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terça-feira, 12 de junho de 2012

DNA NA FILHA DE MARCOS MATSUNAGA E ELIZE


 

Luiz Flávio D'Urso diz que tudo relacionado ao casal 'tem de ser investigado'.
Pedido de exame de paternidade deverá ser feito nesta quarta-feira (13).


Do G1 SP

Luiz Flávio D'Urso, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo e advogado contratado pela família de Marcos Matsunaga para acompanhar o inquérito que investiga a morte do executivo da Yoki, disse que vai entrar nesta quarta-feira (13) com um pedido de exame de paternidade da filha de Elize Matsunaga.
D'Urso, no entanto, negou que a família tenha desconfiança de quem seja o pai da menina. "Considerando que o caso trouxe uma série de surpresas desagradáveis, levando-se em conta a tragédia de um homicídio da forma que ocorreu, com um esquartejamento, como estamos dentro de uma situação bárbara sob todos os aspectos, creio que tudo o que diz respeito ao Marcos e à Elize merece ser investigado, inclusive a filha do casal", justificou D'Urso.
Para o advogado, mais pessoas precisam ser ouvidas no inquérito que investiga o crime. "Ele ficou 12 horas rodando com o veículo com partes do corpo do Marcos dentro. Ela não abasteceu (o carro)? Onde foi que abasteceu?  Tem de ouvir o frentista do posto. Tem de ouvir o policial que a parou. A família quer que tudo seja investigado, que tudo seja apurado", completou, referindo-se ao fato de Elize ter sido parada em uma rodovia paulista por policiais no dia 20 de maio, quando descartou os sacos com as partes do marido que havia esquartejado em mata próxima à estrada de Cotia, na Grande São Paulo.
AcompanhanteA equipe de reportagem do Jornal Nacional teve acesso ao depoimento da mulher que esteve com o executivo na véspera do assassinato dele e que teria motivado a briga entre o empresário e Elize Matsunaga. A Justiça de São Paulo negou nesta terça-feira (12) o pedido de liberdade da viúva e assassina confessa do empresário.
No depoimento de quatro páginas, a suposta amante diz que o primeiro encontro com Marcos aconteceu em 13 de fevereiro e que se encontrava com ele duas vezes por semana. Pelos serviços de acompanhante, ela recebia R$ 4 mil por mês
A mulher disse à polícia que viajou com Marcos para a cidade de Marília, no interior de São Paulo, para conhecer a fábrica da Yoki. E foi apresentada como compradora de amendoim. Em uma outra viagem, foram para Montevidéu, no Uruguai. Segundo a moça, Marcos dizia que seu casamento não estava bom, que brigava bastante.
Ainda segundo ela, ele mostrou arranhões no braço e disse que tinha sido agredido por Elize, em uma das brigas do casal. Marcos teria comentado que queria se separar.
A mulher disse que o executivo fez um acordo: se ela tirasse as fotos do site de acompanhantes, ele pagaria R$ 27 mil por mês a ela. O primeiro pagamento, segundo ela, foi no dia 4 de maio.
Nova Versão arte Yoki - 11/06 (Foto: Arte/G1)
Segundo o depoimento, entre os dias 20 e 30 do mês passado, ela relatou que Marcos não fez contato. O executivo havia sido morto na noite do dia 19 de maio.
Nesta terça-feira, a Justiça negou o pedido de suspensão da prisão temporária feito pelos advogados de Elize Matsunaga. Segundo o juiz, ela confessou o crime e deve continuar presa pelo menos até que as investigações sejam concluídas.
