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sábado, 19 de novembro de 2011

SANTA HELENA ALIMENTOS ( SHA) E A VERDURAMA

NOSSA REGIÃO
Jornal O VALE
November 19, 2011 - 03:01

Justiça vê elo entre fornecedor de Cury e cartel da merenda

Segundo a Justiça Federal, a SHA Comércio de Alimentos ajudou a manipular concorrência pública na Prefeitura de Pinda
Luara Leimig
São José dos Campos 

A empresa SHA Comércio de Alimentos Ltda., responsável pela merenda escolar servida nas escolas da rede pública de São José dos Campos, teve os bens bloqueados pela Justiça Federal por envolvimento com um suposto cartel.

Segundo investigações do Ministério Público, a fornecedora atuou em conluio com outras cinco empresas do setor para manipular o resultado de uma licitação da Prefeitura de Pindamonhangaba.

O certame, realizado em 2006, teve como vencedora a empresa Verdurama Comércio Atacadista de Alimentos.

Responsável pelo fornecimento da merenda para a rede municipal de ensino de São José dos Campos, a SHA teve os bens bloqueados pela juíza Carla Cristina da Fonseca Jório, da 1ª Vara Federal de Taubaté.

Segundo o MP, a empresa teria simulado ofertas em concorrências públicas para favorecer a empresa Verdurama Comércio Atacadista de Alimentos, manipulando assim resultados de licitações.

Em um dos trechos da sentença, a juíza diz que “é possível verificar a existência de grave vício” no processo licitatório e nos aditamentos do contrato, “existindo fortes indícios de que as empresas formam um cartel para frustrar a competitividade de procedimentos licitatórios realizados pelas diversas prefeituras do país, não só para confecção e preparo de merenda escolar, mas como também para o fornecimento de insumos para o preparo de alimentação de estudantes, de cestas básicas, uniformes e materiais”.

Reflexo. A decisão deve refletir no contrato da SHA com a Prefeitura de São José dos Campos e a câmara da cidade deve investigar os contratos firmados entre a empresa e São José.

"É necessário termos acesso aos documentos da Justiça. Como se trata de uma suspeita em Pinda, temos que verificar até que ponto as suspeitam têm relação com São José. Vamos buscar esses dados. Já tivemos problemas nesse contrato de terceirização de merenda aqui, que foram apontados pelo Tribunal de Contas do Estado”, disse o vereador Wagner Balieiro (PT).

Ainda de acordo com Balieiro, caso o fornecimento de merenda seja interrompido, a prefeitura terá que arrumar uma solução. Afinal, eles que decidiram terceirizar a merenda. “No mínimo, a Prefeitura de São José teria que ter tomado mais cuidado nas licitações para terceirizar a merenda”, disse.

A decisão do dia 19 d e outubro deste ano, também bloqueou os bens de outras cinco empresas fornecedoras de merenda do estado, do prefeito de Pindamonhangaba João Ribeiro(PPS), de Silvio Serrano e de Paulo César Ribeiro.

Intermediador. Cunhado do governador Geraldo Alckmin (PSDB),Paulo César Ribeiro é acusado de ser lobista e ter intermediado a doação de verba das empresas para a campanha do prefeito João Ribeiro e de receber propina da empresa Verdurama.

Prefeito. A assessoria do prefeito informou que a defesa irá recorrer da decisão e que o prefeito se coloca a disposição da Justiça e da Câmara da cidade para prestar todos os esclarecimentos necessários, como tem feito até agora.


Prefeitura nega problemas com fornecimento de merenda
São José dos Campos


A Prefeitura de São José dos Campos informou por meio da assessoria de imprensa que nunca teve problemas com o fornecimento da merenda na cidade feito pela SHA e acredita que deve enfrentar problemas.
Ainda de acordo com a prefeitura, diante da situação de bloqueio dos bens da empresa, o setor responsável pelas merendas irá ficar mais atento e a prefeitura vai aumentar a fiscalização em relação a distribuição de merendas, para evitar qualquer eventualidade.

A reportagem de O VALE entrou em contato com a empresa SHA Comércio de Alimentos, que tem sede em Jacareí, mas a empresa não comentou o caso.
Nenhum responsável pela empresa Verdurama foi encontrado ontem para comentar o assunto.

Recurso. Segundo o advogado Gustavo Badaró, responsável pela defesa de Paulo César Ribeiro, cunhado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), eles ainda não tiveram acesso ao teor completo da decisão da Justiça Federal, mas assim que a decisão for apreciada, a defesa irá recorrer.

“Além do aspecto que a acusação não é verdadeira, ele não é lobista, não tem responsabilidade e nem participação nas licitações, de qualquer forma não há nada que indique que ele esteja escondendo bens, não sendo necessário um bloqueio dos bens”, disse o advogado.


