Mostrando postagens com marcador PADRES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PADRES. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

PADRES, ORGIAS E BALADAS - PARTE II




O padre José Antonio Boitrón Solano foi flagrado em sua cama na igreja Medalha Milagrosa, em Trujillo (Peru), com a faxineira Teolinda Amaya Altamirano, que trabalhava na paróquia. A relação sexual foi gravada e exibida na TV peruana. As imagens foram feitas pelo marido de Teolinda, que está grávida de 4 meses. O filho seria do padre.

"Fizeram uma armadilha para mim", defendeu-se o religioso ao marido traído.

"Eu reconheço que errei, fique calmo", acrescentou.

Teolinda disse que José Antonio a forçava a ter relações sexuais com ele. O padre ainda celebra missas na igreja, segundo a imprensa local. Teolinda foi demitida.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

SEX IN THE VATICAN ( SEXO NO VATICANO)

Religião
Roma by night: os casos secretos dos padres no Vaticano




Livro de jornalista italiano fala sobre como a regra do celibato é ignorada no coração da Igreja Católica e retrata as consequências nocivas desta proibição

Nana Queiroz

Segundo Abbate, grande parte dos padres do Vaticano ignora a regra do celibato com o passar dos anos (Andreas Rentz/Getty Images)

Cerca de 25% dos padres americanos têm relações secretas com mulheres – e 30% são gays. Na Alemanha, de um total de 18.000 presbíteros, pelo menos 6.000 têm relacionamentos ocultos. Na Áustria, mais de 20% dos clérigos. No Brasil, 3.000 sacerdotes se encaixam nesse caso.

Duas strippers entram no palco e iniciam suas performances. Decidem, então, homenagear o organizador da festa. Ele usa calças jeans, cinto branco, camisa rosa desabotoada até o umbigo e tem uma pele bronzeada. Trata-se de um francês, de mais ou menos 35 anos, que mora em Roma. As moças o envolvem em uma dança lasciva.

A cena descrita acima não aconteceu em uma das festas promovidas pelo premiê italiano Silvio Berlusconi e conhecidas como bunga-bunga. É um excerto do livro Sex and the Vatican: Viaggio Segreto nel Regno dei Casti (Sexo e o Vaticano: Viagem Secreta ao Reino dos Castos, Piemme), do jornalista Carmelo Abbate, que está sendo lançado em cinco países - Bélgica, Canadá, França, Itália e Suíça - entre abril e maio deste ano. O texto, que defende o fim do celibato, traz uma nova visão sobre a sexualidade dos padres, especialmente em um momento em que eles são associados aos escândalos de pedofilia na Igreja Católica.

Nas palavras do autor, a noitada em Roma continua da seguinte maneira: “Há poucos dias esse francês celebrou a missa matinal da Basílica de São Pedro. No Vaticano. O francês não é o único padre presente na festa. Há um sacerdote italiano. Há um sacerdote alemão. Há um sacerdote brasileiro, jovem, alto e bonito."

Divulgação

Os padres e o celibato - Em Sex and the Vatican¸ Abbate revela os segredos da vida noturna romana, quando muitos padres se dirigem a clubes privados, saunas e casas de suas (ou seus) amantes. O livro é uma coletânea de depoimentos anônimos e cenas que o próprio Abbate presenciou enquanto investigava o tema. “Segundo minhas averiguações, a regra do celibato é ignorada por grande parte dos padres com o decorrer do tempo”, disse o autor ao site de VEJA.

Richard Sipe, conselheiro em saúde mental clínica que conduziu um estudo de 25 anos sobre o tema e se especializou no tratamento de padres católicos com transtornos mentais, confirmou que a conclusão de Abbate não vale só para o Vaticano. Segundo sua pesquisa, cerca de 25% dos padres americanos têm relações secretas com mulheres - e 30% são gays. Outros estudos mostraram que, na Alemanha, de um total de 18.000 presbíteros, pelo menos 6.000 têm relacionamentos ocultos. Na Áustria, são mais de 20% dos clérigos. No Brasil, 3.000 sacerdotes se encaixam nesse caso - alguns deles têm relações estáveis em sigilo, mas não abandonam a batina.

