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quarta-feira, 24 de abril de 2013

RENAULT/RENOLT:-ESTELIONATÁRIOS ANALFABETOS


24/04/2013 16h36 - Atualizado em 24/04/2013 17h51

Erro de grafia em documento leva polícia a apreender carro clonado

Caso aconteceu em Guaíra, no oeste do Paraná, na terça-feira (23).
Marca do carro estava grafada como 'Renolt', em vez de Renault.

Do G1 PR, em Cascavel
Carro da marca Renault virou Renoult (Foto: Divulgação/Polícia Federal)Carro clonado da marca Renault virou "Renolt" . Motorista e passageiro foram presos
(Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Federal)
Um erro de grafia no documento fez com que a Polícia Rodoviária Federal de Guaíra, no oeste do Paraná, apreendesse um carro clonado. O caso ocorreu na terça-feira (23), no posto de fiscalização da PRF, próximo à Ponte Ayrton Senna. O veículo de marca Renault aparecia impresso como '"Renolt".
A polícia entrou em contato com a proprietária, que mora em Florianópolis, em Santa Catarina. Segundo a PRF, a mulher já sabia que o carro havia sido clonado, provocando diversos transtornos, e afirmou que o original estava na garagem dela.
O motorista do carro clonado, um homem de 30 anos, e o passageiro, de 28 anos, foram presos e encaminhados para a Delegacia de Polícia Federal de Guaíra. O veículo foi levado para a perícia.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

MENSALÃO: A "CHAPA" DO LULA VAI ESQUENTAR ( MARCOS VALÉRIO)


Ricardo SettiMENSALÃO: Sem mais nada a perder, não é impossível que Marcos Valério se transforme em testemunha-bomba contra Lula