Em seu despacho, o juiz Théo Assuar Gragnano, o mesmo que decretou a prisão temporária de Elize em 4 de junho, negou a solicitação do advogado de Elize, Luciano Santoro.
"Não se pode, à míngua de qualquer elemento probatório, presumir que a autoridade policial esteja protelando desnecessariamente a conclusão das investigações (...) Com essas considerações, não demonstrada a alegada ausência de diligências pendentes de realização, indefiro o pedido de revogação da prisão temporária", escreveu o juiz Gragnano em sua decisão.
A defesa queria a revogação da prisão por entender que ela é "ilegítima", já que a Polícia Civil informou que o caso está encerrado, restando apenas os resultados dos laudos periciais. O advogado de Elize, Luciano Santoro, disse que ainda não decidiu se vai apresentar um novo pedido de habeas corpus nos próximos dias. "Creio que vamos esperar o inquérito ser relatado e a Justiça se pronunciar sobre algum possível pedido de prisão preventiva para decidir sobre que medida tomar", disse.
MorteO empresário foi morto com um tiro na cabeça e esquartejado com uma faca na noite de 19 de maio no apartamento do casal, na Zona Oeste da capital paulista. No dia 27 do mês passado, pedaços do corpo foram encontrados em sacos plásticos em Cotia.
Elize foi presa no dia 5 de junho. O prazo da prisão temporária é de 15 dias. Ela confessou ter matado o marido e está detida na Cadeia Pública de uma delegacia em Itapevi, também na Grande São Paulo.
Para a Polícia Civil, após ouvir o depoimento de nove pessoas, a investigação concluiu que o crime foi passional e não premeditado.
Elize contratou um detetive particular que flagrou Marcos traindo a mulher com uma garota de programa, função que a indiciada também exercia até conhecer o executivo.
Em seu interrogatório no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), a viúva disse que discutiu com Marcos ao descobrir a traição e que só atirou com uma pistola após ter sido ofendida e agredida por ele. Ela levou cerca de quatro horas para desmembrar o corpo e colocar em três malas. A faca e as malas ainda não foram encontradas. A arma passa por perícia. Elize foi indiciada (responsabilizada formalmente pelo crime) por homicídio duplamente qualificado, por motivo cruel e fútil, e ocultação de cadáver.
O delegado Jorge Carrasco, diretor do DHPP, adiantou que deve relatar o inquérito ainda nesta semana à Justiça com um pedido de conversão da prisão temporária de Elize para preventiva, o que significa que ela pode ficar detida até um eventual julgamento.
Segundo a polícia, restam apenas anexar os laudos periciais conclusivos da Polícia Técnico-Científica. Entre os resultados dos exames que são aguardados, estão os feitos pelo Instituto de Criminalística (IC), sobre qual foi a arma do crime, e do Instituto Médico-Legal (IML), que realiza exame de DNA para identificar o sangue achado no apartamento do casal. Outros laudos que restam são o necroscópico e a de local de crime.
A filha do casal, uma menina de pouco mais de 1 ano de idade, está sob cuidados de uma tia materna no prédio onde ocorreu o crime.
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CARLOS MATSUNAGA E VÍDEO COMPLETO COM A AMANTE


