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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

S. J. DOS CAMPOS/SP E O PIB DE 0,5%


54 municípios concentravam 50% doPIB do país em 2010, diz IBGE


'Fatia' de SP, Rio e Brasília no PIB brasileiro ficou menor.
Catas Altas, em MG, foi município que mais ganhou posições no ranking.

Do G1, em São Paulo

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PIB dos municípios 2010 (Foto: Editoria de Arte/G1)
Apenas 54 municípios – dos cerca de 5,5 mil existentes no Brasil – concentravam cerca de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2010, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na outra ponta, outras 1.325 cidades, juntas, detinham 1% do total.
“Nesta faixa, estavam 75,0% dos municípios do Piauí, 61,4% dos municípios da Paraíba, 50,9% dos municípios do Rio Grande do Norte e 48,9% dos municípios do Tocantins”, aponta o estudo do IBGE.
Somados, São Paulo, Rio de Janeiro eBrasília concentraram 20,8% dos R$ 3,77 trilhões do PIB daquele ano. A “fatia”, no entanto, foi menor que no ano anterior: em 2009, os três municípios foram responsáveis por 21,4% do PIB. A participação de São Paulo – que seguiu no primeiro lugar do ranking dos maiores PIBs do país –, caiu de 12% para 11,8%; do Rio, de 5,3% para 5%; e de Brasília, de 4,1% para 4%.
Segundo o IBGE, a indústria de transformação, comércio e serviços de manutenção foram os principais responsáveis pela queda de participação de São Paulo. No Rio, os “vilões” foram a indústria de transformação, na fabricação de máquinas e equipamentos industriais.
No ranking dos seis municípios que mais geraram renda em 2010 estão ainda Curitibae Belo Horizonte, com 4,1% cada, e Manaus, com 1,3%. Juntos, os seis responderam por 25% de todo o PIB brasileiro naquele ano.
Tirando as capitais, 11 municípios se destacaram por gerarem mais de 0,5% do PIB – oito deles no estado de São Paulo:Guarulhos (SP), Campinas (SP), Osasco(SP), São Bernardo do Campo (SP), Betim(MG), Barueri (SP), Santos (SP), Duque de Caxias (RJ), Campos dos Goytacazes (RJ),São José dos Campos (SP) e Jundiaí (SP).
Menores PIBs
Na outra ponta, dois municípios do Piauí registraram os menores PIBs do país em 2010: Santo Antônio dos Milagres, com R$ 7,2 milhões, e Miguel Leão, com R$ 8,8 milhões. São Félix do Tocantins (TO), Viçosa (RN) e Quixabá (PB) completam a lista dos cinco menores.
PIB per capita
De acordo com o IBGE, o PIB per capita (PIB dividido pelo número de habitantes) do Brasil foi de R$ 19.766,33 em 2010. Quase 4,8 mil municípios, no entanto, registraram PIB per capita abaixo dessa média.
O maior PIB per capita foi registrado em São Francisco do Conde, na Bahia, de R$ 296,8 mil. Em seguida, aparecem Porto Real (RJ), com R$ 290,8 mil, Louveira (SP), com R$ 239,9 mil, Confins (MG), com R$ 239,7 mil, eTriunfo (RS), com 223,8 mil.
“Em comum, observa-se que esses municípios possuíam baixa densidade demográfica”, aponta o IBGE. São Francisco do Conde abrigava a segunda maior refinaria em capacidade instalada de refino do país. No município de Porto Real, situava-se uma indústria automobilística. Louveira concentrava centros de distribuição de grandes empresas. Confins ganhou posição desde 2006, com a transferência da maior parte dos voos do aeroporto emBelo Horizonte para o aeroporto internacional situado no município. Já Triunfo era sede de um polo petroquímico importante.
O IBGE ressalta, no entanto, que “nem toda a renda gerada no município é apropriada por sua população residente, uma vez que a geração da renda e o consumo não são necessariamente realizados em um mesmo município” – ou seja, a renda gerada no município nem sempre se traduz em uma população rica.
Do outro lado do espectro, entre as cinco cidades com menor PIB per capita, quatro estão no estado do Pará. O menor é o de Curralinho, de R$ 2,2 mil, no arquipélago de Marajó, onde 60% dos recursos vêm de transferências federais. Depois de Curralinho, aparecem Bagre (R$ 2,3 mil), São Vicente Ferrer (no Maranhão, R$ 2,4 mil), Cachoeira do Piriá (R$ 2,46 mil) eMuaná (R$ 2,58 mil).
Mudanças no ranking
São Salvador do Tocantins foi a cidade que mais caiu no ranking de PIBs dos municípios, da 2.617ª para a 4.295ª posição. Segundo o IBGE, a queda ocorreu por conta do fim das obras de uma usina hidroelétrica na cidade vizinha de Paranã. Paranã, por sua vez, teve a terceira maior alta no mesmo ranking, da 3235ª para a 1724ª posição, por conta do início de funcionamento da mesma usina.
Já as duas cidades que mais ganharam posições no ranking foram de Minas Gerais. Catas Altas passou da 2973ª para a 1119ª posição (R$ 310 milhões). O ganho veio da alta do preço do minério de ferro depois da crise de 2008. Itamarati de Minas, por sua vez, passou da 4577ª para a 2958ª posição (R$ 84 milhões), com a retomada da extração de bauxita.
PIB DOS MUNICÍPIOS EM 2010
CidadePIB (em R$ mil)PIB per capita (em R$)
10 MAIORES PIBS
São Paulo (SP)443.600.10239.450,87
Rio de Janeiro (RJ)190.249.04330.088,24
Brasília (DF)149.906.31958.489,46
Curitiba (PR)53.106.49730.400,49
Belo Horizonte (MG)51.661.76021.748,25
Manaus (AM)48.598.15326.961,15
Porto Alegre (RS)43.038.10030.524,80
Guarulhos (SP)37.139.40430.383,43
Fortaleza (CE)37.106.30915.161,47
Salvador (BA)36.744.67013.728,08
10 MENORES PIBS
Santo Antônio dos Milagres (PI)7.2383.516,83
Miguel Leão (PI)8.7927.016,89
São Félix do Tocantins (TO)8.9776.212,80
Viçosa (RN)9.0005.562,55
Quixabá (PB)9.1685.395,90
São Miguel da Baixa Grande (PI)9.1684.339,09
Aroeiras do Itaim (PI)9.2513.788,32
São Luis do Piauí (PI)9.4563.692,37
Parari (PB)9.5837.630,03
Areia de Baraúnas (PB)9.6114.987,34
10 MAIORES PIBS PER CAPITA
São Francisco do Conde (BA)9.848.259296.884,69
Porto Real (RJ)4.820.284290.834,08
Louveira (SP)8.914.891239.950,77
Confins (MG)1.424.974239.773,56
Triunfo (RS)5.777.746223.848,22
Anchieta (ES)4.185.736175.179,39
Alto Horizonte (GO)754.293167.434,56
Presidente Kennedy (ES)1.607.333155.824,81
Quissamã (RJ)3.112.919153.769,95
Araporã (MG)922.263147.964,58
10 MENORES PIBS PER CAPITA
Curralinho (PA)64.8762.269,82
Bagre (PA)56.4292.365,52
São Vicente Ferrer (MA)50.1762.404,20
Cachoeira do Piriá (PA)65.1892.462,19
Muaná (PA)88.4872.584,55
São Bento (MA)110.2522.707,76
Cajapió (MA)28.8992.718,09
Anajás (PA)68.0722.748,05
Tutóia (MA)146.4652.778,65
Novo Triunfo (BA)41.8852.781,77

