sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A FARRA DA FAB - FORÇA AÉREA BRASILEIRA

A farra da FAB

Ministério Público investiga fraude na folha de pagamento da Aeronáutica depois de descobrir que oito mil militares demitidos nos últimos dez anos permanecem ativos em cadastro interno

por Claudio Dantas Sequeira

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ROMBO
Fraudes na FAB podem chegar a R$ 3 bilhões, valor correspondente
a 70% do investimento previsto para o setor em 2012
O Ministério Público Federal está debruçado no que pode ser um dos maiores escândalos de desvio de verbas já descobertos envolvendo a Força Aérea Brasileira. Cerca de oito mil militares que foram demitidos nos últimos dez anos continuam ativos no cadastro interno da FAB e de órgãos federais, como o Ministério do Trabalho e da Previdência. Na enorme lista de soldados fantasmas – que corresponde a 12% do efetivo da Aeronáutica – constam até mortos, segundo documentos obtidos com exclusividade por ISTOÉ e que estão sendo analisados pelo procurador da República Valtan Timbó Furtado, do 7º Ofício Criminal, de Brasília. Depois de analisar os papéis, que incluem laudos internos da Aeronáutica e do Ministério da Defesa, o procurador encontrou elementos suficientes para investigar a FAB por crime contra o patrimônio e estelionato. “Vou pedir à Polícia Federal que instaure o inquérito”, disse Furtado à ISTOÉ. O rombo pode alcançar R$ 3 bilhões, valor equivalente a 70% de todo o investimento da Força Aérea previsto para 2012 e 20% do orçamento da Defesa. Na mira do procurador estão chefes de bases aéreas, comandantes do Estado-Maior da Aeronáutica e dos departamentos e diretorias de pessoal a eles subordinados.

Informada do caso em abril, a presidenta da República, Dilma Rousseff, ordenou uma devassa nas contas da Aeronáutica. Mas pediu sigilo para evitar ferir suscetibilidades. A suspeita da fraude aconteceu quando um grupo de ex-soldados decidiu recorrer à Justiça para tentar reingressar na FAB. Eles são parte de um contingente de 12 mil homens que entraram na Força Aérea entre 1994 e 2001, por meio de concurso público para o cargo de soldado especializado. A função fazia parte do Programa de Modernização da Administração de Pessoal, idealizado pelo brigadeiro José Elislande Bayo, que mais tarde seria secretário de Finanças da Aeronáutica. Em documento interno, classificado como reservado, Bayo atacou a “cultura viciada de improviso” e “métodos ultrapassados”. Para combater esses problemas, propôs a reestruturação de quadros e a criação da “figura do soldado especializado”, que poderia “dispensar o recrutamento para o serviço militar obrigatório”.

A ideia parecia boa, mas por algum motivo não funcionou. Dos 12 mil soldados especializados que prestaram concurso, apenas quatro mil foram aproveitados. Os demais acabaram desligados da FAB sem nenhuma justificativa, ao término de seis anos engajados. Como o edital não previa temporalidade, cerca de três mil desses soldados reuniram-se numa associação, a Anese, Associação Nacional dos Ex-Soldados Especializados, e passaram a cobrar o direito de reingresso. Foi quando descobriram que seus cadastros continuavam ativos, apesar da demissão. Luiz Carlos Oliveira Ferreira, por exemplo, trabalhou no Parque de Material Aeronáutico dos Afonsos até 2001. Seu desligamento foi publicado em boletim interno, mas a FAB não comunicou a dispensa ao TCU, ao Ministério do Trabalho ou à Previdência. Quem consulta a RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) e o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) verifica que Ferreira e tantos outros, como os ex-soldados Williams de Souza, André Miguel Braga Longo, Alexandre Gregório, Edmilson Brasil e Anviel Rodrigues, nunca foram demitidos de fato. “A FAB cometeu todo tipo de fraude cadastral”, acusou o ex-soldado Marcelo Lopes, que integra a direção da Anese em Brasília.
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NA JUSTIÇA
Cerca de 3 mil soldados reuniram-se numa associação,
a Anese, e passaram a cobrar o direito de reingresso à FAB
Robson Sampaio, da Anese do Rio, cita o caso de Alexandre Gregório, que após deixar a Aeronáutica prestou concurso para a Prefeitura do Rio e se surpreendeu ao descobrir que suas guias do CNIS, da Rais e do Caged estavam em nome de Denílson Nogueira, que consta como ativo no Parque de Material Bélico de São Paulo. Outro caso é o de Edmilson Brasil, que constam no Caged como aposentado, embora tenha sido demitido da FAB e hoje trabalhe na empresa Tecnoval Laminados. “Isso é caso de polícia. É preciso investigar a fundo essa fraude bilionária”, afirma Sampaio. As fraudes, segundo ele, também envolvem duplicidade de certificado de reservista de milhares de militares, como os ex-soldados especializados Teodoro dos Santos Gomes, Sandro Roberto de Souza, Nuil Benigno Andrade Ferreira e Alessandro Baptista. Eles descobriram que foram emitidos certificados em seus nomes tanto pelo Exército como pela Aeronáutica. Até mortos figuram como ativos na FAB, como Paulo Fabrício Cavalcante Vieira, morto em outubro de 2000 numa troca de tiros.

