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terça-feira, 14 de agosto de 2012

PROGRAMA BRASIL SORRIDENTE OU BRASILEIROS NÃO DESDENTADOS


13/08/2012
 às 16:00 \ Direto ao Ponto

Dilma na banguela: da ditadura à dentadura, “uma” mutirão de pensamentos desdentados

CELSO ARNALDO ARAÚJO
Rio Pardo de Minas, norte do estado, mais de 700 km distante de BH. A presidente vai falar da importância de ter dentes na boca. Como ela insiste em ser chamada de presidenta, não é uma rima ─ e já não era uma solução.
De dedo em riste, num tom muito acima do normal, Dilma vai anunciar na cidade a ampliação do programa Brasil Sorridente, criado no primeiro ano do governo Lula. Uma espécie de PAC 2 odontológico, com a mesma dinâmica do plano-mãe: não se conhecem os resultados da primeira fase.
O Brasil ─ depois de oito anos de Lula ─ continua sendo um dos países mais desdentados do mundo, no qual 55% dos adolescentes já não têm todos os dentes e 40 milhões de adultos só têm na boca a língua e as gengivas. Lula, na verdade, se incomoda ao ver uma pessoa sem dente ─ é o que dirá Dilma, daqui a pouco.
Pelo discurso, porém, presume-se que, ao final dessa ampliação do BS, todos os brasileiros estejam de posse de seus 32 dentes, originais ou substituídos, exatamente na configuração que Deus nos deu: 8 incisivos, 4 caninos, 8 pré-molares, 12 molares.
Ao tentar explicar o programa, insistindo na tese surpreendente de que é melhor ter dentes do que não tê-los, assim como é melhor ter casa própria do que morar sob a ponte, Dilma tentou ser bastante incisiva.
Mas, se a Dilma sobram dentes, faltam palavras. Seus discursos, como os desdentados, não podem sorrir nunca ─ talvez de vergonha por sua dramática incapacidade de expressar as boas intenções que devem perpassar o neurônio solitário. Mas há dias especiais ─ em que as palavras de Dilma parecem cair da boca como dentes abalados na raiz. Rio Pardo de Minas presenciou um desses dias:
“No passado, ninguém olhava pra pessoa de uma forma completa”, começa ela, antropologicamente, sem esclarecer quem é essa pobre pessoa do passado a quem só se olhavam as partes.
Prossegue:
“E aí, a gente tratava aqui no Brasil de várias coisas, mas isquicia (sic) que um dos elementos fundamentais pra identidade de uma pessoa é ela ser uma pessoa inteira”.
Será o mesmo infeliz da frase anterior? Ou outro? Uma coisa é certa: desse monturo de sandices, a pessoa só sai mesmo aos pedaços.
Ok, mas essa pessoa está prestes a ser remontada, como um Robocop:
“Daí porque a importância que no Brasil Sorridente nós damos à saúde bucal, aos dentes, e nós olhamos não mais uma pessoa como uma parte, uma pessoa que tem uma doença, mas olhamos o que pode dá saúde integral pra ela”.
Afinal, o Brasil Sorridente é um projeto odontológico ou oftalmológico? De qualquer forma, o fim dos desdentados brasileiros começou com Lula – que não suporta ver um pela frente, mesmo que seja da família. É o que revela Dilma, relembrando a origem do programa:
“Assisti e presenciei o empenho do presidente Lula e o incômodo que ele tinha quando ele via um cidadão do nosso país, um brasileiro, um irmão, ou uma brasileira, uma irmã, sem os dentes”.
Um reparo: onde estava Lula, muito bem pago desde 1978, e com assistência sindical-odontológica completa extensiva à família, que deixou um irmão e uma irmã perder os dentes?
Na verdade, o Brasil de Dilma é um grande irmão:
“Nós precisamos de uma coisa importante em nosso país, que é a nossa autoestima. Olhar pra nós mesmos e sabê que esse país conta fundamentalmente conosco”.
Nesse fundamentalismo da presidente, era o caso de perguntar: quem é nosco?
Mais à frente, o povo de Rio Pardo de Minas será informado de que, além de resgatar todos os dentes, o governo de Dilma estará “assegurano” emprego para todos os brasileiros, incluindo crianças e aposentados. Sim, é um novo Brasil – no anterior, estar desempregado ou não trabalhar era um direito. Agora, não mais:
“Esse povo que pode e teve (sic) muitas vezes desempregado. Nós não queremos isso. Nós queremos todos os brasileiros empregados”.
Impactante. Empregos para todos, dentes para todos. É uma ordem de Dilma:
“Num pode perdê dente, num pode deixá que jovem perca os dentes ou qui criança não tenha acesso ao dentista”.
Então, faz um apelo tão claro quanto um molar cariado:
“Junto com uma prótese, que a gente fala uma (sic) mutirão de prótese, eu vou falá como o povo fala, junto com um mutirão de dentadura, nós temos de falá também num mutirão para tratar dos dentes de cada criança”
Mas ainda faltava, nesse extraordinário discurso de Dilma, aquela centelha do gênio, a palavra que marca para sempre. A versão Dilma de “I have a dream”.
Não espere mais. Ei-la:
“Aqui eu vi muitas crianças, vi muitos jovens, vi muitas mulheres e vi também muitos homens”.
Agora, sem sorrir: mesmo sendo um país de desdentados, o Brasil não merece uma presidente cujo raciocínio desce ladeira abaixo, sem rumo, atropelando o bom senso e a inteligência, na banguela.

