Mostrando postagens com marcador Espanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Espanha. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de dezembro de 2012

EVO MORALES, O AYMARA ESQUERDISTA DESAPROPRIADOR


France Presse
29/12/2012 13h18 - Atualizado em 29/12/2012 13h29

Iberdrola gerenciava as empresas luz Electropaz e Elfeo.
Evo Morales disse que medida foi tomada para garantir tarifas e qualidade.

Da France Presse

Evo Morales, em cerimônia no palácio do governo de La Paz, em 15 de novembro (Foto: Juan Karita/AP)Evo Morales, em cerimônia no palácio de La Paz,
em 15 de novembro (Foto: Juan Karita/AP)
O presidente da Bolívia, Evo Morales, decretou neste sábado a nacionalização das empresas distribuidoras de eletricidade das cidades de La Paz e Oruro, geridas pela companhia espanhola Iberdrola.
"Dispõe-se a nacionalização da totalidade das ações que possui a Sociedade Iberbolivia de Investimentos Sociedade Anônima, nas empresas de eletricidad de La Paz e de Luz e Força de Oruro", disse Morales em um ato no Palácio Quemado.
A Iberdrola gerenciava as empresas distribuidoras de luz Electropaz, em La Paz, e Elfeo, em Oruro.
"Nos vemos obrigados a tomar essa medida para que as tarifas de serviço elétrico sejam equitativas nos departamentos de La Paz e Oruro e a qualidade de serviço elétrico seja uniforme na área rural e urbana", argumentou Morales.
O presidente afirmou ainda que a medida garantirá o direito igualitário dos cidadãos que vivem na área rural, com tarifas equitativas e com um serviço de qualidade uniforme'.
Morales, um indígena aymara de tendência esquerdista, explicou que o serviço de luz era mais caro para setores rurais que urbanos, assim como a cobertura.
O presidente boliviano tomou a medida oito meses depois de expropriar a Transportadora de Eletricidade (TDE), empresa na qual Red Eléctrica de Espanha (REE) possui quase 100% das ações.
Morales também tomou em sua gestão outras medidas contra interesses espanhóis.
Em dezembro de 2010, o governo aprovou uma nova Lei de Aposentadorias e criou a nova Gestora de Segurança Social de Longo Prazo, que substitui as administradoras de pensões Previsión (do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria-BBVA, da Espanha) e Futuro (Grupo Zurich, da Suíça).
Morales também nacionalizou em maio de 2006 as reservas de hidrocarbonetos da petroleira Repsol, junto a outras empresas como a brasileira Petrobras, a argentina Panamerican, a francesa Total e a britânica British Petroleum, as quais obrigou a firmar novos contratos de serviços.
O presidente também expropriou empresas de telecomunicações, refinarias de gasolina e fundições de minerais.

sábado, 21 de abril de 2012

CORINNA A PRINCESA DE ARAQUE E O REI DESTRUIDOR DA FAUNA


Encrenca para o Rei: aparece uma princesa — que não sua rainha — na história da caçada na ÁfricaRicardo Setti/Veja


A bela princesa Corinna zu Sayn-Wittgenstein, 46 anos: amizade perigosa para o Rei Juan Carlos (Foto: blick.ch)
Foram vários os sintomas de que pode ter havido algo mais do que uma viagem a Botswana, na África, para caçar elefantes — de si mesma um absurdo para o chefe de Estado de um país, como a Espanha, em brutal crise econômica e aperto de cintos, além de praticar uma generosa política de defesa do meio ambiente, da fauna e da flora — na grande mancada que obrigou o Rei Juan Carlos a pedir desculpas aos cidadãos.
O Rei, 74 anos, pediu desculpas ao país, num gesto elogiado quase unanimemente, mas, diante da fulgurante participação nos episódios da bela princesa alemã Corinna zu Sayn-Wittgenstein, 46 anos, parece que precisará também justificar-se ante a Rainha Sofia. Vejam os sintomas de que pode haver um caso real na história toda:
Primeiro sintoma: o chefe de governo, Mariano Rajoy, só ficou sabendo que o Rei estava em Botswana na madrugada do sábado, 14, para o domingo, 15, quando Juan Carlos sofreu a queda no bangalô em que se hospedava que lhe provocou fratura de fêmur. Mesmo sendo uma viagem privada, é um evidente absurdo que o chefe de governo não conhecesse o paradeiro do chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas.
Segundo sintoma: usualmente caloroso e emotivo com os três filhos e oito netos, o Rei embarcou sigilosamente para Botwsana, num jato particular, a despeito da hospitalização do neto mais velho e favorito, Froilán, 13 anos, que, num acidente na fazenda do pai, Jaime de Marichalar, disparou uma pequena escopeta contra o próprio pé. (Marichalar e Elena, filha do rei, são divorciados).