ENTENDA O CASO

A denúncia
Cartel
Segundo investigações do Ministério Público, um grupo de empresas fornecedoras de merenda escolar se uniu para manipular licitações e obter contratos superfaturados em prefeituras do Estado

O contrato
Pinda
No Vale, a atuação do grupo teria permitido a vitória da empresa Verdurama em uma concorrência da Prefeitura de Pinda. O conluio teria contado com a participação da SHA Comércio de Alimentos, fornecedora da Prefeitura de S. José

Mediador
Facilitação
De acordo com o MP, a entrada da Verdurama na Prefeitura de Pinda foi facilitada pelo empresário Paulo César Ribeiro, o Paulão, cunhado do governador Geraldo Alckmin, com a ajuda de assessores indicados por ele próprio à administração municipal. Em troca, teria recebido uma comissão da empresa

Propina
‘Comissões’
As investigações revelam que, no período em que atuou em Pinda, a Verdurama manteve um esquema de pagamento de propina a integrantes do governo João Ribeiro (PPS). O contrato acabou rescindido no fim do ano passado, após as primeiras denúncias

Câmara de Pinda quer ouvir prefeito
A CEI (Comissão Especial de Inquérito) aberta pela Câmara de Pinda para investigar o contrato da Verdurama pretende ouvir o na terça-feira o prefeito João Ribeiro. Segundo o presidente da CEI, José Carlos Gomes (PTB), o interrogatório deve encerrar os trabalhos da comissão, que poderá propor a cassação do mandato do prefeito ou o arquivamento das denúncias.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Xampu para bebê da Johnson contém substância cancerígena, alega ONG




Foto: APAmpliar
Johnson & Johnson diz que níveis atuais de substâncias potencialmente cancerígenas nos produtos da linha Baby são extremamente baixos e não representam risco à saúde
Uma coalizão formada por grupos ambientalistas e da área de saúde afirmou nesta terça-feira que a Johnson & Johnson, uma das maiores fabricantes mundiais de produtos de higiene e cuidados pessoais para crianças, continua utilizando substâncias potencialmente cancerígenas na fórmula de seu xampu para bebês.
Leia sobre cuidados pessoais no iG Saúde
Segundo comunicado divulgado pela “Campanha para Cosméticos Seguros” (Campaign for Safe Cosmetics), uma organização sem fins lucrativos de defesa dos consumidores, a empresa continua a usar em produtos da linha Johnson’s Baby  substâncias como 1,4-dioxano e quarténio-15, que liberam formaldeído – que serve para matar bactérias e que pode causar câncer. Há mais de dois anos o grupo alerta para o problema.
A entidade analisou rótulos de xampus vendidos em 13 países e encontrou quarténio-15 em produtos comercializados nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, China e Indonésia. Já os xampus comercializados na Dinamarca, Finlândia, Japão, Holanda, Noruega, África do Sul, Suécia e Inglaterra não continham formaldeído.
“A Johnson & Johnson claramente pode fazer um xampu mais seguro em todos os mercados no mundo, mas não está fazendo isso”, disse Lisa Archer, diretora da “Campanha para Cosméticos Seguros”, em nota divulgada no site da organização.
A Johnson & Johnson internacional afirmou, por meio de comunicado, que está reduzindo ou retirando de forma gradual os dois produtos químicos. Também informou que as substâncias utilizadas são seguras e aprovadas por órgãos reguladores nos Estados Unidos e em outros países.
Procurada pelo iG, a assessoria de imprensa da Johnson & Johnson no Brasil informa que todos os ingredientes usados nos produtos da linha Baby são “100% seguros e aprovados pelos órgãos regulatórios de saúde nos países em que são comercializados, inclusive pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil, e pelo Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos”.
Agora, os organizadores do movimento estão aumentando as pressões e sugerindo que as pessoas boicotem os produtos para bebês da Johnson & Johnson até que a empresa aceite remover as substâncias químicas de seus produtos em todo mundo, segundo a agência de notícias Associated Press.
Veja abaixo a íntegra do comunicado enviado pela Johnson & Johnson ao iG:


"A Johnson & Johnson Consumo do Brasil reforça que todos os ingredientes utilizados nos produtos JOHNSON’S® baby são 100% seguros e aprovados pelos órgãos regulatórios de saúde nos países em que são comercializados, inclusive pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil, e pelo Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos.
Médicos, cientistas clínicos e especialistas em toxicologia revisam regularmente os dados de segurança de todos os ingredientes utilizados em nossos produtos. Além disso, todas as formulações finais dos produtos para bebês são sempre testadas. Uma vez que os produtos estão no mercado, a empresa monitora continuamente e revisa a evolução de dados científicos. Todos os produtos da Johnson & Johnson cumprem ou excedem as exigências regulatórias em todos os países onde são comercializados.
Para atender aos consumidores que vêm demonstrando preocupação sobre o formaldeído e o 1,4-dioxano em produtos de higiene pessoal para crianças e bebês, a Johnson & Johnson trabalha na reformulação da sua linha de produtos JOHNSON’S® baby, desde 2009. Com isso, a empresa assumiu o compromisso de reformular, gradualmente, seus produtos que contêm essas substâncias em sua formulação em todo o mundo.
Vale ressaltar que os níveis atuais das duas substâncias encontradas nos produtos JOHNSON’S® baby são extremamente baixos e não representam risco à saúde de bebês, crianças ou outros usuários dos produtos.
Mesmo assim, nos últimos anos, a empresa já reduziu globalmente o número de formulações contendo formaldeído em 33%. Em relação ao 1,4-dioxano, aproximadamente 70% dos produtos da linha baby foram reformulados, mantendo níveis de segurança bem acima dos exigidos pelos órgãos regulatórios em todo o mundo.
Há mais de 100 anos, a Johnson & Johnson oferece produtos seguros e eficazes para os cuidados com bebês e crianças. O objetivo da empresa é proporcionar aos pais e seus bebês produtos seguros e suaves em que possam confiar."
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