Questionada por ISTOÉ, a FAB negou o desvio de recursos e garantiu que os soldados especializados foram desligados da folha de pagamento da Aeronáutica. Em nota, a assessoria de imprensa alegou que os militares deixaram de constar da RAIS “desde quando deixaram de receber remunerações pela Aeronáutica”, o que não é verdade. Da mesma forma, a FAB alega que o fato de os soldados desligados estarem “ativos” no CNIS, no Caged e no CBO “não implica o pagamento de benefício pecuniário e tampouco recebimento de qualquer dotação orçamentária”. A justificativa não explica, por exemplo, o caso de Paulo André Schinaider da Silva. ISTOÉ obteve uma cópia da ficha interna do banco de dados da FAB, chamada SGIPES (Sistema de Informações Gerenciais de Pessoal). O soldado, admitido em 1998 e desligado em 2004, consta no cadastro sigiloso como “militar inativo”. Ou seja, aposentado. Portanto, beneficiário da previdência militar. Schinaider, porém, garante que não recebe o dinheiro. “Quero saber para onde está indo minha aposentadoria como militar. Para a minha conta é que não é!”, diz Schinaider. Ao procurar a FAB, o ex-soldado gravou com uma câmera escondida um funcionário informando que houve uma reunião para discutir sobre como desligar os soldados do sistema da FAB. “Ele disse que não havia como e que uma tenente ficou responsável por enviar ao Ministério do Trabalho e à Previdência pedidos de retificação da RAIS. Mas isso não muda nada lá dentro”, afirma Schinaider.

Uma análise da assessoria jurídica, mantida a sete chaves pelo comando, também atestou a falha no cadastro de soldados e alunos das escolas de formação de oficiais e sargentos, recomendando à FAB que passe a comunicar “os ingressos e saídas de praças e alunos” ao Tribunal de Contas. Descobriu-se que, embora os desligamentos dos soldados constem de boletim interno da FAB, os mesmos não foram informados aos órgãos de controle, nem ao Ministério do Trabalho ou à Previdência Social. Destacado para cuidar do assunto, o ex-deputado José Genoino, assessor especial do ministro Celso Amorim, admitiu em reunião com ex-soldados o “nó jurídico e material”. Resta saber se esse nó pode ser desatado e a quem beneficia. Em 2004, o TCU condenou Jayro José da Silva, ex-gestor de finanças da Subdiretoria de Pagamento de Pessoal, a devolver quase R$ 4,6 milhões em decorrência de uma fraude no cadastro. Ouvido por ISTOÉ, o coronel, que foi expulso da FAB, diz que assumiu a responsabilidade sozinho. “Perdi minha carreira, meu emprego e minha honra. Aguentei tudo para proteger muita gente”, disse. Questionado sobre quem seriam esses oficiais, Silva foi lacônico. “Melhor não mexer nisso.”
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PROVA DO DESCONTROLE
Foram emitidos certificados de reservista, em nome do militar Alessandro Baptista,
tanto pela Aeronáutica quanto pela Marinha, o que aumenta as suspeitas de irregularidades
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Documento da Previdência (acima) mostra que, embora tenha sido demitido da FAB,
o militar André Longo continua com cadastro ativo na Aeronáutica. O MP, em ofício
encaminhado ao Departamento de Ensino da Aeronáutica (abaixo),
alerta para as irregularidades na dispensa de soldados
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CENTRO TÉCNICO AEROESPACIAL DE UGANDA

http://ugandanway.com/asrp/page.php?27


Founder Of ASRP
The founder of ASRP is called Chris Matovu Nsamba formally part of the U.S Marines.
He is the founder/ CEO/Association president of the first Advanced African Space Research Program. He attended Primary/Elementary at Shimoni Demonstration, and the rest of his education was hosted in U.S.
His Father was a former attorney general in Uganda by the names of Mattias Matovu owning a partnership firm which was known as Mugerwa Matovu advocates in diamond trust.
His mother’s names are Sarah Nalubwama formerly employed in Coffee Marketing Board.

