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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

ITÁLIA, PAÍS DE MERDA - BERLUSCONI

Chantagem

'Vou embora deste país de merda', diz Berlusconi em ligação interceptada

Publicada em 01/09/2011 às 13h58m
O GloboCom agências internacionaisSilvio Berlusconi, em junho - Reuters
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, teria sido vítima de extorsão e, numa conversa com um dos suspeitos no caso, afirmou que pretendia deixar a Itália, chamada por ele de "país de merda". O diálogo por telefone com Valter Lavitola, diretor e editor do jornal "Avanti!", aconteceu no dia 13 de julho e foi interceptado pela Procuradoria de Nápoles.

- Em alguns meses me vou. Vou embora deste país de merda, do qual estou nauseado. Ponto e basta - disse Berlusconi na conversa com Lavitola, segundo a agência de notícias Ansa.
Na ligação de 13 minutos, o principal assunto são os processos judiciais contra Berlusconi. O premier nega as acusações contra ele, mas, de acordo com as autoridades locais, o áudio é "relevante" por provar a "especial proximidade" entre o premier e o editor.
- Eu sou assim, transparente, limpo nas minhas coisas. Não há nada que me possa incomodar, entendeu? Eu sou uma pessoa que não faz nada que possa ser assunto de notícias criminais. Estou absolutamente tranquilo - disse o chefe de governo no telefonema.
Lavitola é investigado sob acusação de ter extorquido Berlusconi. A polícia italiana prendeu na manhã desta quinta-feira duas pessoas ligadas ao mesmo caso: o executivo Giampaolo Tarantini e sua mulher, Angela Devenuto.
Tarantini teria chantageado o premier devido à investigação policial que apura se mulheres menores de idade foram pagas para frequentar festas na casa de Berlusconi. O empresário, que também está sendo investigado por auxílio à prostituição na região de Bari, afirmou que pagou Patrizia D'Addario, uma prostituta de luxo, e outras mulheres para que fossem a uma festa na casa de Berlusconi.
De acordo com o promotor de Justiça de Nápoles, Francesco Greco, o empresário prometera não divulgar interceptações telefônicas embaraçosas sobre as mulheres que iam a festas de Berlusconi. O executivo também diria que o premier não sabia do que acontecia nas festas, chamadas por Berlusconi de "bunga-bunga".
Segundo a revista semanal italiana Panorama, a Procuradoria de Nápoles trabalha com a hipótese de que Tarantini teria recebido um montante de 500 mil euros. Em declarações à revista Panorama, o premier negou ter sido vítima de extorsão e declarou que "ajudou uma pessoa [Tarantini] e uma família com filhos que se encontrava, e se encontra, em graves dificuldades econômicas".
Mas trechos de outras conversas telefônicas entre Tarantini e Lavitola demonstram que a dupla tinha o objetivo de manter Berlusconi "com a corda no pescoço", "de joelhos" e "sob pressão", segundo expressões usadas durante as ligações.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/09/01/vou-embora-deste-pais-de-merda-diz-berlusconi-em-ligacao-interceptada-925266639.asp#ixzz1WnQubFLw 
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sábado, 19 de fevereiro de 2011

3 B = BERLUSCONI, BILIONÁRIO, BÔBO!!!



"Berlusconi me disse que a bunga-bunga era um harém, o que ele copiou de seu amigo (o ditador líbio Muamar) Kadafi, e que consistia em garotas tirando a roupa e concedendo-lhe 'prazeres sexuais'. Ele me levou até seu escritório, e me fez entender que minha vida mudaria completamente se eu participasse”


Dezenas de mulheres nuas dançando e se acariciando em torno do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, disputam sua atenção, de acordo com a marroquina Karima El Mahroug, mais conhecida como Ruby, pivô do escândalo envolvendo Il Cavaliere. Era assim que aconteciam as chamada "festas bunga-bunga" do chefe de governo italiano.


Trechos do depoimento de Ruby para os investigadores vazaram para o jornal italiano La Repubblica. "Depois do jantar, íamos para um salão no subsolo, onde acontecia a bunga-bunga", contou a moça. "Todas as garotas ficavam nuas durante a bunga-bunga, e eu tinha a sensação de que elas estavam competindo umas com as outras para fazer com que Berlusconi as notasse, com performances sexuais cada vez mais ousadas.”

Em outro trecho do depoimento, Ruby descreve como foi seu primeiro encontro com o premiê italiano. "Naquela noite, Berlusconi me disse que a bunga-bunga era um harém, o que ele copiou de seu amigo (o ditador líbio Muamar) Kadafi, e que consistia em garotas tirando a roupa e concedendo-lhe 'prazeres sexuais'". E acrescentou: "O primeiro-ministro me levou até seu escritório, e me fez entender que minha vida mudaria completamente se eu participasse da bunga-bunga.”


Ela conta ter se recusado em uma primeira ocasião, mas acabou se unindo ao "harém" de Berlusconi da segunda vez em que o visitou, em março - mas garantiu que sua condição era manter-se vestida. "Eu não tirava a roupa e não mantinha relações sexuais", afirma. "Eu era a única garota vestida, e apenas para ter algo para fazer eu levava para o primeiro-ministro um Sanbitters de vez em quando", contiua, referindo-se a um popular drink não alcoólico vendido na Itália.


Ruby é peça-chave do processo que corre na justiça italiana contra Berlusconi, acusado de contratar seus favores sexuais quando a marroquina ainda era menor de idade. Berlusconi também é acusado de abuso de poder, por um episódio em que obrigou a polícia a libertar Ruby, detida por roubo, mentindo que ela era sobrinha do presidente deposto do Egito, Hosni Mubarak.

Julgamento – O julgamento do primeiro-ministro, que declarou não estar nem um pouco preocupado com o processo, começará no dia 6 de abril. Não houve acusações judiciais relacionadas com as festas "bunga-bunga", que, no entanto, se tornaram motivo de inúmeras piadas na Itália nos recentes meses. Berlusconi admitiu que é "um pecador, como todo mundo", mas acusou os juízes moralistas e adversários puritanos de orquestrarem uma campanha contra ele.


(Com agência France-Presse)