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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

CID GOMES, O GOVERNADOR BABA-OVO


A imprudência de Cid

Cid Gomes: fanfarronice
Cid Gomes quase causou graves problemas no aeroporto de Salvador. Na sexta-feira passada, Cid desembarcou repentinamente do avião em que estava e cruzou a pista correndo para beijar a mão de Dilma Rousseff e Jaques Wagner, que desciam de outro jato.
A fanfarronice deixou pilotos e controladores de voo perplexos: um avião da Avianca já havia recebido autorização para aterrissar, justamente no momento em que Cid Gomes passeava irresponsavelmente pela área de pouso.
Não se sabe se a brincadeirinha obrigou algum avião a arremeter, mas, com ou sem consequências objetivas, a gracinha não teve graça nenhuma.
Por Lauro Jardim

sábado, 11 de fevereiro de 2012

JAQUES WAGNER E O SEU IRMÃO GÊMEO JAQUES WAGNER


08/02/2012
 às 15:50 \ Direto ao Ponto
Revista VEJA

Milhões de brasileiros desconfiam que o ex-deputado Jaques Wagner e o governador Jaques Wagner não são a mesma pessoa

O nome é o mesmo, a voz é a mesma, a barba é a mesma e o assunto é o mesmo. Mas os dois discursos abaixo reforçam a suspeita que anda intrigando milhões de brasileiros: o ex-deputado Jaques Wagner e o governador Jaques talvez não sejam a mesma pessoa.
Deputado Jaques Wagner, 18 de setembro de 1992
Governador Jaques Wagner, 3 de fevereiro de 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

LULA E A GREVE DA PM NA BAHIA

Coluna do Augusto NunesVEJA
Lula: ‘A PM pode fazer greve. O governo quis passar a impressão de que, sem policial na rua, todo baiano é bandido’

Lula acusou o governo da Bahia de ter provocado saques, arrastões e outros formas de violência, durante a greve da Polícia Militar, para que os líderes do movimento suspendessem a paralisação.  “Acho que, no caso da Bahia, o próprio governo articulou os chamados arrastões para criar pânico na sociedade. Veja, o que o governo tentou vender? A impressão que passava era de que, se não houvesse policial na rua, todo o baiano era bandido”.  Segundo o chefe do PT, nenhuma greve pode ser considerada ilegal. “‘A Polícia Militar pode fazer greve”, afirmou. “Minha tese é de que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salário micho, esse cidadão tem direito a fazer greve. Na Suécia, até o Exército pode fazer greve fora da época de guerra.”
O parágrafo acima foi extraído sem retoques de uma reportagem publicada em 26 de julho de 2001 pela Agência Folha, quando o palanque itinerante passou pela cidade gaúcha de Santa Maria. Entrevistado pelos jornalistas Luiz Francisco e Léo Gerchmann, fez declarações que não perdem o prazo de validade. Se valiam para o então governador César Borges, então no PFL, valem para o companheiro Jaques Wagner. É ele o culpado por tudo. Pelo menos na opinião de Lula.
Em 2001, o então deputado Jaques Wagner não só endossou o palavrório do chefe como resolveu nomear-se PM honorário, ajudando os grevistas com dinheiro e discursos. Neste fim de semana, Wagner mostrou que a cabeça do governador não tem parentesco com a do parlamentar. Passados dez anos e meio, mudou de pista bruscamente. Ele agora acha que é a PM que está por trás da onda de homicídios, saques e atentados que varre as principais cidades da Bahia.
“Não tenho dúvida de que parte disso é cometido por ordem dos criminosos que se autointitulam líderes do movimento”, descobriu o detetive de chanchada. “É uma tentativa de criar desespero na população para fazer o governo sucumbir, uma tentativa de guerra psicológica”. Conjugados, os falatórios do ex-presidente e do governador informam que a culpa muda de lado conforme a situação do PT. Se o partido está na oposição, a culpa é do governador adversário. Se está no poder, é dos grevistas.  Lula e Wagner merecem lugares cativos na confraria dos campeões do oportunismo irresponsável.