O Rei cumprimenta a princesa numa solenidade pública (Foto: rp-online.de)
Terceiro sintoma: a Casa Real não disse, antes ou depois do episódio, uma só palavra sobre quem acompanhava o Rei na viagem à África, que Juan Carlos na verdade fez a convite e às expensas do magnata hispano-saudita Mohamed Eyad Kayan, dono do jato e intermediador de negócios entre a Arábia Saudida e empresas espanholas. A presença da princesa Corinna, organizadora do safári, foi vazada por outros integrantes da comitiva.
Quarto sintoma: em viagem à Grécia para passar a Páscoa ortodoxa com os irmãos, a rainha Sofia só visitou o marido num hospital de Madri quatro dias depois do acidente, e a visita, significativamente, não chegou a durar meia hora.
Corinna, uma sueca naturalizada alemã que se divorciou do marido em 2005, mas manteve o título, conheceu o Rei em 2006, num jantar de homenagem ao monarca em Ditzingen, no sul da Alemanha. Tempos depois, mudou-se para Barcelona. Fã de safáris e regatas, costuma acompanhar o Rei em alguns desses eventos, sob o espesso silêncio da grande imprensa espanhola, que sempre se referia a ela, antes desses episódios, como “amiga próxima” de Juan Carlos.


O magnata hispano-saudita Mohamed Eyad Kayali, também caçador de elefantes, foi quem convidou Juan Carlos e pagou sua viagem (Foto: Johan Calitz Safaris)
Mesmo agora, após o episódio, enquanto a imprensa de fofocas, sobretudo na web, publica um amontoado de informações sem fonte confiável e chegam a mencionar Corinna como “amante” do Rei — a revista Lecturas traz na capa uma chamada dizendo “A Rainha, mais solitária do que nunca” –, a grande imprensa trata o caso com luvas de pelica.
No principal jornal espanhol, El País, quem mais avançou o sinal foi a escritora e colunista Elvira Lindo. “O país mudou muito e exige algo de coerência moral a quem faz pregação, mas não com o exemplo”, escreveu ela, provavelmente recordando a mensagem de Natal em que o Rei, diante da crise, disse, a certa altura: “Todos, sobretudo as pessoas com responsabilidades públicas, temos o dever de observar um comportamento adequado, um comportamento exemplar”.
Elvira Lindo continuou comentando o papel da Rainha Sofia e referindo-se, sem entrar em detalhes, a “deslealdades permanentes no casamento”.

A capa de "Lecturas": no quadrinho menor, à esquerda, retrato de Sofia com a chamada: "A Rainha, mas solitária do que nunca". A foto principal é de Froilán, o neto mais velho do Rei
No mais que centenário e conservador La Vanguardia, de Barcelona, seu subdiretor, Enric Juliana, acenou com algo num texto em que diz, a certa altura: “O balanço da monarquia constitucional é sólido, mas há notícias que — se reiteradas — poderiam provocar mais dano do que o estouro de uma manada de elefantes”.
Curiosamente, entre fontes com credibilidade, foi o ex-diretor do também mais que centenário jornal monarquista ABC José Antonio Zarzalejos quem concedeu entrevista a um site de celebridades dizendo que a “estreita e íntima relação” do Rei com a princesa “deixou de constituir um rumor para converter-se emuma certeza”. Ele assegura, também, que há documentação comprovatória de que Corinna vez por outra acompanha o Rei em viagens oficiais ao exterior.
Resta saber, depois de tudo isso, se a promessa de Juan Carlos de que “isso não vai se repetir nunca mais” vai influir em sua “amizade próxima” com a princesa .

