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quinta-feira, 31 de maio de 2012

DEPUTADO PERDE CALCINHA EM BRASÍLIA

Scraps
A CALCINHA PERTENCE A UM DOS SENHORES ABAIXO., DE QUEM SERÁ???



Mistério da calcinha perturba a CâmaraFoto: Divulgação


Deputados procuram dono de calcinha perdida na Câmara


MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

Atualizado às 20h48.
Brasília vivia uma tarde agitada nesta quinta-feira, com a CPI do Cachoeira pegando fogo e o mundo político esperando novos capítulos do embate Lula-Gilmar Mendes. Mas na Câmara dos Deputados, apenas um assunto interessava: quem é o dono da calcinha?
A peça íntima em questão caiu do bolso do paletó de um deputado no plenário há 15 dias. As poucas testemunhas, que naturalmente não querem aparecer, não o identificam --apenas insinuam ser um integrante do chamado "baixo clero", deputados sem grande destaque.
O assunto foi tratado com sigilo digno de que uma votação secreta, mas acabou emergindo durante conversa entre seguranças, assessores, deputados e jornalistas.
Elas apenas relatam que ele havia chegado atrasado para a votação do projeto que tipifica crimes cibernéticos, que acabou aprovado.
O deputado, acompanhado de mais três colegas, mexeu no bolso para pegar o celular deixou cair no chão uma calcinha branca e vermelha, um modelo grande de algodão.
Entretido com o aparelho, o parlamentar não percebeu que a peça ficou no chão, no centro do plenário.
Um segurança que acompanhou a cena se aproximou, recolheu a calcinha e a escondeu atrás de uma lixeira.
Alertado, um assessor do presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), recolheu a calcinha, a colocou em um envelope e indicou que levaria para o departamento de achados e perdidos. Em mais um daqueles mistérios do Parlamento, contudo, a seção nunca a recebeu.
"Eu não sei se foi um deputado quem perdeu. Deve ser sacanagem que fizeram com alguém", desconversou Maia. Informado de que se tratava de um "calçolão", reclamou: "Calçolão, não. Isso é um fiasco".
Vendo o colega Arnon Bezerra (PTB-CE), Maia perguntou se ele era o dono da polêmica calcinha. "Deve ser algum fã do Wando que circulou por aqui", disse o petebista, lembrando o já morto cantor que costumava receber calcinhas de suas plateias.

quarta-feira, 2 de março de 2011

"CALCINHA" DA RAINHA DA INGLATERRA VAI À LEILÃO


Peça íntima da rainha inglesa Elizabeth II foi esquecida em um avião particular e herdeiros decidem leiloar
INTIMIDADE Lembrança bizarra da rainha vai a leilão





Leiloa-se de tudo hoje em dia. E chegou no mercado uma das peças mais bizarras que se pode imaginar: uma calcinha da rainha Elizabeth II, da Inglaterra.

A peça íntima, segundo nota publicada no sie te TMZ, pertencia a um playboy que vivia na Flórida chamado "Barão" Joseph de Bicske Dobronyi, apelidado de Sepy.

Ele conseguiu a lingerie real (verdadeiro calçolão com monograma bordado) com um amigo em um avião particular, onde foi esquecida pela monarca durante uma visita ao Chile em 1968.

Com a morte de Dobrony em junho deste ano, seus herdeiros resolveram leiloar a calcinha, pela qual esperam conseguir cerca de US$9 mil, o mesmo preço pago, pasmem, por uma calcinha da Rainha Vitória em 2008.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Lea T. do Paraná: mais uma transexual no mundo das passarelas



