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domingo, 18 de setembro de 2011

ARGENTINA E MÉXICO, COM NOVAS MONTADORAS., "EXPORTARÃO" PARA O BRASIL!!!


Novo IPI equivale a imposto de importação de 85%, diz Abeiva

Associação de importadores afirma que medida deverá afastar novas montadoras do país

Ana Clara Costa
Linha de montagem na fábrica da Toyota
Medidas só foram discutidas com as montadoars nacionais (Beawiharta/Reuters )
Importadoras dizem que não há tempo suficiente para se enquadrar às novas regras.
Abeiva diz que o argumento da preservação do emprego é falacioso, pois a maioria das vagas é criada no setor de serviço, e não na indústria.
elevação em 30 pontos porcentuais do Imposto para Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos de montadoras que possuem elevado índice de importados em seu processo produtivo representa um duro golpe sobre o setor. A medida equivale o mesmo que aumentar de 35% para 85% a alíquota do imposto de importação, segundo cálculos da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), divulgados em coletiva de imprensa nesta sexta-feira.
“Não dá para afirmar que isso não vai ser repassado ao consumidor. Por mais que haja redução de margem de lucro e corte de qualquer tipo de investimento, é impossível absorver um aumento como esse”, afirmou o presidente da Abeiva, José Luiz Gandini, que também preside a coreana Kia Motors.
O aumento de 230% no IPI foi anunciado pelo governo na última quinta-feira com o argumento de que seria uma forma de obrigar as montadoras de veículos a investir no Brasil, além de garantir o emprego dos que trabalham no setor automotivo nacional. Segundo afirmou o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante, as importações estavam gerando emprego em outros países, e não para o Brasil.
JAC revê seus planos – Mercadante, no entanto, esqueceu de combinar o aumento da tributação com as montadoras estrangeiras que estão prestes a instalar fábricas no país. A chinesa Jac Motors, que anunciou sua unidade brasileira em agosto, com o potencial de empregar 3.500 funcionários, está revendo seus planos depois da medida anunciada. “Da forma como está esse decreto hoje, é impossível qualquer nova marca de veículos instalar uma fábrica no país”, afirma o executivo Sergio Habib, presidente da empresa no Brasil.
O principal argumento das empresas que importam veículos é que será impossível enquadrar-se do dia para a noite nas regras estabelecidas pela medida provisória do novo regime automotivo. Segundo Habib, seriam necessários, no mínimo, três anos para que uma fábrica conseguisse integração suficiente com a indústria nacional. Nesse período, teoricamente, o decreto já não estaria nem mesmo válido.
Discriminação – “Um fornecedor leva, pelo menos, um ano e meio para fabricar um molde para a produção de um veículo. Esse medida do governo, que é impossível de ser seguida no curto prazo, mostra que é preciso pertencer ao “clube do bolinha” na indústria automotiva nacional”, afirma o executivo. “Isso, além de tudo, coloca em xeque a própria segurança jurídica do Brasil”, diz o executivo.
A geração de emprego, de acordo com os dirigentes da Abeiva, provém mais do setor de serviços (leia-se rede de concessionárias) do que das próprias fábricas. No caso da Kia, são 160 lojas empregando 50 pessoas cada, enquanto a montadora conta com apenas 200 funcionários. No caso da JAC, são 10 mil funcionários empregados pela rede de lojas. “O que gera emprego é o setor de serviços”, diz Habib.
O aumento do IPI, segundo fontes ouvidas pela Abeiva, estaria sendo articulado junto às montadoras nacionais há cerca de quatro meses. “Cheguei a falar com o (Fernando) Pimentel há pouco tempo e ele havia me dito que não seria uma alta tão expressiva. Ontem, durante o anúncio, ele estava pálido. Parece até que foi uma ordem que veio ‘lá de cima’”, afirma Gandini, presidente da associação.
Os executivos da Abeiva não foram chamados pelo governo para discutir o aumento do IPI. Segundo eles, apenas os empresários de montadoras nacionais participaram da discussão. Para o consumidor final, o aumento poderá chegar a 28% do preço do veículo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

PASTOR PODE SER "PROCESSADO POR BATER NO DIABO". VEJA O VÍDEO!

PICARETAGEM, AUMENTO DA CONTA DE LUZ. LEIAM!!!