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O INDIGNO REI JUAN CARLOS I, O MATADOR DE ELEFANTES, PEDE " PERDÃO"! HIPÓCRITA!!!


Rei da Espanha deixa hospital e pede perdão por viagem a Botsuana

Juan Carlos foi operado de fratura no quadril em polêmica viagem de caça.
Ele disse que viagem foi um 'equívoco' que não vai voltar a acontecer.

Da AFP


O rei Juan Carlos da Espanha deixa o hospital nesta quarta-feira (18) em Madri (Foto: AFP)O rei Juan Carlos da Espanha deixa o hospital
nesta quarta-feira (18) em Madri (Foto: AFP)
O rei Juan Carlos da Espanha lamentou, depois de receber alta nesta quarta-feira (18) da cirurgia por uma fratura no quadril sofrida durante uma viagem a Botsuana para uma caça, o que chamou de "equívoco", que virou o centro de uma grande polêmica por ter acontecido no momento em que o país sofre uma crise econômica.
"Eu sinto muito, me equivoquei e não voltará a acontecer", disse um entristecido Dom Juan Carlos ao deixar o hospital de Madri no qual foi submetido a uma cirurgia no quadril na madrugada de sábado.
O monarca, que fez as declarações com semblante sério, antes de deixar a clínica São José, disse que está "muito melhor" e que deseja retomar as obrigações.
O rei Juan Carlos recebeu alta depois que os médicos consideraram o pós-operatório muito satisfatório.
De acordo com o boletim do hospital, ele conseguiu plena autonomia para os movimentos cotidianos.
O monarca foi submetido a uma cirurgia na madrugada de sábado por uma fratura no quadril, depois de ser repatriado de Botsuana, onde participava em uma expedição de caça.
O fato do rei estar caçando em um momento de grave crise econômica da Espanha virou uma grande polêmica na Espanha, que levou Juan Carlos a pedir desculpas nesta quarta-feira.
tópicos:

sábado, 14 de abril de 2012

ARGENTINA QUER "GANHAR" EMPRESA PETROLÍFERA ESPANHOLA (ARGENTINA WANTS TO "WIN" SPANISH OIL COMPANY)


Los múltiples conflictos entre petroleras privadas y gobiernos latinoamericanos

Por:  13 de abril de 2012
Ni Repsol YPF ha tenido solo problemas en Argentina ni este país es el único en Latinoamérica donde las petroleras privadas han enfrentado conflictos con los gobiernos. Las disputas van desde Bolivia a Ecuador y desde Venezuela a Brasil.