Edição do dia 11/06/2012
11/06/2012 21h04 - Atualizado em 11/06/2012 21h12

Polícia vai pedir que Elize Matsunaga continue presa até o julgamento

A defesa pediu nesta segunda (11) a libertação dela. Elize Matsunaga confessou ter matado e esquartejado o marido.

César GalvãoSão Paulo

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A polícia de São Paulo vai pedir à Justiça que Elize Matsunaga continue presa até o julgamento. A defesa pediu nesta segunda (11) a libertação dela. Elize confessou ter matado e esquartejado o marido, diretor executivo da Yoki. Confira trechos inéditos do vídeo que foi exibido pelo Fantástico de domingo (10). As imagens, que, segundo Elize, teriam motivado a discussão do casal, antes do assassinato.
Um detetive registrou os passos de Marcos Matsunaga, durante os três dias em que Elize, a esposa, viajava com a filha para o Paraná.
A gravação mostra que na noite do dia 17 de maio, Marcos e uma mulher chegam a um restaurante e ficam lá até 0h. Mais tarde os dois aparecem na porta à espera do carro. E trocam carícias. O detetive segue até um hotel.
No dia seguinte, Marcos e a mulher são gravados em outro restaurante. Ficam lá por uma hora. Na saída, mais uma vez, são vistos abraçados. À 0h o carro dele entra no mesmo hotel.
A mulher que aparece nas imagens foi encontrada pela polícia. Ela confirmou que é garota de programa e que esteve com Marcos nos dias que antecederam o crime. Disse também que tinha um caso com Marcos desde o início do ano e que ganhou um carro dele.
No depoimento à policia, Elize disse ter falado para Marcos que havia colocado um detetive atrás dele. Que, naquele momento ele se transformou, ficou bastante irritado. Elize disse que foi xingada e Marcos desferiu um tapa na cara.
Elize também contou à policia que Marcos falava que tinha dinheiro, que ia sumir com a menina e ela nunca mais ia vê-la.
Elize, então pegou a pistola que ganhou de presente na gaveta e atirou uma vez na cabeça do marido. Depois, esquartejou e escondeu o corpo
Uma babá contou ao repórter Valmir Salaro o que viu no dia seguinte.
Empregada: “5h50 eu fui para a cozinha. Encontrei ela no corredor e ela me pediu pra fazer umas coisas que eu não achei normal. Mas fiz".
Fantástico: "o que ela pediu pra senhora?"
Empregada: "lavar os lençóis, lavar o cobertor, tirar capa de edredom".
Fantástico: "a senhora chegou a ver mancha de sangue?"
Empregada: "não, nada disso, não vi nada"
Fantástico: "ela não comentou nada?"
Empregada: "não, estava normal, tranquila. Ainda estava de pijama".
Segundo a empregada, Elize só falou do desaparecimento do marido dois dias depois.
Empregada: "Ela falou dois dias depois, acho que por causa da gente ficar perguntando. Falou que ele tinha saído no domingo e que ele não tinha mais voltado pra casa. Ela achava ele tinha sido sequestrado".
O detetive que seguiu Marcos e as empregadas que trabalham para o casal Matsunaga estão entre as nove testemunhas que prestaram depoimento. Elize foi indiciada por homicídio duplamente qualificado. Por matar com crueldade e motivo fútil. A polícia só espera a conclusão dos laudos da perícia para mandar o inquérito à Justiça. Mas a defesa dela já começou a ser preparada.
O advogado se concentra em diminuir a pena. Pesa contra ela a forma como o marido foi morto.
“Eu acho que motivo fútil, esse motivo banal, de pouco valor, não se liga as ofensas, as humilhações, a questão de valores que lhe foram colocadas. E o segundo motivo seria a crueldade. Não há crueldade no homicídio”, afirmou Luciano de Freitas Santoro, advogado de Elize.
O desembargador Marco Antonio Marques da Silva acredita que por Elize ter confessado o crime e a polícia ter concluído que houve crime passional, ela pode ter uma punição menor.
“O crime maior, de maior gravidade, que é o homicídio, teria sido passional, teria sido motivado por uma situação excepcional e não premeditada. Isso também indica eventual possibilidade de atenuante”, disse o desembargador Marco Antonio Marques da Silva.


ACESSE E VEJA O VÍDEO: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/06/policia-vai-pedir-que-elize-matsunaga-continue-presa-ate-o-julgamento.html

terça-feira, 5 de junho de 2012

CASO YOKI - POLÍCIA INVESTIGA SUPOSTA TRAIÇÃO



Delegado-geral diz que DHPP apura se ela queria se vingar da vítima.
Mulher de diretor da Yoki está presa suspeita do crime; ela nega acusação.

Kleber TomazDo G1 SP

empresário da yoki (Foto: globonews)Empresário Marcos Kitano Matsunaga foi encontrado morto em Cotia  (Foto: reprodução/ Globonews)

Dentre as várias hipóteses para tentar explicar as razões do crime do caso Yoki, a Polícia Civil de São Paulo investiga se a descoberta de uma suposta traição de Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, teria motivado Elize Matsunaga, de 38 anos, a matar e esquartejar o marido, que era neto do fundador da empresa alimentícia. Em entrevista ao G1 na tarde desta terça-feira (5), o delegado-geral Marcos Carneiro Lima afirmou que a tese de crime passional é uma das frentes de investigação para saber por que o diretor executivo foi assassinado. Presa por suspeita de cometer o crime, a mulher alega inocência, segundo a polícia.

“Pelo próprio computador dele [Marcos] está sendo investigado essa hipótese de traição, já que tinham fotos dele com outras pessoas nos seus arquivos. A polícia apura se a mulher viu essas fotos, achou que se tratava de uma traição e o matou por vingança”, disse o delegado-geral Marcos Lima.

Investigadores do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) teriam ouvido de parentes da vítima que a mulher de Marcos era considerada ciumenta e possessiva. Elize foi presa na noite de segunda-feira (4), após decisão da Justiça, como a principal suspeita do homicídio.
O empresário sumiu no dia 20 de maio na capital paulista. A família da vítima chegou a registrar um boletim de ocorrência do desaparecimento. No dia 27 desse mês, partes do seu corpo foram encontradas em sacos plásticos pela polícia em Cotia, na Grande SP.