Marcos Valério: com a vida destroçada, sem nada a perder, pode contar mais do que contou até agora (Foto: Cristiano Mariz)
Amigas e amigos do blog, leiam este trecho de reportagem de hoje do :
Com a corda no pescoço e na iminência de ter prisão decretada – como requer a Procuradoria-Geral da República – , o empresário Marcos Valério, operador do mensalão, condenado em outras ações no âmbito da Justiça Federal, quer receber tratamento de réu primário.
Em petição ao Supremo Tribunal Federal, que nesta terça-feira começou a calcular as penas para os mensaleiros, a defesa de Valério sustenta que “a mera existência de ações penais, todas posteriores aos fatos objetos da ação penal 470 (mensalão) não pode servir de fundamento para consideração de ‘maus antecedentes’”.
O advogado de defesa enfatizou o fato de serem anteriores à ocorrência as ações penais contra Valério porque o operador do mensalão coleciona dez processos criminais na Justiça Federal em Minas, pelas quais, se for considerado culpado, pode receber mais de 140 anos de prisão — sem contar outros cinco processos penais em tramitação na Justiça estadual mineira e um outro na da Bahia.
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A aterrorizadora perspectiva de mais de 100 anos de cadeia
Anteriormente, baseado em material publicado pelo jornal O Globo, publiquei post mostrando que o advogado de Valério, Marcelo Leonardo, apresentou memorial ao Supremo Tribunal Federal solicitando o abrandamento das penas a Valério no qual inclui o ex-presidente Lula entre os responsáveis pelo mensalão.
O operador do mensalão está diante da aterrorizadora perspectiva de ser condenado a mais de 100 anos de cadeia.
O advogado afirma que a base de sustentação no Congresso do então governo petista, com o surgimento do escândalo, deslocou o foco para seu cliente, Valério. No memorial, o nome de Lula e de Valério aparecem sempre em maiúsculas.
“A classe política que compunha a base de sustentação do Governo do Presidente LULA, diante do início das investigações do chamado ‘mensalão’, habilidosamente, deslocou o foco da mídia das investigações dos protagonistas políticos (Presidente LULA, seus Ministros, dirigentes do PT e partidos da base aliada e deputados federais), para o empresário mineiro MARCOS VALÉRIO, do ramo de publicidade e propaganda, absoluto desconhecido até então, dando-lhe uma dimensão que não tinha e não teve nos fatos”, diz o documento encaminhado ao Supremo.
O advogado disse também que o réu — que não participava do mundo político — foi transformado em peça principal do “enredo político e jornalístico”.
Lula era interessado no suporte político “comprado”
“Quem não era presidente, ministro, dirigente político, parlamentar, detentor de mandato ou liderança com poder político, foi transformado em peça principal do enredo político e jornalístico, cunhando-se na mídia a expressão ‘Valerioduto’, martelada diuturnamente, como forma de condenar, por antecipação, o mesmo, em franco desrespeito ao princípio constitucional fundamental da dignidade da pessoa humana”, afirmou a defesa.
Leonardo, sem mais delongas, inclui Lula na relação dos interessados no suporte político “comprado” e diz que o PT (e, portanto, não Valério) é o “verdadeiro intermediário do mensalão”.
Sem saída e sem nada a perder
Valério, como se constata, está num beco sem saída. Não tem nada a perder. Sua vida profissional e pessoal está destroçada. Aos 51 anos de idade, divisa, no horizonte próximo, a perspectiva de envelhecer no cárcere, talvez até morrer.
As primeiras declarações do advogado sobre o envolvimento de Lula, embora possam ser consideradas, sem dúvida, sinal de desespero do cliente, sugerem também a possibilidade — plenamente possível — de que Valério se disponha a falar muito mais do que fez até agora. Quem sabe, revelando o teor de suas conversas com o próprio Lula e o papel do então presidente num esquema que pode ter sido montado por seu então braço direito, o chefe da Casa Civil, José Dirceu, mas cujo principal beneficiário era ele próprio, como chefe do governo.
Para que Dirceu iria querer, via compra de votos, ampliar a base de apoio do governo Lula na Câmara dos Deputados? Para ele próprio, que não era presidente e não tinha o que fazer com a “base aliada”?
A história está recheada de acusados que, à beira do cadafalso, trocam parte de sua desgraça por colaboração com a Justiça. A lei brasileira passou a admitir, recentemente, a negociação dó réu com as autoridades, no curso da qual o fornecimento de informações que esclareçam crimes merece, como retribuição, a diminuição da pena.
Pode, perfeitamente, ser o caso de Valério. Se for, estará à beira de acontecer.
Se ocorresse, seria outro inquérito e outro processo
Como já se explicou várias vezes aqui, Lula não pode ser julgado no atual processo porque nele não foi incluído pelo Ministério Público, autor da denúncia — e em todo caso nem isso ocorreria agora, na fase de definição das penas.
Se Valério se dispuser a falar, contudo, seu advogado pode procurar de preferência a Polícia Federal que, diante de fatos novos, terá a obrigação de instaurar inquérito e começar as investigações específicas sobre o eventual envolvimento do presidente.
Só feito o inquérito, e contendo elementos suficientes, seria encaminhado ao Ministério Público para denúncia.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A FACTORING DO CACHOEIRA


Agiotagem também

Agiota ajudava bando do Cachoeira a mascarar dinheiro sujo
Em um dos endereços que foram alvos das buscas da Operação Monte Carlo, em Brasília, os agentes da Polícia Federal encontraram com um comparsa do bicheiro Carlinhos Cachoeira uma série de títulos, duplicadas e 431 000 reais distribuídos em quinze cheques de diferentes emitentes.
Para a Polícia Federal, o material encontrado revela que o bando do bicheiro também atuava no ramo da agiotagem e utilizava a factoring para lavar dinheiro sujo obtido nas diferentes falcatruas de Cachoeira.
Por Lauro Jardim

segunda-feira, 9 de abril de 2012

CACHOEIRA E OS CORONÉIS


09/04/2012 13h08 - Atualizado em 09/04/2012 14h45

Escutas apontam suposta influência de Cachoeira em decisões da PM-GO

Ex-comandante-geral da Polícia Militar do estado aparece em escutas da PF.
Homem de confiança do bicheiro estaria intercedendo por promoção de PMs.


Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera
19 comentários
Novos documentos da Polícia Federal (PF) mostram a suposta influência de Carlinhos Cachoeria - preso durante a Operação Monte Carlos apontado como chefe da máfia dos caça-níqueis em Goiás -, em algumas decisões da Polícia Militar (PM) do estado. O documento mostra conversas entre um homem identificado apenas como "Lenine", que seria um dos homens de confiança do bicheiro, e o coronel Carlos Antônio Elias, ex-comandante geral da PM.
Segundo o inquérito, em um dos trechos Lenine possivelmente intercede pela promoção de dois policiais. No diálogo, ele diz que as promoções teriam que acontecer antes que o outro governo assumisse. O coronel Elias confirma: “se não, passa da hora”.
O homem supostamente pede apoio para uma possível promoção de um policial. “Me ajuda daí, que eu vou fazendo força daqui também”, responde o coronel. Depois que Lenine fala sobre uma possível ajuda a um segundo policial, o militar diz: “Tá defendendo gente boa, aí. Vamos pegar esses meninos e ajudar eles”. (sic)
Sobre os policiais para os quais o braço direto de Cachoeria estaria possivelmente pedindo a promoção, a investigação apurou que, posteriormente, eles se tornaram coronéis. Por telefone, o coronel Antônio Carlos Elias, disse à produção da TV Anhanguera que não vai falar sobre as denúncias de promoções de coronéis e sobre a possível influência de Carlos Cachoeira. Ele disse também que está sendo ameaçado.
Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa da Polícia Federal informou que não comenta as investigações da Operação Monte Carlo, que são sigilosas. O advogado de Carlos Cachoeira também foi procurado e, até o início da tarde desta segunda-feira (9), não havia dado retorno.
Denúncias
Na última sexta-feira (6), o deputado estadual major Júnio Alves Araújo fez denúncia exclusiva à TV Anhanguera e afirmou que na época que Carlos Antônio Elias era o comandante da PM, alguns oficiais teriam pago propina para conquistar o posto de coronel.
“No comando dele, noticiou-se bastante que haveria até uma tabela referente à questão de promoções. Quem pagava era quem tinha interesse na promoção de oficiais da alta cúpula. Se pagava R$ 100 mil por uma promoção de coronel. O pagamento era feito para o comandante da PM da época”, diz o deputado.
A assessoria de imprensa da PM, que deve começar a investigar o caso ainda nesta segunda-feira, confirmou que a promoção de coronéis já era uma preocupação. “É uma preocupação antiga, que já nos acompanha há algum tempo. Foram materializadas promoções acima do quantitativo previsto dentro dos quadros efetivos da polícia”, afirma o assessor de comunicação da PM, coronel Anésio Barbosa da Cruz.
Leonardo Vilela
No fim de semana, o deputado federal goiano Leonardo Vilela surgiu em conversas telefônicas com Carlos Cachoeira. Ele explicou o teor das conversas. A primeira vez teria sido quando teria indicado uma pessoa para uma entrevista de emprego em uma instituição da ex-mulher do empresário preso.
O segundo contato teria sido feito para tratar de um jantar com a participação do senador Demóstenes Torres, que atualmente está sem partido político. O objetivo seria confirmar com Cachoeira, se o senador iria ao jantar.
“Eu tive dificuldades de falar com o senador e todos sabiam da amizade do senador com o empresário Carlos Cachoeira, e, através de amigos, nós conseguimos que ele marcasse esse jantar. Eu estava confirmando se o jantar estava acertado. Naquela época não existia nenhum indício, o Carlos Cachoeira não estava indiciado, não tinha nenhuma suspeita sobre negócios irregulares e por isso tomei essa iniciativa”, conclui.
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domingo, 22 de maio de 2011

O BRASIL QUE PREJUDICA OS HUMILDES - VERGONHOSO!



20/05/2011 às 20:24 \ Direto ao Ponto
Revista VEJA
Augusto Nunes
O caseiro do Piauí e a camareira da Guiné




Nascido no Piauí, Francenildo Costa era caseiro em Brasília. Em 2006, depois de confirmar que Antonio Palocci frequentava regularmente a mansão que fingia nem conhecer, teve o sigilo bancário estuprado a mando do ministro da Fazenda.

Nascida na Guiné, Nafissatou Diallo mudou-se para Nova York em 1998 e é camareira do Sofitel há três anos. Domingo passado, enquanto arrumava o apartamento em que se hospedava Dominique Strauss-Kahn, foi estuprada pelo diretor do FMI e candidato à presidência da França.