En Argentina, tras la crisis socioeconómica de 2002, el precio del gas quedó congelado y apenas ha aumentado desde entonces. Además, el entonces Gobierno de Eduardo Duhalde (2002-2003) impuso impuestos a la exportación de hidrocarburos. Así fue que varias petroleras demandaron a Argentina ante el Centro Internacional de Arreglo de Diferencias Relativas a Inversiones (CIADI), un tribunal del Banco Mundial: las norteamericanas Exxon Mobil y Pioneer, la alemana Wintershall, la francesa Total y la angloargentina Pan American Energy (PAE, controlada por BP). PAE y Pioneer desistieron finalmente de sus pleitos con tal de que las provincias argentinas les renovaran concesiones de áreas petroleras. Más de una empresa en toda Latinoamérica ha seguido el mismo camino porque el negocio futuro resultaba mayor que la indemnización que pretendían por los conflictos pasados. Exxon Mobil, que también se quejó porque el Gobierno argentino le impidió exportar gas a Chile para que abasteciera el mercado interno, ha concluido un litigio, pero mantiene otro. Total sigue con su querella, mientras que Wintershall perdió la suya. Repsol no siguió el camino de estas petroleras, aceptó venderle un 25% al grupo argentino Eskenazi, pero ahora enfrenta la amenaza de la nacionalización.
En Bolivia, el Gobierno de Evo Morales reestatizó YPFB, expropió las filiales de otras petroleras y renegoció concesiones a empresas privadas de modo de que YPFB esté presente en todas ellas con una mayoría de las acciones. Casi todas las empresas, incluida Repsol, se acomodaron a las nuevas reglas de juego, pero PAE no y ha iniciado un juicio contra Bolivia ante el CIADI por la nacionalización de su petrolera Chaco. La causa aún continúa pendiente, más allá de que Bolivia ha renunciado a ese tribunal internacional en 2007. Una vez que un país se sale del CIADI, los pleitos vigentes continúan su curso y además existen tratados bilaterales de protección de inversiones que los gobiernos también deben renegociar para sacarse de encima la tutela de esa corte.
En Ecuador, el Gobierno de Rafael Correa renegoció los contratos petroleros para que el Estado se quedara con una mayor porción de las ganancias. Además expropió concesiones a compañías que presuntamente habían incumplido sus obligaciones contractuales, un argumento similar al que han usado las provincias de Argentina cuando recientemente le quitaron a YPF (filial de Repsol) áreas que representan casi un cuarto de su producción en este país. Además, una ley de 2010 estableció que el Estado, con PetroEcuador, será el que explote las áreas de petróleo y gas y podrá delegar las tareas operativas en empresas privadas. Repsol había presentado dos demandas contra Ecuador en el CIADI, pero finalmente las retiró como parte de una negociación para seguir haciendo negocios en ese país. La norteamericana City Oriente siguió el mismo camino. Sus compatriotas Occidental y Perenco mantienen los pleitos por expropiación de sus campos. Del mismo origen, Burlington sigue también con el suyo contra el reparto de mayores beneficios al Estado. Murphy, también de EE UU, ha ido al CIADI por el mismo motivo, pero el tribunal se declaró incompetente para juzgar este caso. Ecuador renunció al CIADI en 2007. La petrolera estatal brasileña Petrobras no aceptó las nuevas reglas de juego de 2010 y se marchó.
En Venezuela, el Gobierno de Hugo Chávez impulsó una ley que estableció que la explotación de los hidrocarburos iba a quedar en manos de Petróleos de Venezuela (PDVSA) o en empresas con participación privada en las que esa compañía estatal mantuviera más del 50% de las acciones. La italiana ENI se había negado a aceptar esas condiciones, recurrió al CIADI, pero acabó por desistir del pleito para llegar a un arreglo con el Gobierno. Venezuela también expropió campos. Dos empresas, las estadounidenses ConocoPhillips y Exxon Mobil, no quedaron conformes con las indemnizaciones que el Estado les ofreció y han tocado las puertas del CIADI. Por eso, en enero pasado, Chávez decidió retirar a su país de ese tribunal.

Brasil ha aprobado en 2010 una ley que establece que Petrobras será la operadora de todos los bloques de la provincia petrolera Pre-Sal (en el mar) y otras áreas estratégicas y tendrá una participación mínima del 30% en los consorcios formados para su explotación. Pero esta ley no tenía efectos retroactivos, por lo que no provocó demandas de las compañías privadas. Sin embargo, Brasil también tiene su conflicto con una petrolera, la norteamericana Chevron. No es por una cuestión contractual sino por un derrame de crudo en noviembre pasado. El Ministerio Público Federal de Brasil denunció penalmente a Chevron, a su contratista Transocean y a 17 directivos de ambas empresas por su responsabilidad en un vertido de 2.400 barriles en el litoral del estado de Río de Janeiro. Chevron ya ha sido condenada en Ecuador a pagar 18.000 millones de dólares (13.768 millones de euros) por derrames entre 1964 y 1990 en la provincia amazónica de Sucumbíos. Este caso acaba de llegar a la Corte Suprema de Ecuador.