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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE S.J. DOS CAMPOS E A GMB


NOSSA REGIÃO
Jornal O VALE
February 17, 2012 - 03:52

GM domina debate na eleição dos metalúrgicos

 Produção da GM em São José
Novo presidente do sindicato já tem seu 1º desafio: negociar novo carro para evitar crise no emprego
Arthur Costa
São José dos Campos
O primeiro desafio do próximo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que será escolhido em eleição no final deste mês, será negociar a manutenção de pelo menos 3.000 empregos na fábrica da General Motors, maior colégio eleitoral da base.
O grupo trabalha na montagem de veículos que sairão de linha nos próximos meses. A unidade, conhecida como MVA, não recebe um projeto novo desde 2003, quando ficou responsável pela produção da picape Montana, cuja fabricação foi levada para São Caetano do Sul.
Atualmente, a unidade local produz carros próximos de saírem de linha, como Meriva, Zafira e Corsa. No caso das minivans, a sua versão substituta, conhecida como Spin, será produzida em São Caetano do Sul este ano.
A ociosidade da linha preocupa lideranças empresariais, prefeitura e o sindicato da categoria. Hoje, a GM emprega 8.000 na cidade.
“O MVA está na berlinda. Alguns trabalhadores já foram transferidos para a linha da S10 e outros estão sendo demitidos. Esta é uma realidade”, disse Nilson Araya, o ‘Chileno’, candidato da CTB (Central dos trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).
Ele argumenta que para manter a linha ativa é preciso aumentar o diálogo tanto com a empresa como com os trabalhadores. “O que temos percebido é que o sindicato tem tomado as decisões e induzido trabalhadores ao erro. Falta transparência. Estamos dispostos a salvar essa planta.”
O candidato da Conlutas, central que comanda o sindicato desde 2006, Antonio Ferreira Barros, o ‘Macapá’, não comentou o assunto. O atual presidente da entidade, Vivaldo Moreira, negou que falte diálogo para trazer novos investimentos para São José.
“Os lançamentos foram definidos em 2008. Todos os projetos que nos foram apresentados foram aprovados. A S10 é um exemplo”, disse.
Ele afirmou que a situação do MVA preocupa, mas que a empresa não apresentou novos projetos para a linha.
“Não acredito que os carros saiam de mercado com essa rapidez”, disse Moreira.
Além do MVA, a planta de São José inclui a linha de produção da S10, que emprega 1.500 trabalhadores, e a Powertrain, que faz motores.

Opinião. O diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, Almir Fernandes, considera o sindicato o responsável pela ausência de projetos.
“Nós tivemos chance de trazer dois projetos. A GM não conseguiu aprovação do sindicato e eles foram levados para São Caetano. Enquanto lá está borbulhando, sem lugar para crescer, com terceiro turno, aqui está assim, com temor de novos cortes”, disse.
O secretário de Relações do Trabalho da cidade, José Luís Nunes, afirmou que a situação atual da fábrica preocupa.

Outro lado. A GM não comentou o assunto ontem.

lesionados
Demissões são ilegais, afirma MPT
O procurador do Ministério Público do Trabalho, Alexandre Salgado, considerou irregular a demissão de 20 trabalhadores da GM. Em seu despacho, ele afirma que os funcionários tinham estabilidade legal na empresa, de acordo com o acordo coletivo da categoria. O sindicato impetrou uma ação cível pública ontem contra a empresa, cobrando a reintegração dos lesionados.

São Caetano

Fábrica do ABC tem 100% da capacidade
A produção da General Motors em São Caetano do Sul está a todo vapor, afirma o sindicato da categoria. Pela falta de espaço no complexo da empresa, a GM alugou um terreno vizinho à planta para funcionar de estacionamento dos trabalhadores. A unidade tem 12 mil trabalhadores e produz, em média, 900 veículos por dia. Desde 2011, o terceiro turno foi reativado.

