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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

LULA E O SUS SÍRIO-LIBANÊS

02/11/2011
 às 12:42 \ Direto ao Ponto

Lula pode internar-se onde quiser, desde que pare de mentir sobre o sistema de saúde

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Marisa LetíciaEm abril de 2006, em Porto Alegre, o presidente Lula gabou-se de outra proeza hiperbólica: “Eu acho que não está longe da gente atingir a perfeição no tratamento de saúde neste país”. (Passados cinco anos e meio, pode-se presumir que esteja mais que perfeito.) Em novembro de 2009, condoído com as carências do sistema de saúde americano,  presenteou o colega da Casa Branca com a solução: “Obama, faça o SUS”.  Em janeiro de 2010, ao inaugurar no Recife uma Unidade de Pronto Atendimento, reafirmou que fizera em nove anos o que todos os outros não fizeram em 500: “Eu tava visitando a UPA, e eu tava dizendo que ela tá tão bem organizada, ela tá tão bem estruturada, que dá até vontade de a gente ficar doente para ser atendido aqui”, garantiu. Neste fim de outubro, surpreendido por um câncer, tratou de internar-se no Sírio-Libanês.
Tenho pouco a acrescentar ao excelente resumo da ópera feito por Reinaldo Azevedo. Integrante da reduzidíssima elite de brasileiros providos de muito dinheiro e plano de saúde cinco estrelas, Lula tem o direito de recorrer aos serviços dos melhores hospitais da rede privada. Ao consumar tal opção, contudo, confere a todos os pagadores de impostos o direito de exigir que pare de tentar enganá-los com bravatas, lorotas ou mentiras deslavadas sobre o sistema de saúde. Há bons hospitais e profissionais admiráveis, mas até as golas dos jalecos sabem que os deslumbramentos celebrados por Lula só existem no Brasil Maravilha registrado em cartório. No país real, a busca de socorro na rede pública acaba, com desoladora frequência, na morte sem atendimento.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O TIO PICARETA DO OBAMA


Tio de Obama é detido por dirigir embriagado

Washington, 29 ago (EFE).- Um tio queniano do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi detido por dirigir embriagado na cidade de Framingham (Massachusetts), informou nesta segunda-feira a rede de televisão "CBS".
Onyango Obama, de 67 anos, foi detido na quarta-feira passada depois de quase bater contra um carro da patrulha da Polícia e mais tarde não ter passado em vários testes de bafômetro.
No momento da detenção, os policiais desconheciam a relação do detido com o presidente dos Estados Unidos, que foi revelada nesta segunda-feira. Onyango, que foi acusado de dirigir sob o efeito de bebidas alcoólicas e por condução temerária, se declarou inocente de todos os cargos.
No entanto, o parente do presidente, que se encontra em situação ilegal dentro dos EUA, foi detido sem fiança porque recai sobre ele uma ordem de detenção do Escritório de Imigração e Controle de Alfândegas, que já tinha ordenado sua deportação ao Quênia.
A Casa Branca ainda não há se pronunciou a respeito. EFE




COMENTÁRIOS:-


Caso este fato ocorresse no Brasil, culpariam o dono da venda, o fabricante de bebidas e ele teria um emprego de assessoria ou consultoria no Governo Federal, ou em pior hipótese, na prefeitura da cidade em que a ocorrência foi constatada.


Arvão

quarta-feira, 30 de março de 2011

Deixem a hipocrisia de lado e matem logo Kadafi se puderem. Ou: os desastrados





30/03/2011
às 17:50
Deixem a hipocrisia de lado e matem logo Kadafi se puderem. Ou: os desastrados

Em algum momento, Muamar Kadafi vai ter de cair, não é?, ou caem em desgraça nada menos do que Barack Obama, Nicolas Sarkozy e até o aprendiz David Cameron. Mas o coronel está dando um trabalho danado! Assim como a Casa Branca parecia desinformada sobre o estado da arte nos países árabes, parece evidente que trabalha com dados um tanto imprecisos sobre a guerra. Mesmo com a chuva de bombas e mísseis, as forças do ditador resistem e… avançam!

Ontem, representantes da coalizão se reuniram e discutiram, entre outros assuntos, um asilo possível para Kadafi. Hoje, sabe-se que os rebeldes tiveram de recuar de Bin Kawwad, Ras Lanuf, Brega e, neste momento, consta, lutam para tentar manter o controle de Ajdabiya, de onde a população foge apavorada. Essas cidades todas haviam sido retomadas pelos rebeldes depois que as impotências ocidentais começaram a bombardear as forças de Kadafi.

O que está em curso na Líbia é uma guerra civil, e os países ocidentais resolveram tomar partido, tentando destruir um lado para que o outro avance. Isso, obviamente, nada tem a ver com a proteção a civis nem caracteriza aplicação da zona de exclusão área. Ontem, enfiando um tantinho mais o pé na lama, Obama acenou com o envio de armas aos adversários de Kadafi. Segundo a incrível resolução da ONU — aquele tal “fazer o que for necessário” (?) —, também essas armas serviriam para… proteger civis!!! É, queridos, na era Obama, enviar armas a uma facção já armada, em guerra, tem o objetivo de proteger vidas!!!

Kadafi tem de sair, exige Obama, embora esse não seja, assegura, o objetivo da intervenção. Então é o objetivo de quem? Ora, de Obama! O curioso é que nem George W. Bush, o Satã de plantão, estabeleceu essa relação com Saddam Hussein. Foi bater às portas do Congresso para defender: “Saddam tem de sair”. E obteve a devida autorização para isso. Obama, esse demiurgo da nova era, estabeleceu uma espécie de meta subjetiva, pessoal, que dispensa o endosso do Congresso.

Franceses e ingleses já estão defendendo uma interpretação ainda mais larga da resolução, enviando também tropas terrestres para a Líbia. Aí, creio, a Rússia iria reagir com mais dureza. Hipocritamente, já está criticando os países ocidentais, acusando-os, o que é fato, de ir muito além da proteção a civis e da zona de exclusão. O fato é que conhecia a resolução e preferiu se abster. Quanto mais os EUA estiverem desmoralizados, melhor para Rússia e China.

Matar Kadafi
Se Kadafi não for traído pelos seus, há o risco de a guerra ser travada mesmo em Trípoli, e aí Deus tenha piedade dos… civis! Ou a inteligência militar dos aliados tente armar uma operação para fazer outra coisa que a resolução também não prevê: matar Kadafi num ataque cirúrgico. A vitória militar estaria garantida, embora se consolidasse uma derrota moral, com a constatação de que a resolução da ONU era uma pantomima.

Al Qaeda e Hezbollah
Mundo afora, no Brasil também, fez-se de conta que um comandante da Otan não afirmou aquilo que afirmou: há sinais de que a Al Qaeda e o Hezbollah estejam atuando entre os rebeldes líbios. Como essa informação embaralha a narrativa dos bandidos e mocinhos, então é melhor escondê-la. Estando certo o tal comandante, que deve saber do que fala, é a essa gente que Obama pensa enviar armamento pesado. Muitos diziam que ele inauguraria uma nova era no mundo. É, aquelas pessoas não deixavam de ter razão…
Por Reinaldo Azevedo
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