6:58 pm, fevereiro 24, 2011
Anna Carolina Lementy

Maite ao lado da sobrinha nos bastidores do Paraná Business Collection
O estilista Alexandre Linhares, do Paraná, tem a sua própria Lea T., a transexual que conquistou o mundo da moda. O nome dela é Maite Schneider. Aos 38 anos, ela se tornou o rosto da marca de Linhares, a Heroína. A coleção atual é inspirada na criação divina. Na campanha publicitária, Maite é “Deus”. Nas fotos, ela aparece com os seios de fora. É polêmico, admite o estilista. Porém, o intuito não é chocar. “Gosto de exaltar a força feminina, que é foco de tudo na minha trajetória”, diz. Sobre ter escolhido Maite, que é sua amiga, ele diz que “o transexual não precisa se prostituir, não tem que viver à margem da sociedade por ter nascido com um corpo que não quer. O fato de desfilarem como as mulheres que são, e não como uma aberração, quebra paradigmas”. Linhares estreou no circuito oficial da moda no último sábado, com dez looks na passarela do Paraná Business Collection.
Maite nasceu Alexandre. Ela sempre se sentiu estranha. Não se parecia com o irmão mais velho nem com a irmã mais nova. A pergunta que mais fazia a si mesma era “que bicho sou eu?”. Muito jovem, virou piada na escola. Então decidiu tentar ser “mais homem”, como o irmão. Entrou no judô e virou escoteiro. “No judô, eu chorava quando me jogavam no chão. Nos acampamentos, eu fazia jardins, enquanto os outros meninos iam para o mato e subiam nas árvores”, diz.
Passou a acreditar que sua confusão era coisa do “capeta”, por causa da criação religiosa que recebeu. “Eu ia à igreja e eles não conseguiam tirar aquilo de mim”. Acabou tentando o suicídio duas vezes. Aos 16 anos, o pai a levou a um psiquiatra. Lá, ela ouviu pela primeira vez o termo transtorno de identidade de gênero. “Descobri que o que eu sentia tinha nome. E não tinha cura. Porque é uma coisa do cérebro, né?”.

Maite quando ainda era Alexandre
A saída era ser mulher também fora da cabeça. Começou a tomar hormônios, “para equilibrar a parte externa com a interna”. Quando completou 25 anos, ganhou de presente um laudo que autorizava a cirurgia de mudança de sexo. “O problema é que, nessa época, a cirurgia não era coberta pelo SUS. O preço era exorbitante”. (Já tem empresa incluindo a troca de sexo no plano dos empregados). Munida de coragem e de uma dose de loucura, conseguiu um bisturi, anestésicos e com um “manual” conseguido na internet, tentou extrair – ela mesma – os dois testículos. Acabou desmaiando e foi parar no hospital. “Acharam que eu tinha tentado me matar de novo”.
Quando voltou para casa, descobriu que havia uma clínica no Paraguai que não cobrava nada pela retirada dos testículos. Viajou e passou por uma cirurgia de oito horas. Na volta, teve uma infecção e precisou voltar para o hospital. “Meu pai me perguntava quando eu iria parar. Eu dizia a ele que precisava ser mulher”.
Foi aí que ela decidiu contar sua história na internet. Em seu site, ela pedia doações para a cirurgia, que custava R$ 20 mil. Em um ano, com doações que variavam de R$ 5 a R$ 20, conseguiu juntar o dinheiro. Fez a sua terceira cirurgia. Logo depois, surgiram dois nódulos benignos no canal de sua nova vagina. Mais uma cirurgia. A conta chega a dez. A última foi feita recentemente. O que ela deseja é conseguir sentir prazer na relação sexual. “Quero estar inteira, porque a vida inteira estive pela metade”. Judicialmente, ela é totalmente mulher.

Maite ao lado da mãe e da sobrinha e com o estilista Kauan Von Novack.
Sua vida não é fácil, ela afirma. Precisa tomar remédios, sofre com o preconceito das pessoas. Na família isso não existe. Não agora. No começo, quando decidiu se tornar mulher, exagerava na produção. “Era esdrúxulo, eu usava sete tipos de sombra. Achava que quanto mais maquiagem usasse, mais mulher seria”. A mãe, com quem Maite foi morar após a separação dos pais, ficava constrangida. “Um dia, ela disse que não queria ser vista comigo na rua. Ali eu senti que tinha perdido minha mãe”.
Para não envergonhá-la, Maite decidiu mudar de cidade. Quando estava na rodoviária, foi segurada pelo pai. “Ele disse que a gente daria um jeito”. O pai cedeu a ela um espaço em seu escritório de engenheiro. Pagou a faculdade de direito. Acolheu. Só depois de dez anos, mãe e filha voltaram a se falar. “Eu descobri que ela tinha alguns medos e não entendia muitas coisas. Mas, na época, não tivemos a capacidade de falar as coisas e acabamos nos perdendo. Hoje a gente sai para comprar calcinha juntas”.
Maite acaba de sair de um relacionamento. Diz que a parte sexual do namoro era complicada. Com sua fala rápida e segura, ela explica que os namorados precisam ter cabeça aberta. Só os namorados?, eu me pergunto. Fico sem resposta. Maite toca a vida. Ela tem uma clínica de depilação masculina bem movimentada. Além disso, é atriz – com DRT, ressalta. E agora virou modelo.>