Você está em Economia

Nova regra eleva contas de luz em R$ 1 bilhão
Aneel aprova por unanimidade mudança no cálculo da Conta de Consumo de Combustíveis, que banca a geração de energia para a Região Norte
23 de fevereiro de 2011 | 0h 00


Renato Andrade - O Estado de S.Paulo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem as novas regras para a cobrança de um encargo que pode encarecer as contas de luz este ano em pelo menos R$ 1 bilhão. Por unanimidade, os diretores aprovaram a nova fórmula de cálculo da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), uma espécie de tributo criado em 1973 que banca a geração de energia na Região Norte, que não é interligada ao sistema elétrico nacional.

Pelas novas regras, as distribuidoras dos chamados sistemas isolados poderão ser ressarcidas não apenas dos gastos com a compra de combustíveis - usados para gerar eletricidade -, mas também de despesas como investimentos e impostos.

O dinheiro depositado na CCC é usado para bancar as usinas termoelétricas que geram eletricidade para os moradores do Norte do País. Como a geração a partir da queima de combustíveis - como óleo - é mais cara, o governo precisa subsidiar as contas de luz da região. O subsídio é bancado, na prática, por todos os outros consumidores de energia no Brasil.

Para Lúcio Reis, diretor-executivo da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), a mudança no cálculo da CCC é mais um entrave para que o consumidor consiga pagar uma tarifa de energia mais barata. "Os encargos, como a CCC, são fatores que dificultam a modicidade tarifária", diz Reis.

Apesar de a regulamentação ter sido aprovada ontem, os consumidores já gastaram mais em 2010 para subsidiar as termoelétricas. Como a nova fórmula de cálculo foi incluída em uma medida provisória, transformada em lei no final de 2009, a Aneel optou em fazer um ajuste provisório no valor alocado para a CCC já em 2010, com base em projeções sobre quanto aumentaria a despesa.

Valor total. De acordo com técnicos da Aneel, a CCC consumiu cerca de R$ 3 bilhões em 2009, valor elevado para cerca de R$ 4 bilhões em 2010. A estimativa inicial da agência é que a despesa deste ano chegue a R$ 5 bilhões.

O valor exato só deve ser conhecido em abril, quando todas as distribuidoras da Região Norte já terão implantado seus sistemas de apuração dos custos. Especialistas do setor estimam uma despesa de R$ 5,5 bilhões.

Além de ampliar a lista de despesas que poderão ser ressarcidas, a medida aprovada ontem garante que o reembolso valerá durante todo o prazo de vigência dos contratos de compra de energia. Na prática, significa que, mesmo que a Região Norte seja interligada ao sistema nacional, os consumidores terão de bancar os custos de manutenção das termolétricas até o fim dos contratos.

A CCC é um dos 14 encargos setoriais que pesam sobre a conta de luz e sua extinção estava prevista para 2022.

PARA LEMBRAR

No fim de 2010, outro encargo foi prorrogado

O consumidor de energia também foi punido em 2010, quando o ex-presidente Lula resolveu prorrogar outro encargo que pesa sobre as contas de luz. Poucas horas antes da virada do ano, o governo incluiu em Medida Provisória a prorrogação, até 2035, da cobrança da Reserva Global de Reversão (RGR), que custou aos brasileiros cerca de R$ 1,6 bilhão em 2009.

O encargo foi criado em 1957 para cobrir os custos de eventuais reversões das concessões públicas no setor elétrico. A ideia era garantir à União dinheiro suficiente para comprar, por exemplo, uma hidrelétrica caso o operador da usina perdesse a autorização. A MP ainda precisa ser votada no Congresso.



domingo, 13 de fevereiro de 2011

PREPOTÊNCIA! SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO???


Juiz que dirigia carro sem placa dá voz de prisão para uma agente da Lei Seca
Ediane Merola
13.02.2011


RIO - Uma agente de trânsito da Operação Lei Seca, que atuava na madrugada deste domingo na Lagoa, recebeu voz de prisão por parte do juiz João Carlos de Souza Correa, que alega ter sido vítima de desacato ao ser parado na blitz. O magistrado, que passou no teste do bafômetro, dirigia um Land Rover preto sem placa e estava sem a carteira de habilitação no momento da abordagem. Ao verificar a data da nota fiscal, a funcionária constatou que o período de 15 dias para o emplacamento estava vencido e informou que o veículo seria rebocado. De acordo com ela, o juiz, que teria dito não saber deste prazo, deu voz de prisão depois que ela questionou o fato de ele não saber da exigência. Correa é titular da 1ª Vara de Búzios.