Ponto de vista católico - É possível descrever o ponto de vista da Igreja sobre o tema com base em sua história e literatura. O celibato não é um dogma da fé católica ou uma exigência bíblica e não foi sempre uma norma da Igreja. Muitos dos apóstolos de Jesus Cristo nos textos evangélicos, por exemplo, eram casados. Somente em 1537, durante o papado de Gregório VII, os padres foram proibidos de se casar sob pena de serem excomungados. A intenção da Igreja era proteger seus bens de futuras disputas dos herdeiros de seus sacerdotes.

Em 1967, o papa Paulo VI chegou a se questionar sobre a necessidade da exigência nos dias de hoje, mas optou por mantê-la. Seu principal argumento foi o de que o próprio Jesus, considerado por ele o “sacerdote eterno”, viveu o celibato e é um exemplo a ser seguido. Além disso, o pontífice acreditava que, abdicando da família, os padres estariam mais livres para se dedicar completamente às coisas do espírito.

Os últimos papas mantiveram a tradição. Bento XVI chegou até a propor uma seleção rígida para impedir que os homens mais inclinados a cair nas “tentações da carne” fossem incorporados ao clero.

Ainda assim, "alguns padres de diversas nacionalidades dividem suas vidas entre as austeras salas da Via della Conciliazione (a avenida que leva ao Vaticano) e a movimentada 'Roma by night'", afirma a editora italiana do livro, Piemme. Eles também constroem relações amorosas estáveis com mulheres, têm filhos ilegítimos e, segundo Abbate, alguns até participam de orgias.

Consequências - Mas quando o dia amanhece em Roma, a culpa vira companheira desses homens. Nas missas, escutam a condenação da sensualidade e da homossexualidade. Nos livros, a exaltação do celibato dos santos. A vida dupla ganha um peso divino, e eles, embora sejam guardiões do espiritual, continuam tendo apenas sua força humana. “E quanto mais o tempo passa, mais difícil é para os padres abandonar a Igreja e se livrar dessa culpa horrível”, conta Abbate.

Enquanto colhia depoimentos para seu livro, o autor ficou especialmente tocado com a história de uma jovem que havia se relacionado secretamente com um padre por alguns anos. Um dia, o sacerdote terminou o caso e pediu transferência para bem longe de sua paróquia. “Fiquei tocado pela ingenuidade e inocência da moça, sua vontade de perdoá-lo apesar de tudo que a fez sofrer. Como ela, há muitas outras mulheres que carregam um sentimento de culpa: acreditam que são a razão de todo o sofrimento de seus amados padres”.

Reação da Igreja - Já para a Santa Sé, com poder e dinheiro em mãos, não é tão complicado se livrar dos escândalos. Abbate desvenda casos em que mulheres italianas assinaram acordos com a Igreja para que recebessem pensões em troca de seu silenzio. Conta histórias de freiras que foram estupradas e de outras obrigadas a abortar. “A Igreja usa duas medidas para julgar determinadas coisas. Por um lado, excomunga os médicos que realizam o aborto em uma garota de nove anos que havia sido estuprada no Brasil. Por outro, permite que coisas muito piores aconteçam em seus bastidores”, diz.

A tese que ele sustenta em seu livro é a de que a alta cúpula do Vaticano tem conhecimento destas transgressões. Mas faz vista grossa, contanto que não tenha de lidar com escândalos. “Além de não ser respeitada, a regra do celibato produz consequências terríveis, como abortos, esposas clandestinas e pessoas cheias de culpa”, diz o autor. “Não seria a hora de a Igreja mudar essa postura e prevenir que histórias assim continuem acontecendo?”.

domingo, 29 de maio de 2011

PADRES, ORGIAS E BALADAS




ACESSE:-




Assista ao vídeo em que o jornalista João Loes fala sobre sua reportagem a respeito da sexualidade de padres da Igreja Católica. Confira também cenas reais em que os sacerdotes são flagrados em baladas e orgias :