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CENTRO TÉCNICO AEROESPACIAL DE UGANDA: AMOR, TRABALHO, DEDICAÇÃO E UM GRANDE SONHO!

 

02/12/2011 11h00
Ugandense faz projeto caseiro para lançar foguete tripulado ao espaço

Chris Nsamba trabalha nos fundos da casa da mãe, em Campala.
Ele afirma que todo cientista de sucesso já foi chamado de maluco.

Do G1, com AFP
Um homem de Uganda está sendo chamado de maluco porque quer lançar um africano ao espaço na próxima década.
Chris Nsamba, morador da capital, Campala, fundou o chamado Programa de Pesquisa Espacial Africano, e está constuindo por conta própria o foguete African Skyhawk.
Em sua defesa, ele afirma que todo cientista de sucesso já foi chamado de maluco.
Nsamba trabalha no quintal da casa da mãe, no subúrbio de Ntinda.
O foguete African Skyhawk (Foto: AFP)O foguete African Skyhawk (Foto: AFP)
O foguete African Skyhawk (Foto: AFP)
Chris Nsamba ao lado do foguete African Skyhawk (Foto: AFP)
tópicos:

 

 

Building an African space program from the ground up



Michelle Sibiloni / AFP - Getty Images
Chris Nsamba, the founder of the African Space Research Program, leans against the African Skyhawk, an aircraft built to test the skills of the program's engineers, in Kampala, Uganda, on Nov. 11.
Standing in the yard of his mother's home in a suburb of the Ugandan capital, Chris Nsamba maps out his dream -- within the next ten years, the space enthusiast wants to launch one of his countrymen into orbit. 
Nsamba, founder of the African Space Research Program, outlined his plans to Agence France-Presse as he showed off the African Skyhawk, an aircraft built by his team of volunteer engineers to test their skills before they begin work on a shuttle.
Nsamba is well aware of the skepticism with which many will greet his plans, but it does not seem to affect him. At one time or another, he says, every successful scientist has been called a madman.

Michelle Sibiloni / AFP - Getty Images
Sarah Lugwama, center, Chris Nsamba's mother, watches the African Skyhawk jet being constructed in the back yard of her home in the Kampala suburb of Ntinda on Nov. 11.
Watch a video report on Nsamba's team's achievements thus far by NTV Uganda:
http://www.ntvuganda.co.ug/
A few days after Makerere University unveiled its locally assembled electric car, the Kiira EV, another group of Ugandans continues with yet another innovative venture- that of assembling the country's first aircraft. The group that started out a year ago has now progressed and is in the final stages of putting up the aero-plane.

UNIVAP: MEU " CARO" AMIGO...

NOSSA REGIÃO
Jornal O VALE
December 2, 2011 - 03:01

Novo reitor defende Gargione e diz que nada muda na Univap

 Vista geral do campus da Univap; universidade foi multada por cobrar a segunda via do diploma thiago leon/arquivo o vale
No cargo há uma semana, Teixeira Júnior elogia legado do antecessor e diz que pretende ampliar diálogo com os alunos
Chico Pereira
São José dos Campos

Poucas mudanças devem acontecer na administração da Universidade do Vale do Paraíba até abril de 2012, quando está prevista a eleição do reitor da instituição.

No comando da Univap desde a sexta-feira da semana passada, o atual reitor, professor doutor Antonio de Souza Teixeira Júnior, disse, em entrevista a O VALE, que pretende priorizar no seu ‘mandato-tampão’ a qualidade do ensino e a participação dos alunos na vida acadêmica da universidade.
Teixeira Júnior assumiu o cargo após a demissão do ex-reitor Baptista Gargione Filho pela direção da Fundação Valeparaibana de Ensino, mantenedora da Univap.

