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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

PALLADINO, O AMIGO DO SÍLVIO SANTOS


Justiça bloqueia contas de empresas de ex-presidente do Panamericano
Segundo relatório da PF, que embasou a decisão, há elementos que indicam que quatro das empresas de Palladino são fictícias
06 de fevereiro de 2011 | 23h 30

Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A Justiça Federal bloqueou as contas de quatro empresas do ex-diretor superintendente do Banco Panamericano, Rafael Palladino. A medida foi tomada com base em relatório da Polícia Federal que apontou "elementos que indicam ser fictícias as empresas".

O bloqueio atinge Max Control Evento e Promoção Ltda, Max América Participações Ltda, Max América Negócios Imobiliários Ltda e a RCF Administração e Participações Ltda.

A Justiça já havia decretado a quebra do sigilo bancário e fiscal de algumas empresas de Palladino. A PF argumentou à Justiça que o bloqueio das contas "é imprescindível como forma de garantir ressarcimento às pessoas físicas e jurídicas lesadas e que os recursos desviados (do Panamericano) tenham como destinação a reparação do dano causado ao sistema financeiro".

O bloqueio foi decretado em 21 de janeiro pelo juiz Fausto Martin De Sanctis, então titular da 6.ª Vara Criminal Federal – nesse mesmo despacho, o juiz ordenou a quebra do sigilo de empresas de Palladino.

A PF apurou que o Banco Panamericano teria "firmado contratos com empresas de seus ex-diretores e também com empresas pertencentes ao Grupo Silvio Santos, meio este possivelmente empregado para propiciar o desvio de recursos da instituição financeira que geriam".

A PF sustenta que Palladino figura como responsável por várias empresas supostamente fantasmas, "cadastradas com um mesmo endereço" – rua Pedroso Alvarenga, Itaim, São Paulo.

Psicologia

Os federais constataram que no local funciona um consultório de psicologia e fonoaudiologia e que uma sala servia apenas para recebimento de correspondências das empresas. A PF sustenta que pode ter havido desvio de recursos do Panamericano "mediante criação de despesas que, direta ou indiretamente, beneficiaram os responsáveis pela ação criminosa".

Diligências de busca e apreensão, em dezembro, reforçaram suspeitas, segundo a PF, de que ex-diretores do banco desviaram altas somas de dinheiro de empresas do mesmo grupo econômico.

Foram encontradas notas fiscais de serviços prestados para empresas do mesmo grupo. "Diante da presente postulação (bloqueio), e considerando já ter sido iniciado pelo Banco Central o processo de rastreamento de valores de empresas em que ex-dirigentes do Panamericano figuram como sócios e/ou responsáveis, entendo ser o caso de acolhimento do pedido, diante das suspeitas de que algumas das empresas seriam fictícias e possam estar relacionadas aos fatos apurados no inquérito", assinalou o juiz Fausto De Sanctis, no despacho de 21 de janeiro.

A Justiça expediu ofício ao Banco Central "para que retransmita a ordem a todo o sistema financeiro nacional para cumprimento e para que identifique todas as contas bancárias, depósitos de poupanças, depósitos a prazo e outros bens, direitos e valores relacionados aos CNPJs (das empresas de Palladino) e após determine os respectivos bloqueios".

As informações do BC acerca dos ativos bloqueados deverão ser enviadas à PF, "com indicação pontual dos bloqueios, número das agências bancárias e da conta/depósito e seus titulares".

O juiz impôs que, em razão do caráter sigiloso das medidas, o delegado do inquérito, Rodrigo Sanford, deverá comunicar a conclusão das diligências tão logo cumprido o bloqueio judicial das contas pelo BC.



