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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

JUSCELINO GERMANO DE LISBOA, MORREU ESMAGADO EM ALPHAVILLE S.J. CAMPOS/SP

REGIÃO
December 6, 2011 - 03:14
Funcionário morre em obra em S. José
Acidente ocorreu nas obras do Alphaville, próximo ao Urbanova, zona oeste da cidade

 

São José dos Campos

Um homem de 32 anos morreu em um acidente de trabalho no Alphaville, próximo ao Urbanova, zona oeste de São José. Juscelino Germano de Lisboa, 32 anos, morreu esmagado por um rolo compressor. Ele foi enterrado ontem, em Mineirolândia (CE), sua terra natal. O Alphaville informou que lamenta a morte e dará apoio à família da vítima.


†  Juscelino Germano de Lisboa, idade: 30
Data de falecimento: 04/12/2011
Velório: outras cidades
Sepultamento: Cemitério de Mineirolandia/CE, dia  05/12/2011 às 17h00

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ALFAVELA DA EXPLORAÇÃO DO SER HUMANO EM S. JOSÉ DOS CAMPOS/SP., A SAFADEZA ACIMA DE QUALQUER MORAL!


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Jornal O VALE
October 20, 2011 - 04:00

Caso Alphaville: esquema lesava operários

 Na foto maior, vista aérea do local onde será implantado o AlphaVille São José; entrada do condomínio em São Paulo e ilustração sobre são José
ilustração aaron kawai aaron kawai
De acordo com o sindicato, eles eram registrados em suas cidades de origem, com salário de cerca de R$ 570, bem abaixo do piso de R$ 910,80 pago em São José
Ana Lúcia FerreiraBom Dia São José
Trabalhadores nordestinos que trabalham nas obras de construção do condomínio de alto luxo Alphaville, no bairro do Urbanova,  foram registrados com piso inferior ao pago para a categoria em São José. É o ‘pulo do gato’ da exploração dos operários da construção civil.
O esquema foi descoberto ontem pelo Sindicato da Construção Civil de São José, depois de uma blitz realizada na noite de terça-feira em um alojamento da empresa G&F Engenharia, no bairro  Jardim Paulista, no centro. No local, 37 trabalhadores da construção civil foram encontrados em condições precárias de moradia.

Esquema. De acordo com o sindicato, os operários foram registrados em suas cidades de origem, com piso salarial de cerca de R$ 570, muito abaixo do salário pago em São José para a função de ajudante no valor de R$ 910,80. “Somente isso já caracteriza má-fé dos empregadores”, disse o diretor do sindicato, Erlon Alves de Oliveira.
O esquema para pagar menos aos trabalhadores e outras irregularidades encontradas pelo sindicato no alojamento estão agora na mira no Ministério Público do Trabalho, que aceitou a denúncia formal do sindicato feita ontem em São José.
Providências /Com a denúncia nos ouvidos no Ministério Público, mais do que depressa trataram de providenciar melhores condições para os trabalhadores ontem mesmo.
Segundo o sindicato, o caso está sendo tratado como urgente pelo MP que deve convocar hoje mesmo as empresas Alphaville e G&F Construtora para prestar esclarecimentos.
As empresas devem ser reunir hoje, por volta de 9h com o sindicato para prestar esclarecimentos sobre as medidas tomadas para melhorar as condições de trabalho dos operários.
O sindicato irá se reunir em plenária com os trabalhadores na obra no bairro Urbanova hoje às 6h.  O alojamento não tinha capacidade para receber todos os trabalhadores. Muitos dormiam no chão, cozinhavam dentro do alojamento e os banheiros não comportavam o volume de trabalhadores.
“A casa tinha capacidade para 20 operários e tinha 37. Alguns trabalhadores de São José chegaram a ser demitidos para garantir 100% de mão de obra de fora”, revelou Erlon.


Outro lado. Por nota, a A AlphaVille Urbanismo informou que em todos os seus contratos com os empreiteiras há determinação para a cumprimento da legislação trabalhista. Informou ainda que está apurando o assunto com a empresa contratada e vai fiscalizar a construtora para garantir que os funcionários da empreiteira tenham condições adequadas de alojamento e alimentação.

A G&F Construtora que tem sede na cidade de Fortaleza (CE), informou pelo seu representante Whashigton da Silva, técnico de Segurança, que vai encontrar um novo alojamento para os operários. “Amanhã a gente vai ‘abrir espaço’, não se preocupe não”, disse o representante. A empresa trouxe 60 trabalhadores de fora para trabalhar na construção do condomínio de luxo no Urbanova.