Consumado o crime em Brasília, a direção da Caixa Econômica Federal absolveu liminarmente o culpado e acusou a vítima de ter-se beneficiado de um estranho depósito no valor de R$ 30 mil. Francenildo explicou que o dinheiro fora enviado pelo pai. Por duvidar da palavra do caseiro, a Polícia Federal resolveu interrogá-lo até admitir, horas mais tarde, que o que disse desde sempre era verdade.

Consumado o crime em Nova York, a direção do hotel chamou a polícia, que ouviu o relato de Nafissatou. Confiantes na palavra da camareira, os agentes da lei descobriram o paradeiro do hóspede suspeito e conseguiram prendê-lo dois minutos antes da decolagem do avião que o levaria para Paris ─ e para a impunidade perpétua.

Até depor na CPI dos Bingos, Francenildo, hoje com 28 anos, não sabia quem era o homem que vira várias vezes chegando de carro à “República de Ribeirão Preto”. Informado de que se tratava do ministro da Fazenda, esperou sem medo a hora de confirmar na Justiça o que dissera no Congresso. Nunca foi chamado para detalhar o que testemunhou. Na sessão do Supremo Tribunal Federal que julgou o caso, ele se ofereceu para falar. Os juízes se dispensaram de ouvi-lo. Decidiram que Palocci não mentiu e engavetaram a história.

Depois da captura de Strauss, a camareira foi levada à polícia para fazer o reconhecimento formal do agressor. Só então descobriu que o estuprador é uma celebridade internacional. A irmã que a acompanhava assustou-se. Nafissatou, muçulmana de 32 anos, disse que acreditava na Justiça americana. Embora jurasse que tudo não passara de sexo consensual, o acusado foi recolhido a uma cela.

Nesta quinta-feira, Francenildo completou cinco anos sem emprego fixo. Palocci completou cinco dias de silêncio: perdeu a voz no domingo, quando o país soube do milagre da multiplicação do patrimônio. Pela terceira vez em oito anos, está de volta ao noticiário político-policial.

Enquanto se recupera do trauma, a camareira foi confortada por um comunicado da direção do hotel: “Estamos completamente satisfeitos com seu trabalho e seu comportamento”, diz um trecho. Nesta sexta-feira, depois de cinco noites num catre, Strauss pagou a fiança de 1 milhão de dólares para responder ao processo em prisão domiciliar. Até o julgamento, terá de usar uma tornozeleira eletrônica.

Livre de complicações judiciais, Palocci elegeu-se deputado, caiu nas graças de Dilma Rousseff e há quatro meses, na chefia da Casa Civil, faz e desfaz como primeiro-ministro. Atropelado pela descoberta de que andou ganhando pilhas de dinheiro como traficante de influência, tenta manter o emprego. Talvez consiga: desde 2003, não existe pecado do lado de baixo do equador. O Brasil dos delinquentes cinco estrelas é um convite à reincidência.

Enlaçado pelo braço da Justiça, Strauss renunciou à direção do FMI, sepultou o projeto presidencial e é forte candidato a uma longa temporada na gaiola. Descobriu tardiamente que, nos Estados Unidos, todos são iguais perante a lei. Não há diferenças entre o hóspede do apartamento de 3 mil dólares por dia e a imigrante africana incumbida de arrumá-lo.

Altos Companheiros do PT, esse viveiro de gigolôs da miséria, recitam de meia em meia hora que o Grande Satã ianque é o retrato do triunfo dos poderosos sobre os oprimidos. Lugar de pobre que sonha com o paraíso é o Brasil que Lula inventou. Colocados lado a lado, o caseiro do Piauí e a camareira da Guiné gritam o contrário.

Se tentasse fazer lá o que faz aqui, Palocci não teria ido além do primeiro item do prontuário. Se escolhesse o País do Carnaval para fazer o que fez nos Estados Unidos, Strauss só se arriscaria a ser convidado para comandar o Banco Central. O azar de Francenildo foi não ter tentado a vida em Nova York. A sorte de Nassifatou foi ter escapado de viver num Brasil que absolve o criminoso reincidente e castiga quem comete o pecado da honestidade.