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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

NEYMAR NÃO PAGA O PARTO DO SEU FILHO E É PROCESSADO


Médico diz que Neymar não pagou pelo parto de Davi Lucca e processa o jogador

Segundo Kramer, o pai do atleta, Neymar da Silva Santos, simplesmente disse “que não pagaria o parto” 


21-09-2012 16:21

Dr. Herbert Kramer com sua mulher, ao lado de Neymar na época do parto de Davi Lucca.Dr. Herbert Kramer com sua mulher, ao lado de Neymar na época do parto de Davi Lucca. (Foto UOL)
O médico Herbert Kramer afirma que Neymar não quitou as dívidas pelo parto do próprio filho, Davi Lucca, que nasceu no Hospital São Luiz, em São Paulo, há pouco mais de um ano. Kramer, responsável pelo pré-natal da mãe, Carolina Dantas, e pelo parto da criança, entrou com uma ação na Justiça para receber o dinheiro. O processo está tramitando na 6ª Vara Cível de Santos e o valor não foi revelado.
Segundo Kramer, o pai do atleta, Neymar da Silva Santos, simplesmente disse “que não pagaria o parto” porque não concordou com o valor combinado. A reportagem tentou entrar em contato com a assessoria de Neymar para ouvir a versão do jogador e seu staff sobre a acusação, mas não teve sua solicitação respondida até a publicação desta matéria.
“Ele simplesmente avisou que não pagaria os honorários dos médicos que fizeram o parto”, disse o médico. Orientado por seu advogado, o médico não quis revelar qual era o valor combinado pelo parto do filho do craque santista.
Kramer lamenta o não pagamento do parto, pois lembra que Neymar e Carolina receberam tratamento especial. Além de acompanhar toda a gestação da mãe de Davi Lucca, Dr. Herbert ficou totalmente à disposição da família na semana do parto.
O médico fechou seu consultório na cidade de Santos um dia antes do nascimento da criança e ainda levou dois profissionais para acompanhá-lo em São Paulo: sua esposa, a enfermeira obstetra Daniela Jordão Kramer, e o médico auxiliar, Sérgio Abach.
“Fechei um dia antes, fui para o Hospital São Luiz, sem falar que fiquei quarta, quinta e sexta-feira à disposição deles. Levei um médico auxiliar e enfermeira. Fizemos tudo, foi um trabalho excepcional, como a família pediu”, explicou.
O médico ressaltou que Davi Lucca ainda precisou de um cuidado especial, pois nasceu prematuro. O parto foi realizado com 37 semanas de gestação. Além disso, Carolina Dantas teve diminuição do líquido amniótico, chamada de oligoidrâmnio.
“Foi um ligeiro prematuro, como chamamos as crianças que nascem entre 38 e 40 semanas. O Davi Lucca nasceu com 37 semanas. Ela ainda teve baixa quantidade de líquidos. Sem contar o stress de fazer o parto do filho de uma das pessoas mais famosas no Brasil e no mundo”, disse.
Herbert Kramer confessa que começou a ficar desconfiado que não fosse receber pelos serviços prestados quando o assessor de Neymar, Eduardo Muza, parou de atender aos seus telefonemas. O médico só conseguiu contato quando ligou de um número de telefone desconhecido.
“Quando me atendeu, ele disse: posso dizer? O pai do Neymar não vai pagar. Eu respondi: então vou entrar com uma ação na Justiça. Fiz o prometido. Já entramos com a ação e estamos aguardando a primeira audiência”, disse Kramer
.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

SEU MÉDICO ATRASOU? COBRE DELE!!!


