negócio. O líder francês Nicolas Sarkozy incentivou a diplomacia brasileira a prosseguir em sua tentativa de negociação de um acordo sobre o programa nuclear do Irã.

Na hora da verdade, Sarkozy renegou publicamente seu apoio à iniciativa brasileira e a França ainda votou a favor de sanções ao Irã na ONU, deixando o Brasil com a brocha na mão.

O governo brasileiro se sentiu traído e, em retaliação, mandou rever todo o processo de compra dos aviões, colocando o modelo francês no fim da fila.
Por Lauro Jardim
PARABÉNS DILMA!!!