FÁBRICAS DA GM NO BRASIL
São Caetano 
Modelos fabricados: Classic, Montana, Cobalt e Cruze
Projeto futuro: Minivan Spin
Trabalhadores: 12 mil

São José

Modelos fabricados: Corsa, Meriva, Zafira, Classic e S10, além da Powertrain, fábrica de motores e transmissão
Trabalhadores: 8.000

Gravataí (RS)
Modelos fabricados: Celta e Prisma
Projeto futuro: novo compacto da GM
Trabalhadores: 2.000

Joinville (SC)
Fábrica de motores e transmissão está em fase de construção. Depois de concluída, vai gerar 450 empregos diretos e outros 50 indiretos

Outras unidades
Mogi das Cruzes: fábrica de componentes
Sorocaba: centro de distribuição de peças
Indaiatuba: campo de provas

Eleição
Nos dias 29 de fevereiro e 1º de março acontece a eleição do Sindicato dos Metalúrgicos de São José. Concorrem ao pleito as centrais sindicais Conlutas, no comando da entidade desde 2006, e a CTB, de oposição
 
O governo municipal tem que dialogar com a GM de S. José, pois a interferência constante e pesada do sindicato à todo instante na unidade desta cidade, está realmente "espantando" os investimento por aqui e os comentários via radio peão,é que vem demissões pesadas por aí...os funcionários, que precisam do emprego, deveriam e devem abster-se de dar muito ouvido a sindicatos, pois os seus dirigentes estão empregados e não tem o que fazer a não ser perturbar as pouquíssimas empresas que ainda resistem em ficar na cidade,a maioria já foram embora ou estão pensando em irem e as que poderiam estabelecer-se na cidade têm os dois pés atrás antes de planejarem uma planta na cidade. Não precisa ter uma mente excepcional para ver que a cidade está transformando-se na cidade dos shoppings e camelôs, quero ver como a população vai viver, pois a cidade não tem mais a conotação industrial e essa ideia que shopping e mais shopping é só em cabeça de pessoas que não tem argumento para trazerem investimento pesado industrial para a cidade. Acessem o site da GM americana, abaixo:- http://www.gm.com/
Comentado por Alvaro Pedro Neves Pereira, 17/02/2012 07:38

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

GMB, VENHA À NÓS E AO VOSSO REINO NADA



Jornal O VALE
October 20, 2011 - 04:02
REGIÃO

Sindicato recorre ao governo contra PDV da GM em S. José

Pátio Tranzero
Cláudio Capucho
Entidade pede ‘socorro’ à Presidência para evitar corte definitivo de postos de trabalho na fábrica local; programa de demissão deve atingir ao menos 400 empregados, entre setores administrativo e produção
Chico Pereira
São José dos Campos

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos decidiu recorrer ao governo federal na tentativa de evitar que o PDV (Programa de Demissões Voluntárias) anunciado anteontem pela General Motors provoque o fechamento de postos de trabalho na fábrica de São José dos Campos.

Ontem, o sindicato enviou pedido de reunião emergencial à Secretaria Geral da Presidência da República e ao Ministério do Trabalho.

O anúncio do PDV provocou temor na cidade sobre um possível ‘enxugamento’ definitivo do efetivo na cidade, ou até mesmo o fechamento da fábrica.

O sindicato afirma que “vai exigir estabilidade para todos os trabalhadores, que a empresa não feche postos de trabalho e garanta a reposição de vagas abertas pelas adesões ao PDV, com o mesmo nível salarial dos que aderirem ao programa”.

“Em meio aos subsídios e isenções à indústria automotiva, é inadmissível que a empresa apele para demissões e o governo se mantenha calado”, disse o secretário-geral do sindicato, Luiz Carlos Prates, referindo-se ao aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros importados, medida anunciada há um mês e que beneficia montadoras instaladas no país.

Meta. Para o sindicato, o PDV teria como meta a adesão de 400 empregados. “Esse grupo é formado por trabalhadores que estão perto da aposentadoria e por aposentados que retornaram à indústria”, disse o presidente do sindicato, Vivaldo Araújo.

Segundo ele, informações obtidas pelo sindicato revelam que pelo menos 80 trabalhadores já teriam aderido ao PDV.