quinta-feira, 8 de março de 2012

BACALHAU À DILMA CONTÉM GRELOS TENROS



História em Imagens

08/03/2012
 às 23:02 \ História em Imagens

Celso Arnaldo e o Bacalhau à Dilmae o nosso dinheiro

A caminho da Alemanha, o Aerodilma fez uma “parada técnica” no Porto, para que a presidente comesse um supostamente famoso bacalhau gratinado  no restaurante Terra. Deu azar: foi capturada por Celso Arnaldo. “Faço jornalismo gastronômico e não conhecia essa fama que justificaria a escala de um gigantesco Airbus”, intrigou-se o implacável caçador de cretinices na abertura do recado que continua abaixo. (AN)
Após o repasto de toda a comitiva presidencial, o chef chileno da casa tratou de rebatizar o prato para Bacalhau à Dilma. A receita, como se ouve no vídeo anexo, leva grelos. O grelo tenro dá um gostinho todo especial no Bacalhau da Dilma. Ensinam os portugueses: “O grelo é comestível enquanto está tenro. Quando a flor desabrocha o grelo endurece e já não é possível o seu consumo, pois não amolece por muito que se coza”.
Piadas prontas à parte, o Bacalhau à Dilma, pelo menos a porção que ela comeu, é desde já um dos pratos mais caros da história da gastronomia. Pago por nós, é claro.
No vídeo, nossos irmãos lusos também descrevem a complexa operação exigida para a degustação do Bacalhau da Dilma. Segundo a Folha, Dilma custa R$ 42. Não estão incluídas despesas com escalas aéreas.
ACESSE:- http://pt.wikipedia.org/wiki/Grelo

sábado, 27 de agosto de 2011

DILMA E A SUA TESE DE DOUTORADO EM "CRISE FINANCEIRA"!



