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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

EMAGRECEU MAIS DE 200 KG


Após perder 250 kg, britânico luta contra excesso de pele

DA BBC BRASIL
Quando era chamado de o "o homem mais gordo do mundo", mesmo as tarefas mais simples eram um desafio imenso na vida do britânico Paul Mason.
Mais de 200 kg mais magro após uma operação para redução de estômago, os desafios ainda não terminaram. Mason agora luta para conseguir no sistema público de saúde da Grã-Bretanha uma cirurgia plástica que retire o excesso de pele que deforma seu corpo e o mantém afastado da sociedade.
O vício pela comida quase levou Mason à morte. O carteiro britânico chegou a atingir quase 450 kg e passou uma década confinado em sua cama, contando com a ajuda de amigos para se locomover.
Nos auge de seu peso, Mason ingeria até 20 mil calorias por dia (quase dez vezes a média recomendada) e gastava em torno R$ 210 diariamente com comida e chocolate, entregues em sua casa, em Ipswich, no sudeste da Grã-Bretanha.
Quando tinha 50 anos, Mason conta que mal podia dormir, já que ficava 24 horas pensando no que poderia comer.
Paul Nixon
Mason diz que começou a comer compulsivamente na adolescência, quando sofria assédio no colégio
Mason diz que começou a comer compulsivamente na adolescência, quando sofria assédio no colégio
"Você perde o senso do tempo", diz. "Por anos eu não conseguia dormir corretamente, porque estava sempre comendo. Eu só pensava em como conseguir comida rapidamente", conta.
"Eu me assegurava de que tinha chocolate, batata frita e embutidos próximo à minha cama. Chegue em um estágio de vício", diz.
'BATALHA CONSTANTE'
Há dois anos, Mason se submeteu a uma cirurgia no sistema público de saúde para controlar o seu peso.
Antes da operação em si, o carteiro conta que teve de enfrentar "os demônios" que por anos o deixaram viciado em comida.
Ele diz que sofreu bullying no colégio - não por seu peso, mas por sua altura, já que nos primeiros anos da adolescência já media 1.93 m.
Depois foi o fim de um relacionamento de quatro anos, na década 1980, que o fez comer compulsivamente. A comilança só piorou com a morte do pai e da mãe, anos depois.
Mason conta que a comida sempre teve um papel central na vida familiar.
Paul Nixon
Mason chegou a ter 450 quilos e o título de homem mais gordo mundo, até fazer uma cirurgia
Mason chegou a ter 450 quilos e o título de homem mais gordo mundo, até fazer uma cirurgia
"Meu pai insistia, quando eu pequeno, que teria de limpar meu prato", diz. "Fazíamos grandes refeições e havia uma batalha constante para saber quem limparia o prato primeiro", conta.
Começou então uma escalada no peso de Mason, que aos 30 anos já pesava 158 kg. Na última década, ele saiu fora de controle e seu peso atingiu 450 kg.
EXCESSO DE PELE
Desde a cirurgia, em 2010, Mason já perdeu cerca de 250 kg. Desde então ele transformou sua dieta e se tornou mais ativo fisicamente.
Embora mais magro, Mason ainda se incomoda com o excesso de pele, que deforma seu corpo.
Hoje com 190 kg, ele precisa emagrecer mais para conseguir a cirurgia plástica e chegar a um peso estável, segundo o serviço médico local.
Com a meta dada pelos médicos de chegar a 107 kg, Mason insiste na necessidade de fazer a cirurgia.
"Minha vida está em suspenso porque isso (o excesso de pele) não me deixa voltar à sociedade", diz.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Seguradora que aceita paciente com obesidade mórbida não pode negar cobertura de redução de estômago

Notícias

Seguradora que aceita paciente com obesidade mórbida não pode negar cobertura de redução de estômago

25 de maio de 2011, às 08h29min

Por Coordenadoria de Editoria e Imprensa, Superior Tribunal de Justiça






A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu sentença que determinou à Unimed o pagamento de cirurgia bariátrica a um segurado de Varginha (MG). A Turma, seguindo voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, concluiu que no ato da assinatura do contrato, a seguradora sabia da obesidade mórbida do segurado, sendo evidente que os respectivos riscos certamente foram levados em consideração e aceitos ao admiti-lo como segurado, não se podendo falar em vício na manifestação da vontade.

O segurado ingressou com ação de obrigação de fazer para que a seguradora cobrisse a cirurgia de redução de estômago. Em primeira instância, o pedido foi provido determinando a cobertura plena para a realização do procedimento.

A Unimed apelou da sentença. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proveu à apelação por entender que a cirurgia a que se submeteu o segurado se deu em razão de doença preexistente. Assim, é licito à seguradora se opor ao pagamento da cobertura, quando haja expressa excludente de cobertura para tal caso, além de comprovada má-fé daquele no momento da contratação.

Inconformado, o segurado recorreu ao STJ sustentando violação ao Código de Defesa do Consumidor (CDC) no que diz respeito aos direitos básicos do consumidor, práticas e cláusulas abusivas, proteção contratual e contratos de adesão. Alegou também dissídio jurisprudencial.

Ao decidir, a relatora destacou que na data da contratação do plano, o segurado declarou à seguradora que pesava 146 quilos e media 1,53 metros, o que resulta num índice de massa corporal (IMC) de 62 kg/m2, indicador claro de obesidade mórbida.

"No ato de adesão ao contrato, o segurado encontrava-se mais de 85 quilos acima de seu peso ideal, situação que, por óbvio, foi constatada pela seguradora e que notoriamente acarreta diversos males à saúde, bem como vem cada vez mais sendo tratada por intermédio da cirurgia para redução do estômago", acrescentou.

A ministra ressaltou, ainda, que quando o segurado procurou a Unimed, ele buscava um seguro que oferecesse cobertura para os riscos à sua saúde, principalmente aqueles derivados do seu sobrepeso. A seguradora, por sua vez, mesmo ciente do quadro de obesidade mórbida do segurado, concordou em firmar o contrato. Por essa razão, a prevalecer a boa-fé contratual, não há como admitir a recusa da Unimed em oferecer cobertura para um sinistro derivado especificamente da obesidade mórbida do segurado, sob pena de estar negando vigência àquilo que as partes tinham em mente quando celebraram o contrato.

Por fim, a relatora entendeu que antes de concluir o contrato de seguro de saúde, pode a seguradora exigir do segurado a realização de exames médicos para constatação de sua efetiva disposição física e psíquica, mas, não o fazendo e ocorrendo sinistro, não se eximirá do dever de indenizar, salvo se comprovar a má-fé do segurado ao informar seu estado de saúde.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

MULHER MELANCIA COM OBESIDADE MÓRBIDA?



F
amily Institute of the German Fat Complex, em recentes estudos, feitos nos Laboratórios da Goodyear em Ohio - USA, detectou que a mulher melancia está um "pouco" acima do peso ideal e talvez, com obesidade mórbida. Deverá fazer uma dieta balanceada, não balançada, perder 50 quilos, para poder posar para a revista Globo Rural. 
Ficção / Estórias / Humor / Fake