- Eu disse: o senhor é juiz e alega desconhecer a lei? Ele disse que eu o estava insultando e que me daria voz de prisão. Ele queria que o tenente da PM, que fica na operação, me prendesse. Mas como isso não ocorreu, ele mesmo deu a voz de prisão e queria que eu entrasse no carro da polícia. Mas me recusei e fui num veículo administrativo da Lei Seca até a delegacia - disse Luciana Tamburini, que trabalha na operação há dois anos, desde o início da Lei Seca.

O caso foi regsitrado na 14 DP (Leblon) como desacato. Correa disse que, ao ser abordado na blitz, parou, fez o exame e apresentou a documentação sem apresentar dificuldade:

- Minha habilitação estava na bolsa da minha mulher. Estávamos em Búzios, foi meu plantão neste sábado. Voltávamos de lá, parei para comer algo e ela foi para casa, levando meu documento. Depois ela trouxe a carteira. Sobre o emplacamento, sabia que tinha uma exigência, mas não que o prazo era tão curto. Vou cobrar do despachante, que não me alertou sobre isso. Minha placa deve ser entregue nesta segunda. Acho que faltou habilidade por parte da agente. Ela me desacatou, sou um magistrado. Imagina eu, que faço Justiça, sendo injustiçado. Ela disse: Ele é juiz, não é Deus. Foi desacato.

Luciana confirma que falou a frase, mas disse que estava conversando com um colega, sobre a intenção do juiz de levá-la no carro da polícia até a delegacia. Segundo Luciana, Correa cometeu outra infração ao retirar o carro que estava retido na blitz e conduzí-lo sem habilitação até a DP. O juiz nega que tenha saído sem autorização:

- O oficial permitiu que eu saísse.

O documento de Correa ficou com Luciana até chegarem à delegacia. Ela, o juiz e policiais que trabalham na Lei Seca prestaram depoimento e, depois de ser ouvido, Correa teve o carro rebocado. A agente disse que vai entrar com uma representação contra ele por abuso de autoridade.

- A prisão foi ilegal. Estava no exercício da minha função. Em operação já tive que me esconder de tiro próximo à favela, já vi pessoas agredirem agentes e até juiz criando caso por causa de multa. Mas nunca passei por nada parecido - disse Luciana.


CNJ investiga juiz que atua em Búzios





Do jornal O Globo



07/03/2010 - Uma série de decisões polêmicas, tomadas em processos sobre disputas fundiárias em uma das cidades mais caras e badaladas do litoral fluminense, chamou a atenção da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para Búzios, na Região dos Lagos.



Na mira dos magistrados da corregedoria, que estiveram no balneário no início de fevereiro, está o juiz João Carlos de Souza Correa, titular da 1ª Vara da comarca. Depois de dois dias entre Rio de Janeiro, Búzios e Cabo Frio, três magistrados de Brasília, acompanhados de outros dois da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), recolheram peças de 17 processos para investigação.



O corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, na portaria que autoriza a inspeção em Búzios, informa que João Carlos já foi alvo de duas denúncias por conduta indevida - uma delas por supostamente favorecer um advogado que alega ser o dono de uma área de mais de cinco milhões de metros quadrados em Tucuns, uma das áreas mais nobres do balneário. Além disso, o documento cita uma exceção de suspeição (alegação de parcialidade do juiz) num outro processo, acolhida pela 1ª Câmara Cível do TJ, que reconheceu interesse do magistrado numa decisão proferida a favor de um empreendimento imobiliário em área de proteção ambiental, também em Tucuns.





Juízes estranharam denúncia arquivada



A 1ª Vara de Búzios começou a ser investigada quando os juízes auxiliares do CNJ recolheram documentos da Corregedoria do TJ-RJ, no curso das investigações contra o desembargador Roberto Wider (corregedor afastado em janeiro), e estranharam um "arquivamento sumário" de uma denúncia contra o juiz João Carlos.



Na sequência, encontraram uma representação apresentada por moradores de Búzios contra o juiz.



Pelo menos três dos processos recolhidos na inspeção estão relacionados a disputas imobiliárias. Os juízes suspeitam que o colega de Búzios teria tomado decisões - com a suposta participação de cartórios de imóveis - que teriam favorecido grileiros e grandes empreendedores imobiliários do lugar. De acordo com corretores de imóveis locais, o preço do metro quadrado na cidade pode atingir até mil reais.