Defesa. O atual reitor elogiou e defendeu a administração do seu antecessor, de quem é amigo pessoal e foi aliado no período em que Gargione comandou a instituição de ensino.
“Os resultados da atuação do professor Gargione são muito visíveis e considero-os heroicos”, disse.
Ainda sobre o período de Gargine no comando da universidade, Teixeira Júnior foi enfático: “em 19 anos foi construída a Univap, formou tanta gente e deixa viva a imagem de um realizador de grandes méritos, dificilmente superável”.
Ele fez questão de frisar que, como vice-reitor de Gargione, acompanhou e participou da gestão do antecessor.
“Avaliar a atuação do reitor é facilitada pelos resultados obtidos. A Univap passou a existir e se firmou a partir de sua dedicação à universidade”, afirmou.
Sobre a demissão de Gargione, Teixeira Júnior esquivou-se, mas deu pista de que o ex-reitor recorreu à Justiça. “Não participei da decisão. E prefiro não comentar o assunto, que está sub judice.”

Prioridades. Questionado sobre suas prioridades, o novo reitor declarou que, no setor administrativo, será a valorização dos funcionários.
Na área acadêmica, Teixeira Júnior frisou que a intenção é incentivar uma maior participação dos colegiados da instituição, além de melhorar a graduação e incentivar mais a pós-graduação.
Com relação à possibilidade de promover troca de nos postos administrativos, como de pró-reitores e diretores de cursos, o novo reitor foi evasivo: “é possível, tendo em vista detalhes a conferir”.
Teixeira Júnior afirmou que também planeja manter diálogo com os alunos porque “eles são a razão da existência da universidade”.
Questionado como está a situação financeira da Univap, o novo reitor foi bastante lacônico: “bem”.

Sucessão. Sobre a eleição do novo reitor, Teixeira Júnior disse que o processo de escolha deve seguir “a tramitação democrática de ouvir muito e procurar induzir lideranças acadêmicas a participar”.
Ele frisou que procurar também comunicação máxima com todos os interessados na melhor solução dos problemas da universidade.
Para Teixeira Júnior, a Univap é uma instituição que está aberta à comunidade.
Ele destacou que as atividades de extensão da Univap, como escolas de educação infantil, com mais de mil alunos, é muito bem recebida pela comunidade e que, para o setor empresarial, há o Parque Tecnológico e incubadoras.


SAIBA MAIS

Fundação
A Univap foi criada em 1992 e hoje possui 6 campi

Entidade
A instituição é mantida pela FVE (Fundação Valeparaibana de Ensino)

Administração
Durante 19 anos, a instituição foi gerenciada pelo professor Baptista Gargione Filho

Unidades
A Univap reúne três colégios, duas escolas, um instituto, cinco faculdades e 31 grupos de pesquisa

Demissão
O reitor Gargione foi demitido na semana passada, mas a FVE não informou motivos


Aluno é chamado para reunião
São José dos Campos

Uma comissão de estudantes da Univap vai se reunir com o novo reitor, Antonio de Souza Teixeira Júnior, na próxima segunda-feira.
O encontro foi agendado para as 15h e já é motivo de comemoração entre os alunos.
André Diniz, vice-presidente da União Estadual dos Estudantes, pelo Vale do Paraíba, afirmou ontem que a decisão de Teixeira Júnior de se reunir com uma comissão de estudantes é um sinal positivo.
“Acho que pela primeira vez um reitor da Univap irá conversar com alunos no seu gabinete”, afirmou Diniz.
Segundo ele, a comissão será formada por um representante de cada curso.
“A intenção é estabelecer um canal de diálogo com o reitor. Vamos levar também uma pauta de reivindicações, que está sendo elaborada”, afirmou o estudante.

quanta palhaçada... Esse cara tá ganhando alguma coisa pra fazer isso!
Comentado por Sergio, 02/12/2011 08:14
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ESPORTE CLUBE S. JOSÉ E O INVESTIDOR INVISÍVEL

Esporte
December 2, 2011 - 03:21
Jornal O VALE

S. José: investidor jura que vai dar R$ 5 milhões pelo Teatrão

Vista do interior do ginásio do Teatrão, em São José dos Campos Vista do interior do ginásio do Teatrão, em São José dos Campos
Negócio com o São José ainda pode gerar R$ 30 mil mensais ao clube. Investida pode esbarrar em entraves legais, segundo especialistas consultados pelo O VALE
Marcos Eduardo Carvalho
São José dos Campos