Um basta ao atraso do médico

Reação às prolongadas esperas nos consultórios obriga os médicos a adotar medidas de compensação pelo tempo perdido

Rachel Costa
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É uma cena rotineira encontrar o paciente que chegou pontualmente para uma consulta fo­lhean­do revistas na sala de espera, aguardando o médico às vezes por horas. Até nos especialistas mais caros e em países como os EUA não raro a premissa para ser atendido é esperar. Por lá, porém, o tema tem ganhado destaque com a reação de pacientes que, literalmente, estão mandando a conta da espera para o médico. Um dos casos divulgados foi o da consultora Cherie Kerr, 67 anos. Após 45 minutos aguardando seu oftalmologista, ela não teve dúvida: cobrou-lhe US$ 150, prontamente abatidos da conta. “Muitos profissionais não percebem que o paciente perde dinheiro quando tem de esperar pelo atendimento”, disse à ISTOÉ.

Outros médicos americanos também têm se proposto a pagar ou conceder brindes – um vale-presente em uma cafeteria, por exemplo – a quem é prejudicado pela demora. Nos EUA, a média de atraso para uma consulta é de 24 minutos. E a preocupação com o assunto tem ganhado tanta atenção que já há até um aplicativo, o MedWaitTime, que permite ao paciente conferir, pela internet em tempo real, se o médico está cumprindo com os horários ou não (para isso o especialista deve pagar uma taxa mensal e se cadastrar no serviço). 
No Brasil não há dados sobre o tempo de espera, mas a demora é comum. “A situação brasileira e a americana são similares”, fala Hugo Campos, membro da Sociedade de Medicina Participativa, órgão internacional de orientação a pacientes. “É importante exigir que o atendimento seja na hora marcada.” 

Da parte dos médicos, é possível pinçar algumas iniciativas no País semelhantes às dos EUA. Um exemplo é o cirurgião plástico Alan Landecker, em São Paulo. Por dia, passam pelo seu consultório de 20 a 30 pacientes. “É difícil não acontecer atraso”, diz. A solução de Landecker foi criar um método para minimizar os aborrecimentos. “Se eu percebo que os pacientes terão que esperar mais de 30 minutos, eles são avisados por telefone e podem remarcar para outra data”, explica. Quem já está no consultório ganha um lanche. Quando o atraso supera uma hora, o valor da consulta não é cobrado.
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DE GRAÇA
Leonardo esperou por uma hora. Mas depois não pagou pela consulta
Do outro lado, o paciente se sente valorizado. O piloto Leonardo Gomide, 34 anos, recebeu com surpresa a notícia de que, após uma hora na sala de espera, não pagaria pelo atendimento. “Era minha primeira consulta com o médico”, conta. “A secretária dele me ligou avisando que ia atrasar, mas não desmarquei porque moro em outra cidade.” 

É importante ao paciente saber cobrar por seus direitos. Alertar o médico sobre o inconveniente dos atrasos pode ser um primeiro passo. “E, se a demora for excessiva, uma solução pode ser recorrer às vias administrativa e judicial”, orienta Vinícius de Abreu, consultor jurídico da ong Instituto Saúde Legal. O advogado especializado em direitos do consumidor Horácio Conde Ferreira explica que, na Justiça, há três alegações básicas que podem ser usadas. “Pode-se alegar que houve abuso de poder por parte do médico, falta de razoabilidade profissional, por ter marcado consultas com intervalos muito curtos, ou mesmo falta de boa-fé por ter dito que seria possível atender um paciente e não fazê-lo.” 

Ao pensar em solução por meio da Justiça, porém, deve pesar o bom-senso. “São raros os médicos que trabalham em tempo integral em uma instituição”, ressalta o médico Fernando Lucchese, diretor do hospital São Francisco de Cardiologia, de Porto Alegre. “Geralmente eles dependem de vários empregos e por isso se atrasam.” Autor do livro “Comunicação Médico-Paciente: um acordo de cooperação”, ele é contra recompensas materiais. “A melhor compensação que o médico pode dar ao paciente é um ótimo atendimento”, opina. Para ele, do mesmo modo que se pede ao profissional jogo de cintura para resolver eventuais problemas na agenda, ao paciente cabe um pouco de compreensão. “Quando ele procura algum órgão fiscalizador para se queixar do médico, é sinal de que a relação se quebrou”, avalia. 
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