26/08/2011
 às 20:32 \ Direto ao Ponto
COLUNA DO AUGUSTO NUNES

Discurso sobre o Nada: o neurônio e a crise


Jornais e revistas nunca publicam o que disse a presidente em dilmês ─ arcaico, rústico ou castiço. Publicam a versão em português do que acham que a presidente quis dizer no estranho subdialeto que inventou. Essa preciosidade linguística só pode ser encontrada em dois lugares: nesta coluna (sobretudo nos grandes textos de Celso Arnaldo) e no Blog do Planalto. Talvez por temerem um pito, talvez por não entenderem nada, os redatores federais não ousam mexer no palavrório da chefe. Transcrevem o que ouvem nas gravações, reimplantam os erres amputados dos verbos no infinitivo e ponto final.
Contemplado em sua inteireza, o dilmês em estado bruto escancara os labirintos percorridos pelo neurônio solitário quando acionado para discorrer sobre qualquer tema. Na entrevista coletiva desta semana, por exemplo, um repórter quis saber o que a presidente tem a dizer sobre a crise econômica internacional. O que saiu na imprensa não tem nada a ver com o que saiu da cabeça da entrevistada. Conforme a assustadora transcrição feita pelo Blog do Planalto, foi o seguinte:
“A crise internacional deve nos preocupar sempre, mas a gente tem sempre de ter consciência de uma coisa. Sabe qual é? Nós, hoje, estamos em muito, mas em muito melhores condições para enfrentar. Ela é uma crise de outra característica, é a mesma crise, começou lá atrás. Na verdade, começou no final de 2007, inicio de 2008. Ela é uma crise financeira profunda do sistema financeiro dos países envolvidos. É uma crise de confiança porque não se recupera o consumo, nem o investimento. O dinheiro está empossado, ela pode durar mais tempo do que se espera. Agora, o Brasil nessas condições deu vários passos. Hoje, nós demos mais um passo. Qual é o passo? É contar com a imensa força dos 190 milhões para investir, para consumir, para trabalhar e para empreender. Além disso, nós temos 350 bilhões de reserva, da última vez que eu vi, e temos quase 420 bilhões de depósitos compulsórios”.
Oremos.

domingo, 12 de junho de 2011

DILMA ROUSSEFF EM CADEIA NACIONAL:- " EU QUERIA DESEJÁ UM COMPRIMENTO..."


11/06/2011
 às 14:34 \ Direto ao Ponto

Celso Arnaldo captura a presidente: ‘A casa é o símbolo e o cerne de uma nação’