Padres_255.jpg









img3.jpg


ESCÂNDALO


De camisa e colarinho, o padre atende ao pedido de seu amante,


que queria vê-lo a caráter (acima). Eles relaxam depois do sexo (abaixo)

img1.jpg

De noite, orgias, festas e bebedeiras. De dia, missa, confessionário e oração. De noite, jeans, pele bronzeada à mostra e gel no cabelo. De dia, batina, estola e ascetismo. É assim a rotina de um sem-número de padres católicos que vivem uma vida dupla nas grandes capitais do mundo, Roma inclusive. Pelo menos é isso que garante, com vídeos, fotos e descrições dolorosamente ricas, um dossiê em forma de livro e site lançado em abril, na Europa. Batizado de “Sex and the Vatican”, uma alusão ao seriado “Sex and the City” – que conta as aventuras sexuais de quatro mulheres em Nova York –, a obra detalha orgias entre sacerdotes gays e seus amantes e conta histórias de religiosos que engravidam mulheres, compram, com dinheiro da Igreja, o silêncio das mães e, em alguns casos, até bancam seus abortos. Já em sua segunda edição na Itália e na França, “Sex and the Vatican – Viaggio Segreto Nel Regno Dei Casti” (Ed. Piemme) (“Sexo e o Vaticano – uma viagem secreta no reino dos castos”, sem tradução no Brasil) está em via de ser publicado em inglês enquanto versões em espanhol e português são negociadas. “Não faço campanha contra a Igreja”, justifica Carmelo Abbate, jornalista e autor da obra. “Ela é que se complica quando se recusa a admitir que coisas comso essas acontecem dentro da instituição”, explica.

chamada.jpg



img.jpg



 Abatte resolveu escrever o livro depois do sucesso de uma matéria que publicou em julho de 2010 na revista “Panorama”, a semanal de maior prestígio da Itália. Nela, o foco eram os padres homossexuais. Detalhes inéditos dessa apuração abrem o primeiro capítulo do livro (leia trechos nos destaques). Mas o grosso da obra mergulha em um submundo que revela desvios do sacerdócio bem mais chocantes do que a homossexualidade. Na Índia, por exemplo, o autor descobriu o caso de um padre que estuprava, sistematicamente, as freiras de sua missão. Muitas ficaram grávidas, algumas abortaram por pressão do religioso e da missão e outras morreram durante processos toscos para interromper a gravidez. As missionárias que reclamavam eram transferidas para obras em outros países. Histórias semelhantes foram ouvidas pelo jornalista nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Irlanda.





“O fenômeno é mundial e inclui o Brasil”, garante ele, que ainda não descobriu nenhum caso com provas irrefutáveis no País.


Esse tipo de comportamento é tão comum que existem associações para dar auxílio às amantes e aos filhos de padres em diversos países. Abbate, por exemplo, arrolou nove delas em seu livro. Uma é a Bethany, coordenada pelo ex-padre irlandês Pat Buckley. A instituição, sediada em Dublin, dá assistência a pelo menos 120 mulheres que são não só amantes de sacerdotes como também mães de seus filhos. Há casos de mulheres com mais de dez crianças, muitas criadas com ajuda financeira dada secretamente pelas paróquias dos padres pais. Nos atendimentos a essas pessoas, Buckley descobriu que houve até uma excursão coordenada por padres com o objetivo de levar suas amantes grávidas até Londres para que elas fizessem abortos, proibidos na Irlanda. “São muitos casos como esses, mas, como tudo acontece escondido, é difícil quantificar”, admite. “A Igreja se dispõe a aceitar muita coisa se houver chances de o assunto não virar escândalo”, diz o jornalista.





O caso das orgias gays em Roma, porém, é forte candidato a se tornar um escândalo incendiário. Primeiro, porque foi filmado e as imagens são fortes e reveladoras. Segundo, porque os mesmos padres flagrados em festas bebendo e mantendo relações sexuais com outros homens dizem ter rezado missas em lugares como a Basílica de São Pedro, no Vaticano, e encontrado pessoalmente o papa Bento XVI. Terceiro, porque a população tende a ser menos tolerante com padres homossexuais do que com heterossexuais – o pecado, no caso dos gays, seria duplo. “Ninguém imagina um padre em uma boate gay ”, diz a psicóloga Maria Luiza Macedo de Araújo, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana (Sbrash). “Lugar de sacerdote é na igreja e o contraste entre o que é pregado e o que é feito é que choca.” Se depender do Vaticano, porém, o caso, deve passar despercebido. Questionado sobre o lançamento do livro, o órgão se limitou a dizer, por meio de porta-voz, que “não pode reagir a todos os livros que falam mal da instituição”. No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disse que “não tinha conhecimento do livro e por isso não poderia comentar os temas citados”.



img4.jpg