domingo, 8 de janeiro de 2012

INFLAÇÃO NO BRASIL FOI DE 6,5%


ECONOMÍA

6 ENE 2012 11:30h

BRASIL

Los precios en Brasil subieron 6,5% en 2011, la mayor inflación en siete años

Es el máximo que se había impuesto el Gobierno para 2011. Dicen que fue por la suba en los precios de los útiles escolares, los alimentos y las tarifas de autobús.
Brasil terminó 2011 con una inflación anual del 6,50 por ciento, la mayor desde 2004 (7,60 por ciento). La cifra es la mayor de los últimos siete años y el máximo que se había impuesto el Gobierno para 2011, según los datos divulgados hoy por el Instituto Brasileño de Geografía y Estadísticas.
A partir de 2005 y hasta el 2013 el Gobierno se impuso la meta de alcanzar una inflación del 4,50 por ciento anual, pero ese objetivo admite un margen de tolerancia de dos puntos porcentuales hacia arriba o hacia abajo, por lo que puede llegar a un máximo del 6,50 por ciento.
Como el índice de precios se ubicó exactamente en el techo tolerado, el Gobierno aseguró haber cumplido su meta por octavo año consecutivo, lo que evitó que el Banco Central fuese obligado a presentar ante el Ministerio de Hacienda una explicación oficial, con detalles sobre lo ocurrido y medidas para corregir el rumbo. 
Desde que creó el sistema de metas de inflación, en 1999, la tasa apenas superó el objetivo propuesto en 2001, 2002 y 2003. Pese a que la inflación aumentó en 2011 con respecto a 2010, el país terminó el año con una menor presión sobre los precios. La inflación en diciembre de 2011 fue del 0,50 por ciento, por debajo del 0,52 por ciento medido en noviembre del año pasado y del 0,63 por ciento del mismo mes de 2010. 

"La suba de los precios se concentró en el primer trimestre de 2011, cuando la tasa subió un 2,44 por ciento debido principalmente a la elevación de las tarifas del grupo educación (matrículas y material escolar), así como a los aumentos de los precios de los alimentos y de las tarifas de autobús", explicó la economista Eulina Nunes dos Santos, coordinadora de los estudios sobre inflación del organismo estatal. "En el segundo trimestre los alimentos siguieron presionando la inflación, pero de forma menos fuerte. En el tercer trimestre la presión ya fue mucho menor", agregó.
"La inflación está en trayectoria descendiente y terminó 2011 en 6,5 por ciento tras haber alcanzado un índice interanual del 7,3 por ciento al final del tercer trimestre", alegó el presidente del Banco Central, Alexandre Tomini, en un comunicado. El presidente del organismo emisor agregó que "otros indicadores refuerzan la percepción de significativo enfriamiento de las presiones inflacionarias". 

De acuerdo con Tombini, la inflación retrocederá a lo largo de 2012 y se dirigirá hacia niveles más próximos al centro de la meta oficial.  El organismo prevé que la inflación se ubicará en el 4,7 por ciento tanto en 2012 como en 2013, pero los economistas de los bancos privados proyectan una tasa del 5,32 por ciento para este año. 

Los precios de los alimentos, que habían subido un 10,39 por ciento en 2010, acumularon un incremento del 7,18 por ciento el año pasado. Pese a ello los alimentos fueron el sector con mayor impacto sobre la inflación en 2011.


Fuente: EFE