O ainda misterioso grupo investidor de São Paulo que pretende investir no São José promete gastar R$ 5 milhões no arrendamento e recuperação do Poliesportivo da Vila Industrial, além de pagar R$ 30 mil mensais ao clube, em valores corrigidos anualmente por um indexador ainda indefinido.
Apesar do otimismo dos dirigentes do clube, a investida pode esbarrar em entraves legais, segundo especialista em direito público consultado pela reportagem, já que o terreno foi doado pela Prefeitura de São José dos Campos em 1981, com a finalidade de se construir o espaço social, esportivo e recreativo (leia texto nesta página).
O arrendamento, que ainda será votado pelo Conselho Deliberativo do São José no dia 14 de dezembro, seria válido por 30 anos. Na noite de anteontem, a diretoria apresentou o projeto ao Conselho Deliberativo da Águia, que hoje publica edital convocando os demais membros a votar.
Segundo o presidente do São José, Robertinho da Padaria, o nome do grupo ainda é mantido em sigilo por um pedido dos próprios investidores.
“Se eles autorizarem, eu divulgo ainda amanhã, sem problemas. Vamos fazer tudo às claras. Eles são uma empresa idônea e não será nada escondido”, disse o dirigente.
Robertinho se mostra animado com a proposta. “Vamos resolver dois problemas. Além de revitalizar o Poli, vamos usar 100% do dinheiro recebido mensalmente para destinar ao judiciário e pagar as dívidas trabalhistas”, afirmou.

Conselho. O presidente do Conselho Deliberativo do São José, João Batista Cunha, o ‘Alemão’, promete avaliar bem a proposta. “Não tive ainda contato com o grupo (de investidores), tudo o que recebi veio da diretoria. Mas, a princípio, a proposta é muito boa para o São José. Vamos analisar com os pés no chão e ver o que é melhor par ao clube”, afirmou.
Segundo ele, não haveria nenhum impedimento legal no arrendamento. “O Poliesportivo é do São José, que tem a escritura definitiva da área. Na cláusula da doação, a exigência era de construir a parte social e esportiva, e isso já foi feito. O que não pode é vender para terceiro”, disse.

Aluguel. Em 1993, uma lei da então prefeita Ângela Guadagnin passou a permitir que o clube alugasse até 30% da área - hoje correspondente ao Casablanca, ao posto de gasolina e ao antigo Pizza Park.


Ação pode ser ilegal, diz jurista
São José dos Campos

Se o São José arrendar o Poliesportivo para uma empresa terceirizada, poderá até perder o local. Pelo menos, essa é a opinião de especialista em direito público.
“A princípio, é (uma negociação) irregular. A área não foi entregue ao clube para fazer negócios, mas sim para ser usado nos devidos fins”, afirmou o especialista Dalmo Dallari, de São Paulo.
Segundo ele, essa parceria pode até culminar com a perda do patrimônio. “Se for irregular, poderá até ter que devolver à Prefeitura”, disse.
Através da assessoria de imprensa, a Secretaria de Assuntos Jurídicos de São José dos Campos disse que não pode se manifestar sobre o assunto, pois ainda não tem conhecimento da proposta.

A lei. Segundo o artigo 2º da Lei 2224/81, que fala sobre a doação da área para o São José, “o bem objeto da doação destina-se à constituição de núcleo sócio-esportivo-recreativo por conta do donatário, no prazo de 24 (vinte e quatro) meses, a contar da publicação desta Lei”. A lei, de 9 de março de 1981, não diz nada sobre arrendamento.


A PROPOSTA

Modelo de Contrato
Arrendamento para atividades esportivas, sociais, culturais, cívicas, recreativas,
comunitárias, entretenimento e eventos diversos.

Plano para Sócios
Expandir o quadro social

Espaço para o S. José
Sala para: diretoria executiva, conselho deliberativo, conselho fiscal e museu do São José

Funcionários
Manter alguns membros do quadro vigente e contratar novos pela empresa

Tempo de Contrato
Trinta anos

Valor de Contrato
Em negociação (carência de três meses)

Início das Obras
Até 60 dias após a assinatura

Projeção de Investimento
Cinco milhões de reais