Um dos focos da investigação é a distribuição dirigida de processos, contrariando a regra da designação aleatória do juiz. O outro é a suspeita da existência de um esquema de legalização irregular de terras.



Como muitos registros são antigos, usando marcos subjetivos - como pedras, rios, córregos - para servir de referência dos limites, os responsáveis tirariam proveito dessa subjetividade para "criar" áreas dentro de outras legais, de terceiros.



Quando ocorria algum problema no registro em cartório, as dúvidas eram justamente decididas pelo juiz João Carlos.



Um dos processos investigados envolve a disputa de uma área de 91 mil metros quadrados próxima à Praia da Ferradurinha, em Geribá, entre o engenheiro George de Oliveira Torres, favorecido por decisão provisória do juiz, e José Ricardo Jesus dos Santos, que afirma ser representante dos herdeiros de João Luiz Alegre, primeiro proprietário do terreno.



A briga gerou dois processos judiciais.



Em ambos, a distribuição foi anormal. O primeiro, uma ação de interdito proibitório (receio do proprietário de ser molestado na posse por violência iminente) movida por José Ricardo contra George, foi distribuído 11 vezes, no dia 29 de setembro do ano passado, até chegar às mãos do juiz João Carlos.



O segundo processo, um pedido de reintegração de posse da mesma área ajuizado por George e outros dois autores, um deles o prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira (PDT), sofreu duas distribuições até parar na 1ª Vara da comarca. Apesar de a área estar em litígio e dos processos suspensos, há uma obra em andamento no local.



Outro processo suspeito decide o destino de uma praia inteira da cidade, Tucuns - entre os bairros Pórtico de Búzios e Capão -, e de partes de uma área de proteção ambiental, a APA do Pau-Brasil. O terreno, de mais de cinco milhões de metros quadrados, é reclamado pelo advogado Arakem Rosa desde a década de 70. Mas a área está povoada, há muitas décadas, por centenas de famílias de posseiros.



Em 2004, João Carlos homologou um acordo extrajudicial entre a prefeitura e Arakem, que se comprometeu a conceder títulos às famílias que apresentassem provas documentais de que não eram invasoras, em troca do reconhecimento de que o advogado seria dono de toda a área. O problema é que, até hoje, ninguém consegui atender à exigência.



E o juiz, sem esperar pelo julgamento do mérito, determinou a remoção coercitiva, com o corte de luz das residências. Além disso, representantes dos moradores alegam que o advogado apresentou documentos fraudulentos para aumentar a extensão do terreno.



Procurado, um representante do advogado negou qualquer irregularidade e afirmou que o caso foi resolvido, uma vez que os direitos de Arakem sobre a área teriam sido reconhecidos pela Justiça.


Outro processo investigado é o licenciamento de um empreendimento imobiliário em Geribá. Nele, o juiz deferiu e, logo depois, revogou uma liminar que sustava a construção do condomínio Summertime no Campo de Pouso (área onde havia um antigo estacionamento), a pedido do promotor de Justiça Murilo Bustamante, que movera uma ação civil pública contra a obra. O MP alegou que, além de irregular - pois a área só comportaria 17 casas, enquanto o condomínio previa a construção de 34 -, a licença concedida pela prefeitura havia sido grosseiramente fraudada. Mesmo provando a adulteração, o MP foi surpreendido com a liberação judicial da obras, em dezembro do ano passado, pelo mesmo juiz que a suspendera.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Concessionária vende carro usado que havia caído na Lagoa da Pampulha




Paula Carolina - Estado de Minas

Publicação: 25/12/2010 16:02 Atualização:


Sonho destruído depois de descoberta as fotos que revelaram como ficou o 307 há cerca de dois anos (Amilton Cabral Júnior/ Divulgação)
Sonho destruído depois de descoberta as fotos que revelaram como ficou o 307 há cerca de dois anos
A história poderia não passar de um triste e elaborado roteiro de Hollywood, nada condizente com o dia de Natal. Em março de 2009, um cliente deixa seu Peugeot 307 07/07 em uma concessionária para fazer uma revisão. Na semana seguinte, descobre que funcionários da revenda, em teste, haviam sofrido um acidente com o veículo, que acabara submerso na Lagoa da Pampulha. Depois de meses de acordo, o automóvel é devolvido à concessionária.