O PSDB e o PanAmericano

O PSDB tentará convocar os presidentes do BC e da CEF para explicar no Congresso o caso Banco PanAmericano. O ponto central é menos a operação de venda e mais os antecedentes. Do BC, vai querer saber o porquê de a fiscalização não ter detectado antes o rombo bilionário. Da Caixa, indagará o motivo de não ter dimensionado o buraco do banco antes de comprar 49% dele das mãos de Silvio Santos.
Por Lauro Jardim

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

NÓS, OS OTÁRIOS, É QUE PAGAMOS ESTAS MARACUTÁIAS TÔDAS!

urubu



Lavô-tá-novo
1 de fevereiro de 2011 | 18h28

Celso Ming

A operação de salvamento do Banco Panamericano pode ter sido uma maravilhosa obra de engenharia política e financeira, mas razões há para entender que o sistema bancário nacional ficou mais vulnerável a lambanças de todo tipo.

Um rombo acima de R$ 4 bilhões, aparentemente cavado pelos diretores, foi prontamente coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que vai assumir as perdas em nome da preservação do sistema. Quando se imaginava que o déficit fosse de R$ 2,5 bilhões ainda se exigiu garantia de todos os bens do acionista controlador. Quando foi ampliado para acima de R$ 4 bilhões já não se pediu mais nada. Vá entender.

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Silvio Santos. “Não perdi nada” (FOTO: Leonardo Soare/AE)

Com enorme sorriso estampado em todos os veículos de comunicação, Silvio Santos (Senor Abravanel) comemorou quanto pôde: “Não ganhei nem perdi nada. A televisão não está mais à venda, a Jequiti também não está mais à venda e as Lojas do Crediário do Baú também não estão mais à venda. A única coisa que foi vendida foi o banco”.

Desta vez não foram empenhados recursos públicos, no sentido de que não saíram do Tesouro e tenham sido puxados do bolso do contribuinte. Mas não dá para dizer que esse FGC seja constituído de recursos unicamente privados. Tem, sim, administração privada e é formado por contribuições dos bancos. Como essas contribuições constituem custos dos bancos é óbvio que a conta está sendo disfarçadamente empurrada para o correntista e para o cliente das instituições, que cobrem esses custos ou por meio de pagamento de tarifas ou por meio de corte de remuneração para suas aplicações financeiras.


Enfim, ao final de uma história de desmandos, não há culpados nem responsabilizados. Há apenas um buracão de R$ 4 bilhões agora generosamente tapado. Levado às suas últimas consequências, esse desfecho está passando o recado de que os administradores de bancos podem aprontar à vontade, podem submeter as finanças da instituição que administram a todas as formas de criatividade. Se, lá pelas tantas, aparecerem coisas esquisitas no balanço do banco – descobertas não pelos auditores, porque estes não enxergam nada, mas por técnicos do Banco Central – ou o governo ou um fundo garantidor qualquer tratará de lavar tudo. É o princípio do lavô-tá-novo, aplicado aos bancos.

Esta surpreendente imunidade não é exclusividade nossa. A crise mostrou que a única vítima dos descalabros financeiros que se viram em escala global foi o Lehman Brothers. Os demais, tanto na Europa como nos Estados Unidos, foram socorridos, capitalizados ou absorvidos, quase todos com verbas públicas ou com verbas privadas regadas por favores de um ou vários governos.

Antes, ainda se dizia que apenas os grandes bancos não podiam quebrar, porque desencadeariam quebra em cadeia (crise sistêmica). Agora, até mesmo nanicos, como o Panamericano, estão defendidos contra riscos de administração incompetente ou fraudulenta.

Grandes naufrágios estão sendo evitados. Mas não foram evitadas outras consequências, especialmente aquilo que os ingleses chamam de “moral hazard” (expressão mal traduzida por “risco moral). Ou seja, não foi acionado nenhum mecanismo punitivo para que essas coisas não se repitam. Ao contrário, os mais espertos também estão felizes.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ONDE ESTÃO OS LOBOS DO BANCO PAN AMERICANO???

howling wolf
ALVARO PEDRO NEVES PEREIRA

Estes 2(dois) "agressivos jovens banqueiros" não são nada mais e nada menos que "laranjas" dos chineses que estão invadindo o Brasil com a conivência do govêrno e este Señor Abravanel, vulgo SS, não tem nada de bobo, inclusive o caixão dêle tem gavetas... acreditem se quiserem!!!

Ghost


OBS:- O BTG Pactual acertou o pagamento de R$ 450 milhões a Silvio Santos.