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segunda-feira, 23 de julho de 2012

LUA - O LADO OCULTO DA LUA - LRO


O lado oculto da Lua - Em vídeo de tirar o fôlego

O lado oculto da Lua - Em vídeo de tirar o fôlegoFoto: Chris Meaney/NASA

23 de Julho de 2012 às 09:44
Vídeo: Lunar Reconnaissance Orbiter – Nasa
O lado oculto da Lua (também chamado de lado negro ou lado escuro do nosso satélite) é o hemisfério lunar que não pode ser visto da Terra devido ao fato de a translação e rotação lunares possuírem o mesmo tempo de duração. É a chamada órbita síncrona. Contudo, sabe-se que toda a superfície da Lua recebe iluminação do Sol, em períodos distintos, sendo que seu chamado lado escuro recebe luz durante a fase da lua nova. A Lua fica totalmente escura apenas em períodos de eclipse total lunar, quando a sombra da Terra impede que os raios solares iluminem o satélite. Claro, a Lua na verdade é toda escura, uma vez que não tem luz própria. Toda face iluminada se deve à luz solar. O lado escuro é, na verdade, um lado não visível da Lua, quando a observamos a partir da superfície terrestre.
O hemisfério oculto da Lua foi fotografado pela primeira vez pela sonda espacial soviética Luna 3 em 1959, e primeiramente observado por olhos humanos durante a missão Apollo 8 na órbita da Lua em 1968. O hemisfério possui diversas crateras, resultado de vários impactos na sua superfície.
O Lunar Reconnaissance Orbiter (Orbitador de Reconhecimento Lunar, LRO) é uma espaçonave robótica lançada pela Nasa, que atualmente está orbitando a Lua. O lançamento não tripulado do Lunar Precursor Robotic Program (Programa de Precursores Robóticos Lunares) ocorrido em 18 de junho de 2009, é a primeira missão dos Estados Unidos para a Lua em mais de dez anos. O LRO é a primeira missão do programa  Vision for Space Exploration (Visão para Exploração Espacial) dos Estados Unidos.
Para cumprir com sucesso os objetivos do “The Vision”, incluindo a exploração humana da Lua, o LRO vai orbitar nosso satélite, pesquisar os seus recursos, e identificar possíveis locais de pouso para uma próxima nova expedição tripulada. A sonda será capaz de fornecer um mapa 3D da superfície lunar e já forneceu algumas das primeiras imagens de alguns equipamentos do projeto Apollo deixados na Lua. O foguete Atlas V usado para lançar o LRO também carregou o Lunar Crater Observation and Sensing Satellite (Satélite de observação e sensoreamento de crateras lunares - LCROSS), que é projetado para detectar a presença de água quando o estágio superior do veículo de lançamento atingir uma cratera lunar. Juntos, o LCROSS e o LRO formam a vanguarda do returno à Lua do Lunar Precursor Robotic Program da Nasa. As primeiras imagens feitas pela LRO foram publicadas em 2 de julho de 2009.
Vídeo:
O Lunar Reconnaissance Orbiter, da Nasa, forneceu novas imagens da Lua que revelam dados antes completamente desconhecidos da sua superfície.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

... E SE BATER, O QUE " NÓIS" FAZ???

08/11/2011 14h23 - Atualizado em 08/11/2011 17h09

Asteroide que passa 'raspando' pela Terra poderá ser visto do Brasil

Observação precisa de telescópio com pelo menos 20 centímetros.
Corpo celeste estará a menos de 325 mil km da Terra.

Do G1, em São Paulo

O asteroide 2005 YU55, que está passando perto da Terra, será visível do Brasil, mas não a olho nu. Segundo o astrônomo Cássio Barbosa quem quiser observar o fenômeno vai precisar de um telescópio com lente de pelo menos 8 polegadas -- ou 20 centímetros.
O astrônomo, que é colunista do G1, avisa que os brasileiros devem olhar para o céu na direção norte. Porém, como o asteroide vai passar muito perto, o ponto vai variar de acordo com a latitude.
"Para tornar a observação ainda mais complicada, se moverá muito rápido no céu quando passar", completa Scott Fisher, diretor da Divisão de Astronomia da Fundação Nacional de Ciências dos EUA. A observação será mais fácil no hemisfério norte do que ao sul do Equador.
O corpo celeste atinge nesta terça-feira (8) o ponto mais próximo de nosso planeta. A Nasacalcula que, às 21h28 (horário de Brasília), ele estará a menos de 325 mil quilômetros da Terra, ou seja, mais perto que a distância que nos separa da Lua.
Asteroide 2005 YU55, em imagem desta segunda (7) (Foto: Nasa/JPL-Caltech )Asteroide 2005 YU55, em imagem desta segunda (7) (Foto: Nasa/JPL-Caltech )
"Essa a aproximação mais rente de um asteroide que já ficamos sabendo com antecedência em toda a história", afirma Lance Benner, pesquisador do Laboratório de Propulsão de Jatos (JPL), órgão da Nasa responsável por essas contas.
"O 2005 YU55 não vai bater na Terra, pelo menos não dentro do período que conseguimos calcular, que se estende por vários séculos", completa o especialista.
O asteroide, que tem cerca de 400 metros de uma ponta à outra, passa com regularidade perto de Vênus, da Terra e de Marte, mas não chega tão próximo de nós há pelo menos 200 anos.
A última vez que um corpo celeste tão grande chegou tão perto de nós foi em 1976, mas, na época, os astrônomos não previram a visita. A próxima visita de um asteroide desse tamanho está prevista para 2028.

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