O tempo passa e, quase dois anos depois, outro cliente, da mesma concessionária, dono de um Peugeot 307 07/07, comprado em março de 2010, visita uma oficina particular. Em conversa com o mecânico, tem acesso a uma matéria de jornal (Estado de Minas - Veículos -, edição de 28 de março de 2009) e vê seu carro como o protagonista da história anterior.

Apesar do contexto aparentemente fictício, qualquer semelhança não é mera coincidência. O carro é o mesmo e os personagens são reais.

Compra

'Tinha um VW Fox e queria sair do segmentos dos compactos. Na concessionária Peugeot Vernon, em março deste ano, eles me ofereceram este carro e comprei', conta o coordenador de marketing Ronaldo Aguiar Oliveira.

Segundo ele, nunca desconfiou do ocorrido com o carro, aparentemente em excelente estado de conservação, mas estranhava o fato de o veículo nunca estar alinhado: 'Ele não dava alinhamento. Sempre que mandava alinhar ficava trepidando'.


Painel totalmente reformado e bancos em couro deixaram o 307 brilhando e atraente para negociação (Amilton Cabral Júnior/Divulgação e Euler Júnior/EM/D.A.Press)
Painel totalmente reformado e bancos em couro deixaram o 307 brilhando e atraente para negociação
Esta semana, como tinha decidido vender o carro, Ronaldo resolveu trocar as velas, o suporte do motor e o filtro de combustível. “Fui na Vernon e disseram que não tinham as velas. Então, procurei uma concessionária Citroën, já que as peças são as mesmas. Lá, um vendedor me indicou um mecânico, que teria trabalhado na Vernon e aberto uma oficina. Quando cheguei lá, ele reconheceu o carro e me contou a história”, relata, lembrando que o fato veio à tona quando o mecânico foi trocar o filtro de combustível e abriu a tampa, que fica no assoalho, próximo ao banco traseiro. “Estava cheio de lama. Então lembrou do caso”, diz.

No dia seguinte (quarta-feira última), Ronaldo foi ao Detran-MG e levantou o histórico do veículo, comprovando que se tratava, de fato, do mesmo carro. “Rodei esse tempo todo, colocando em risco a minha vida, de minha esposa e de minha filha de 2 anos”, desabafa.

Acordo

De acordo com a concessionária Vernon, no momento da venda do carro foi contada toda a história a Ronaldo, que inclusive teve um abatimento no preço. Ainda conforme a revenda, desde que foi adquirido o automóvel nunca deu problema.

Ronaldo, no entanto, afirma que não sabia de nada e contrapõe que a revenda, nesse caso, deveria apresentar um documento assinado por ele, como prova de que conhecia o histórico do veículo. Ele ainda garante que tem uma testemunha que presenciou a negociação e acrescenta que está sendo procurado pela direção da concessionária para fazer acordo: 'Eles me ofereceram pagar o preço de tabela no carro ou me vender outro carro zero a preço de custo. Achei absurdo e não aceitei, até porque ninguém garante que eles não voltarão a revender esse carro para outra pessoa'.

Vistoria Consultada, a Peugeot informou que na segunda-feira entrará em contato com o cliente e pedirá uma análise do carro, por vistoriador da fábrica, para verificar se, independentemente do consumidor saber ou não do histórico do veículo, ele poderia ter sido recuperado e revendido. Caso fique provado que o carro não poderia ter sido comercializado, a montadora assumirá as responsabilidades cabíveis.

O que diz a lei

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), em toda relação de consumo, o vendedor é obrigado a dar todas as informações claras e adequadas sobre o produto, no que diz respeito a qualidade, preço, riscos que o produto pode vir a apresentar etc. Situação em que se enquadra a venda de um carro nas condições do 307 em questão, de acordo com o advogado Gustavo Americano Ferire, especialista em direitos do consumidor. 'Ele deveria ter sido informado de tudo antes de comprar o carro.

É o princípio da informação. Já há jurisprudência nesse sentido, com os tribunais reconhecendo esse princípio em toda relação de consumo', explica. Caso contrário, surge a figura do vício de qualidade por informação e o consumidor tem os mesmos direitos relacionados a defeito no produto, configurados no artigo 18 do CDC: a troca do produto por outro equivalente, à devolução do que foi pago corrigido ou ao abatimento no preço proporcional aos prejuízos.