A planta de São José emprega 8.907 funcionários --a maior na linha de produção.
Araújo rebateu as críticas que apontam suposto risco de São José “perder novos investimentos da empresa e até possível fechamento da unidade por causa da política de confronto do sindicato”. “Essa avaliação é um delírio. O sindicato defende os interesses dos trabalhadores e também da população”, afirmou o dirigente.

A montadora lançou o PDV em todas as fábricas no país para mensalistas (setor administrativo) e também para horistas (produção) em São José.

A GM informou que o programa está relacionado à “intensa competitividade do mercado brasileiro, além dos crescentes custos de mão de obra, matérias primas e insumos”.

No entanto, o presidente da GM na América do Sul, Jaime Ardila, informou, em relação ao corte em São José, que a decisão está relacionada ao fato de a empresa ter concentrado a produção de novas modelos nas fábricas de São Caetano do Sul e Gravataí (RS), onde está contratando para ampliar os turnos de produção.

Mantido. Ontem, a assessoria da empresa informou que os investimentos previstos pela GM no Brasil até 2012, no valor de R$ 5 bilhões, estão mantidos. Em São José, são cerca de R$ 700 milhões.
 
Cury diz estar preocupado, mas ‘entende ajuste interno’São José dos Campos

O prefeito Eduardo Cury (PSDB) informou ontem que está preocupado com o novo PDV lançado pela GM.

Em nota divulgada no começo da noite por sua assessoria, Cury diz que “a prefeitura acompanha com proximidade e preocupação o episódio, mas entende que esse é um ajuste interno da empresa”.

Anteontem, o secretário de Desenvolvimento Econômico, José de Mello Corrêa, também informou que o governo está atento ao assunto. Mello disse se tratar de ajuste interno.

Já o diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Almir Fernandes, voltou a criticar ontem o Sindicato dos Metalúrgicos.

Para ele, a postura política do sindicato impede novos investimentos da montadora na planta de São José.

“Em outras unidades, a GM está contratando e criando turno. Em São José, a empresa não consegue fechar acordos com o sindicato, porque a exigência é muito alta e isso inviabiliza novos investimentos”, disse. Na avaliação do dirigente, a unidade da GM continuará “sendo esvaziada”.

Empregos. A GM lidera a segunda cadeia produtiva que mais emprega na cidade, atrás somente do setor aeronáutico, encabeçado pela Embraer.

ENTENDA O PDV DA GM
Programa
Demissão
GM abre programa de demissão voluntária na unidade de São José dos Campos

Meta
Desconhecida
Empresa não informa a meta de adesão ao programa

Prazo
Sem definição
GM também não informa o prazo de permanência do PDV

Alvo
Setores
O PDV é para todos os trabalhadores da empresa (setores administrativo e produtivo)

Objetivo
Redução
Empresa informa que a redução visa ajustes internos e foi motivada pela concorrência
acirrada do mercado, alta de insumos e de mão de obra

Funcionários
Número
A fábrica de São José emprega 8.907 trabalhadores

Sindicato
Avaliação
Sindicato avalia que o alvo seria os funcionários com mais tempo de casa e aposentados

Adesão
Estimativa
Segundo a direção do sindicato, pelo menos 80 trabalhadores já teriam aderido ao PDV

Investimento
Mantido
GM diz que mantém investimentos previstos na unidade

Contratação
S. Caetano e Gravataí vão na contramão
Enquanto a empresa busca enxugar o setor produtivo da unidade de São José dos Campos, nas plantas de São Caetano do Sul (SP) e Gravataí (RS), a montadora contrata trabalhadores para novos projetos em desenvolvimento, segundo sindicatos dos metalúrgicos das cidades. A unidade de S. Caetano emprega 12.190 trabalhadores e a de Gravataí, 2.700 (só montagem).
Mercado
Estoque de veículos permanece em alta 
A indústria automobilística permanece com estoques elevados, suficientes para mais de um mês de vendas, depois de queda de 4,9% no mês passado na comparação com agosto. O setor obteve na primeira quinzena de outubro leve recuperação, mas puxada pelo segmento de caminhões e ônibus. Foram licenciados 152.080 veículos novos na primeira quinzena deste mês.