Em outro momento especialmente inspirado, o jornalista Celso Arnaldo Araújo analisa a inverossímil performance de Dilma Rousseff em Santa Catarina. Confira:
“Agora, senhoras e senhores, com a palavra a senhora presidenta da República, Dilma Rousseff.”
Dilmá, Dilmá, Dilmá, Dilmá, Dilmá!
Com a palavra:
“Eu queria primeiro dá boa tarde a todas as, as mulheres de Blumenau. E queria também desejá um comprimento muito fraterno a todos nossos companheiros homens aqui presentes”.
Calem-se os boatos recidivantes sobre sua saúde: no discurso de Blumenau, por ocasião da entrega de 580 “moradias” do programa Minha Casa, Minha Vida (agora só faltam 1.999.420 no PAC2), a presidenta Dilma voltou à plena forma, como a única usuária da língua portuguesa capaz de “desejar um comprimento” e saudar os “companheiros homens”, certamente para distingui-los dos companheiros mulheres.
A interminável “sessão-comprimento”, antes de cada discurso, já virou marca registrada do estilo Dilma – sempre como preâmbulo do grotesco. Mas esqueça o “comprimento”. Nos 3 anos e 6 meses que ainda tem de governo, ela nunca aprenderá a dizer cumprimento – e nenhum dos áulicos que a cercam se atreverá a corrigi-la, talvez porque não percebam nada de errado.
O problema maior dessas sessões é o comprimento (vá lá) em si. Por que diabos uma presidente se sente obrigada a cumprimentar todas as autoridades presentes, uma a uma, antes de se dirigir à plateia? Qual é o sentido dessa formalidade que soa sempre ridícula, ainda mais na entonação “festa de formatura” de Dilma? Cumprimentar ministros que acabaram de chegar com ela ao recinto? Não me lembro: FHC fazia isso? Lula fazia isso? Não seria mais lógico “registrar” a presença desse ou daquele, para destacar a importância – vá lá – do evento? E não esqueçamos um fator complicador da fluidez dos “comprimentos”: Dilma.
“Queria também comprimentá o Cedenil, aqui, que foi um dos falaram aqui hoje, presidente da Federação da Associação dos Municípios do estado de Santa Catarina”.
Humm, Cedenil, Federação da Associação… Que tal um Google rápido? De primeira: a Federação, como parecia óbvio, é das “Associações” dos Municípios. E o tal Cedenil, nome estranho, ninguém viu. O nome do atual presidente da FAMESC é Lenoir Henrique – parecido, mas não muito, se bem que posso estar enganado, já me desculpando com o Cedenil.
Ah, os nomes, como o gol para Parreira, são apenas um detalhe para Dilma. Quem trocou Luiz Sergio por Ideli é capaz de trocar qualquer coisa:
“Queria comprimentá o Pedro Eccel, presidente da Associação dos Municípios do Meio Vale de Itajaí. E queria…”
Ela ouve um sussurro, para, aguça o ouvido, repete o que ouviu e concede, contrariadíssima:
“Paulo Eccel. Cê vê que o pessoal às vezes erra. Peço desculpa ao Paulo, mas escreveram Pedro, viu? Pois é, alguma pequena confusão…”
Eu diria que Paulo Eccel (pronuncia-se Excel) foi vítima de um erro na planilha que deram à Dilma…Ok, trocar Paulo por Pedro é um ato falho bíblico. Mas o Paulo, que aliás é prefeito de Brusque, deve ter ficado chateado mesmo é com o nome da associação que Dilma arrumou para ele. Paulo, na verdade, preside a Associação dos Municípios do Médio Vale de Itajaí; o médio vale inteiro, não apenas meio.
Mas é a partir dos 7m30s deste penoso vídeo – disponível no Blog do Planalto sem nenhuma cerimônia, sem medo da exposição – que se encontra a gênese do desastre anunciado e até aqui consumado do governo Dilma Rousseff. É só ouvir.
Desculpem: o trecho é longo e de audição/leitura atroz, mas vale por todos os textos que no futuro se publicarão para explicar o inacreditável, o inefável governo Dilma.
Aqui, retomando uma de suas obsessões nos discursos de campanha, agora com mais conteúdo, Dilma insiste em convencer as pessoas de que é melhor morar numa casa do que na rua. Tirem as crianças da sala – se elas estiverem na sala, não na rua. E apertem os cintos, segurem-se bem à cadeira:
“Porque ter um teto é uma questão de segurança. Ter uma família e ter um local onde você possa desenvolver suas relações afetivas é o direito de todo ser humano, das mulheres, porque é lá que elas criam seus filhos, é lá que ela estabelece essa relação familiar que vai criar brasileirinhos e brasileirinhas pra serem os futuros adultos. A casa é, eu diria, um símbolo do cerne de uma nação. É lá que um país tem segurança também, porque essa primeira segurança de sabê que seus filhos vão tê abrigo. Essa questão da proteção que é algo que a humanidade busca desde que cumeçô a se transformá e virá cada vez mais humanos. Nós precisamos de abrigo porque o abrigo nos dá proteção. Todos brasileiros têm direito à proteção de um teto, de um lar, onde criar seus filhos. Por isso, eu tenho imenso orgulho desse programa Minha Casa, Minha Vida, orgulho não porque o estado brasileiro parô de achá que todo mundo tinha de encontrar um jeito de tê casa independente de quanto ganhava. E nós mudamos essa compreensão”.
Depois de ouvir isto, nossos melhores analistas estarão dispensados de fazer grandes malabarismos de ciência política ou teoria geral do estado para um dia tentar explicar por que o governo Dilma foi uma grave ofensa ao país.