As suspeitas do DHPP sobre Elize aumentaram depois que ela entregou armas da coleção pessoal de Marcos para Guarda Civil Metropolitana para serem destruídas na campanha do desarmamento na segunda. Outro indício do suposto envolvimento dela no crime surgiu após câmeras do prédio onde o casal morava gravarem a entrada do executivo no apartamento no dia 20 passado, mas não registraram a saída dele de lá. As mesmas câmeras filmaram, entretanto, a mulher do empresário deixando o imóvel com malas com rodinhas. A polícia investiga se ela usou seus conhecimentos de enfermagem para cortar o marido e colocar os pedaços nas malas.

“Ela é suspeita ainda. Nem foi indiciada e ouvida. Ainda terá de prestar depoimento. A hipótese de traição está sendo investigada, mas ainda é preciso apurar se ela é executora ou mandante”, disse o delegado-geral.

Preliminarmente, os peritos da Polícia Técnico Científica de SP indicam a possibilidade de Marcos ter sido morto após ter sido baleado. Posteriormente, ele teria sido esquartejado.
 Armas apreendidasA perícia vai analisar se uma das armas da coleção do marido entregues por Elize à GCM. Uma pistola 765 tem calibre idêntico ao da arma que teria sido usada para balear o empresário antes de ele ser esquartejado. Por esse motivo, o armamento será apreendido para perícia no Instituto de Criminalística (IC), da Polícia Técnico Científica. O objetivo da investigação é saber se a arma que foi dada na base da Guarda é a mesma que foi usada para atingir a vítima.

A equipe de reportagem não conseguiu localizar o advogado de Elise para comentar o assunto. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ela é bacharel no curso de direito. Para a investigação, a mulher trabalharia como enfermeira.
A polícia fez diligências na noite desta segunda-feira no apartamento do casal, na Zona Oeste da capital, onde utilizou um reagente químico, para localizar manchas de sangue. No local, a polícia encontrou sacos da mesma cor dos que foram utilizados para colocar as partes do corpo esquartejado do executivo. "Ela nega, mas há fortes indícios (contra ela)", disse o delegado Jorge Carrasco, diretor do DHPP.
Marcos será enterrado às 15h desta terça-feira no Cemitério São Paulo, na Zona Oeste da capital paulista. Não haverá velório, segundo informaram ao G1 funcionários do cemitério.
Segundo o delegado, ainda não é possível apontar quem são os executores do crime. Ao ser questionado sobre a possibilidade de envolvimento de policiais militares, ele negou. “Nem sei se ele tinha segurança e não sei se estes seguranças dele eram policiais militares. O que posso dizer é que estamos investigando todas as possibilidades. Uma delas é a de crime passional", afirmou.
Advogado da família da vítimaLuiz Flávio D'Urso, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, disse ao G1que foi contratado pelo irmão e pelo pai do empresário morto e esquartejado para acompanhar o inquérito junto à Polícia Civil.
"A partir do reconhecimento [da vítima], o pai e o irmão entraram em contato comigo para que acompanhasse todas as investigações. Eles estão abalados a tal ponto, justamente pela forma como se deu o crime, com o esquartejamento, por essa brutalidade fora do comum, que não sabem o que pensar. Eles querem apenas que a polícia trabalhe e que investigue todas as possibilidades", disse D'Urso. O advogado da família disse que as partes do corpo do executivo foram encontrados em uma mata na região de Cotia, na Grande São Paulo.
A assessoria de imprensa da Polícia Militar, que também responde pela Corregedoria da corporação, informou em nota que "o caso citado é investigado pelo DHPP e encontra-se com sigilo para divulgação de informações, com fulcro em não prejudicar o andamento da apuração."
YokiNo dia 24 de maio, a companhia norte-americana de alimentos General Mills confirmou a compra da Yoki, com o objetivo de expandir os negócios no Brasil. No entanto, os termos do acordo, que deve ser fechado no primeiro semestre do próximo ano fiscal, que começa em 28 de maio, não foram revelados. O valor do negócio pode chegar a R$ 2,2 bilhões.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/06/policia-investiga-se-suposta-traicao-motivou-mulher-matar-empresario.html